sexta-feira, 20 de julho de 2018

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VIVENDO NO BRASIL 1


AMÉRICA LATINA EDUCAÇÃO

Com Unicamp no topo, Brasil lidera ranking de universidades latino-americanas

Priscila Micaroni Lalli/Wikimedia Commons

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi novamente selecionada nesta quarta-feira como a melhor da América Latina, junto com outras cinco instituições de ensino brasileiras entre as dez melhores da região, segundo o ranking elaborado pela revista "Times Higher Education" (THE).

O pódio liderado pelo Brasil é completado pelo Chile, com duas universidades entre as dez primeiras, além de México e Colômbia, com uma cada.

A classificação, que analisa 129 universidades de dez países da América Latina, repetiu o pódio concedido no ano passado e voltou a situar nos dois primeiros lugares da lista a Unicamp e Universidade de São Paulo (USP), respectivamente. A Pontifícia Universidade Católica do Chile manteve a terceira posição.

O quarto lugar ficou com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), seguida por Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México), Universidade do Chile, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade dos Andes (Colômbia), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Nesta nova edição, o ranking volta a contar com instituições de ensino superior do Peru e inclui pela primeira vez uma jamaicana, a Universidade das Índias Ocidentais, na 37ª posição.

O domínio do Brasil neste ano foi notável, com 43 universidades na lista, seguido por Chile (26), México (22), Colômbia (19) e Argentina (7), que tomou o quinto lugar da Venezuela, o único país a registrar uma diminuição no número de instituições na classificação em relação ao ano anterior, passando de três para duas.

Em uma análise mais detalhada, THE destacou a liderança regional das universidades equatorianas em termos de projeção internacional e número de artigos acadêmicos, seguidas de perto pelas chilenas. De acordo com o levantamento, as universidades argentinas são as que possuem o melhor ambiente educativo.

Phil Baty, diretor editorial da revista, comentou que as instituições latino-americanas foram afetadas por "profundas restrições econômicas e políticas" que estão "danificando a sua atuação" no plano internacional, assim como "diminuindo o seu rico potencial".

"No entanto, os resultados mostram a resiliência e a ambição que estes centros têm para enfrentarem tais desafios e seguirem lutando para oferecer um serviço de qualidade aos seus países", explicou Baty.EFE

CENTRÃO ELEIÇÃO 2018

Centrão chega a acordo para apoiar Alckmin

Centrão desiste de Ciro e decide apoiar Alckmin

Depois de uma reunião com o pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quinta-feira (19) em São Paulo, líderes do centrão disseram que os termos do acordo com o tucano foram fechados, restando agora uma validação interna formal nos partidos para que seja anunciado.

A aliança deve mudar a correlação de forças da eleição, dando a Alckmin capilaridade e o maior tempo de TV.

Os partidos do centrão têm, juntos, 171 segundos por bloco. Sozinho, Alckmin já tinha 78 segundos. Com a aliança, o tucano chega a 249 segundos (4 minutos e 9 segundos). Com os 111 segundos (1 minuto e 51 segundos) de PPS, PV, PTB e PSD, com quem já está aliado, Alckmin chega a 360 segundos (6 minutos).

Adversário histórico do PSDB, o PT tem 95 segundos (1 minuto e 35).

Alckmin disse que, por meio de sua assessoria, que nada foi definido e anúncios ficarão para a próxima semana.

Uma das principais resistências à aliança com o tucano foi vencida, a do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Ele foi convencido a desistir de Ciro Gomes (PDT) por seus rompantes e incompatibilidade ideológica, especialmente depois de uma conversa entre economistas dos dois grupos.

O bloco, formado por DEM, PP, Solidariedade, PR, Avante, PRB e PHS sugeriu Josué Alencar (PR) para a vice na chapa. Alckmin não demonstrou resistência, ao contrário, disseram participantes.

O tucano se encontrou em uma casa nos Jardins com o presidente do DEM, ACM Neto, Rodrigo Maia, os deputados Paulinho da Força (SD-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Marcos Pereira (PRB), e Luís Tibé (Avante-MG).

