quarta-feira, 26 de julho de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ - JULHO 10

Salinas - Pará

LEVANTAMENTO - Temer liberou R$ 2,1 bilhões em julho para barrar denúncia

Do total liberado em emendas em 2017, mais de 82% foi para deputados federais (Foto: ABr)

Os gastos do presidente Michel Temer para barrar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele por corrupção passiva custaram aos cofres públicos R$ 2,1 bilhões somente neste mês de julho.

Os dados são de um levantamento divulgado na última segunda-feira, 24, pela ONG Contas Abertas. O levantamento considera o orçamento empenhado pelo governo, ou seja, compromissos assumidos para pagamentos posteriores.

Segundo a organização, entre janeiro e 19 de julho de 2017, o governo federal liberou R$ 4,1 bilhões em emendas para parlamentares. Deste total, a maior parte foi liberada em julho: R$ 2,1 bilhões. As emendas vêm funcionando como uma moeda de troca entre o presidente e deputados. A estratégia consiste em liberar verba para emendas em troca de lealdade no voto contra a denúncia no Congresso.

Do total liberado em emendas em 2017, mais de 82% foi para deputados federais (R$ 3,5 bi) e o restante para senadores. No topo do ranking de beneficiados estão as bancadas estaduais do Maranhão, Roraima e Rio Grande do Norte.

A liberação dos recursos ocorre em pleno momento que o governo lida com um déficit fiscal de R$ 139 bilhões. Além disso, o montante empenhado pelo governo para emendas este ano já representa 70% do corte de gastos promovido nas contas públicas. Na semana passada, o Ministério do Planejamento anunciou um contingenciamento de mais R$ 5,9 bilhões nas despesas do governo federal.Jornal do Brasil

COMPORTAMENTO




INSERÇÃO POLÍTICA - Farc anunciam criação de partido político na Colômbia

Partido terá direito a dez assentos no Congresso colombiano (Foto: Efraín Herrera – SIG)

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram na última segunda-feira, 24, que lançarão seu partido político em 1º de setembro, um mês após o completo desmantelamento da guerrilha. O anúncio foi feito pelo líder do grupo Carlos Antonio Lozada, membro do Estado Maior das Farc, em coletiva de imprensa.

“Em 1º de setembro estaremos lançando publicamente o novo movimento político”, disse Lozada, afirmando ainda que o partido será apresentado em um ato político na Praça Bolívar, em Bogotá.

A iniciativa marca a entrada das Farc no cenário político do país. Como parte do acordo de paz assinado com o governo colombiano, o partido terá direito a dez assentos (cinco no Senado e cinco na Câmara) não eleitos no Congresso até 2023 – depois desta data, terá de participar das eleições. A legenda também poderá lançar candidatos durante as eleições para tentar aumentar sua participação parlamentar.

O grupo ainda não definiu os nomes que concorrerão às eleições e ocuparão as vagas no Congresso nem o nome do partido, mas fará encontros para traçar os alinhamentos da legenda e ajustar suas propostas políticas.

“Temos uma proposta de modelo econômico, a política de gênero que será realizada por nosso partido, as propostas que faremos ao setor da juventude, bem como a defesa do meio ambiente, a política do partido frente à questão urbana e, igualmente, para a parte agrária”, informou Lozada.

Em entrevista à agência France Presse, o cientista político Marc Chernick afirmou que o partido “pode ser um passo para a abertura do sistema político na Colômbia”. O cientista, que é professor universidades de Georgetown (Washington) e Los Andes (Bogotá), considera que as Farc buscarão consolidar um partido político de esquerda, mas não necessariamente marxista.

Além da participação na política, o acordo concederá anistia à maioria dos ex-combatentes das Farc. Rebeldes condenados por tribunais especiais por violações de direitos humanos terão suas penas substituídas por trabalhos sociais, como remover minas terrestres. O acordo de paz põe fim a um conflito armado de mais de 50 anos.Estadão

JAPÃO - Escândalos ameaçam futuro político de Shinzo Abe

As suspeitas são que Abe tenha favorecido dois grupos de escolas com quem têm ligações pessoais (Foto: kremlin.ru)

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, está lutando por seu futuro político no país, enquanto escândalos fazem despencar sua popularidade. Abe quer outro mandato como líder do Partido Democrático Liberal no próximo ano. Seu partido chegou a mudar suas regras para permitir que Abe pudesse concorrer a um terceiro mandato consecutivo.

