sexta-feira, 30 de junho de 2017

HAPPY HOUR


PENSAMENTO DA SEXTA


NOSSO SOM





NO PARÁ DO AÇAÍ

STF- Cármen Lúcia envia denúncia contra Temer à Câmara

Denúncia chegou por volta das 9h à mesa do presidente da Câmara (Foto: Agência Brasil)

A presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia, enviou à Câmara, nesta quinta-feira, 29, a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva.

A denúncia chegou por volta das 9h à mesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ). A partir de agora, cabe a Maia definir as datas de tramitação da denúncia na Câmara, que vai decidir se autoriza ou não o STF a abrir processo contra Temer.

A tramitação seguirá os seguintes passos: primeiro, Temer será notificado a apresentar sua defesa e terá até 10 sessões para enviar seus argumentos; depois, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) terá cinco sessões para se manifestar sobre a denúncia. Neste período, o relator da denúncia na CCJ deve apresentar um parecer concordando ou não com o prosseguimento da denúncia.

O parecer da CCJ será sujeito à votação em plenário, onde precisará de dois terços dos votos dos deputados para ser aprovado, ou seja, 342 votos dos 513 deputados da Casa. Caso seja aprovado, será autorizada a abertura do processo contra Temer no STF.

Nesse cenário, os 11 ministros do tribunal decidirão se Temer vira réu. Se isso ocorrer, ele será afastado da presidência por 180 dias, e Maia assume o interinamente a presidência. Se for absolvido, Temer retorna ao cargo; se for condenado, Maia convoca eleições indiretas e o Congresso elege um presidente e um vice para comandar o país até as eleições de 2018.

Se a denúncia for rejeitada, o STF fica impedido de dar andamento à ação, que seria suspensa, porém, não arquivada. Ela somente poderia ser reaberta após Temer deixar a presidência.G1

PGR - Raquel Dodge é escolhida por Temer para suceder Janot

Raquel Dodge está no Ministério Público Federal desde 1987 (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer escolheu para o cargo de procurador-geral da República (PGR) a subprocuradora Raquel Dodge, segunda colocada na lista tríplice enviada ao Palácio do Planalto pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

O anúncio foi feito na quarta-feira, 28, pelo porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola. O comunicado durou apenas 22 segundos.

“O presidente da República escolheu na noite de hoje a subprocuradora-geral da República, Dra. Raquel Elias Dodge para o cargo de procuradora-geral da República. A Dra. Raquel Dodge é a primeira mulher a ser nomeada para a Procuradoria Geral da República”, afirmou Parola.

Raquel Dodge, que está no Ministério Público Federal desde 1987, ainda será submetida a uma sabatina no Senado. A indicação de Temer precisa ser aprovada pelos parlamentares da Casa antes de Raquel ser oficializada no cargo.

A subprocuradora esteve no Senado após o anúncio da sua indicação. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, informou que Raquel esteve no local para conhecer o processo de sabatina a que deve ser submetida.

Quebra de tradição

O presidente Michel Temer quebrou a tradição de indicar o nome mais votado na lista tríplice da ANPR, o que vinha sendo feito desde o governo Lula. Quando assumiu a presidência, em maio do ano passado, Temer chegou a dizer que manteria a tradição.

O mais votado da lista tríplice da ANPR foi o subprocurador-geral Nicolao Dino, com 621 votos. Raquel recebeu 587 votos.

A subprocuradora é considerada rival de Janot. Em abril deste ano, ambos discutiram publicamente durante uma reunião do CSMP (Conselho Superior do Ministério Público) devido a uma proposta apresentada por ela para restringir o trânsito de procuradores no MPF. Segundo Janot, a medida impactaria a Lava Jato

Janot e Raquel também foram rivais em 2015. Naquele ano, o então procurador-geral conseguiu a reeleição em um pleito contra a atual escolhida por Temer e os subprocuradores Carlos Frederico Santos e Mario Bonsaglia – este último integrou a lista tríplice de 2017, ficando em terceiro lugar. A subprocuradora foi a terceira mais votada de 2015, com 402 votos, e integrou lista tríplice enviada a Dilma Rousseff. Contudo, a ex-presidente escolheu novamente Janot, que fora o mais votado com 799. Bonsaglia teve 462 votos.G1

VIVENDO NO BRASIL 1

OPERAÇÃO LAVA JATO

TRF-4 altera quase 70% das sentenças de Moro

Órgão de 2ª instância é responsável por julgar as decisões de Moro, juiz federal de 1ª instância (Foto: EBC)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reformou quase 70% das sentenças do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. O órgão é responsável por julgar em segunda instância as decisões de Moro, juiz federal de primeira instância.

Até o momento, das 43 decisões de Moro enviadas ao tribunal, 13 resultaram em aumento de pena; 5 em redução; e 13 tiveram a sentença mantida. Outras 12 resultaram em absolvição.

A decisão mais polêmica do tribunal foi a absolvição do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Ele foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por Moro, que o acusou de intermediar o repasse de “ao menos R$ 4,26 milhões de propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobras pelo contrato do Consórcio Interpar”.

Porém, o TRF-4 considerou que as provas contra João Vaccari Neto eram insuficientes, pois tinham como base somente delações premiadas. Em entrevista dada ao jornal Estado de S. Paulo, nesta quinta-feira, 29, Marcelo Figueiredo, professor de Direito Público da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), disse que, embora polêmica aos olhos da opinião pública, a decisão do tribunal está dentro da lei.

“A delação não é considerada uma prova definitiva, algo que possa ser responsável por colocar alguém na cadeia. Nesse sentido [a delação], faz parte de uma narrativa, tem de estar dentro de um contexto de investigação. Por isso, absolver alguém que tenha sido delatado não é um problema e não causa espanto”, disse o professor.

Em contraponto, o TRF-4 aumentou de 20 anos e 8 meses de prisão para 43 anos e nove meses a sentença do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, outro caso emblemático da Lava Jato. Duque foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Já o ex-deputado petista André Vargas, outro caso emblemático da operação, teve a pena reduzida. Ele foi condenado por Moro a 14 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na revisão da segunda instância, a sentença foi reduzida para 13 anos e 10 meses de reclusão.Estadão

CÂMARA - Juiz autoriza deputado presidiário a exercer mandato

PODE ISSO ARNALDO!...

Jacob deverá retornar à prisão todos os dias até às 22h (Foto: Agência Câmara)

O juiz Valter Bueno Araújo, da Vara e Execuções Penais de Brasília, autorizou o deputado presidiário Celso Jacob (PMDB-RJ) a deixar a deixar a penitenciária durante o dia para exercer seu mandato na Câmara, retornando à prisão somente à noite.

A autorização é uma reposta ao pedido feito pelo deputado, condenado a sete anos e dois meses em regime semiaberto por falsificação de documento público quando era prefeito do município de Três Rios, no Rio de Janeiro. Ele está preso desde o dia 6 deste mês, no Presídio da Papuda, em Brasília.

Com a autorização, ele poderá trabalhar na Câmara durante o dia aprovando leis, emendas constitucionais e Medidas Provisórias, entre outras coisas, e retornar à prisão até às 22h. Porém, em sua decisão, o juiz Valter Bueno Araújo ressalta que o deputado deve notificar a penitenciária em casos de sessões que entrem pela madrugada. A notificação deve vir acompanhada de um documento oficial justificando o atraso emitido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Caso as sessões se estendam para o período noturno, essa circunstância deverá ser demonstrada pelo sentenciado ao estabelecimento prisional onde estiver recolhido, por ocasião do seu retorno para o pernoite, por meio de certidão ou documento hábil emitido pela Casa, sob pena de eventual responsabilização por falta disciplinar”, escreveu o juiz em sua decisão.