Segundo relatos, o presidenciável tucano se comprometeu a estudar uma forma de compensar o fim do imposto sindical de forma a garantir a sobrevivência dos sindicatos.

Outro ponto a ser ainda trabalhado são os palanques estaduais, sendo Minas Gerais o principal foco de atenção.

O DEM havia dado legenda para Rodrigo Pacheco se lançar ao governo mineiro. Com a aliança, precisa redefinir a chapa, já que PSDB tem o ex-governador Antonio Anastasia como pré-candidato.

A recondução de Maia na presidência da Câmara está subentendida no acordo, disseram líderes do bloco.FOLHAPRESS

BRASIL SUÍÇA

Suíça diz que cooperação anticorrupção com o Brasil avança e é "frutífera"

EFE/Fernando Bizerra Jr.

O ministro de Finanças da Suíça, Ueli Maurer, disse nesta quarta-feira que a cooperação com o Brasil no combate à corrupção evoluiu e que a troca de informações entre os dois países é "muito frutífera".

"As autoridades brasileiras estão muito comprometidas com o combate à corrupção e a troca de informações e experiências entre a Suíça e o Brasil é muito frutífera nessa área", afirmou Maurer em entrevista coletiva realizada em São Paulo.

O ministro lidera uma delegação que está no Brasil para explorar oportunidades no uso de novas tecnologias para empresas do setor financeiro, as chamadas fintechs, e estreitar os laços econômicos entre os dois países.

Perguntado sobre a colaboração entre os dois países dentro da Operação Lava Jato, Maurer indicou que várias questões técnicas ainda precisam ser respondidas, mas que há "evolução".

"Do ponto de vista jurídico é um caso muito difícil de se trabalhar, mas há evolução", destacou o ministro.

Brasil e Suíça assinaram em maio um acordo para eliminar a dupla tributação sobre o imposto de renda e prevenir assim a sonegação. Antes, em novembro de 2015, os dois países firmaram um pacto para trocar de informações em questões tributárias e depois assinaram uma declaração conjunta para troca automática de informações fiscais.

O ministro disse que a Suíça está coletando informações financeiras de pessoas de 41 países, entre eles o Brasil. Os dados serão apresentados às autoridades pertinentes em setembro de 2019.

"O intercâmbio de informações entre as autoridades fiscais de um país e de outro tem por objetivo identificar que contribuintes não estão pagando seus impostos e fazer com que eles paguem devidamente", explicou o ministro.

No entanto, Maurer explicou que não há muitos brasileiros nesta lista que está sendo elaborada pelo governo suíço.

"O Brasil já teve duas anistias fiscais recentemente. Por causa disso, partimos do princípio de que haverá poucos contribuintes que não participaram disso e que ainda têm dinheiro na Suíça", disse ele, citando o recente programa de repatriação fiscal realizado pelo governo de Michel Temer.EFE

COMPORTAMENTO



BRASIL JAPÃO

Princesa Mako chega ao Brasil para lembrar 110 anos de imigração japonesa

EFE/Antonio Lacerda

A princesa Mako, neta mais velha do imperador Akihito, chegou nesta quarta-feira ao Rio de Janeiro, onde começou uma visita oficial de duas semanas ao Brasil, para participar dos atos comemorativos pelos 110 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao país.

Esta é a primeira visita da princesa Mako ao Brasil, país no qual visitará diversas cidades em cinco estados e onde se reunirá com descendentes dos primeiros japoneses que chegaram ao país, antes de retornar ao Japão no dia 31 de julho.

Há 110 anos, em junho de 1908, chegou ao porto paulista de Santos o "Kasato Maru", embarcação que trouxe 781 japoneses a bordo, na sua maioria camponeses de regiões pobres do país que tinham sido contratados como mão-de-obra barata para trabalhar nas prósperas fazendas de café do estado de São Paulo.

