terça-feira, 23 de maio de 2017

MENSAGEM DO DIA





NA CIDADE UNIVERSITÁRIA/UFPA - 03


Complexo Hospitalar habilitar Unidade de Oncologia do Barros junto ao Ministério da Saúde

A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), da Unidade João de Barros Barreto (UJBB), vinculada ao Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), acaba de receber habilitação para a atenção especializada em oncologia. A portaria nº 852, de 8 de maio deste ano, foi publicada no último dia 9, no Diário Oficial da União. A partir de agora, os serviços são mantidos com recursos do Ministério da Saúde (MS), via Autorização de Procedimento de Alta Complexidade (Apac), referentes às realizações de consultas em oncologia, cirurgia e cuidados paliativos, além de cirurgias oncológicas e tratamentos quimioterápicos realizados no hospital. Isso permitirá a sustentabilidade do serviço e a assistência aos pacientes com câncer.

Inaugurada em 2012, a Unacon funciona no Barros Barreto com atendimento de consultas em oncologia clínica, cirurgia oncológica, mastologia, urologia e cuidados paliativos e sessões de quimioterapia. Segundo o chefe da unidade e médico oncologista clínico, Williams Fernandes Barra, o espaço recebe atualmente a demanda interna do Barros, proveniente da internação e ambulatórios, correspondendo à média mensal de 200 consultas, 30 pacientes novos e 200 sessões de quimioterapia.

Perda – Apesar de não estar habilitada entre 2015 e 2016, os registros dos serviços oferecidos apontam crescimento de 27% de casos novos, cerca 1.700 consultas oncológicas e retornos e 2.555 sessões quimioterápicas. O especialista informa que desde a inauguração a unidade deixou de receber por ano em torno de R$ 1,5 milhão. “Agora teremos como receita adicional cerca de R$ 5 milhões ao ano, após pleno funcionamento do serviço”, diz Barra. Otimista, ele comenta que o objetivo da equipe, que somou força à conquista da habilitação, é aumentar a receita entre R$ 1,5 a R$ 2 milhões ainda em este ano, com a perspectiva de receber 900 casos novos, fazer 650 cirurgias e realizar 5.130 sessões de quimioterapia.

Para garantir o funcionamento completo da Unacon, a chefia aguarda a convocação dos aprovados no concurso da Ebserh em 2016. Enquanto isso não acontece, a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) garantiu, por meio de acordo com o Barros, a permanência dos profissionais que hoje lá estão.

Trabalho social - O superintendente do Complexo da UFPA/Ebserh, Paulo Roberto Amorim, lembra que a origem da Unacon corresponde há uma década, à época estava na direção do Barros Barreto a médica Elisa Sá, período que já se vislumbrava a sustentabilidade do serviço. “Mas o importante é que independente da sua habilitação continuávamos dando assistência à população sem receber recursos, porque víamos a Unacon como um trabalho social. Diante disso, comemoramos hoje esse momento histórico, porque beneficiará mais pessoas necessitadas desse serviço”, ressalta. Como compromisso, Amorim se dispõe garantir a consolidação da Unacon do Barros a partir da manutenção de pessoas qualificadas para o atendimento dos pacientes com serviço de qualidade.

A gerente de Atenção à Saúde do Barros Barreto, Ana Vicentina Santiago, considera a habilitação como um “valor social institucional para os pacientes do Sistema Único de Saúde” e para o hospital é a possibilidade de ampliação do atendimento, tendo como parceiro principal o Governo do Estado. “Esse resultado é esforço de uma equipe que há anos vêm disponibilizando sua força de trabalho e dedicação ao atendimento dos pacientes com câncer”, frisa.

Se depender do secretário estadual de Saúde, Vitor Mateus, a parceria com o Barros Barreto está mais fortalecida por conta da habilitação da Unacon, por fazer parte do Plano Estadual de Oncologia e se tornar mais um espaço que o Estado dispõe para referenciar o tratamento do câncer e, assim, contribuir com o Hospital Ophir Loyola, principal referência para o tratamento do câncer no território paraense.