Segundo o site Congresso em Foco, a autorização dada a Jacob para exercer o mandato fere o inciso VI do artigo 55 da Constituição, que determina que perde o mandato o parlamentar “que sofrer condenação criminal em sentença transitado em julgado”. Em entrevista ao site, o deputado federal Chico Alencar (PSol-RJ) disse ser constrangedor o fato de ter no dia a dia da Câmara um deputado presidiário. “É constrangedor. Somos a Câmara da piada pronta”, disse o deputado.Congresso em Foco

COMPORTAMENTO



ERA 'MERKRON'- Um recomeço para as relações franco-germanas

'Em todo início há sempre algo de mágico', disse Merkel em uma coletiva ao lado de Macron (Foto: YouTube)

Para a Alemanha, Emmanuel Macron foi o candidato perfeito. Enquanto seus adversários da extrema esquerda e da extrema direita criticavam Berlim, ele defendia os alemães. Nas duas visitas que fez à Alemanha durante a campanha, segundo uma autoridade alemã, ele foi “impecável” em relação aos problemas do país.

Alguns dos assessores mais próximos de Macron são fluentes em alemão e têm vínculos estreitos com Berlim. Antes fracos, os laços entre a França e a Alemanha já mostram um novo vigor. Ou, como disse a chanceler Angela Merkel, citando o escritor Hermann Hesse, na primeira entrevista coletiva concedida pelos dois líderes, em 15 de maio, em Berlim: “Em todo início há sempre algo de mágico.”

Essa aproximação com a Alemanha é perfeita para os planos ambiciosos do novo presidente francês. Macron pretende usar as reformas econômicas internas e as concessões à pressão dos alemães de uma maior integração militar para reconquistar a confiança da Alemanha e, assim, promover um “novo acordo” entre os países credores e devedores na zona do euro. Esse acordo incluiria um orçamento, um parlamento e um ministro das Finanças comuns. “Amigo Caro” advertiu a revista Der Spiegel na capa de uma edição recente.

Esse seria um projeto factível? Os políticos alemães estão divididos. Entre os céticos estão o Partido Democrático Liberal (FDP) pró-mercado, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), a União Social-Cristã (CSU) e a maioria dos membros do partido União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel, entre eles o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble. Os entusiastas da ideia incluem os partidos Verde, o socialista A Esquerda, o Social-Democrata (SPD), sobretudo o atual ministro das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, e os eurófilos do CDU que acreditam no aprofundamento da integração europeia. A chanceler tem uma posição intermediária, assim como a opinião pública.

Uma cúpula franco-alemã em nível ministerial, que será realizada em 13 de julho, deve resultar em projetos bilaterais em temas como educação e energia. Nada de mais importante acontecerá antes das eleições parlamentares na Alemanha em setembro. Mas se Merkel conquistar uma vitória expressiva como preveem as pesquisas, ela terá força política para impor seus programas de governo. Schäuble não deve permanecer no Ministério das Finanças e a escolha do novo ministro poderá recair em um membro dos verdes ou do SPD.

Portanto, disse Henrik Enderlein do Instituto Jacques Delors, com sede em Berlim, as negociações em torno da formação do novo governo poderiam representar um “momento histórico, a oportunidade de abrir as portas para uma verdadeira reforma da zona do euro”.

Se Macron não conseguir conquistar os alemães, dificilmente outro presidente francês será capaz de recuperar a confiança deles. Mas Macron tem um trunfo em suas mãos. Marine Le Pen perdeu a eleição presidencial, mas Berlim sabe muito bem que seu partido, a Frente Nacional, continua presente no cenário político da França.The Economist

ÀS VÉSPERAS DA COPA - Corrupção faz Fifa ser rejeitada por patrocinadores

A Fifa teve um prejuízo de US$369 milhões em 2016, o triplo do valor das perdas do ano anterior (Foto: Wikimedia)

No Museu do Futebol Mundial da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em Zurique, os visitantes tiram fotos com a taça da Copa do Mundo, arriscam um palpite em um comentário de um jogo e olham as peças exibidas, como o documento original manuscrito das regras do jogo e o famoso cartão amarelo dado ao jogador de futebol inglês, Paul Gascoigne, em 1990. Mas os visitantes que querem ver os lençóis que cobriram os dirigentes da Fifa, ao saírem de um hotel suíço de luxo em 2015, após serem presos por acusação de corrupção, decepcionam-se, porque não estão em exibição.

Se o museu ignora esse triste episódio na história da Federação, seu balanço patrimonial é um reflexo do impacto da prisão de seus dirigentes na reputação da entidade. A Fifa teve um prejuízo de US$369 milhões em 2016, o triplo do valor das perdas do ano anterior e a previsão é de uma perda de US$489 milhões em 2017. As reservas financeiras, que ultrapassaram US$1 bilhão desde 2008, deverão diminuir para US$605 milhões no próximo ano.

Os prejuízos são resultado, em parte, do aumento do financiamento das associações de futebol e das mudanças contábeis no registro dos custos e da receita. Porém, os gastos da Fifa com advogados e processos judiciais nos EUA e na Suíça devido à acusação de corrupção aumentaram de US$20 milhões em 2015 para US$50 milhões em 2016. As demonstrações financeiras também indicaram uma série de investimentos com pouco retorno, incluindo o museu, que custou US$190 milhões e não tem atraído muitos visitantes.

A Fifa acredita que irá atingir seu objetivo de obter uma receita de US$5,6 bilhões no período de 2015-18, graças ao patrocínio da Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Mas vários patrocinadores, como Sony, Emirates e Castrol, não renovaram seus contratos. Com menos de um ano antes do campeonato, a Fifa conseguiu apenas 12 patrocinadores para as 34 propostas de parceria oferecidas. Os organizadores do evento conseguiram o apoio do banco russo Alfa-Bank, com sede em Moscou, porém ainda não têm uma emissora para transmitir os jogos no país anfitrião. Na mesma etapa da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a maioria dos projetos de parceria já tinha patrocinadores, com diversos acordos assinados com anos de antecedência.

A Fifa assinou com a Vivo, uma fabricante de smartphones, seu terceiro contrato de patrocínio com uma empresa chinesa. O interesse das empresas chinesas em apoiar a Federação talvez seja um sinal de recuperação de sua imagem após o escândalo de corrupção. Mas em maio, a Fifa substituiu um juiz e um promotor, que integravam seu comitê de ética por novos membros. Os dois foram responsáveis ​​pelas investigações que causaram a suspensão de Sepp Blatter, ex-presidente da Fifa e de outros dirigentes. Ambos alegaram que a demissão deles significava o “final do processo de reforma da entidade”. Portanto, ainda restam muitas perguntas sem respostas a respeito da transparência da administração da Federação Internacional de Futebol.The Economist

VIVENDO NO BRASIL 2

CULTURA - Governo de Israel trava embate com a elite cultural do país

Por mais de três décadas, Grossman foi um crítico das políticas israelenses em relação aos territórios ocupados em 1967 (Foto: Wikimedia)

No dia 14 de julho, David Grossman, um dos mais célebres autores de Israel recebeu o prêmio internacional Man Booker pela obra “A Horse Walks Into a Bar”. Na pequena lista de candidatos também estava o israelense Amos Oz.

Para um país tão pequeno, onde políticos normalmente divulgam qualquer elogio internacional, a resposta foi diferente desta vez. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu demorou 24 horas para postar uma única frase de congratulatória.

Este é um indicativo de uma guerra fria entre nacionalistas de direita e a elite cultural, simbolizada por Grossman, que pende para a esquerda. Em 2015, Grossman foi um dos escritores que renunciou a candidatura ao Prêmio Israel de Literatura quando Netanyahu tentou remover alguns jurados que ele considerava “anti-sionista”. Por mais de três décadas, Grossman foi um crítico das políticas israelenses em relação aos territórios ocupados em 1967.

A britânica Jessica Cohen, que dividiu o prêmio de 50 mil libras com Grossman por traduzir o livro do hebreu para o inglês, disse que doaria metade de seu prêmio para o B’Tselem, um grupo de direitos humanos israelense. Esta foi uma repreensão a Nethanyahu. Recentemente, o primeiro-ministro disse que apoiaria uma lei que evitaria que estes grupos recebessem dinheiro de governos estrangeiros.The Economist

DE MÃOS ATADAS - A luta dos menos favorecidos por representação legal na China

Para Jinping, os advogados são uma força organizada e liberal, que podia desafiar a legitimidade do regime comunista (Foto: Flickr)

Pouco depois de assumir a presidência da China em 2012, Xi Jinping destacou a importância de “garantir que todos os cidadãos fossem iguais perante a lei, de respeitar os direitos humanos e de permitir que os cidadãos usufruíssem de direitos e liberdades de acordo com a lei”. Sua declaração foi uma forma de atender às reivindicações de uma crescente classe média que queria que o Partido Comunista governasse o país com mais justiça e moderação.