A chegada de imigrantes continuou sem interrupção até o começo da II Guerra Mundial e atualmente o Brasil é o país que acolhe a maior comunidade de japoneses do mundo fora do Japão, com cerca de 1,9 milhão de pessoas.

Poucas horas depois de ter aterrissado no Rio, o primeiro ato comemorativo da princesa Mako em solo brasileiro foi uma visita ao jardim japonês do Jardim Botânico, onde plantou uma muda de pau-brasil.

Posteriormente, Mako, de 26 anos, subiu o Corcovado e fez uma curta visita ao Cristo Redentor.

No final da tarde, a princesa se reuniu com a colônia japonesa, que aguardou cerca de uma hora em um solene e longo silêncio a chegada de Mako.

No único ato da jornada de hoje no Rio no qual Mako se pronunciou, a princesa disse estar "feliz de fazer esta visita neste ano memorável".

"Sinto amizade por este país desde menina, apesar da distância física, e agradeço a recepção que me deram e por estar hoje na Cidade Maravilhosa", afirmou a princesa.

Mako também agradeceu ao público presente pelas "dificuldades que eles e seus descendentes enfrentaram para contribuir para o desenvolvimento" da sociedade japonesa no Brasil.

A princesa também distribuiu elogios aos brasileiros, pelo calor com que receberam os imigrantes e desejou que esta "história seja conservada pelas próximas gerações" para que "se fortaleça a relação entre Japão e Brasil".

Como é usual no protocolo da Casa Imperial, o sigilo marca a pauta na agenda das visitas oficiais de seus integrantes e a da princesa Mako não é a exceção.

Além de seu itinerário no Rio, só se sabe oficialmente de sua agenda em São Paulo, estado que possui a maior colônia japonesa do país (1,3 milhão) e no qual a princesa estará entre 21 e 24 de julho.

Na capital paulista participará neste sábado da cerimônia comemorativa dos 110 anos de imigração japonesa no Brasil no São Paulo Expo, onde também visitará o Festival do Japão.

Nesse mesmo dia, a princesa Mako estará no parque do Ibirapuera onde deixará uma coroa de flores no monumento aos pioneiros da imigração japonesa e visitará o Pavilhão Japonês, enquanto no domingo conhecerá a Japan House e o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.

Mako também estará em vários atos comemorativos nas cidades paulistas de Marília, Promissão, Cafelândia e Araçatuba, onde há uma forte presença de descendentes japoneses, e fechará sua agenda no estado com a visita ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

A expectativa é que a princesa também visite a cidade de Maringá, no Paraná, e outros lugares com grande presença de brasileiros descendentes de japoneses como Manaus e Tomé Açu, no Pará.

A última visita ao Brasil de um integrante da família real japonesa foi a do príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, que participou em março deste ano do Fórum Mundial da Água em Brasília.

María Angélica Troncoso e Andrea Usero/EFE

VIVENDO NO BRASIL 2


LÍBIA CONFLITO

Contrabando transformou pão em artigo de luxo na Líbia

Menino líbio come um pão em foto de 2011. EFE/Jim Hollander

"Jamais pensei que não poderia comprar pão. Foi para isso que demos o nosso sangue, para isso que fizemos uma revolução?", se pergunta com um longo lamento Khadija, uma mãe de família líbia com seus 30 e tantos anos.

Quando o sol se põe sobre o centro da capital Trípoli, ela é uma das poucas mulheres que espera em frente à padaria de grande movimento. Há apenas duas semanas, era possível comprar dez unidades de pão branco em uma sacola de plástico por um dinar. Agora, nem três pãezinhos.

"Os preços não param de subir. A carne é impossível, não podemos pagar. Faço sanduíches para os meus filhos com latas de atum. Logo não temos nada mais para comer no dia todo", disse à Agência Efe.

Trata-se de uma inflação galopante que analistas locais e internacionais relacionam ao contrabando, especialmente de combustível, que se transformou nos últimos três anos no verdadeiro sistema econômico do país.