Na opinião do titular da Sespa, “essa é uma luta de dez anos e que resultou na vitória de todos – profissionais e gestores”. Ele conclui dizendo ser inegável a importância da Unacon à sociedade, porque com a perspectiva de recebimento de recursos para a sua manutenção, o próximo passo é garantir aporte financeiros adicionais para oferecer também o serviço radioterápico aos pacientes.

Texto: Edna Nunes - Ascom do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh (91) 3201 6664.

VIVENDO NO BRASIL 1

APPLE / AUTORITARISMO

Steve Jobs: um modelo de gestão a não copiar

Lideranças críticas geram funcionários desmotivados (Foto: Pixabay)

Steve Jobs é considerado o maior gênio que o mundo já viu e o melhor CEO desta geração. No entanto, ele também é o mesmo homem acusado de gritar com sua equipe por 30 minutos seguidos, interromper a hora de refeição de seus funcionários, criticar severamente anfitriões e equipes de restaurantes, estacionar em vagas para deficientes, afirmar que pessoas ligadas a direitos humanos têm mentalidade medíocre e dizer o quanto sua equipe é terrível.

Chefes sempre foram vistos como pessoas autoritárias, mas nos últimos anos parece que ser um tirano se tornou uma característica almejada. Isso não surpreende. Walter Isaacson, autor da biografia de Jobs, não criou em sua obra apenas um best-seller, mas também um manual para todos aqueles que buscam um “passe livre” para seus ataques de raiva.

Junto aos relatos do comportamento fervoroso de Jobs e sua ânsia por colocar as pessoas para baixo, Isaacson ressalta que aqueles que não se deixaram abater se tornaram mais fortes e que os funcionários que mais sofreram com Jobs acabaram realizando coisas que nunca sonharam serem possíveis graças ao tratamento duro que receberam. Em algum ponto, o Vale do Silício concluiu que a conexão à internet é mais importante do que a conexão humana. Afinal, se funcionou para um gênio como Jobs, não pode ser tão ruim.

Entretanto, pode. Embora esse tipo de gestão funcione em curto prazo, os funcionários não funcionam bem trabalhando por longo período para um chefe narcisista e tirano. A própria biografia de Jobs afirma que muitos de seus funcionários foram levados ao esgotamento. Além disso, um chefe como Jobs corre o risco de perder talentos excepcionais que pedem demissão ou se recusam a trabalhar para ele por conta de seu temperamento.

Novos estudos apontam que uma liderança extremamente crítica gera funcionários desmotivados e discussões no ambiente de trabalho. Além disso, leva a sérios problemas de saúde como hipertensão depressão, sobrepeso, abuso de substâncias e até mesmo morte prematura.

A questão é simples: quanto mais a pessoa se sente mal sobre ela mesma, menos decisões boas ela consegue tomar para aproveitar ao máximo seu potencial. Fazer com que seus funcionários se sintam terríveis não é somente uma ferramenta de gestão ineficaz, mas também preguiçosa. Não é necessária nenhuma habilidade especial para gritar com alguém. Em contraponto, liderar uma equipe com gentileza, dignidade e postura requer empenho e maturidade, duas características não tão comuns na maioria das pessoas. Quartz

RÚSSIA / CHECHÊNIA

Jornal russo denúncia novos assassinatos de gays na Chechênia

Membros de coletivos LGBT protestam na Rússia contra o preconceito. EFE/Yuri Kochetkov

O jornal "Novaya Gazeta", da Rússia, que no mês de abril denunciou uma campanha de perseguições e assassinatos de homossexuais na República da Chechênia, informou nesta segunda-feira que aconteceram quatro novas execuções extrajudiciais de pessoas "suspeitas" de serem gays.

Segundo as informações publicadas pelo "Novaya Gazeta" e que já foram entregues ao Comitê de Instrução da Rússia, um dos mortos é um militar, integrante da Guarda Nacional russa.

Outra vítima é um morador da cidade de Izhevsk, que passou um tempo em uma das prisões secretas da Chechênia, mas foi assassinado após sua libertação, quando já tinha conseguido fugir da república russa do Cáucaso.