Mas em 2015, Jinping iniciou uma violenta repressão ao movimento de centenas de advogados, que segundo a mídia estatal, eram ativistas dispostos a lutar até a morte em defesa dos membros menos favorecidos da sociedade, como os agricultores e os pobres das áreas urbanas. De acordo com relatos, as autoridades, além de prender e perseguir os ativistas e seus parentes, torturaram alguns deles.

Na visão do presidente Jinping, os advogados eram uma força organizada e liberal, que podia desafiar a legitimidade do regime comunista. Porém esses advogados, sem medo do poder do Estado e obstinados em sua defesa dos mais fracos, eram essenciais para construir uma sociedade na qual a regra da lei se impunha.

A percepção que existe uma lei para os cidadãos e outra para o partido cria um sentimento de injustiça e ressentimento. Em 10 de junho, um protesto no centro de Xangai contra uma mudança repentina nos regulamentos, que reduziu os valores dos imóveis, reuniu centenas de pessoas. As autoridades prenderam os líderes do movimento e os censores apagaram as informações sobre o protesto na internet, como mais uma demonstração do desrespeito à liberdade civil no país.

A escolha de Xi Jinping é clara. A restauração da grandeza da China exige um sistema jurídico previsível e bem administrado, que proteja seus cidadãos. Mas a regra da lei fortalecerá os advogados que defendem as minorias. Se houver uma desaceleração econômica, o partido corre o risco não só de enfrentar a indignação dos cidadãos pela queda no padrão de vida, como também de ser acusado de usar a lei para intimidá-los. O presidente Jinping deveria refletir sobre as palavras sábias de seu discurso logo após a posse.OPN

VIVENDO NO BRASIL 3

SONY MÚSICA - Volta a fabricar discos de vinil após quase 30 anos

EFE/Khrystyna Kinson

A Sony anunciou nesta quinta-feira que voltará a fabricar discos de vinil, depois que decidiu cancelar sua produção em 1989, devido ao aumento da demanda global por este formato de música analógico.

A Sony Music Entertainment, braço musical do conglomerado japonês, decidiu retomar a produção de vinis durante o exercício em curso em suas duas fábricas situadas no Japão, conforme confirmou à Agência Efe uma porta-voz da empresa, que não quis revelar o volume de produção previsto.

A empresa japonesa interrompeu a fabricação para uso doméstico destes discos em 1989, devido à crescente fatia do mercado musical monopolizada pelos CDs, o formato físico digital que a própria Sony ajudou a desenvolver e começou a distribuir em 1982.

Agora, a Sony pretende se readaptar ao renascimento que vive o vinil, graças às vendas de álbuns de segunda mão e ao número crescente de novos lançamentos no antigo suporte analógico.

Além disso, a Sony Music instalou um novo estúdio de gravação no centro de Tóquio concebido especialmente para produzir os 'masters' dos quais serão geradas as cópias em vinil e aproveitar melhor a qualidade deste formato, segundo a porta-voz.

As vendas de vinis no Japão chegaram a cerca de 800 mil unidades em 2016, oito vezes mais que em 2010, segundo dados da indústria musical do país.

Esta tendência também está sendo observada em outros lugares, como o Reino Unido - onde as vendas de vinis no ano passado chegaram a superar às de música em formato digital - e os Estados Unidos, onde 17,2 milhões de discos foram vendidos em 2016.EFE

EUA CINEMA

Alice Braga entra pra elenco de filme derivado da saga "X-Men"

EFE/EPA/Guillaume Horcajuelo

A atriz brasileira Alice Braga foi escalada para o elenco de "Novos Mutantes", filme que fará parte da franquia "X-Men" e será dirigido por Josh Boone, informou nesta quinta-feira o site da revista "The Hollywood Reporter".

Conhecida nos Estados Unidos por seus trabalhos em "Eu Sou a Lenda", "Predadores", "Elysium" e atualmente na televisão com a segunda temporada da série "A Rainha do Sul", Alice substituirá Rosario Dawson no papel da heroína porto-riquenha Cecília Reyes,

Dawson deixou a produção por motivos ainda desconhecidos e abriu mão de dar vida à personagem que nos quadrinhos da Marvel gera um campo de proteção ao redor de seu corpo. A mutante também é uma cirurgiã e chegou a integrar a equipe dos X-Men.

A atriz se junta a um elenco formado por Anya Taylor-Joy ("Fragmentado"), Maisie Williams ("Game of thrones"), Charlie Heaton ("Stranger things") e ao também brasileiro Henry Zaga ("13 reasons why").

O papel de Zaga, radicado em Los Angeles e cujo nome verdadeiro é Henrique Gonzaga, será o do brasileiro Roberto da Costa, conhecido como Mancha Solar.

"Novos Mutantes" contará a história de cinco jovens mutantes que devem aceitar seus poderes para escapar de uma base secreta na qual estão presos e começará a ser rodado em julho para chegar às salas de cinema em abril de 2018.EFE

CUBA ECONOMIA

Dados oficiais indicam que salário médio mensal em Cuba equivale a US$ 29,6

EFE/Alejandro Ernesto

O salário médio mensal em Cuba em 2016 foi de 740 pesos cubanos (CUP), equivalentes a US$ 29,6, com essa cifra aumentando em setores como o açucareiro, o mais bem pago com 1.246 CUP (US$ 49,8), e caindo nos de administração pública, defesa e previdência social, com 510 CUP (US$ 20,4).

Esses números fazem parte da publicação "Salário médio em cifras 2016", divulgada nesta quinta-feira no site do Escritório Nacional de Estatística e Informação da ilha e que calcula o salário médio mensal por províncias desde 2007 e o salário médio mensal por categoria de atividade econômica desde 2014.

Segundo o relatório, o salário médio cubano passou de 408 CUP (US$ 16,3) em 2007 a 740 CUP em 2016.

Por províncias, as que têm melhores salários são Ciego de Ávila (816 CUP/US$ 32,6), Villa Clara (808 CUP/US$ 32,3) e Matanzas (806 CUP/US$ 32,2), enquanto que os salários mais baixos são recebidos em Guantánamo (633 CUP/US$ 25,3), Isla de la Juventud (655 CUP/US$ 26,2) e Santiago de Cuba (657 CUP/US$ 26,2).

Os setores mais bem pagos na ilha são os da indústria açucareira (1.246 CUP/US$ 49,8), da exploração de minas (1.218 CUP/US$ 48,7), da intermediação financeira (1.032 CUP/US$ 41,2) e de agricultura, gado, silvicultura e pesca (991 CUP/US$ 39,6).

Pelo contrário, as atividades económicas com remunerações mais baixas são as de "novas atividades de serviços comunais, de associações e pessoais" (503 CUP/US$ 20,1), administração pública, defesa e previdência social (510 CUP/US$ 20,4), cultura e esporte (511 CUP/US$ 20,4) e educação (533 CUP/US$ 21,32).

Os baixos salários que a ilha socialista paga aos seus funcionários estatais frente ao elevado custo dos produtos básicos na ilha, que importa 80% dos alimentos que requer, são objeto constante de críticas por parte de organizações internacionais e também de movimentos opositores.

A saúde e a educação são de acesso universal e gratuito em Cuba, e os seus cidadãos recebem alguns alimentos básicos do Estado por meio da "caderneta de abastecimento".

Mas essa caderneta, que há décadas chegou a cobrir grande parte das necessidades da população - inclusive de roupas, sapatos e brinquedos infantis -, foi reduzindo a quantidade e tipos de produtos subsidiados.

Atualmente, um cubano adulto recebe por mês aproximadamente sete libras de arroz, quatro de açúcar, meio litro de óleo de soja, um pacote de café misturado, um pacote de massa, cinco ovos e pequenas quantidades de carne de frango. As crianças também têm um litro diário de leite até que completem sete anos.

Em 2011, o presidente cubano, Raúl Castro, aprovou a autorização de novas categorias de trabalho por conta própria como umas das medidas para compensar a progressiva redução de 500.000 postos de trabalho do setor estatal.