Segundo instituições independentes internacionais como o Crisis Group, o comércio ilegal de gasolina e outros produtos refinados movimenta mais de US$ 2 bilhões ao ano apenas na Líbia, e tem ramificações em todo o norte da África e no Sahel.

O método é um simples e produtivo círculo vicioso: o petróleo é processado em refinarias líbias, como a do porto de Mellitah, no oeste de Trípoli, e transportado em caminhões que o distribuem por todo o território nacional.

No entanto, a maior parte das cisternas caem nas mãos dos contrabandistas que as desviam para as fronteiras com Tunísia, Argélia e Níger, onde a gasolina líbia subsidiada é vendida mais barata que a também subsidiada local.

A escassez e a necessidade de combustível na Líbia fazem com que esses mesmos caminhões retornem ao país com gasolina de contrabando procedente de refinarias na Argélia, no Marrocos e inclusive na Nigéria, o que encarece os preços.

O maior custo do transporte repercute no preço de produtos básicos, como a farinha, cujo comércio também está em poder de grupos dedicados ao mercado negro devido à ausência de uma autoridade firme, especialmente no oeste do país.

Economistas locais e estrangeiros afirmam que o contrabando, não só o de combustível, mas também os de pessoas e armas - o primeiro gera em torno de 1,5 bilhões de euros, o segundo poucos se aventuram a calcular - é hoje a base de um sistema em ruínas.

No entanto, o contrabando é quase o único espaço - junto aos alistamentos nas milícias - a oferecer às famílias e aos jovens líbios um trabalho e uma fonte de renda.

A Líbia, com seis milhões de habitantes, é um país rico em energia fóssil, mas também em outros recursos que não explora, como a abundante pesca e o turismo de cidades históricas e grandes espaços naturais.

Antes da revolução, que em 2011 acabou com os 42 anos de tirania de Muammar Kadafi, o país produzia mais de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia e proporcionava oportunidades de trabalho a milhares de migrantes procedentes de territórios vizinhos.

Sete anos depois, se tornou vítima do caos e da guerra civil, no qual três focos de poder sem legitimidade democrática disputam a autoridade apoiada por milícias que frequentemente mudam de lado.

A atual produção diária de petróleo depende das atividades das milícias, que às vezes ocupam ou fecham campos e oleodutos para pressionar as autoridades. O teto atual é de 800 mil barris diários.

O sistema bancário do país desapareceu, e inclusive a moeda é diferente - tanto em valor como fisicamente - dependendo da parte do território em que circula.

Além disso, e segundo cálculos da Organização Internacional da Migração (OIM), vinculada à ONU, há no país cerca de 750 mil migrantes com a intenção de ir à Europa através das rotas controladas pelas máfias.

A isso se soma a desvalorização e a instabilidade da moeda nacional: no câmbio oficial, um dinar equivale a um euro, mas no mercado negro um euro custa sete dinares.

"Os salários não compensam. Os bancos quase nunca têm dinheiro e inclusive, às vezes, o governo não pode pagar tudo. A população está cansada e triste, é normal que sinta saudades dos tempos de Kadafi. Naquela época, pelo menos sabíamos que as padarias e os mercados estavam cheios", se queixou Reda Abdallah, funcionário de um ministério controlado pelo governo sustentado pela ONU em Trípoli.
Mohamad Abdel Kader/EFE

UE GOOGLE

UE impõe multa recorde de 4,34 bilhões de euros ao Google por Android

EPA/FACUNDO ARRIZABALAGA

A Comissão Europeia (CE) multou nesta quarta-feira o Google em 4,34 bilhões de euros (R$ 19,58 bilhões), a maior multa já imposta pelo regulador comunitário, por exercer práticas ilegais com seu sistema operacional para telefones celulares Android com o objetivo de reforçar o domínio do seu motor de busca.

"O Google impôs restrições ilegais aos fabricantes de dispositivos Android e operadores de redes móveis para consolidar sua posição de domínio nas buscas na internet", disse o Executivo comunitário em comunicado.