O jornal russo publicou em abril uma reportagem na qual denunciou a perseguição e o assassinato de homossexuais na Chechênia e a existência de prisões secretas nessa república russa de maioria muçulmana onde os gays eram fechados e torturados.

O Kremlin afirmou que as autoridades comprovarão a veracidade das acusações, enquanto o líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, que inicialmente qualificou a publicação de "provocação" e "mentira", depois se mostrou disposto a cooperar com as autoridades federais na investigação das denúncias.

A Rede LGBT da Rússia, por sua vez, informou sobre a retirada da Chechênia de 40 homossexuais com o objetivo de garantir sua segurança.

A investigação iniciada por causa da reportagem no jornal russo, que repercutiu em muitos meios de comunicação dentro e fora do país, começou a cerca de um mês e causou "pânico" entre as autoridades da república, que tentam "sabotar" com todos os meios o seu desenvolvimento, segundo a fonte.

De acordo com o "Novaya Gazeta", os policiais e outros agentes públicos citados pelos investigadores, evitam comparecer a qualquer custo aos interrogatórios, "com doenças repentinas" e outras desculpas de última hora.

O chefe de polícia de Grozni, a capital da Chechênia, Magomed Dashaev, surpreendeu os jornalistas com um súbita explosão de tolerância ao se referir ao escândalo.

"Ninguém vai tocar em ninguém. Se quiserem, que façam uma marcha no centro de Grozni", afirmou o policial.

O jornal indica que a repressão contra os gays e o alvoroço gerado pela publicação desta informação fizeram com que o governo checheno mudasse o discurso oficial, mas, por enquanto, as autoridade não proporcionaram mudanças reais.

Para abrir um processo penal, são necessárias denúncias das próprias vítimas, "ou seja, a Justiça depende da coragem das pessoas mais indefesas, desprezadas e perseguidas, tanto pelas autoridades, como pela sociedade chechena", segundo o "Novaya Gazeta".EFE

EUA / O.MÉDIO

Trump é 1º presidente americano a visitar Muro das Lamentações

Presidente dos EUA em momento de reflexão. EFE/Ronen

Donald Trump se tornou nesta segunda-feira o primeiro presidente dos Estados Unidos em atividade a visitar o Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações, lugares sagrados do Cristianismo e do Judaísmo, na Cidade Velha de Jerusalém, considerado pela comunidade internacional território palestino ocupado.

Até agora, governantes americanos e europeus tinham evitado este itinerário pelo significado político que tem, ao estar na zona leste de Jerusalém, ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Trump quis mudar isto e, horas depois de chegar à região, se dirigiu à área amuralhada de Jerusalém.

Primeiro, foi ao Santo Sepulcro, que a tradição cristã situa como lugar da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus. Ele visitou o local rodeado de representes de igrejas ortodoxas. O presidente americano e a esposa, Melania, e a filha mais valha, Ivanka e o marido dela, Jared Kushner, chegaram à Igreja do Santo Sepulcro às 15h30 (horário local 9h30 em Brasília) andando pelas ruelas.

Na igreja, pararam no Calvário ou Gólgota (lugar da crucificação) e na Pedra da Unção, onde o corpo de Cristo foi preparado. Depois, a comitiva foi ao Muro das Lamentações, a poucos metros do Santo Sepulcro, acompanhada do rabino do muro, Shmuel Rabinovitch.

No Muro, Trump, com a cabeça coberta, rezou por alguns instantes enquanto tocava as grandes pedras e, seguindo a tradição, colocou em uma das fendas um papel com um pedido. Sua esposa e a filha rezaram no local do muro destinado às mulheres.

A esplanada que dá acesso ao Muro foi cercada por um grande painel e o acesso ao local esteve fechado desde cedo.

O itinerário pela Cidade Velha foi declarada visita privada e a delegação americana recusou a presença de representantes israelenses acompanhassem Trump, incluído a do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama visitou o Muro das Lamentações quando era candidato presidencial, mas evitou voltar ao local durante os seus oito anos de mandato. Outros dirigentes, como Bill Clinton, fizeram o passeio depois que saíram da Casa Branca.

A Polícia israelense cercou a Cidade Velha com centenas de agentes desde o início do dia e fechou totalmente o acesso durante a passagem de Trump.