No entanto, acusações contra o governo de Abe estão diminuindo sua força política e fazendo com que o primeiro-ministro não seja tão imbatível nas urnas como era antes. Na semana passada, uma pesquisa elaborada pelo jornal japonês Mainichi apontou que a popularidade de Abe caiu pelo segundo mês consecutivo, despencando dez pontos percentuais e se estabelecendo em 26%, o mais baixo percentual desde que Abe retornou ao poder em 2012.

As suspeitas são que Abe tenha favorecido dois grupos de escolas com quem têm ligações pessoais. O primeiro escândalo foi um negócio entre o Ministério das Finanças e um grupo escolar nacionalista, conhecido como Moritomo Gakuen. O grupo conseguiu comprar um terreno a preço baixo, cerca de 14% do valor estimado. A esposa de Abe, Akie Abe, ainda foi nomeada diretora honorária da escola. Após o escândalo chegar ao público, ela renunciou ao cargo. O segundo escândalo foi a suspeita de que Abe teria ajudado o seu amigo Kotaro Kake a obter aprovação para abrir uma escola veterinária no oeste do país.

Abe nega o envolvimento pessoal, mas pesquisas mostram que os eleitores duvidam de sua palavra. Principalmente depois que documentos do Ministério da Educação foram vazados, mencionando o envolvimento de uma “autoridade do gabinete do primeiro-ministro” com a história da escola veterinária.The Guardian

VIVENDO NO BRASIL

VENEZUELA CRISE

Venezuela detém mais 2 magistrados nomeados pelo parlamento

EFE/Miguel Gutiérrez

A Assembleia Nacional da Venezuela (AN) denunciou nesta terça-feira que o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) deteve outros dois juízes que esse Poder Legislativo nomeou em 21 de julho como magistrados do Supremo para substituir os atuais, que o parlamento considera "ilegítimos".

"Sebin Anzoátegui (nordeste) detém os magistrados recém-juramentados pela AN, Jesús Rojas Torres e Zuleima González", informou o parlamento venezuelano através de seu perfil oficial no Twitter.

No último sábado, o serviço de inteligência venezuelano também deteve o magistrado Ángel Zerpa, apenas um dia depois que ele foi nomeado pelo parlamento, por isso já são três os juízes detidos depois de serem juramentados como magistrados do Supremo perante o Poder Legislativo.

O presidente da AN, o opositor Julio Borges, pediu à comunidade internacional que esteja "alerta diante da perseguição da ditadura" do presidente, Nicolás Maduro, contra os magistrados recém-indicados.

Zerpa iniciou ontem uma greve de fome depois que um tribunal militar pediu sua prisão e, por isso, funcionários do Ministério Público indicaram hoje que comparecerão à sede do Sebin para "verificar" seu estado de saúde.

Maduro disse no domingo que os 33 magistrados indicados como tais pelo parlamento serão presos "um a um" e terão seus bens congelados os seus bens e suas contas bancárias.

"Todos serão presos e todos terão seus bens congelados, as contas e tudo, e ninguém irá a defendê-los", afirmou durante o seu programa semanal na emissora de televisão pública.

A oposição venezuelana aprovou na sexta-feira as designações de novos magistrados semanas depois que a procuradora-geral, Luisa Ortega, impugnou sem sucesso as nomeações de 33 juízes que agora ocupam as cadeiras do Supremo por supostas irregularidades no seu processo de escolha.

Os juízes em exercício foram designados pelo parlamento quando este era ocupado pela maioria chavista em um processo relâmpago concluído em alguns dias, justo após a vitória opositora nas eleições legislativas de 2015 e antes que a nova maioria tomasse posse.

Após a escolha pelo parlamento dos 33 juízes paralelos, o Supremo advertiu os recém-nomeados que estavam incorrendo em "delitos de traição à pátria" contemplados pela Justiça Militar e, além disso, pediu "medidas de coerção" contra todos os que participaram dos supostos delitos.EFE

BREXIT UE

Comissão Europeia diz que "será impossível" não fazer cortes após "Brexit"

O alemão Gunther Oettinger, comissário europeu de Programação Financeira. EFE/Olivier Hoslet

O comissário europeu de Orçamento e Recursos Humanos, Günther Oettinger, disse nesta terça-feira que "será impossível" não fazer cortes nos orçamentos posteriores à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), inclusive nos "fundos estruturais e de coesão".