Outra das principais distorções na economia cubana é a circulação simultânea de duas moedas: a moeda nacional, que é o peso cubano (CUP), e o peso conversível em moeda (CUC), com um valor artificial equivalente ao dólar e que, segundo a taxa oficial de câmbio, equivale a 25 CUP.O governo cubano reconheceu a necessidade de unificar as duas moedas, mas, por enquanto, a medida segue pendente.EFE

EUA EMPRESA

Apple celebra nas redes sociais aniversário de 10 anos do iPhone

EPA/Monica Davey

Revolucionário, o iPhone completou nesta quinta-feira dez anos, um período no qual a Apple vendeu mais de 1 bilhão de unidades de seu principal produto.

"O iPhone é mais do que uma companhia constante, é uma parte essencial do nosso dia a dia", afirmou o executivo-chefe da Apple, Tim Cook, em 2017, quando anunciou que o smartphone tinha superado a casa de 1 bilhão de unidades vendidas em todo mundo.

Hoje, Cook utilizou o Twitter para lembrar o aniversário do produto. "Aqui está o iPhone que mudou o mundo, para o homem que sonhou com isso e pelas pessoas da Apple que nunca deixaram de olhar para o futuro", escreveu o executivo, em uma mensagem acompanhada de uma imagem da primeira versão do dispositivo.

O primeiro iPhone, compatível apenas com chips da AT&T, foi colocado à venda em 29 de junho de 2007 por US$ 499, seis meses depois de uma apresentação de Steve Jobs, cofundador da Apple, na MacWorld Expo, feira que reúne fãs da empresa, em San Francisco.

Jobs falou pela primeira vez do dispositivo de 4GB de memória e tela com touchscreen - de 3,5 polegadas - sem um teclado físico, tradicional nos celulares até então, e não hesitou em dizer que o dispositivo, de simples interação, reinventaria a tecnologia.

E Jobs estava certo. O iPhone provocou uma histeria coletiva entre os usuários, revolucionou a telefonia móvel e a indústria por completo, confirmando-se como um projeto tão inovador como foi o Macintosh em 1984 e o iPod em 2001.

"Um iPod, um telefone e um dispositivo para usar a Internet. Vocês entenderam? Não são três equipamentos diferentes", disse Jobs durante a apresentação do primeiro iPhone.

O telefone, que começou a ser pensado três anos antes sob o nome de "Project Purple", começou a ser vendido às 18h locais dos Estados Unidos, mas as pessoas já formavam enormes filas dias antes nas lojas da AT&T e nas 164 Apple Stores do mundo.

Em outubro, a empresa já tinha vendido 10 milhões de dispositivos. A febre, porém, foi diminuindo ao longo dos anos. De fato, a Apple informou neste mês resultados econômicos marcados pela queda nas vendas de seu principal produto.

A empresa com maior valorização na bolsa dos EUA informou que no segundo trimestre de seu ano fiscal, terminado em 1º de abril, vendeu 50,76 milhões de iPhones, número menor que os 51,2 milhões comercializados no mesmo período do ano anterior.

O primeiro iPhone chegou em um momento que o mercado era dominado pela BlackBerry. Mas a verdadeira revolução veio depois, quando a Apple lançou o sistema operacional iOS e a App Store, que permite que os desenvolvedores vendam aplicativos para o dispositivo.

Apesar de a maior parte dos smartphones usados no mundo utilizar o sistema Android, a Apple fica com os maiores lucros dessa indústria graças aos elevados preços de seus aparelhos.

Para o futuro, os usuários esperam com entusiasmo a nova versão do iPhone, neste caso o iPhone 8, que deve ser apresentado em setembro.EFE

quinta-feira, 29 de junho de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ

ATENÇÃO GENTE!!...JULHO ESTÁ CHEGANDO

DENÚNCIA CONTRA TEMER

Base aliada quer relator da CCJ alinhado ao Planalto

CCJ será responsável por decidir se a Câmara aceita ou não a denúncia da PGR (Foto: EBC)

A base aliada do governo na Câmara vem articulando para influenciar na escolha do relator da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A comissão será responsável por decidir se a Câmara aceita ou não a denúncia da PGR protocolada na segunda-feira, 26, por Rodrigo Janot. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Estado de S. Paulo, líderes governistas vêm pressionando o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), a influenciar na escolha do relator, de modo a colocar no posto alguém alinhado ao Planalto. Além disso, eles defendem uma tramitação rápida da denúncia.

Em entrevista ao jornal, Pacheco declarou que busca um perfil técnico, com conhecimento jurídico e disse que não pretende exercer nenhuma influência na comissão. “Minha posição é de independência, de não permitir influência do governo, nem de ninguém”.

Porém, fontes do Estado de S. Paulo afirmam que Pacheco foi procurado por líderes partidários e até mesmo pelo próprio ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que teria se colocado à disposição de Pacheco para mediar a negociação para que seja escolhido um relator com perfil “chapa-branca”.

No momento, o nome mais cotado pela base aliada para assumir a relatoria é Jones Martins (PMDB-RS), suplente do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que se licenciou do cargo para assumir o Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário. Martins é tido como um afilhado político de Padilha.

Solidariedade substitui titular

Na segunda-feira, já houve mudança na composição da CCJ. O Solidariedade, um dos que compõem a base aliada, retirou o deputado Major Olímpio (Solidariedade-SP) da vaga de titular da comissão. O parlamentar é conhecido por sua postura contra o governo Temer. Nas últimas semanas, ele vinha tecendo fortes críticas ao governo e anunciou que votaria a favor da denúncia contra Temer. Porém, ao ser retirado do posto de titular, Olímpio passa a ser suplente, logo, seu voto não será contabilizado na votação de admissibilidade da denúncia, exceto se um titular da bancada faltar à sessão.

No lugar de Olímpio, foi colocado o deputado Áureo (Solidariedade-RJ), líder da bancada do partido na Câmara. Informado da mudança pela mídia, Olímpio criticou a decisão do Solidariedade. “O partido não teve consideração comigo”, disse Olímpio, que já pensa em deixar a legenda.

O Solidariedade, no entanto, negou que a troca esteja relacionada à denúncia da PGR. Segundo o partido, a decisão foi tomada no dia 14, mais de uma semana antes de Janot protocolar a denúncia. “O deputado Major Olímpio continua sendo membro da comissão e contribuindo efetivamente com as discussões do colegiado”.

Por sua vez, Áureo destacou que, embora seja líder da bancada do partido, votou contra a reforma trabalhista e é contra a reforma da Previdência. No entanto, ele disse que ainda não tem uma opinião formada em relação à denúncia contra Temer, mas que considera a ação de Janot uma “guerra jurídica de poder”. “Eu não estou gostando dessa forma de denúncia fatiada. Acho que isso não é coerente com o momento em que a gente vive no Brasil. Aí parece que não é uma denúncia, é mais uma guerra jurídica de poder, de conflitos. É um poder tentando pressionar a Câmara dos Deputados”, disse o deputado.Estadão

BRASIL EDUCAÇÃO

Reitores de universidades brasileiras debatem empreendedorismo e diversidade

Cecília Bastos/Jornal da USP/Reprodução

Os reitores de 16 universidades do Brasil se reuniram nesta quarta-feira para um debate sobre empregabilidade a convite do Santander Universidades e da Universia Brasil e indicaram investimentos em educação básica e equidade como princípios para a valorização da diversidade no mercado de trabalho.

"Investir em educação básica vai beneficiar nossa população mais pobre. Mas para isso é preciso oferecer salários competitivos, para atrair professores para essa área", defendeu Antônio Freitas, pró-reitor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A vice-presidente de Recursos Humanos do Banco Santander, Vanessa Lobato, apresentou aos reitores dados que demonstraram a importância da diversidade, que influencia em até 70% na reputação corporativa, e destacou que empresas com equipes plurais apresentam faturamento maior.

"Para conquistar a equidade, o ponto de partida é a empatia, uma capacidade que se adquire, especialmente ao se colocar no lugar do outro. Por isso a diversidade deve ser plural, acolher a diferença", destacou Lobato.

Primeira mulher a ocupar o cargo máximo da Universidade de Brasília (UnB), a atual reitora Márcia Abrahão lembrou destacou o protagonismo de sua instituição na implantação de políticas de inclusão.