A CE acusa o Google de ter exigido que os fabricantes pré-instalassem seus serviços de busca (Google Search) e seu navegador (Chrome) como condição para conceder a licença de uso de sua loja de aplicativos (Play Store).

Esta multa se soma à de 2,42 bilhões de euros (R$ 10,93 bilhões) que Bruxelas impôs ao gigante americano em junho de 2017 por abuso de domínio, ao favorecer seu serviço de comparação de compras em seu motor de busca, que até hoje era a sanção mais alta imposta pela CE a uma só empresa.

Por sua vez, o Google anunciou via Twitter que irá recorrer na justiça para contra a multa imposta pelo órgão europeu.

"O Android criou mais opções, não menos. Um ecossistema vibrante, inovação rápida e preços mais baixos são marcas clássicas da concorrência robusta. Recorreremos da decisão da Comissão", afirmou a empresa.EFE

ESTUDO INGLATERRA

Estudo analisará relação entre cabecear bolas e doenças cerebrais

EFE/Ernesto Guzmán Jr.

Um estudo buscará a relação entre cabecear bolas e as doenças cerebrais em ex-jogadores de futebol da Inglaterra, segundo informou nesta quarta-feira o jornal britânico "The Daily Telegraph".

A pesquisa será conduzida nos próximos dois anos pela Fundação Drake e acadêmicos da London School of Hygiene & Tropical Medique, da Universidade de Queen Mary e do Instituto de Medicina Ocupacional, ao custo de 660 mil libras esterlinas (R$ 3,3 milhões).

A Associação de Jogadores Profissionais da Inglaterra (PFA, sigla em inglês) foi criticada no passado por não enfrentar esse problema, mas desta vez aceitou promover o projeto divulgando a sua base de dados sobre jogadores.

Os pesquisadores terão acesso ao histórico futebolístico dos atletas, assim como ao estilo de vida deles, além de poderem realizar uma ampla categoria de exames, como neurológicos e de sangue.

O presidente da Fundação Drake, James Drake, garantiu que tem pessoas que esperam há anos por este estudo. O professor Neil Pearce, líder do projeto, explicou que é sabido que o risco de desordens neurológicas por lesões na cabeça acontecem no esporte, como é o caso do boxe.

"No entanto, não sabemos muito sobre os riscos de uma lesão cerebral no futebol e sabemos ainda menos sobre os riscos a longo prazo de cabecear uma bola de forma repetida", acrescentou.EFE

VIVENDO NO BRASIL 3

ONU COREIA DO NORTE

Rússia e China vetam pedido dos EUA de paralisar venda de petróleo à Coreia

Foto de arquivo de reunião do Conselho de Segurança da ONU. EFE / JUSTIN LANE

Rússia e China frearam, por enquanto, a solicitação dos Estados Unidos diante da ONU para que se paralise imediatamente as exportações de produtos petrolíferos refinados à Coreia do Norte, afirmaram nesta quinta-feira fontes diplomáticas.

Os dois países disseram ao comitê do Conselho de Segurança das Nações Unidas encarregado das sanções à nação asiática que estão estudando a proposta, mas querem mais informação, segundo as fontes consultadas.

Os EUA solicitaram na semana passada ao comitê que ordene "a paralisação imediata de todas as transferências de produtos petrolíferos refinados" à Coreia do Norte, por considerar que esse país já superou este ano as exportações permitidas sob o regime de sanções internacionais em vigor.

Os EUA repassaram aos outros 15 Estados-membros do Conselho um relatório que, segundo asseguram, demonstra que a Coreia do Norte violou as sanções ao obter de forma ilícita produtos petrolíferos com transferências entre navios.

O relatório elaborado pelos EUA inclui fotografias que mostram petroleiros norte-coreanos supostamente transferindo cargas, uma prática que, segundo Washington, está ocorrendo "em uma escala muito maior" do que se tinha informado.