O porta-voz policial, Micky Rosenfeld, informou que militares dispersaram um grupo de manifestantes que se aproximou do Portão de Jaffa, um dos principais de entradas à Cidade Velha.EFE

ESPANHA / CATALUNHA

Separatistas catalães tentam em Madri aprovar consulta independentista

Fotografia de abril da Assembleia Nacional Catalã (ANC), em Barcelona, para prever a possibilidade de uma proclamação unilateral de independência. EFE/Marta Pérez

Os nacionalistas que integram o Governo da região da Catalunha fazem nesta segunda-feira em um ato público em Madri uma nova tentativa de chegar a um consenso com o governo espanhol para a realização de uma consulta independentista.

Uma sala da Câmara municipal de Madri acolhe hoje uma conferência do presidente dessa região de 7,5 milhões de habitantes, o nacionalista Carles Puigdemont, que deseja realizar em setembro um referendo para se separar da Espanha, iniciativa considerada ilegal pelo Governo central e os tribunais.

A ação de hoje é planejada pelos separatistas catalães como a última chamada ao Estado para negociar o referendo.

O chefe do Executivo, Mariano Rajoy, reiterou hoje o convite a Puigdemont para que compareça ao Congresso para defender suas teses e tentar levá-las adiante, ainda que já tenha antecipado que ele não apoiará "nem a liquidação da soberania nacional, nem a liquidação da unidade nacional" que atribui aos separatistas.

Em dias passados, o presidente catalão já havia assegurado que transferiria primeiro ao Governo central uma proposta de negociação do referendo e, caso chegasse a um pacto, o submeteria à votação no Congresso dos Deputados e no Parlamento da região.

Não obstante, no Executivo catalão essa hipótese não é dada como verossímel dada a rejeição do PP a uma consulta sobre a independência da Catalunha, posição que também compartilham os socialistas do PSOE e os liberais dos Ciudadanos, segundo e quarto partido no Congresso.

Em meio a este cruzamento de declarações, a coalizão que governa a Catalunha, Junts pel Sí ("Juntos pelo Sim") afirmou hoje mediante uma nota que a "única via" que tem sobre a mesa é "fazer o referendo" sobre a independência da Catalunha e advertiu que se o Estado vetar, impulsionará os "mecanismos legais" para realizá-lo.

O jornal "El País" publica hoje uma parte da lei de transitoriedade jurídica ou de ruptura manejada pelos nacionalistas catalães e que significa os passos para desligar juridicamente a Catalunha da Espanha.

Na sua disposição final, o trecho da chamada "lei de desconexão" estabelece uma declaração unilateral de independência se o Governo da Espanha impedir a realização de um referendo.

A esse documento fez referência hoje Rajoy, que o qualificou de "gravíssima chantagem" e de "ameaça" ao Estado.

Em 2014, os nacionalistas catalães já quiseram fazer uma consulta soberanista que foi cancelada pelo Tribunal Constitucional.

A consulta aconteceu finalmente em novembro desse ano, com caráter informal e sem valor legal algum e com a particularidade de que os seus promotores foram levados a julgamento e condenados a penas de inabilitação para o desempenho de cargo público.

Em setembro de 2015, algumas eleições regionais deram a maioria na Câmara catalã aos partidários da independência.EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

ISRAEL / PALESTINA

Protestos durante visita de Trump deixam 100 palestinos feridos

Protestos na Cisjordânia, contra o presidente dos EUA, Donald Trump. EFE/Murad Al-Sabi

Pelo menos 100 palestinos ficaram feridos nesta segunda-feira na Cisjordânia nos protestos de apoio à greve de fome de presos israelenses e contra Israel, no dia da chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à região.

Até às 16 GMT (13h em Brasília) as equipes de apoio tinham atendido "100 feridos, sendo oito por lesões de munição real, 20 por balas de metal com caucho, 64 que inalaram gás e oito com queimaduras ou fraturas", informou o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho à imprensa.