"A UnB foi uma das pioneiras na adoção do sistemas de cotas, ainda em 2004. O sistema chegou a ser questionado em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), a qual, felizmente, vencemos", lembrou a acadêmica.EFE

COMPORTAMENTO



“Essa Coca-Cola é Fanta”: ação ganha a internet

Latinha pela representatividade e respeito não estão à venda / Divulgação/Coca-Cola

A Coca-Cola Brasil promoveu uma ação em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado nesta quarta-feira (28), que teve grande repercussão nas redes sociais.

As geladeiras de todos os andares do prédio em que fica a sede da empresa, no Rio de Janeiro, foram abastecidas com latinhas do refrigerante que tinham Fanta Laranja dentro.

O rótulo da embalagem trazia a seguinte frase: “Essa Coca-Cola é Fanta e daí? Criamos uma lata especial para reconhecer quem ignora rótulos, desafia os preconceitos e assume quem realmente é. Essa Coca é orgulho. Essa Coca é Respeito. Essa Coca é Fanta”.

A ação rapidamente ganhou as redes sociais e recebeu inúmeros elogios de internautas que elogiaram a atitude de representatividade promovida pela empresa.BAND

DESVIO DE VERBAS - Prisões por corrupção aumentam 288% em três anos

Presidente do Sindicato dos Delegados da PF diz que Lei 12.850 dificilmente passaria hoje no Congresso (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O número de prisões temporárias e preventivas e os flagrantes de corruptos em operações da Polícia Federal aumentou de forma significativa desde a aprovação, em 2013, da Lei 12.850, que regulou as delações premiadas.

Especificamente no caso das operações de combate ao desvio de verbas públicas, o número de prisões aumentou de 135 em 2013 para 524 em 2016 — um crescimento de 288%.

De acordo com dados da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), da Polícia Federal, dez pessoas foram presas por semana em operações deste tipo em 2016. Três anos antes, em 2013, quando a lei sobre colaboração premiada ainda não tinha sido aprovada, o número era de 2,5 por semana, em média.

A informação é do jornal O Estado de S.Paulo, que analisou os dados de 2.325 operações deflagradas pela Polícia Federal entre janeiro de 2013 e 31 de março deste ano.

A delegada Tânia Prado, presidente do Sindicato dos Delegados da PF, afirmou que “o marco disso é a lei de 2013”, que, segundo ela, dificilmente passaria hoje no Congresso. “Ela foi aprovada no contexto da pressão popular. Devem [congressistas] ter achado que era bom para prender traficante”, ressaltou.

Enquanto em 2013 a PF fez 302 operações em todo o país de combate a organizações criminosas, em 2016 o número chegou a 922 — um aumento de 205%.Veja

VIVENDO NO BRASIL

CIBERATAQUE CHINA

Pelo menos 36 pessoas ou entidades chinesas pagaram resgate após ciberataque

EFE/Ritchie B. Tongo

Pelo menos 36 pessoas ou empresas chinesas pagaram um resgate pelo ciberataque com o vírus Petya, informou a Ruixing Group, empresa de segurança informática.

O vírus está ativo em Pequim, Xangai e nas províncias de Jiangsu e Gansu, entre outros pontos da China, com "uma pequena quantidade de afetados", de acordo com a companhia. Em comunicado, ela informou que 36 vítimas "pagaram um resgate" equivalente a US$ 300 em bitcoins.

O Centro Nacional de Resposta de Emergências da Rede Informática explicou, em nota mais técnica, que se trata de um vírus que usa o mesmo mecanismo de ataque que o WannaCry usou em maio. O WannaCry prejudicou mais de 200 mil usuários em 150 países, entre eles o sistema de saúde do Reino Unido.

O Centro Nacional de Resposta de Emergências da Rede Informática fez uma série de recomendações para evitar ataques do tipo e pediu para que as pessoas mantenham seus sistemas sempre atualizados.

Até agora, nenhuma instância oficial informou ter sido atingida na China.

"Estamos esperando a que as autoridades competentes ofereçam mais informação", indicou hoje, em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério de Exteriores, Lu Kang.

Lu apontou que este novo ciberataque em grande escala mostra como "a cibersegurança é um desafio comum que afeta todos os membros da comunidade internacional".EFE

EUA SOCIEDADE

Com nova lei, 111 pessoas optaram por suicídio assistido na Califórnia

EFE/Yahya Arhab

Um total de 111 pessoas optou pelo suicídio assistido na Califórnia nos seis primeiros meses após a aprovação de uma lei que permite a pacientes terminais solicitar fármacos para, voluntariamente, provocar ação letal.

Segundo um estudo divulgado nesta terça-feira, essas pessoas estavam dentro de um grupo de 191 pacientes que receberam as prescrições necessárias por parte de seus médicos, e portanto nem todas decidiram no fim usar os medicamentos.

O chamado "End of Life Option Act" entrou em vigor em junho do ano passado e tornou a Califórnia o quinto estado dos Estados Unidos a permitir esta opção por parte de determinados pacientes com uma esperança de vida menor do que seis meses.

Os números oficiais do estudo mostram que seis em cada 10 mil mortes na Califórnia entre junho e dezembro de 2016 aconteceram por meio deste procedimento. Trata-se de uma porcentagem muito inferior à de 37,2 a cada 10 mil mortes no ano passado no estado do Oregon, o primeiro a legalizar a prática, em 1998.

De qualquer forma, o Oregon também apresentou uma cifra muito baixa em 1998, já que somente 24 pessoas solicitaram os fármacos.

Das 111 pessoas que optaram pelo suicídio assistido na Califórnia, 59% sofriam de câncer. Os dados apresentados pelo estado apontam, além disso, que 173 médicos foram os responsáveis por autorizar as 191 prescrições.

Segundo a lei, para que uma pessoa tenha acesso à prescrição, pelo menos dois médicos devem confirmar que o paciente tem uma esperança de vida de menos de seis meses e está apto em condições mentais para tomar a decisão. Nos casos em que houver dúvidas, os médicos devem cobrar dos pacientes uma avaliação psiquiátrica.EFE

ESPANHA SALVADOR DALÍ

Justiça espanhola ordena exumação de Salvador Dalí para teste de paternidade

EFE/Robin Townsend

Uma juíza de Madri ordenou a exumação do corpo do pintor espanhol Salvador Dalí, falecido em 1989, e a obtenção de mostras para a realização de um exame de DNA a fim de confirmar a paternidade de Pilar Abel, que iniciou um processo para ser reconhecida como filha do artista.

Em uma decisão datada do dia 20 de junho e que foi divulgada nesta segunda-feira, a juíza encarregada do caso considera "necessária a prova biológica de investigação da paternidade de María Pilar Abel Martínez a respeito de Salvador Dalí Domenech", ao não "existir vestígios biológicos nem objetos pessoais sobre os quais seja possível praticar o teste pelo Instituto Nacional de Toxicologia".

A magistrada María del Mar Crespo ordena que o procedimento seja feito na localidade de Figueres, na província de Girona (nordeste), de onde Dalí nasceu e está enterrado, para que o médico legista realize a extração de mostras ("restos ósseos e/ou peças dentárias") do cadáver as e encaminhe ao Instituto de Toxicologia.

A Fundação Gala-Dalí, que administra o patrimônio do pintor, anunciou em um comunicado que apresentará um recurso nos próximos dias contra a decisão judicial de exumação.

Em abril de 2015, o tribunal de primeira instância número 11 de Madri acatou o processo de reconhecimento de paternidade contra o Ministério da Fazenda e Administrações Públicas da Espanha e esta fundação como herdeiros legais do pintor.

Segundo disse nesta segunda-feira à Agência Efe o advogado de Pilar Abel, Enrique Blánquez, não há data para a exumação, ainda que "possa acontecer no próximo mês de julho". Dalí foi sepultado no Teatro-museu Dalí de Figueres após o seu falecimento, em 23 de janeiro de 1989.

Pilar Abel, nascida em Figueres em 1956, assegura que é fruto de uma relação entre sua mãe e o pintor catalão, a quem conheceu quando trabalhava como empregada de uma família que passava temporadas nessa localidade.

