quinta-feira, 22 de junho de 2017

MENSAGEM DO DIA

RÚSSIA BRASIL

Putin diz que discutirá com Temer todos os aspectos das relações bilaterais

EFE/Sergei Chirikov

O chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira ao presidente Michel Temer que ele poderá abordar todos os aspectos das relações bilaterais durante a visita que faz a Moscou.

"Teremos oportunidade de conversar sobre todas as direções de nossa relação bilateral", disse Putin ao começar uma reunião com Temer no Kremlin.

Ao receber Temer, o governante russo destacou a forte recuperação que o comércio entre Rússia e Brasil experimentou no primeiro quadrimestre deste ano.

Após lembrar a forte queda que o comércio bilateral sofreu nos últimos três anos devido à crise nos dois países, o líder russo se disse otimista devido ao aumento em mais do 30% nos primeiros quatro meses de 2017.

"O Brasil, certamente, é um de nossos sócios prioritários, um dos mais importantes na América Latina. Trabalhamos lado a lado em todas as organizações internacionais, e especialmente no âmbito dos Brics" (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), acrescentou Putin.

Ao término da reunião, está prevista a assinatura de uma série de acordos bilaterais.

Antes de comparecer ao Kremlin, Temer, que iniciou sua visita à Rússia ontem com o objetivo de buscar investimentos estrangeiros, foi recebido pelo primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

"Atualmente estou aqui precisamente para estimular o interesse dos investidores russos a investir nas diferentes áreas da economia brasileira. Temos mais de 50 áreas: energia, gás, petróleo, que podem atrair o interesse do sistema econômico da Rússia", afirmou Temer em seu encontro com Medvedev.

Temer destacou que o nível de inflação no Brasil está diminuindo, assim como as taxas de juros bancários e indicou que o governo está dando passos para evitar a dupla tributação, "o que será uma grande vantagem para as relações bilaterais".

"O Brasil é o nosso sócio-chave na América Latina", disse, por sua vez, Medvedev, que enfatizou que as relações entre os dois países completarão 190 anos em 2018.Além dos encontros com Putin e com o primeiro-ministro, Temer também se reuniu com os presidentes das duas câmaras do parlamento russo.EFE

ONU POPULAÇÃO

ONU projeta que população mundial chegará a 8,5 bilhões de pessoas em 2030

Índia deve se tornar o país mais populoso do mundo, ultrapassando a China. EFE/Piyal Adhikary

As novas projeções da ONU apresentadas nesta quarta-feira mostram que a população mundial chegará a 8,5 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos.

A organização fez uma atualização de seus cálculos que confirma as tendências apontadas no último relatório deste tipo, publicado em 2015.

As Nações Unidas esperam que a população mundial aumente até aproximadamente 9,8 bilhões pessoas em 2050 e que, para 2100, o mundo tenha quase 11,2 bilhões de habitantes.

Mais da metade do crescimento da população entre hoje e 2050 se concentrará em nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia.

Entre os dez maiores países do mundo, a Nigéria é onde a população cresce a um ritmo mais forte. Atualmente o sétimo Estado por população, as projeções dizem que superará os EUA como o terceiro país mais populoso antes de 2050.

Enquanto isso, a Índia - que atualmente tem 1,3 bilhão de habitantes ou 18% da população mundial - passará em aproximadamente sete anos a China - que agora tem cerca de 1,4 bilhão de habitantes - como o país mais populoso do planeta.

Apesar da população do mundo seguir aumentando, isso acontecerá a um ritmo mais lento do que nos últimos anos devidos a uma redução da taxa de fertilidade em praticamente todas as regiões, inclusive lugares onde segue sendo muito alta, como na África.

De fato, nos últimos anos a Europa foi o único continente onde o número de filhos por mulher aumentou, passando de 1,4 no período 2000-2005 a 1,6 no período 2010-2015.

Apesar isso, a Europa será a única região onde o número de habitantes se reduzirá entre 2017 e 2030, passando de 742 milhões a cerca de 739.Em comparação, a população da África aumentará nesse período de 1,256 bilhão a cerca de 1,7 bilhão e a da Ásia de 4,5 bilhão a 4,94 bilhão.EFE

EUA INTERNET

Google estreia sistema para procurar vagas de emprego em seu motor de busca

EFE/Walter Bieri

O Google estreou nesta terça-feira 20, uma ferramenta dentro de seu motor de busca para ajudar os usuários a procurar e encontrar ofertas de emprego que se ajustem às suas necessidades trabalhistas.