"É impossível de evitar, há uma brecha muito ampla", apontou Oettinger em um encontro com jornalistas, no qual lembrou que o Reino Unido contribui com cerca de 12 bilhões de euros anuais líquidos no orçamento comunitário.

O comissário insistiu na oportunidade para tornar mais "efetivo" o orçamento europeu e evitar sobreposições em questões que recebem fundos regionais, nacionais e comunitários.

Oettinger advertiu também que "não se deve deixar de gastar nem um euro que represente valor agregado".

Ainda que a data de saída prevista por Bruxelas e Londres para a saída do Reino Unido do bloco seja em março de 2019, o marco orçamentário plurianual termina em 2020.

Além disso, Londres deverá fazer frente a "todos os pagamentos comprometidos, inclusive além dessa data".

Por outro lado, o comissário alemão, também responsável pela carteira de Recursos Humanos na UE, quis passar uma mensagem de tranquilidade aos trabalhadores das instituições europeias com passaporte britânico.

"Faremos todo o possível para que não sofram nenhuma consequência nem discriminação", apontou Oettinger quando perguntado se os funcionários europeus terão suas carreiras abaladas dentro da administração europeia após a saída do seu país.

O comissário reconheceu que pode haver alguns "conflitos de interesses" em carteiras como Comércio para altos cargos britânicos na administração comunitária.

"Ter um diretor-geral de Comércio na Comissão Europeia seria complicado", disse o alemão, que acrescentou que não vê "nenhum problema" caso a maioria dos cargos da UE seja ocupada por britânicos.EFE

EUA ECONOMIA

Fed inicia reunião com preocupação por persistente queda da inflação nos EUA

EFE/Michael Reynolds

O Federal Reserve (Fed) começou nesta terça-feira uma nova reunião de política monetária, com um possível esfriamento do ritmo de aumento das taxas de juros devido às crescentes dúvidas sobre a persistente baixa inflação nos Estados Unidos.

O encontro de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), órgão do banco central americano que dirige a política monetária, terminará com a divulgação, amanhã (às 15h de Brasília), de seu comunicado final.

Os analistas do mercado concordam que o Fed manterá os juros no atual patamar, de entre 1% e 1,25%.

Todas as atenções estarão voltadas às menções à inflação nos EUA, que nos últimos meses tem ficado abaixo da meta anual do Fed, que é de 2%. Em junho, o índice de preços interanual foi de 1,6%, abaixo das marcas de maio (1,9%) e abril (2,2%).

Esta desaceleração gerou preocupação e incômodo entre os membros do Fed, especialmente quando a taxa de desemprego está em seu menor nível em quase duas décadas (4,4%), próxima do pleno emprego.

Tanto os preços como os salários não estão respondendo com uma tendência de aumento como era de se esperar em um entorno de pleno emprego, o que pode piorar ainda mais com novos aumentos dos juros.

Por isso, os analistas consideram que o Fed poderia retardar seu plano de gradual elevação dos juros para aguardar indicadores mais sólidos de aumento na atividade econômica e dos preços.

Desta vez, não haverá coletiva de imprensa da presidente do banco central americano, Janet Yellen.

Há duas semanas, em um pronunciamento ao Congresso, Yellen afirmou que ainda é "prematuro" julgar que a fragilidade dos preços seja estrutural, mas reconheceu que "pode haver algo mais" que quedas de preços em setores concretos.

A estas dúvidas se somou a recente diminuição das previsões de crescimento para os EUA diante da falta de detalhes sobre os prometidos planos de estímulo fiscal por parte do presidente Donald Trump.

No seu recente relatório sobre a economia dos EUA, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as previsões de crescimento para 2,1% em 2017 e 2018. As estimativas feitas três meses antes foram de 2,3% e 2,5%, respectivamente.EFE

MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS

Brasileiro bate recorde sul-americano e faz 3º melhor tempo nos 50m peito

Imagem do nadador brasileiro, João Gomes Junior. EFE/JuanJo Martín

O brasileiro João Gomes Jr. fez nesta terça-feira o terceiro melhor tempo geral nas provas de classificação para as semifinais dos 50m peito no Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado na Hungria, e quebrou o recorde sul-americano com 26s67, enquanto Felipe Lima passou em sexto, com 26s93.