Segundo Pilar, sua mãe lhe disse em várias ocasiões que seu pai era Salvador Dalí. Na documentação também está incluída uma declaração de uma cuidadora da mãe de Pilar reconhecendo que a mesma tinha relatado que na sua juventude manteve uma relação sentimental oculta com o pintor.

Dalí, nascido em Figueres em 1904, foi um dos maiores expoentes do Surrealismo. Foi casado com a russa Helena Diakonova (Gala), falecida em 1982, e morreu sem descendentes conhecidos.EFE

AMERICAS CULTURA

Observatório Ibero-americano de Museus libera dados de 7 mil instituições

EFE/Santi Otero

O Registro de Museus Ibero-americanos (RMI), uma nova plataforma digital promovida pelo Observatório Ibero-americano de Museus, começou a disponibilizar para os usuários informações de mais de 7 mil instituições da região que participam deste projeto.

A plataforma, apresentada nesta quarta-feira no Museu da América, em Madri, facilitará a difusão da riqueza e da diversidade destas instituições, com o objetivo de fortalecer o setor. Agora, os usuários poderão consultar no site www.rmiberoamericanos.org dados sobre instituições como a Biblioteca Nacional da Espanha, em Madri; o Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México; o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro; e o Museu Nacional de Belas Artes, em Santigo.

De acordo com a presidente do Programa Ibermuseus, Magdalena Zavala, o RMI é "o maior espaço de cooperação ibero-americana" em que acontece diálogo e troca de informação entre instituições públicas e privadas nos diferentes âmbitos de atuação dos museus. O programa, que surgiu durante o I Encontro Ibero-americano de Museus, que aconteceu Salvador (Bahia), em 2007, tem por objetivo a integração, modernização e desenvolvimento de mais de 10 mil centros.

"O RMI possui um olhar integrador, regional e solidário, para proteger e administrar o patrimônio da região", explicou Magdalena.

A secretária-adjunta da Segib, Mariangela Rebua, por sua vez, afirmou que o objetivo da comunidade ibero-americana é o "fortalecimento, a preservação e a proteção da cultura da região", e o projeto representa a valorização do patrimônio cultural.

Já o secretário de Estado de Cultura da Espanha, Fernando Benzo, destacou os vínculos históricos que a região compartilha, entre eles a identidade.

"É importante manter um diálogo permanente que aproxime os nossos países", defendeu.

De acordo com Benzo, a plataforma conseguirá levar o conhecimento dos museus para além das fronteiras e a difusão da cultura através das novas tecnologias é algo positivo.

Para o subdiretor geral de Museus Estatais, Miguel González Suela, a plataforma digital é uma "grande base de dados" sobre as instituições e com informação sintetizada pelos 22 países participantes, "sob a mesma ótica". Além de informação relacionada com a descrição de cada um dos museus, a plataforma oferece dados sobre a história, o modo de acesso, os serviços e imagens atualizadas.EFE

quarta-feira, 28 de junho de 2017

MENSAGEM DO DIA

Nota de esclarecimento sobre denúncia contra o presidente da República




A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da República, Michel Temer, nessa segunda-feira, 26 de junho, é pública e baseada em fartos elementos de prova, tais como laudos da Polícia Federal, relatórios circunstanciados, registro de voos, contratos, depoimentos, gravações ambientais, imagens, vídeos, certidões, entre outros documentos, que não deixam dúvida quanto à materialidade e a autoria do crime de corrupção passiva. A peça foi submetida à análise do Supremo Tribunal Federal e seguirá o trâmite previsto na Constituição Federal.

O procurador-geral da República pauta-se por uma atuação técnica, no estrito rigor da lei, tanto na esfera judicial quanto na administrativa, e não se furta em cumprir as responsabilidades inerentes ao exercício do ofício. Rodrigo Janot cumpre à risca o comando constitucional de que ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas punições. Se assim não fosse, não haveria um Estado Democrático de Direito.

Sobre o ex-procurador da República e hoje advogado Marcello Miller, a Procuradoria-Geral da República esclarece que ele não participou das negociações do acordo de colaboração premiada dos executivos do Grupo J&F. Ele integrou a Assessoria Criminal do procurador-geral da República de setembro de 2013 a maio de 2015. De maio de 2015 a julho de 2016, ele foi designado para integrar o Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato na PGR, em Brasília. A partir de 4 de julho de 2016, ele voltou a ser lotado na PR/RJ, com processos distribuídos ao seu ofício, atuando junto ao Grupo de Trabalho somente como membro colaborador. Ele solicitou exoneração do cargo de procurador da República em 23 de fevereiro de 2017, a qual foi efetivada em 5 de abril de 2017.

O procurador-geral da República reafirma o compromisso do trabalho realizado como chefe do Ministério Público da União com o propósito de garantir a probidade, a transparência e a responsabilidade no trato da coisa pública.

Assessoria de Comunicação Estratégica do PGR
Procuradoria-Geral da República

MULTA RECORDE- Google recebe multa de 2,4 bilhões de euros da União Europeia

A empresa tem 90 dias para interromper as práticas consideradas irregulares (Foto: Pixabay)

Nesta terça-feira, 27, o Google foi multado em 2,42 bilhões de euros (R$ 8,9 bilhões) pela Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE). A multa é decorrente da acusação de que o Google tem favorecido ilegalmente seu próprio serviço de compras.

O valor da multa é um recorde neste tipo de ação, de abuso de posição dominante. A maior tinha sido de um bilhão de euros ( R$ 3,7 bilhões) contra a Intel, em 2009.

A empresa tem 90 dias para interromper as práticas consideradas irregulares. Se não fizer isso, terá que pagar multas diárias de até 5% da média diária do volume de negócios mundial da Alphabet (holding que controla a empresa).

Segundo a acusação, o Google favorece seu sistema de comparação de preços, o Google Shopping, dentro de seu mecanismo de buscas. “O Google abusou de seu domínio no mercado como mecanismo de busca ao promover seu próprio serviço nas buscas e minimizar os de seus competidores”, disse Margrethe Vestager, comissária europeia responsável pela investigação.

Segundo a Comissão Europeia, os resultados dos serviços de comparação de preço não seguem as regras gerais de busca. Desta forma, os rivais são prejudicados pelo algoritmo, recebendo menos cliques. Como os anúncios dependem do fluxo de visitas, os rivais acabam ganhando menos.

A empresa nega as acusações e diz que os resultados das buscam facilitam a experiência dos consumidores. O Google ainda pode recorrer da decisão. O caso se arrastou por sete anos. Em 2010, a Microsoft e o TripAdvisor denunciaram o Google à União Europeia, mas apenas em 2015 a União Europeia fez uma acusação formal.Folha de S.Paulo

MEIO AMBIENTE - O incêndio português no ‘deserto’ de eucalipto

ncêndio florestal em Portugal matou mais de 60 pessoas (Foto: José Coelho/Agência Lusa)

Neste mês, Pedrogão Grande, em Portugal, ganhou os noticiários por ser o local mais afetado no incêndio florestal que matou mais de 60 pessoas. A área afetada pelo incêndio era dominada pelo plantio do eucalipto.

O eucalipto representa cerca de 30% de toda a cobertura florestal portuguesa. A árvore é polêmica, porque apesar de ser bom para a economia portuguesa (a indústria papeleira rende cerca de 2,8 bilhões de euros por ano a Portugal), ela é altamente inflamável e, segundo ambientalistas, o plantio em larga escala da árvore contribui para a destruição de recursos hídricos e para o desaparecimento da fauna.

“Um dos principais problemas do eucalipto é que ele queima muito rápido e é muito resistente ao fogo. Ele continua a sobreviver durante o incêndio e graças ao calor a sua casca se solta do tronco, se transformando em condutor das chamas”, explica o engenheiro zootécnico João Camargo a BBC.

Em 2013, um decreto facilitou o plantio de eucalipto em Portugal. Uma petição online, que já reuniu assinaturas suficientes para ser obrigatoriamente discutida no Parlamento, quer a revogação desta medida.

“A revogação da lei que liberalizava o plantio do eucalipto já fazia parte do programa do atual governo, só não foi executada ainda porque não houve consenso no Parlamento. Mas uma tragédia em que mais de 60 pessoas morrem não pode passar em branco e deve impulsionar as reformas que estavam paradas”, afirma Camargo.