O serviço de emergências habilitou um hospital de campanha em Kalandia, onde está o posto de controle que separa Ramala de Jerusalém e de onde se aproximou uma passeata com centenas de pessoas que partiu pela manhã do centro da cidade. Também foram registrados feridos em manifestações violentas em Hebrom, Jericó, Qalqilyah, Abu Dis e Deir Sharaf.

Os protestos foram convocadas pelo Comitê Nacional de Apoio aos Presos Palestinos e por grupos políticos como parte dos atos de solidariedade que estão acontecendo desde 17 de abril em prol de centenas de prisioneiros em prisões israelenses e que iniciaram um jejum indefinido. Lojas, colégios e instituições em geral estão fechados também em apoio aos presos.

Durante a manifestação, o público gritou frases contra a política americana e contra a ocupação israelense. Alguns carregavam cartazes com a imagem de Trump marcada com uma sola de sapato, um gesto muito ofensivo no mundo árabe.

"A greve foi uma mensagem para Trump que expressa a insatisfação das pessoas com a política americana que apoia Israel", declarou à Agência Efe Bassam Al-Salehi, secretário do Partido do Povo Palestino.EFE

UNIVERSIDADE CAMBRIDGE

Cientistas descobrem que algumas estrelas nascem em buracos negros

Elas são mais brilhantes e têm temperatura mais elevada que as que se originam em ambientes menos extremos!

Uma equipe de astrônomos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, liderada por Roberto Maiolino, fez uma descoberta incrível enquanto analisava uma colisão entre duas galáxias, a 600 milhões de anos-luz da Terra.

Utilizando o telescópio Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), situado no deserto do Atacama, no Chile, a equipe notou a presença de jatos galácticos (outflows), originados perto do buraco negro supermaciço, que estava próximo da galáxia localizada mais ao sul. Foi a primeira pista para os cientistas de que havia estrelas surgindo dentro desse ambiente.

Os jatos galácticos surgem a partir da enorme emissão de energia, proveniente dos núcleos galácticos ativos. Algumas galáxias ocultam buracos negros supermaciços, que engolem matéria. Em seguida, o gás circundante aquece, e os buracos negros o expulsam em forma de ventos densos e poderosos.

Após essa descoberta incrível, a equipe estudou as estrelas diretamente no jato, analisando as propriedades de sua luz, para determinar sua origem e, consequentemente, esclarecendo que essas estrelas foram formadas há poucas dezenas de milhões de anos. Os cientistas também descobriram que elas são mais quentes e brilhantes que as estrelas constituídas em ambientes menos extremos.Los Andes
Imagem: Shutterstock

UNIVERSIDADE de SUSSEX - No Reino Unido

Rotação mais lenta da Terra fará o dia ter 25 horas

A diminuição do fôlego do planeta fará com que os dias sejam mais longos!

Jillian Scudder, astrofísica da Universidade de Sussex, no Reino Unido, afirmou que haverá um momento em que os dias terrestres já não serão divididos em 24 horas, mas em 25, uma vez que a Terra girará mais devagar sobre seu eixo.

A cada ano, a rotação da Lua em torno da Terra se torna mais lenta, já que a pouca energia que o satélite recebe do nosso planeta faz com que ele se afaste.

Dados estatísticos fornecidos pelo retrorrefletor instalado na Lua em 1969 pela Apolo 11 revelam que nos últimos 100 anos a rotação da Terra diminuiu em 0,0014 segundos. Do mesmo modo, os registros de eclipses solares indicam que, a cada século, a Terra desacelera sua rotação em 0,0025 segundos.

Calcula-se que, para que a rotação do planeta atrase em 0,5 segundos, sejam necessários 25 mil anos. Dado que 1 hora possui 3.600 segundos, demorará aproximadamente 180 milhões de anos para que o movimento da Terra seja desacelerado em 1 hora inteira. RT
Imagem: Shutterstock

UNIÃO ASTRONÔMICA INTERNACIONAL (UAI)

Nosso Sistema Solar teria 100 planetas

Uma nova definição planetária aumentaria a lista de planetas para 100!

Em 2006, após semanas de debates intensos, a União Astronômica Internacional (UAI), uma sociedade com mais de 100 mil profissionais, redefiniu a categoria planeta, deixando Plutão de fora, por considerar que o corpo celeste não cumpre com os requisitos do novo parecer.