Basta que os usuários escrevam "trabalhos perto de mim" ou frases similares relacionadas com a busca de emprego no Google que a ferramenta de busca mostrará resultados com essas ofertas.

"Sem importar quem você é ou que tipo de emprego você está buscando, é possível encontrar o anúncio de trabalho que encaixe com suas necessidades", explicou a empresa em comunicado, detalhando uma função que já tinha antecipado na I/O, seu evento para desenvolvedores, realizado em maio.

O Google afirmou que terá a colaboração de empresas que prestam serviço no setor, como LinkedIN, Monster, WayUp, DirectEmployers, CareerBuilder, Glassdoor e Facebook, para que a nova ferramenta inclua em seus resultados os anúncios feitos nesses sites assim que eles forem publicados na internet.

Inicialmente, segundo o Google, o serviço estará disponível apenas em inglês e mostrará vagas de emprego nos Estados Unidos.

Para muitos dessas vagas, o Google disse que os usuários poderão ver nos resultados as avaliações e opiniões sobre o empregador, saber quanto tempo gastariam para ir de casa ao trabalho e receber alertas personalizados quando aparecem ofertas que coincidam com os critérios previamente estabelecidos.

"Seja um jovem adulto buscando seu primeiro emprego, um veterano que espera fazer uso de sua experiência como líder na vida civil, ou um pai buscando um trabalho com melhor salário para apoiar uma família em desenvolvimento, esperamos que essa nova experiência no Google torne mais simples e efetiva a busca por emprego", concluiu a empresa sobre a ferramenta.EFE

RÚSSIA OTAN

TV exibe vídeo de caça da Otan se aproximando de avião de ministro russo

Caça F-16 supostamente efetivava o procedimento padrão. EPA/Jagadeesh Nv

A emissora de televisão russa "Zvezda" exibiu nesta quarta-feira um vídeo que mostra um caça F-16 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se aproximando do avião em que viajava o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoygu, durante um voo sobre as águas neutras do Mar Báltico.

Segundo a "Zvezda", as imagens foram tomadas da cabine da aeronave de Shoygu e também mostram o caça russo Su-27, que escoltava o avião do titular de Defesa, e obriga o F-16 a se afastar.

O senador russo Frantz Klintsevich assegurou que o episódio se trata de uma situação "absolutamente sem precedentes".

"Temos que averiguar se o caça F-16 cumpria ordens de alguém do comando da Aliança para se aproximar do avião do ministro da Defesa, Serguei Shoygu, ou se o piloto agiu por iniciativa própria", afirmou o legislador em um comunicado de imprensa.

Klintsevich acrescentou que "uma coisa está clara: se não tivesse mudado de rumo, o caça (da Otan) teria sido derrubado".

Um representante da Otan, por sua vez, disse aos veículos de comunicação russos que o F-16 "cumpriu procedimentos padrões" ao avistar um avião que se aproximava do espaço aéreo dos países do bloco.

"Habitualmente, quando se intercepta um avião, é feita sua identificação visual, guardando sempre uma distância de segurança", disse a fonte, que acrescentou que os pilotos da aliança agiram "de forma responsável".EFE

VIVENDO NO BRASIL

VERDADES COGNITIVAS

MACONHA - Mercado legal de maconha vai superar o ilegal até 2026

© Fornecido por Forbes Brasil iStock

De acordo com estimativas, US$ 31 bilhões foram gerados pela venda de maconha nos Estados Unidos no último ano, sendo que a maior parte deste montante veio de transações ilegais. No entanto, a legalização da operação nos estados norte-americanos vai mudar este cenário – e ampliá-lo – até 2026, preveem os analistas da Cowen & Co., fornecedora de serviços financeiros.