Após a tragédia, o governo português estabeleceu dia 19 de julho como data limite para a votação em plenário de um pacote que inclui 12 medidas ligadas à reforma florestal que estavam paradas no Parlamento. Entre as medidas, está a que trava a expansão do plantio de eucalipto no país.

Todos os anos, Portugal registra um grande número de incêndios durante o verão, quando o clima seco e quente facilita a propagação do fogo.

Situação brasileira

Atualmente, o Brasil é o quarto produtor do mundo de celulose, atrás do Canadá (terceiro), da China (segundo), e dos Estados Unidos (primeiro).

O engenheiro florestal Alexandre Franca Tetto afirma que o plantio de eucalipto no Brasil tem características distintas da realidade portuguesa, o que minimiza os riscos de uma tragédia como a que aconteceu em Pedrogão Grande. No entanto, não se pode afastar totalmente o risco de um grande incêndio.

Em 1963, 2 milhões de hectares foram queimados no Paraná, matando 110 pessoas. Em 1998, 1,5 milhão de hectares foram atingidos em Roraima. Embora o plantio de eucalipto em larga escala seja criticado por ambientalistas, ele é amplamente defendido pelo setor agropecuário. Em Portugal, diante da tragédia, tudo indica que a economia não vai falar mais alto. No entanto, no Brasil, o dinheiro ainda parece ser mais importante.BBC

VIVENDO NO BRASIL

ATIVISTA CHINÊS - China liberta Nobel da Paz preso desde 2009

Xiaobo cumpria pena de 11 anos por 'subverter as instituições do Estado' (Foto: Flickr)

O governo chinês libertou o ativista Liu Xiaobo, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2010 preso desde 2009, acusado de tentar “subverter as instituições do Estado”. A notícia foi dada nesta segunda-feira, 26, por Mo Shaoping, advogado de Xiaobo.

De acordo com o advogado, Xiaobo foi solto por razões médicas, após ter sido diagnosticado com câncer de fígado em fase terminal. A doença foi diagnosticada na última sexta-feira, 23, e o ativista, de 61 anos, foi libertado poucos dias depois para tratamento médico. “Está sendo tratado em um hospital de Shenyang (na província de Liaoning). Não tem nenhum plano especial. Está apenas recebendo tratamento por sua doença”, informou Shaoping.

Professor, intelectual e dissidente chinês, Xiaobo cumpria uma pena de 11 anos de prisão desde 2009 e ainda tinha três anos para cumprir de sua condenação. Ele foi preso por “subversão”, por ter sido um dos autores da Carta 08, um texto que celebrava os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e defendia a democracia na China.

Xiaobo havia participado da revolta estudantil da Praça Tiananmen (Paz Celestial), em 1989, e foi preso após a repressão do movimento. O opositor passou um ano e meio na prisão sem nunca ter sido condenado, e em seguida foi enviado para um campo de trabalho entre 1996 e 1999.

Em 2010, quando já estava detido, o dissidente venceu o Prêmio Nobel da Paz por sua atuação na luta pelos direitos humanos. O prêmio foi entregue simbolicamente em 10 do dezembro do mesmo ano em Oslo e o ativista foi representado na cerimônia por uma cadeira vazia. Xiaobo foi a terceira pessoa a receber um Nobel durante o cumprimento de pena, depois do alemão Carl von Ossietzky, em 1935, e a birmanesa Aung San Suu Kyi, em 1991.

A premiação provocou indignação do governo chinês, que congelou as relações de alto nível com a Noruega, o que afetou, entre outros aspectos, as exportações de salmão norueguês para a China. Na época, o governo de Pequim classificou o ativista como “criminoso”.RFI

EUA D.HUMANOS

EUA homenageiam jornalista brasileiro por luta contra trabalho escravo

EFE/Departamento de Estado dos EUA

O Departamento de Estado dos Estados Unidos homenageou nesta terça-feira o jornalista brasileiro Leonardo Sakamoto, pela atuação no combate ao trabalho forçado, e mais sete pessoas, em uma cerimônia para apresentar o relatório sobre tráfico de pessoas, que o governo elabora anualmente e que foi liderada pelo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e a filha e assessora do presidente americano, Donald Trump, Ivanka Trump.

O órgão destacou que Sakamoto criou a ONG Repórter Brasil, dedicada a "supervisionar e combater o trabalho escravo" e que ajudou a melhorar a educação a respeito do tema. A organização coordena o programa educativo "Escravo, nem pensar!", que tenta conscientizar os brasileiros sobre a escravidão moderna e "dá apoio técnico e financeiro a comunidades vulneráveis". De acordo com a nota do Departamento de Estado americano, a plataforma, que tem abrangência nacional, já beneficiou mais "de 200 mil pessoas" no país.

"Sob a liderança de Sakamoto, a 'Repórter Brasil' também participou da criação do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, um acordo que une 400 empresas comprometidas em combater o trabalho forçado", destacou o Departamento no texto.

Sakamoto também criou a "Lista Suja", que reúne empregadores flagrados com trabalhadores em situação análoga à escravidão na sua cadeia produtiva, segundo a nota.Chamados "Heróis contra o tráfico de pessoas", os oito receberam um diploma e fizeram fotos com Tillerson e Ivanka.

Além de Sakamoto, foram homenageados Amina Oufroukhi, juíza do Marrocos que contribuiu na aprovação de uma lei contra o tráfico de pessoas em 2016; Vanaja Josephine, ativista de Camarões; Viktoria Sebhelyi, ativista na Hungria; Alika Kinán, vítima de exploração sexual na Argentina; Mahesh Bhagwat, policial na Índia; Allison Lee, sindicalista de Taiwan; e Boom Mosby, ativista contra a exploração infantil na Tailândia.EFE

VENEZUELA CRISE

Mais de 200 pessoas são detidas após saques no centro da Venezuela

EFE/CRISTIAN HERNANDEZ

As autoridades da Venezuela detiveram 216 pessoas pelos saques a 68 comércios e por outros atos de vandalismo ocorridos durante a última noite no estado Aragua, informou nesta terça-feira a governadora dessa região central, a chavista Caryl Bertho.

Caryl indicou ao canal "Tves" que entre os estabelecimentos saqueados há supermercados, farmácias, adegas, açougues, padarias, sorveterias e lojas de bebidas.

Além disso, denunciou que "grupos de choque" atacaram escritórios da companhia nacional de telecomunicações, duas sedes de partidos políticos oficialistas, depósitos de uma prefeitura e um imóvel destinado à atividade cultural.

Pelos incidentes, acrescentou a chavista, 216 pessoas foram detidas e foram abertas investigações.

A governadora responsabilizou os partidos opositores Primeiro Justiça (PJ) e Vontade Popular (VP) por estes atos.

Por sua vez, a deputada opositora Dinorah Figuera disse à Agência Efe que na cidade de Maracay membros dos coletivos, organizações civis - às vezes armadas - e alinhadas ao governo, lideraram as ações de saque.

Isto aconteceu, segundo Dinorah, ao término de um protesto convocado pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática que consistiu em bloquear vias de todo o país durante quatro horas.

"Chama a atenção que em momentos de saques os corpos de segurança estiveram ausentes (...) Foi uma ação feita com a complacência das autoridades regionais", afirmou a legisladora.

A deputada acusou, além disso, a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) de ter "atacado" residências "em busca" de opositores.

Dinorah disse ter notícias de várias pessoas feridas, duas delas gravemente, e adiantou que o Parlamento venezuelano debaterá estes fatos na sua sessão desta terça-feira em Caracas.

Dezenas de vídeos e fotografias que circulam nas redes sociais mostram, segundo os usuários que as publicam, os fatos denunciados pela opositora.

Há três meses a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, algumas das quais provocaram atos violentos que deixaram 75 mortos e mais de mil feridos, segundo dados da Procuradoria.EFE

CIBERATAQUE R.UNIDO - Inteligência britânica alerta sobre ciberataque global

EFE/ Yonhap

O Centro de Cibersegurança Nacional do Reino Unido, integrado aos serviços de inteligência britânicos, alertou nesta terça-feira sobre um incidente global de "ransomware" e afirmou que está "monitorando a situação".