No entanto, a controvérsia em torno dessa definição não parece ter se acalmado com o passar dos anos. O astrônomo Kirby Runyon, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, apresentou recentemente, na Conferência Internacional de Ciência Planetária, realizada em Woodlands (EUA), uma nova definição, segundo a qual os planetas do Sistema Solar seriam mais de cem.

A “definição geofísica de planeta”, proposta por Runyon, diz respeito às qualidades geológicas e atmosféricas dos astros e não ao seu comportamento orbital. Segundo esse modelo, não somente Plutão voltaria a ser um planeta, mas diversos satélites também seriam incorporados, como os gigantes Titã e Europa e, inclusive, a Lua terrestre. De acordo com o cientista, a lista de planetas do Sistema Solar chegaria a 110. ABC

segunda-feira, 22 de maio de 2017

MENSAGEM DO DIA

PRESIDENTE DO STF - Cármen Lúcia nega boatos sobre presidência da República

Presidente do Supremo ressaltou que 'as instituições estão funcionando' e que 'o Brasil está dando uma demonstração de maturidade democrática' (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira, 19, em uma conversa informal com jornalistas, que pretende permanecer na magistratura “até o último dia”, negando boatos de que poderia eventualmente assumir a presidência da República.

“Estou no lugar que eu tenho a obrigação constitucional de estar e estarei com muito gosto”, ressaltou Cármen Lúcia durante a conversa que durou poucos minutos. A presidente do Supremo disse ainda que foi “muito honrada de ter tido oportunidade de ser juíza, me sinto muito bem na magistratura e, se Deus quiser, até o último dia que eu estiver aqui, que eu tiver saúde, condições de estar aqui, eu vou estar cumprindo a minha função com o mesmo gosto que eu cumpro hoje. Ser juiz não é fácil, não é alegre, mas é a função que a gente exerce”.

Desde o escândalo envolvendo as gravações feitas pelo dono da JBS contra o presidente Michel Temer tem circulado nos bastidores a possibilidade de Cármen Lúcia assumir a presidência da República em uma eventual eleição indireta.

Questionada pelos jornalistas sobre a atual crise política no país, Cármen Lúcia afirmou que “preocupada com o Brasil nós estamos o tempo todo. O papel do poder Judiciário, no que a democracia ajudar, nós estamos fazendo. As instituições estão funcionando, o Brasil está dando uma demonstração de maturidade democrática. Os percalços fazem parte das intempéries”.

A presidente do Supremo disse ainda que a pauta de julgamentos de junho deve ser elaborada na próxima semana e que serão priorizados processos de repercussão geral. “Estamos julgando normalmente. Está tudo andando porque tem de andar mesmo”, concluiu Cármen Lúcia.Uol

VIVENDO NO BRASIL 1

OS DIAS PODEM SER ASSIM...

SAÚDE - Anvisa libera autoteste para HIV

Expectativa é que o teste esteja disponível para venda em cerca de 30 dias (Foto: Flickr)

Esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o registro do primeiro autoteste para detectar o vírus HIV.

De acordo com o órgão, o teste, que será vendido nas farmácias e drogarias do país, examina gotas de sangue do paciente e demora de 15 a 20 minutos para apresentar o resultado.

A Orange Life, que fabrica o teste e tem capacidade de produzir 100 mil unidades por mês, está em negociações com as redes de farmácias para a distribuição do produto, segundo Marco Colocatti, presidente da empresa. A expectativa é que o exame esteja disponível em aproximadamente 30 dias. Apesar de não poder informar o preço final, que depende dos intermediários, Colocatti acredita que se manterá numa média de R$ 50 por unidade.

O exame é eficaz na identificação dos dois subtipos do vírus que causam a Aids, mas indica a presença do vírus apenas depois de 30 dias da exposição do paciente. A Anvisa afirma que o teste demonstrou ser 99,9% eficaz.