No ano passado, as vendas legais de maconha geraram US$ 6 bilhões. Até 2026, a projeção é que esse valor dispare para US$ 50 bilhões – prejudicando as vendas ilegais dos atuais US$ 25 bilhões para um nível relativamente insignificante.Forbes Brasil

VIAGEM DE AVIÃO - 'trombose dos viajantes';

Viagem de avião aumenta risco de 'trombose dos viajantes'; saiba evitar

© iStock Permanecer muito tempo parado diminui a velocidade do sangue nos vasos e a pressurização da cabine causa desidratação e aumenta a viscosidade sanguínea

Viajar acaba sendo a válvula de escape para a vida estressante que levam os moradores das metrópoles. Mas é preciso cuidado, principalmente em viagens longas de avião. “A trombose dos viajantes, ou também conhecida como Síndrome da classe econômica, é uma doença rara, porém muito subestimada considerando que a trombose pode acontecer até horas após o vôo, quando a pessoa já está no seu destino, seja a passeio, trabalho ou retorno para casa”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. “E isso pode ser extremamente perigoso”, alerta.

Segundo a médica, a viagem de avião aumenta esse risco porque permanecer muito tempo parado sem movimentar a panturrilha diminui a velocidade do sangue dentro dos vasos. “Além disso, temos a pressurização da cabine e ar condicionado em geral, que causam uma desidratação com consequente aumento da viscosidade sanguínea (deixando o sangue mais grosso); também bebemos, em geral, pouco líquido para evitar visitas ao banheiro do avião, piorando a desidratação; algumas pessoas gostam de tomar um tranquilizante para dormir durante o voo (o que aumenta mais o imobilismo); e o uso de bebidas alcóolicas piora o quadro”, explica a médica.

A angiologista comenta que os dois primeiros itens já são motivos suficientes para aumentar os riscos. “Mas existem pessoas com agravantes individuais que as deixam mais vulneráveis, como dor na perna, obesidade, tabagismo, uso de hormônios (pílula anticoncepcional), portadores de qualquer tipo de câncer, portadores de Trombofilias (doença do sangue que deixa maior predisposição a coagulação sanguínea) e qualquer condição que aumente a imobilização (gesso, deficientes físicos, fraturas), gestantes, idosos e portadores de varizes.”

Afinal, o que é trombose? — Segundo a Dra. Aline, para explicar a trombose, é necessário entender como funciona a circulação das pernas. “O coração bombeia o sangue de alta pressão que vai irrigar todos os tecidos e depois esse sangue retorna para o pulmão pelo sistema venoso para ser oxigenado novamente. Enquanto o coração é o grande protagonista do sistema arterial, a musculatura da panturrilha é o principal responsável pelo retorno efetivo do sangue para o pulmão”, explica. “Dessa forma, é fácil imaginar que qualquer situação onde a panturrilha não funcione adequadamente vai piorar a circulação, diminuindo a velocidade do sangue dentro das veias”.

A trombose é um termo que se refere à condição na qual há o desenvolvimento de um "trombo", um coágulo sanguíneo, nas veias das pernas e coxas (que entope a passagem do sangue). “Existem situações onde o risco do sangue coagular (virar uma gelatina) dentro das veias aumenta, como lesão da veia, diminuição da velocidade do sangue e aumento da viscosidade sanguínea (o sangue fica mais grosso)”, explica.

Os sintomas — A trombose, de acordo com a Dra. Aline, geralmente vai se manifestar com um quadro de dor na perna, principalmente na panturrilha, associado a inchaço persistente, o que vai levar quase sempre à procura de ajuda médica. “Em casos mais raros um pequeno coágulo pode se desprender e correr pela circulação até chegar ao pulmão, o que os médicos chamam de Embolia Pulmonar e pode causar dor no peito, tosse, cansaço e em casos mais graves a Morte Súbita”, conta.Lifestyle ao Minuto

CHINA ANIMAIS

Yulin cumpre apenas parcialmente proibição de venda carne de cachorro, diz ONG

EFE/Wu Hong

A cidade de Yulin, no sudoeste da China, realizou nesta quarta-feira o festival anual de carne de cachorro sob forte vigilância, depois que a lei que proíbe a venda deste tipo de carne no país entrou em vigor na semana passada, apesar de estar sendo cumprida apenas parcialmente, de acordo com ativistas.

Conforme um comunicado da Humane Society International (HSI), um dos grupos lideram a luta contra esse comércio na China, ontem vários ativistas constataram a Polícia de Yulin obrigando vendedores a fechar seus comércios. As inspeções feitas entre fortes medidas de vigilância - após os enfrentamentos que aconteceram na última edição - ocorreram porque no último dia 15 entrou em vigor a lei que proíbe a venda de carne de cachorro em restaurantes, mercados e outros comércios da China.