As autoridades americanas dizem ter indícios de que, entre 1º de janeiro e 30 de maio, navios norte-coreanos entraram pelo menos 89 vezes em portos do país para "provavelmente" fornecer produtos petrolíferos procedentes de transferências ilícitas no mar.

Segundo os EUA, mesmo se esses petroleiros levassem unicamente um terço da sua carga normal, a Coreia do Norte já teria superado a cota de 500.000 barris anuais imposta nas sanções da ONU.

A questão, segundo fontes diplomáticas, deverá estar entre os assuntos que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, discutirá amanhã com os membros do Conselho de Segurança, Japão e Coreia do Sul.

Pompeo estará nesta sexta-feira em Nova York para abordar com eles os últimos eventos em relação à Coreia do Norte.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nos últimos anos várias rodadas com grandes castigos econômicos e diplomáticos ao país asiático, em resposta a seus testes nucleares e de mísseis.

Apesar dos contatos recentes entre EUA e Coreia do Norte, Washington seguiu insistindo na ONU na necessidade de manter a pressão sobre o regime de Kim Jong-un através de sanções.EFE

CHINA CIÊNCIA

China lança centro de pesquisa para clonagem de primatas

Laboratório de fertilização em foto de maio de 2018. EFE/Ernesto Arias

A China lançou um centro de pesquisa para a clonagem de primatas na cidade de Xangai, que permitirá avançar no diagnóstico e no tratamento de doenças cerebrais, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

O centro, que faz parte de um projeto conjunto entre o Instituto de Neurociência da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês) e o governo local, também se dedicará à investigação de modelos de doenças não humanas, de tecnologias de inteligência neurológica e do desenvolvimento de remédios.

O diretor do instituto, Poo Mu-ming, explicou ao jornal oficial "Global Times" que a pesquisa sobre clonagem de primatas permitirá diagnosticar e tratar doenças cerebrais, como os tumores, assim como desenvolver novos remédios.

Uma equipe de cientistas chineses clonou pela primeira vez dois primatas geneticamente idênticos com o mesmo método utilizado para criar a ovelha Dolly em 1996, segundo publicou a revista especializada "Cell" em janeiro.

Os primatas, dois macacos de cauda longa, foram criados através de uma transferência nuclear de células somáticas, ou seja, a partir de células do tecido de um macaco adulto, em um procedimento realizado no Instituto de Neurociência da Academia Chinesa de Ciências em Xangai.

A clonagem provocou críticas entre organizações de defesa dos animais, como a Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (PETA, na sigla em inglês), que a qualificou como um "espetáculo de terror" e exigiu o fim deste tipo de experimentos em animais.

Sobre essa polêmica, Poo insistiu que os padrões aplicados na China são "ainda mais rígidos que os de Europa e Estados Unidos" e que os dois macacos clonados vivem agora como "macacos normais".EFE

ESPAÇO JÚPITER

Astrônomos descobrem 12 novas luas de Júpiter, uma delas com órbita atípica

EFE/SIPA/jd

Júpiter acaba de se transformar no planeta do Sistema Solar com mais satélites, com 79, depois que os astrônomos descobriram uma dúzia de novas luas orbitando o astro, uma das quais descreveram como "extravagante", por causa de sua órbita.

A primeira pista sobre essas novas luas ocorreu durante a última primavera (no hemisfério norte), quando uma equipe do Instituto Carnergie, dos Estados Unidos, dirigida por Scott Sheppard examinava o céu em busca de objetos muito distantes como parte da "caça" de um possível planeta além de Plutão, conhecido como planeta X.

O Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional usou os dados obtidos para calcular as órbitas das novas luas, um processo que durou cerca de um ano pois, segundo explicou o especialista Gareth Williams, "são necessárias várias observações para confirmar que um objeto realmente orbita Júpiter.

Nove das luas são parte de uma nuvem externa que orbita Júpiter em direção contrária à rotação do planeta, que levaram cerca de dois anos para dar a volta no astro e acredita-se que são os resquícios de três corpos celestes maiores que se romperam por colisões.