A recomendação é de que, caso o teste saia positivo, seja confirmado com um teste de laboratório. Caso o resultado seja negativo, deve ser repetido de 30 em 30 dias até que se completem 120 dias após a exposição.G1

EUA - Fentanil, a droga da vez

Maior parte do fentanil que chega aos EUA é produzida na China (Foto: Divulgação/Paige Sutherland/NHPR)

Mortes relacionadas ao consumo abusivo de opioides nos EUA — categoria que vai dos analgésicos à heroína — quase quadruplicaram nas últimas duas décadas. Em alguns estados, a proporção de bebês que nascem com sintomas de abstinência aumentou em 300% desde 1999. Pelo menos 8 mil crianças nasceram com a doença em 2013. Diariamente, 91 americanos morrem de uma overdose envolvendo opioides.

Boa parte dessa tragédia está relacionada à prescrição excessiva de analgésicos permitidos. Em 2015 cerca de 650 mil receitas por dia foram entregues a pacientes. Mas quando as receitas acabam, os dependentes muitas vezes recorrem a substâncias ilícitas. A droga da vez é um opioide sintético chamado fentanil, que é cerca de 50 vezes mais potente do que a heroína e 100 vezes mais potente do que a morfina.

A maior parte do fentanil que chega aos EUA é produzida, muitas vezes legalmente, em fábricas na China. Depois, a droga é enviada a redes criminosas no México e no Canadá e, em seguida, contrabandeada pela fronteira americana. Desde 2013, milhares de americanos morreram de overdose de fentanil.

Em março, o governo chinês, sob pressão dos Estados Unidos e da ONU, concordou em tornar ilegais quatro variantes do fentanil. No entanto, a medida não vai reverter a crise dos opioides nem a ameaça do fentanil. A crise é grave demais para que a criminalização funcione como um impedimento. O país tem pelo menos 2 milhões de viciados em opioides. Eles precisam de tratamento e ambientes controlados para consumir drogas.

Mas a criminalização também é fútil por razões mais profundas. Uma lei inviolável do mercado de drogas, seja para opioides ou maconha, é que a demanda cria a oferta. Fentanil é particularmente atraente para criminosos porque é tão potente — apenas 2 mg do material é suficiente para provocar uma overdose. É fácil esconder esse montante em cartas e pequenos pacotes que são enviados por correio. As recompensas são enormes também: 1 quilo de fentanil custa cerca de US$ 4 mil na China e rende lucros de US $ 1,6 milhão nas ruas dos EUA.

O fentanil e suas variantes estão entre as centenas de novas drogas sintéticas que inundaram o mercado de drogas ilícitas na última década. Novas drogas têm surgido ao ritmo de uma por semana. De 2012 a 2017, 20 novas versões de fentanil apareceram. Um mercado tão diversificado não pode ser apagado. Pressione a China, e laboratórios aparecerão no México. Proíba uma substância, e outra aparecerá.

É preciso coragem para legalizar drogas quando tantos estão morrendo por causa delas. Mas é melhor que os viciados tomem doses seguras de substâncias familiares sob condições controladas do que se arrisquem enquanto enriquecem criminosos. A Suíça optou pela legalização após uma epidemia de heroína nos anos 80 e passou a tratar as drogas como um problema de saúde pública. Desde então, o consumo de drogas e as mortes relacionadas às drogas caíram. Os EUA deveriam seguir este caminho.The Economist

VIVENDO NO BRASIL 2

PRIMEIRA VIAGEM - Trump faz sua 1ª viagem ao exterior com visita à Arábia Saudita

Trump se afastará temporariamente do alvoroço político em Washington (Foto: Reprodução/Youtube)

Em sua primeira viagem internacional como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump tentará reatar laços com a Arábia Saudita, abalados durante os oito anos do governo de Barack Obama. A expectativa é que ele negocie a venda de armamentos ao país e fortaleça o combate ao terrorismo.

Trump viaja nesta sexta-feira, 19, para Riade, onde se reunirá com o rei Salman bin Abdulaziz e outros membros da família real saudita e participará de uma reunião dos Estados do Golfo. Com isso, se afastará temporariamente do alvoroço político recente envolvendo a divulgação de informações de inteligência sigilosas a autoridades russas.