A medida, que foi anunciada por grupos de proteção dos direitos animais em meados do mês de maio, foi implantada seis dias antes do maior festival anual de carne de cachorro do país.

"É encorajador ver as autoridades de Yulin aplicando o compromisso de proibição. Demonstra que, ainda que não seja a medida perfeita, está tendo um impacto verdadeiro", disse à Agência Efe Peter Li, analista político da HSI na China.

No entanto, ainda de acordo com a entidade, perante o descontentamentos dos comerciantes com a normativa - a maioria do mercado de Nanqiao -, as autoridades fecharam um acordo "de última hora" que permite que cada loja venda dois cachorros no máximo.

Segundo a organização, vários ativistas chineses que acompanharam o início da implantação da lei no mercado de Dongkou disseram que o volume de carne à venda era "muito inferior" ao de anos anteriores, quando cerca de 3 mil cães eram sacrificados.

Por sua vez, o Departamento de Promoção de Yulin afirmou na semana passada em declarações ao jornal "Beijing News" que o festival "não é oficial" e que o município "não tomou qualquer passo para proibir a venda de carne de cachorro".

"Com certeza todos queremos ver o fim total e imediato da venda de carne de cachorro em Yulin, mas sempre fomos cientes de que isso não vai ser tão simples quanto apagar uma luz", ponderou Li.EFE



TAIWAN SOCIEDADE

Taiwan aprova registro de casais do mesmo sexo

Comunidade LGBT de Taipei celebra a decisão do Tribunal Constitucional sobre o matrimonio entre pessoas do mesmo sexo, em maio de 2017. EFE/Ritchie B. Tongo

Taiwan permitirá aos casais do mesmo sexo registrarem a união em todo o território sem nenhum tipo de restrição, segundo uma nova medida do Ministério do Interior, tomada à espera de que o Parlamento ilhéu legalize definitivamente o casamento gay.

Atualmente, só quatro cidades-distritos de Taiwan não permitiam o registro de casais do mesmo sexo, mas o Ministério do Interior habilitou a opção de registro em qualquer ponto da ilha para que nenhum casal fique excluído.

Até a data, 2.142 casais do mesmo sexo foram registrados nos governos locais da ilha, o que permite aos membros solicitar a permissão para cuidar de familiares e assinar os formulários de consentimento de tratamento cirúrgico ou médico de seu casal.

A decisão está à espera de que Taiwan legalize o casamento homossexual, cumprindo com o erro anunciado pelo Tribunal Constitucional em 24 de maio.

Então, a Suprema Corte declarou inconstitucional a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, transformando Taiwan no primeiro na Ásia a respaldar este tipo de uniões.

O tribunal ordenou ao Parlamento ilhéu a emenda das leis pertinentes no prazo de dois anos para fazer realidade o casamento gay.EFE

JAPÃO CIENCIA

Eletricidade submarina pode ter originado vida na Terra, aponta estudo


A origem da vida na Terra poderia estar em "centrais elétricas naturais" situadas a mil metros de profundidade no fundo marinho, segundo a descoberta de um grupo de cientistas japoneses confirmada nesta quarta-feira à Agência Efe.

Uma equipe da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre (JAMSTEC pelas siglas em inglês) e o instituto japonês de pesquisa Riken descobriram correntes elétricas de várias centenas de mini volts gerados de forma natural perto de fontes hidrotermais, a 150 quilômetros da ilha de Okinawa, ao sul do arquipélago nipônico.

"Perto das fontes hidrotermais submarinas é o lugar onde é mais plausível que a vida tenha surgido (...). Esta eletricidade é a origem de várias reações orgânicas que sintetizam moléculas biológicas, como aminoácidos, açúcares e lipídios", explicou hoje à Efe Masahiro Yamamoto, pesquisador da JAMSTEC.

O estudo demonstrou que, quando a água quente procedente das fontes hidrotermais submarinas - fendas no fundo marítimo - esfria, ocorre um movimento de elétrons, o que se traduz na formação de eletricidade.

A teoria que afirma que a vida na Terra tem sua origem no mar profundo, perto de fontes hidrotermais, já existia, mas esta pesquisa aponta que a eletricidade gerada em torno delas teve um papel fundamental.

O fluido hidrotermal (água quente) procedente destas fontes submarinas contém numerosos gases, como o ácido sulfídrico, e íons metálicos, como ferro e cobre.