Outras duas formam um grupo interior mais próximo de Júpiter que orbitam o planeta na mesma direção que sua rotação, com distâncias orbitais e ângulos de inclinação similares, por isso também poderiam ser parte de uma lua maior.

A última lua é "realmente um objeto raro", nas palavras de Sheppard, que explicou que se trata de um satélite que tem uma órbita que não se parece com a de nenhuma das outras luas de Júpiter.

Além disso, Valetudo - o nome proposto para essa lua em homenagem à deusa da saúde e da higiene, bisneta do deus romano Júpiter - tem apenas um quilômetro e meio de diâmetro, por isso é provável que seja o menor satélite de Júpiter.

Valetudo se situa entre o grupo de nove luas mais afastadas, está mais inclinada que o resto e leva aproximadamente 18 meses para completar sua órbita.

Mas o que mais chama atenção é sua órbita, pois ela gira em torno de Júpiter na mesma direção que o giro do planeta, ou seja, se move em direção contrária à das outras de seu grupo, por isso, se cruzar com elas é muito provável que aconteçam colisões frontais.

"É uma situação instável", pois os choques frontais romperiam e transformariam os objetos em poeira", disse o astrônomo.

A equipe considera que esta pequena lua "extravagante" poderia ser um dos últimos remanescentes de um satélite maior que fez parte de algum dos grupos lunares.

Para os cientistas, esclarecer "as complexas influências" que deram forma à história orbital de uma lua pode oferecer dados sobre os primeiros anos do Sistema Solar.

Por exemplo, o fato de se saber que nos diversos grupos orbitais de Júpiter continuam sendo abundantes as luas menores "sugere" que as colisões que originaram elas ocorreram depois da era da formação do planeta, quando o Sol ainda estava cercado por um disco giratório de gás e poeira que ajudou a formar os astros do sistema.

A descoberta inicial da maior parte das novas luas de Júpiter foi realizada com o telescópio Victor Blanco, de Colina Tololo, no Chile, que recentemente foi melhorado com uma câmera de energia escura, o que o transforma em "uma potente ferramenta" para monitorar o céu noturno em busca de objetos pouco luminosos.EFE

ESPAÇO TELESCÓPIOS

Novo sistema óptico consegue captar imagens muito precisas de Netuno

Observatório Europeu do Sul no deserto do Atacama, em foto de 2013. EFE/Felipe Trueba

O Telescópio de Longo Alcance (VLT, na sigla em inglês) do Observatório Europeu do Sul (ESO) conseguiu captar a partir do deserto do Atacama, no Chile, imagens extraordinariamente precisas do planeta Netuno, de aglomerados de estrelas e de outros objetos graças a um novo sistema óptico que corrige as turbulências da atmosfera em diferentes altitudes.

A captura de imagens foi possível com a ajuda do instrumento pioneiro MUSE, capaz de corrigir os efeitos da turbulência atmosférica por até um quilômetro acima do telescópio com o modo de campo amplo, e com a tomografia laser do campo estreito que elimina as turbulências.

A combinação da nitidez da imagem com as capacidades do MUSE tornou possível uma clareza maior das imagens, comparáveis e até superiores às captadas pelo telescópio espacial Hubble da NASA, a agência espacial dos Estados Unidos.

Graças a essas capacidades, o telescópio UT-4 que faz parte do VLT da ESO, permitirá aos astrônomos estudar com detalhes sem precedentes objetos como buracos negros supermaciços, jatos lançados por estrelas jovens, supernovas, além de planetas e seus satélites no Sistema Solar.

Até agora, a turbulência da atmosfera representava um desafio para a captação de imagens, pois faz as estrelas cintilarem, provocando a captura de imagens confusas do Universo.

A tomografia laser, no entanto, com seus quatro raios brilhantes, permite projetar no céu colunas de luz intensa que, combinadas com o sistema de óptica adaptativa, permitem determinar a turbulência atmosférica, compensar suas deformações e corrigir a luz distorcida.EFE