Com isso, João Gomes superou o recorde de Felipe França, que foi prata no Mundial em 2009 com 26s76. Os dois brasileiros classificados voltam à piscina ainda nesta terça-feira e tentarão avançar rumo à grande final.

O melhor tempo da classificação foi do britânico Adam Peaty, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 26s10. Peaty era detentor do recorde anterior dos 50m peito com o tempo de 26s42, uma marca conseguida há dois anos no Mundial disputado em Kazan, na Rússia.

A marca do britânico é o segundo recorde mundial batido na piscina de Budapeste. O anterior foi obtido pela sueca Sara Sjöstrom nos 100m livre, quando ela se transformou na primeira mulher a fazer um tempo abaixo dos 52 segundos (51s71).EFE

EUA TELEVISÃO

Criador de "Simpsons" prepara nova série para a Netflix

EFE/Daniel Deme

A plataforma de streaming Netflix anunciou nesta terça-feira que exibirá a série de animação para adultos "Disenchantment", o novo programa idealizado pelo criador de "Simpsons", o cartunista Matt Groening.

Em comunicado à imprensa, a Netflix detalhou que "Disenchantment" contará as aventuras de Bean, uma princesa com problemas com o álcool que é acompanhada por um elfo e um demônio. Ao longo da jornada, o trio encontrará criaturas de todos os tipos: bichos-papões, duendes, trolls e também humanos.

"Basicamente, 'Disenchantment' trata sobre a vida e a morte, amor e sexo, e sobre como continuar rindo em um mundo cheio de sofrimento e de idiotas", descreveu Groening.

Em princípio, a Netflix planeja 20 episódios para a nova série. A previsão é que os dez primeiros estarão disponíveis em 2018.

A vice-presidente de conteúdo original da empresa, Cindy Holland, disse que o "brilhante trabalho" de Groening repercutiu em várias gerações de fãs no mundo todo e garantiu que "Disenchantment" contará com o estilo de animação e o sarcasmo característico de Groening.EFE

terça-feira, 25 de julho de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ - JULHO 9

Estação das Docas - Belém do Pará

Governo federal planeja PDV e jornada reduzida para servidores públicos


O governo federal deve editar nos próximos dias uma medida provisória para criar um programa de demissão voluntária (PDV) para os servidores públicos do Poder Executivo, informou o Ministério do Planejamento nesta segunda-feira (24).
De acordo com o ministério, quem aderir terá direito a receber 1,25 salário para cada ano trabalhado.



Além disso, informou o Planejamento, está sendo preparada uma proposta de implementação da jornada de trabalho reduzida. Ela vai permitir que, ao invés de 8 horas diárias e 40 horas semanais, os servidores possam optar por:

trabalhar 6 horas diárias e 30 semanais;

trabalhar 4 horas diárias e 20 semanais;

Neste caso, o servidor terá o salário cortado na mesma proporção da redução da jornada de trabalho.

"Será assegurado ainda, a quem optar pela redução de jornada, o pagamento adicional de meia hora diária, calculada conforme regulamentação a ser editada pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão", informou o ministério em nota.

Ajustes no orçamento

O objetivo do governo é diminuir os gastos com a folha de pagamentos, num momento de fragilidade nas contas públicas. De acordo com o Planejamento, apenas o PDV deve gerar economia de cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os gastos da União com o pagamento de servidores aumentaram nos últimos três anos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Em 2014, por exemplo, o governo gastou R$ 222,37 bilhões (3,8% do PIB) com pagamento do funcionalismo. O valor passou para R$ 238,49 bilhões em 2015 (o equivalente a 4% do PIB) e para R$ 257,87 bilhões em 2016, o equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB).G1

Novo Código Penal pode mudar delação e prisão preventiva

Muitos parlamentares têm criticado essas medidas, consideradas pilares da Lava Jato (Foto: Agência Brasil)

Parlamentares de uma comissão especial da Câmara discutem alterações nas regras de delação premiada, prisão preventiva e condução coercitiva que farão parte do novo Código de Processo Penal (CPP). A reforma, aprovada no Senado em 2010, voltou a ser debatida apenas no ano passado, informou o jornal Estado de S. Paulo.