Seguindo o mesmo mecanismo utilizado em pilhas de combustível - usadas por exemplo em carros elétricos -, a água quente, rica em hidrogênio, pode transferir elétrons facilmente, e a água marinha, rica em oxigênio, pode recebê-los, gerando uma corrente elétrica.

Este desconto, que "contribui para uma nova perspectiva ao processo de formação de depósitos minerais e ecossistemas", abriria novas portas em outros âmbitos.

Por exemplo, explica Yamamoto, levando em conta a possibilidade de que a vida na Terra foi gerada graças às correntes elétricas do fundo marítimo, "poderiam mudar dramaticamente os métodos de exploração de vida extraterrestre".EFE

quarta-feira, 21 de junho de 2017

MENSAGEM DO DIA

SISTEMA SOCIOEDUCATIVO

A dura realidade das unidades brasileiras para jovens infratores

Situação precária de um banheiro na unidade Abreu e Lima (PE) (Fonte: Reprodução/Divulgação/Conselho Nacional dos Direitos Humanos)

Relatórios de inspeções feitos por entidades e órgãos públicos mostram as precárias condições de unidades socioeducativas brasileiras de internação de jovens infratores, uma dura realidade que levou o Brasil a ser denunciado a organismos internacionais de direitos humanos.

Entre os problemas citados nos relatórios estão episódios de tortura, superlotação, cooptação de facções, falta de atividades de ressocialização e estrutura precária.

A promessa do governo federal é de melhorar essas unidades. O Ministério dos Direitos Humanos afirma que está em construção um Pacto Nacional pelo Sistema Socioeducativo, “que envolverá as três esferas de Poder, no âmbito executivo e judiciário, para garantir o acesso à Justiça, os direitos humanos dos internos nas unidades executoras de medidas socioeducativas em meio fechado e o fortalecimento e a implantação das medidas de semiliberdade e meio aberto (liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade)”.

As adversidades não são desconhecidas. Relatórios alertaram para problemas em unidades na Paraíba e em Pernambuco onde nove adolescentes morreram em motins no início deste mês.

De acordo com o portal Uol, relatórios de inspeções feitos em 14 unidades da federação elaborados por instituições como Ministério Público, Conselhos da Criança e Adolescente, Ordem Dos Advogados do Brasil e ONGs incluem relatos de tortura, superlotação e carência em prestação de serviços previstos por lei, como ensino, terapia ocupacional e atendimento psicológico e médico.

Em entrevista ao Uol, Everaldo Patriota, membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos, ressalta que “era para ter cultura, esporte, lazer, estudo, mas nada disso ocorre. A sociedade está mantendo um sistema sem resposta nenhuma”.

“A primeira Constituição, de 1822, previa prisões em locais amplos e arejados e divisão de acordo com o crime. Aqui você pega um adolescente de 14 anos que pegou um celular e junta com um de 17 que matou duas pessoas. É uma tragédia. Somos o país que pior custodia pessoas no mundo”, diz ainda Patriota.

Também em entrevista ao Uol, Dillyane Ribeiro, integrante do Centro da Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará, diz que “há muitos anos o Brasil vem sendo denunciado pela situação do sistema socioeducativo”.Uol

COMPORTAMENTO



SOLUÇÃO JUDICIAL - Janot vai propor diferenciar caixa dois de corrupção

Segundo Janot, a proposta visa reduzir a carga sobre o Judiciário e procuradores (Foto: EBC)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai apresentar ao Ministério Público Federal (MPF), uma proposta para diferenciar caixa dois de corrupção.

Trata-se de uma espécie de solução judicial para políticos acusados exclusivamente de caixa dois, sem um crime correspondente de corrupção. Para estes casos, Janot vai sugerir uma pena alternativa à prisão, como pagamento de multa ou prestação de serviços comunitários.

Em troca, o acusado deixaria de responder a processo e, uma vez cumprida a sentença alternativa, ficaria com a ficha limpa. A proposta valeria apenas para réus primários, cuja pena mínima a ser aplicada não ultrapasse um ano de prisão.

Além disso, para se beneficiar do acordo, o acusado não poderia ser alvo de processo, nem ter sido condenado por outro crime. Ou seja, se ficar constatado que a doação foi feita visando uma contrapartida, como aprovação de uma medida provisória que beneficie a empresa do doador, o crime deixa de ser caixa dois e passa a ser tratado como corrupção.