Líderes em Riade acreditam que Trump assinará um dos maiores acordos armamentistas da história e apoiará a formação de uma “Otan árabe”, um pacto liderado pelos Estados Unidos de segurança regional que esteve subscrito durante o governo Obama. Além disso, o presidente americano está planejando um discurso contrário ao radicalismo islâmico.

“Na Arábia Saudita, vou falar com os líderes muçulmanos e exortá-los a lutar contra o ódio e o extremismo e a pavimentar o caminho para um futuro de paz de sua religião”, anunciou Trump.

Embora tenha feito uma campanha eleitoral sustentada em declarações antimuçulmanas, os governantes do Golfo Pérsico estão entusiasmados com a gestão de Trump. Há a expectativa de que ele promova uma reviravolta na política externa americana no Oriente Médio, sobretudo com mudanças nas relações com o Irã, que a Arábia Saudita acusa de “tentar controlar o mundo islâmico”.

Nos anos do governo Obama, houve uma tentativa de aproximação com o Irã que acabou culminando em um acordo histórico para tentar frear o programa nuclear do país. Trump quer frear essa aproximação. Dessa forma, a visita do presidente americano pode recuperar a posição da Arábia Saudita de aliado dos Estados Unidos, junto aos outros países do Golfo, contra o Irã.

Trump é o primeiro presidente americano desde Jimmy Carter que não visita o Canadá ou o México em sua primeira viagem ao exterior. Após visitar a Arábia Saudita, Trump visitará as cidades de Jerusalém e Roma, antes de ir às cúpulas da Otan e do G7.The Guardian

ÁREAS ANEXADAS - As mudanças no território de Israel ao longo dos anos

Avanço israelense anexou e dividiu várias regiões palestinas (Foto: Flickr)

A Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, aumentou em quase o triplo o tamanho de Israel. À medida que se expandia pelo território palestino, Israel anexou o leste de Jerusalém. Em 1981, fez o mesmo com as montanhas de Golã e deixou os territórios por onde passou sob o status de ocupação indefinida.

Em 1973, aproveitando-se da distração de Israel diante de celebrações judaicas, Egito e Síria atacaram o país, tomando de volta o Monte Sinai e as colinas de Golã, territórios que eram, respectivamente, egípcio e sírio, e foram anexados por Israel na Guerra dos Seis Dias. Em 1979, sob a mediação americana, Israel concordou em devolver todo o Monte Sinai ao Egito em troca da paz com o país.

Em 1993, o Acordo de Oslo determinou um período de cinco anos de autonomia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O tratado deixou as questões mais complicadas – delimitação de fronteiras, os assentamentos e o destino dos refugiados palestinos e israelenses – para serem discutidos depois.

O arranjo provisório criou uma complicada colcha de retalhos: na área A, a Autoridade Nacional Palestina ganhou o controle civil e de segurança sobre as cidades palestinas; na área B, ficaram as pendentes questões civis e de lei e ordem, mas, no final, Israel manteve o controle de segurança; na área C, a maior de todas, que engloba assentamentos, acessos a estradas e reservas naturais, entre outras coisas, Israel ganhou o total controle.

Após a Segunda Intifada, em 2000, Israel transformou a área A em área B e passou a realizar incursões para prender suspeitos e militantes palestinos. O país retirou completamente suas tropas em assentamentos da Faixa de Gaza em 2005, mantendo em volta da região uma cerca e uma zona tampão, e controlando o espaço aéreo e marítimo.

O cerco de Israel à Faixa de Gaza, composto por muros e cercas, quase sempre percorre os limites da fronteira pré-1967, mas também inclui grandes regiões da Cisjordânia e uma faixa de território em volta de Jerusalém. Isso engloba a maioria dos assentamentos judeus que existem perto das principais cidades israelenses, mas separa áreas árabes do leste de Jerusalém de suas zonas naturais na Cisjordânia. Além disso, criou vários bolsões palestinos separados e isolados.

Hoje, cerca de 2 milhões de palestinos vivem na Faixa de Gaza e quase 3 milhões nas fragmentadas regiões autônomas da Cisjordânia, onde dividem espaço com cerca de 385 mil colonos judeus. O leste de Jerusalém tem cerca de 320 mil palestinos e 210 mil judeus.The Economist