Essas medidas são tidas como pilares da Operação Lava Jato, embora sejam muito criticadas por parlamentares. O Ministério Público Federal (MPF) atribui às delações importância significativa para o sucesso da operação e entende que ações para rever os acordos de delação têm como finalidade enfraquecer as investigações.

Atualmente, a colaboração premiada é regulada por uma lei de 2013, que trata de organizações criminosas, e o CPP não prevê duração máxima para as prisões preventivas e nem punição para casos de uso abusivo do instrumento de condução coercitiva. Entretanto, nenhuma das alterações nas medidas foi sistematizada nos relatórios da proposta e ainda estão em discussão.

O presidente da comissão que discute o CPP, deputado Danilo Forte (PSB-CE), tem defendido mudanças na delação e na aplicação da condução coercitiva. Ele discorda do fato de uma pessoa presa poder fechar acordos de colaboração e afirma que há um poder excessivo nas mãos dos procuradores.

Danilo Forte defende que toda a negociação entre o Ministério Público e o delator seja acompanhada pelo juiz e critica o acordo firmado com os irmãos Joesley e Wesley Batista, dizendo que o perdão da pena concedido a eles pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi excessivo. Além disso, ele defende também que a condução coercitiva deve ser colocada em prática somente se uma pessoa se negar a prestar depoimento.

Prisões preventivas

Um relatório parcial elaborado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) defende que haja um prazo máximo de 180 dias de cumprimento de prisão preventiva. Embora alguns deputados defendam um tempo menor, o parlamentar manteve a proposta que foi aprovada no Senado em 2010.

Teixeira defende que a prisão preventiva “jamais” possa ser utilizada como “forma de antecipação da pena” e afirma que o “clamor público não justifica, por si só, a decretação da prisão preventiva”.

O relatório também pede a revogação do entendimento de que as penas podem começar a ser cumpridas após a condenação em segunda instância. Teixeira defende que a pena só comece a ser cumprida quando todos os recursos se esgotarem, após o chamado trânsito em julgado.

Embora alterações no CPP ainda não sejam unanimidade na Casa e ainda estejam em discussão, o cronograma da comissão especial prevê que o relator João Campos (PRB-GO) entregue seu parecer ainda em agosto e o projeto seja votado até outubro.Estado de S. Paulo

Geddel pode ser alvo de duas denúncias do MPF

Geddel foi preso no dia três deste mês, na Operação Cui Bono (Foto: EBC)

Procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) trabalham para identificar a rota da propina que teria sido recebida pelo ex-ministro da Secretaria do Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) para liberar verba de fundos de investimentos geridos pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Geddel foi preso no dia três deste mês, na Operação Cui Bono, que investiga irregularidades na liberação de créditos da Caixa, banco estatal no qual Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica (2011-2013). No último dia 12 ele ganhou permissão para cumprir prisão domiciliar.

A princípio, os procuradores pretendem denunciar Geddel por obstrução de Justiça. O ex-ministro é acusado de pressionar o doleiro Lúcio Funaro e sua esposa, Raquel Pitta, a não fechar acordo de delação premiada.

A acusação embasou o pedido de prisão do ex-ministro. Segundo o MPF, Geddel tentou garantir que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Funaro recebessem vantagens indevidas para não fazer delação, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para pressioná-lo a não fechar o acordo. No pedido de prisão preventiva apresentado à Justiça, foram citadas mensagens enviadas recentemente (entre os meses de maio e junho) por Geddel à esposa de Funaro.

A denúncia por obstrução de Justiça deve ser apresentada nos próximos 15 dias. Uma vez apresentada, os procuradores vão concentrar os trabalhos em uma segunda denúncia contra Geddel, desta vez pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

E é para isso que os procuradores precisam identificar a rota da propina recebida por Geddel para liberar verba do FI-FGTS, um fundo de investimentos operado pela Caixa que utiliza recursos do FGTS. A estimativa é que Cunha e Geddel tenham atuado na liberação de R$ 1,2 bilhão em recursos em troca de vantagens ilícitas. A dupla nega seu envolvimento no caso. Identificada a rota, os procuradores teriam base para apresentar a segunda denúncia.Uol

O Egito Antigo e a medicina atual

Os mortos deveriam ser enviados inteiros ao além. Em alguns casos, tinham que usar próteses (Foto: Pixabay)

A medicina no Egito Antigo era diretamente ligada ao conceito de magia. Apesar disso, ela era tão prática, que alguns dos métodos utilizados ainda são usados nos dias atuais.