Atualmente, 30 dos 98 políticos investigados na chamada “lista de Fachin” se enquadram a um acordo do tipo. Segundo Janot, a proposta visa reduzir a carga sobre o Judiciário e os procuradores, que ficariam livres para se dedicar às investigações de casos mais graves de corrupção.

Com a medida, Janot pretende encerrar a discussão sobre a “separação do joio do trigo”, termo usado por parlamentares que defendem a diferenciação dos crimes de caixa dois e corrupção. No entanto, o procurador-geral acredita que a proposta é menos branda do que a solução de anistia, apresentada meses atrás por alguns políticos. Um dos motivos é o fato de ela abranger apenas políticos que não estejam envolvidos em outros tipos de crime.Valor

VIVENDO NO BRASIL

SAÚDE - A desigualdade global das doações de sangue

O número de doações de sangue em proporção à população de um país está relacionado à sua prosperidade (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O Dia Mundial do Doador de Sangue, criado por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), é comemorado todos os anos no dia 14 de junho em homenagem aos que fazem mais de 112 milhões de doações de sangue por ano. Um doador pode salvar até três vidas e as doações são mais comuns em países desenvolvidos, não só pelo fato de terem serviços de saúde melhores, mas também por uma questão cultural. A Europa, que tem cerca de um décimo da população mundial, tem uma taxa de quase 30% de doações de sangue. A África subsaariana, que concentra uma parcela maior da população global, representa menos de 5% do suprimento de sangue.

Segundo estudos, o número de doações de sangue em proporção à população de um país está relacionado à sua prosperidade. Porém, a localização geográfica também é importante. As taxas de doação de sangue em países ricos do Oriente Médio são de duas a três vezes menores do que as de países europeus com um nível econômico semelhante. Além disso, os europeus costumam doar sangue com mais frequência do que os latino-americanos.

Em lugares onde a prática não é bem-aceita pela sociedade, a maior parte do suprimento de sangue origina-se de doadores pagos ou de familiares de pacientes que precisam de transfusões. Por outro lado, na maioria dos países com as maiores taxas de doação de sangue os doadores são voluntários não remunerados, movidos pelo interesse em ajudar o próximo.The Economist

RECORDE - Número de deslocados e refugiados chega a 65,6 milhões

O aumento foi de 300 mil em relação a 2015 (Fonte: Reprodução/UNHCR)

Um relatório divulgado na segunda-feira, 19, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) revelou que o número de deslocados e refugiados no mundo por causa de conflitos, perseguições e fome chegou a 65,6 milhões em 2016, o maior da história — o aumento foi de 300 mil em relação a 2015.

A atual crise humanitária é a mais grave desde a fundação da ONU, em 1945. Síria, Afeganistão, Sudão do Sul e Somália são os países com o maior número de refugiados. Já os que mais recebem pessoas forçadas a deixar seus locais de origem são Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Uganda, Etiópia e Jordânia.

Ainda de acordo com o Relatório Global Sobre Deslocamento Forçado em 2016, do total de 65,6 milhões de deslocados e refugiados, 10,3 milhões foram forçados a deixar seus lares pela primeira vez (15,7%).

A guerra na Síria é a causa do maior fluxo de refugiados em todo o mundo. A ACNUR aponta que um total de 5,5 milhões de pessoas deixaram o país em conflito há seis anos em busca de um lugar mais seguro para viver.

Os países em desenvolvimento foram os que mais receberam refugiados no ano passado. Do total de deslocados e refugiados no mundo, 84% vivem atualmente em países de renda média a baixa, o que, segundo o porta-voz do ACNUR no Brasil, Luiz Fernando Godinho, desmitifica a ideia de que são os países mais desenvolvidos que mais ajudam as pessoas forçadas a deixar seus locais de origem.

O relatório do ACNUR alerta também para o grande número de deslocamentos internos no mundo: 6,9 milhões de pessoas forçadas a se deslocar dentro dos seus próprios países.G1

COREIA DO SUL

Presidente sul-coreano promete acabar com energia nuclear

'O status econômico do país mudou, assim como a consciência da importância do meio ambiente', disse Moon Jae-In (Foto: Wikimedia)

O novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In prometeu que o país acabará com a dependência de energia nuclear e investirá em fontes de energia renováveis. Ele espera que o país entre em uma “era livre da energia nuclear”.

Eleito no mês passado, após o escândalo político que levou à prisão da presidente Park Geun-Hye, o político liberal de esquerda alerta para as “inimagináveis consequências” de um desastre nuclear nos moldes do ocorrido em Fukushima, no Japão. “Destruiremos completamente os planos de construção de novos reatores nucleares”, disse o novo presidente em um evento de fechamento da usina nuclear mais antiga do país, a Kori-1.

Além disso, Moon anunciou que não expandirá a operação dos reatores que se encontram em atividade na Coreia do Sul e que devem ser fechadas ao final de sua vida útil, entre 2020 e 2030. De acordo com a Associação Nuclear Mundial, há 25 reatores nucleares na Coreia do Sul, que são responsáveis por gerar um terço da energia do país.

Durante o evento, Moon destacou que, por muitos anos, a Coreia do Sul buscou uma política energética “barata e eficiente” e reconheceu que a energia nuclear teve um papel crucial no rápido crescimento econômico do país. Entretanto, destacou o impacto causado por acidentes nucleares e a necessidade de investir em fontes limpas e renováveis.

“O status econômico do país mudou, assim como a consciência da importância do meio ambiente. A noção de que a segurança e a vida das pessoas é mais importante que qualquer coisa se tornou um firme consenso social”, afirmou Moon.

No entanto, o esforço de Moon para acabar com a energia nuclear deve passar por alguns obstáculos importantes. Além de ser um processo que levará décadas, o novo presidente enfrentará forte oposição de empresas de construção civil, que aumentaram as exportações de tecnologia nos governos anteriores.

Além de acabar com a energia nuclear, Moon planeja fechar pelo menos dez usinas de carvão até o fim de 2022 e fazer com que as fontes renováveis correspondam a 20% do total de energia produzida no país em 2030.The Guardian


ENERGIA - Bons ventos

Até abril deste ano, as 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil e seus aerogeradores individuais somaram 10.517 MW de capacidade instalada (Foto: Pixabay)

Nos primeiros quatro meses do ano, a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) foi 30% superior à geração no mesmo período em 2016.

Segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), os campos movidos pela força dos ventos produziram 3.286 MW médios entre janeiro e abril, frente aos 2.532 MW médios gerados nos mesmos meses do ano passado. Com a expansão, a participação da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema – hidrelétricas e térmicas – alcançou 5,1%. Em 2010, a participação era de 2,5%.

Bons ventos trazem boa notícia. Até abril deste ano, as 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil e seus aerogeradores individuais somaram 10.517 MW de capacidade instalada, uma expansão de 17,6% frente às 352 unidades existentes no mesmo mês em 2016.

A fonte hidráulica – que inclui grandes usinas e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) – foi responsável por 79,4% do total. As usinas térmicas, por sua vez, responderam por 15,4% da geração.

Estados produtores aumentam capacidade

A CCEE confirma ainda que o Rio Grande do Norte permanece como maior estado produtor do país, com 1.087,6 MW médios em 2017 – 39% a mais em relação ao primeiro quadrimestre de 2016. Em seguida vêm Bahia, com 678 MW médios (+30%), Rio Grande do Sul, que produziu 533 MW médios (+9%), e Ceará, com 465 MW médios (+12%).

O Rio Grande do Norte também conta com a maior capacidade instalada do sistema eólico, somando 3.209 MW, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. Mas o Ceará – apenas quarto colocado em geração – surge em segundo lugar, com 1.960 MW instalados (+21% em 2017). A Bahia manteve os 1.750 MW de capacidade, enquanto que o Rio Grande do Sul registra 1.682 MW (+11%).

A energia eólica no mundo

Se ainda não somos uma Dinamarca – que tem na eólica mais de 28% de sua matriz energética –, estamos bem à frente de boa parte dos 83 países do mundo que usam a energia que vem dos ventos em escala comercial, mas operam com média de participação em relação a outras matrizes de apenas 2,5%. O Brasil “sopra” a metade da capacidade instalada da América Latina.

Tão surpreendente quanto alentadora é a informação de que a China – o país que mais polui em todo o planeta – tenha se tornado o maior produtor desta fonte renovável de baixíssimo impacto ambiental e que não gera resíduos ou gases em sua produção. Dizem as más línguas que o baixo custo foi o único motivo considerado pelos chineses.Claudio Carneiro