Muito dos conhecimentos se perderam com o desaparecimento da Biblioteca Real de Alexandria. No entanto, o que se sabe sobre a medicina do Egito Antigo já surpreende, como os conhecimentos em cirurgia, tratamentos dentários, próteses e circuncisão.

Cirurgia

Como os mortos eram mumificados, os egípcios tinham a chance de analisar as partes do corpo e associá-las com as doenças que a pessoa teve em vida. Desta forma, os egípcios conseguiram coletar conhecimentos o suficiente para fazer cirurgias.

Tratamentos dentários

Escrito no século 1500 aC, o Papiro Ebers é um dos tratados médicos mais antigos do mundo. Nele, há várias receitas para tratamentos dentários. Uma delas era para tratar “dente que coça até a abertura da pele”. Entre os materiais que usavam nos tratamentos, estavam resina de incenso, mel (que tem propriedade antisséptica) e linho.

Próteses

Como os mortos deveriam ser enviados inteiros para o além, os egípcios recorriam a próteses, que também era usada entre os vivos. A prótese mais antiga conhecida é a de um dedo do pé, usada por uma mulher.

Circuncisão

Várias sociedades por diversas razões praticavam a circuncisão. No Egito Antigo, isso era tão comum que o pênis não circuncidado era visto com estranheza. Há escritos que revelam a fascinação dos soldados egípcios em relação aos pênis dos povos líbios conquistados.

Sistema médico

O governo era quem controlava o sistema médico. Os médicos eram treinados em institutos específicos e o ensino seguia um currículo determinado. Os pacientes podiam ser atendidos e tratados nestes locais. Além disso, havia acampamentos médicos próximos a canteiros de obras para ajudar os operários que sofressem acidentes. Há indícios de que existia uma espécie de auxílio-doença. Se o operário sofresse um acidente no trabalho e não pudesse trabalhar por conta disso, ele continuaria ganhando durante o período da enfermidade.BBC

FMI LAGARDE

Lagarde sugere que FMI pode mudar sede central para China em 10 anos


A sede central do Fundo Monetário Internacional (FMI) poderia mudar para a China em uma década como reflexo do crescente peso do país no cenário internacional, indicou nesta segunda-feira a diretora-gerente do órgão, Christine Lagarde.

"Se tivéssemos essa conversa dentro de dez anos, poderemos não estar sentados em Washington. A faríamos na nossa sede central em Pequim", afirmou Lagarde em uma conferência no centro de estudos Center for Global Development, na capital dos Estados Unidos.

Lagarde indicou que a mudança é uma "possibilidade" já que os estatutos do FMI indicam que a sede da instituição deve ficar na principal economia mundial. No entanto, para que isso ocorra, disse a diretora-gerente, é preciso que a China cumpra com seus compromissos de abertura e maior transparência de seu sistema.

A sede do FMI, órgão criado em 1944 junto com o Banco Mundial como parte do acordo de Bretton Woods, fica desde sua fundação em Washington. Os EUA contam atualmente com a maior porcentagem dos votos na instituição, com capacidade de veto.

O crescente peso dos mercados emergentes, especialmente da China, que registrou crescimento superior a 6% na última década, aumentou a pressão sobre o FMI para dar mais voz a essas econonomias, como reconhecimento de sua cada vez maior influência global.

Os economistas esperam que a China supere os EUA como detentora do maior Produto Interno Bruto (PIB) nominal, sem efeito da inflação, na próxima década.

Em 2015, a instituição decidiu incluir o yuan no cesto de moedas de reserva do órgão. Elas são usadas para calcular o chamado direito especial de saque, a moeda nominal do FMI, que até então era formado pelo dólar, o euro, a libra esterlina e o iene.

A decisão foi um grande reconhecimento para a China pela mostra de confiança na estabilidade da moeda do país e de sua política monetária.EFE

VIVENDO NO BRASIL