A multinacional britânica de comunicação e publicidade "WPP" informou que os sistemas informáticos em diversas de suas companhias subsidiárias "foram afetados por um suposto ciberataque".

Os ataques de "ransomware" criptografa arquivos e pede regaste para liberá-los.

"Estamos avaliando a situação e tomando as medidas apropriadas", apontou em um comunicado um porta-voz da firma, enquanto o Centro de Cibersegurança recomendou às empresas britânicas que visitem seu site para que obtenham instruções a fim de proteger seus sistemas.EFE

EUA INTERNET- Facebook atinge 2 bilhões de usuários no mundo todo

EFE/Peter DaSilva

A rede social Facebook atingiu os 2 bilhões de usuários mensais no mundo, anunciou nesta segunda-feira a empresa fundada por Mark Zuckerberg.

"É uma honra estar nesta viagem conosco", disse Zuckerberg, que também destacou na mensagem que o Facebook está fazendo progressos para conectar o planeta.

O diretor de produto do Facebook, Mike Nowak, e o chefe de produto da companhia, Guillermo Spiller, indicaram em comunicado que o recorde não teria sido possível sem os "milhões de pequenas comunicadas e indivíduos que compartilham e fazem contribuições significativas a cada dia na rede".

Os dois executivos destacaram que 800 milhões de pessoas curtem postagens no Facebook todos os dias.

"Estamos emocionados de continuar construindo produtos que permitam que as pessoas se conectem com os outros, sem levar em consideração onde vivam ou que línguas falem", explicaram.

Nos últimos resultados financeiros divulgados, correspondentes ao primeiro trimestre de 2017, o Facebook declarou um lucro líquido de US$ 3,06 bilhões, uma alta de 76% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto segue se apoiando no seu robusto negócio publicitário, o Facebook está trabalhando nos últimos meses para melhorar sua plataforma e evitar a difusão de vídeos violentos ou de notícias falsas na rede.EFE

terça-feira, 27 de junho de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ

BRASIL CORRUPÇÃO - Pra registro público

Palocci é condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro

Fotografía de arquivo de 26 de setembro de 2016, quando o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, chegava a polícia federal de Curitiba. EFE/Hedeson Silva

O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado nesta segunda-feira pelo juiz Sergio Moro a 12 anos e dois meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, informaram fontes judiciais.

A sentença é a primeira contra Palocci, de 56 anos e que ocupou as pastas da Fazenda, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Casa Civil, na gestão de Dilma Rousseff (PT).

Palocci foi detido no final de setembro do ano passado acusado de participação no esquema de corrupção envolvendo o grupo Odebrecht entre 2006 e 2013.

O ex-ministro foi denunciado pelo Ministério Público Federal em outubro de 2016 por ter interferido em uma licitação convocada pela estatal Petrobras para a compra de 21 sondas, favorecendo o grupo Odebrecht.

Para Moro, a culpabilidade de Palocci é "elevada" porque ele atuou enquanto era ministro da Presidência do Governo de Dilma Rousseff, "um dos cargos mais importantes e elevados na Administração Pública Federal".

"A responsabilidade de um ministro de Estado é enorme, e, por consequente, também sua culpabilidade quando pratica crimes", acrescentou a sentença.

Palocci é ré em outro processo envolvendo a Petrobras. Neste caso, pela sua participação em oito contratos entre Odebrecht e Petrobras que geraram desvios de cerca de R$ 75 milhões.EFE

COMPORTAMENTO



EUA RÚSSIA -Polêmico embaixador russo em Washington voltará a Moscou

EFE/DMITRY ASTAKHOV

O embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, figura central na investigação sobre a ingerência russa nas últimas eleições gerais nos Estados Unidos, retornará a Moscou após quase uma década como enviado diplomático, afirmaram nesta segunda-feira vários meios de comunicação americanos.

Kislyak, de 66 anos, retornará no final do verão à Rússia, segundo funcionários e ex-funcionários americanos consultados por vários meios em condição de anonimato.

A saída do polêmico embaixador, considerado uma figura-chave nas redes de espionagem russa, será formalizada com uma festa de despedida em Washington no próximo dia 11 de julho, segundo consta no site do Conselho de Negócios Rússia-EUA.

De acordo com a emissora "NBC", o embaixador será substituído pelo vice-ministro de Defesa russo, Anatoly Antonov, representante da linha mais dura do governo do presidente Vladimir Putin e alvo de sanções na União Europeia por seu papel na crise da Ucrânia.

Os contatos de Kislyak, que foi nomeado embaixador em 2008, com membros da equipe de campanha e transição de Trump estão sendo examinados com lupa pelo Congresso e pelo procurador especial Robert Mueller, nomeado pelo Departamento de Justiça para investigar a possível confabulação da campanha do governante republicano com a Rússia.

A Rússia foi acusada pela CIA (agência de inteligência dos EUA) de tentar interferir no resultado eleitoral com ciberataques, ao mesmo tempo em que se tenta determinar se funcionários russos tentaram influenciar pessoas do círculo próximo a Trump.

Kislyak se reuniu de maneira discreta com o procurador-geral, Jeff Sessions; com o genro e assessor de Trump, Jared Kushner; com o ex-assessor de segurança nacional presidencial, Michael Flynn, e com o operador de campanha, Carter Page.

As conversas com Kislyak aceleraram a saída de Flynn, que ocultou do vice-presidente, Mike Pence, ter tratado com ele a suspensão de sanções à Rússia.

Além disso, obrigaram Sessions a afastar-se de tudo o que tivesse a ver com a ingerência russa nas eleições, pois não revelou perante o Congresso, quando foi questionado, os seus contatos com Kislyak.

Como se fosse pouco, Kislyak também voltou à polêmica depois que, no último dia 10 de maio, intermediou a reunião no Salão Oval entre Trump e o ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, na qual o governante americano revelou a ambos informação confidencial.EFE

UE COMÉRCIO

Brasil, Rússia, China e Índia lideram em medidas protecionistas, segundo UE

EFE/Wang Zhao/ Pool

A Rússia, seguida por Brasil, China e Índia foram os países nos quais a União Europeia (UE) detectou mais obstáculos ao livre comércio em 2016 e denunciou um aumento de medidas protecionistas em 10%.

A Comissão Europeia (CE), no seu relatório anual sobre barreiras comerciais, contabilizou até 372 medidas restritivas em 51 países de fora do bloco, entre as quais 36 foram criadas no ano passado e afetaram 27 bilhões de euros em exportações europeias (1,6% do total das exportações).

"É preocupante que países do G20 mantenham o maior número de barreiras comerciais", afirmou a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, que apresentou nesta segunda-feira o relatório em entrevista coletiva.

De acordo com ela, a União Europeia pedirá na cúpula do G20 em Hamburgo para que estes países "resistam ao protecionismo".

Apesar dos compromissos contra o protecionismo do grupo dos países mais industrializados e emergentes na sua cúpula de setembro do ano passado, em Hangzhou, na China, a CE ressaltou que os dez países com o maior número de barreiras comerciais são todos integrantes do G20.

À frente está a Rússia, com até 33 medidas, das quais 16 foram aplicadas diretamente nas fronteiras e 14 além delas (restrições a serviços, investimentos, licitações públicas, propriedade intelectual ou injustificadas barreiras técnicas ao comércio), e três foram subsídios que distorcem o comércio.

Em seguida aparecem o Brasil, a China e a Índia, com 23 barreiras comerciais cada, sendo que, no caso brasileiro, 14 delas se referem a medidas impostas além das fronteiras.

Outros países que impuseram pelo menos dez barreiras ao comércio e a investimentos foram Indonésia (17), Coreia do Sul (17), Argentina (16), Estados Unidos (16), Turquia (15), Austrália (13), Tailândia (11), Vietnã (11), Chile (10) e México (10).

Por outro lado, a maioria das novas medidas protecionistas introduzidas em 2016 foi aplicada por Rússia, Índia, Suíça, China, Argélia e Egito.

Além de medidas horizontais, foram registrados obstáculos em 13 setores de atividade econômica, entre eles, principalmente, o de bebidas alcoólicas e o de agricultura e pesca.

A Comissão também destacou que sua estratégia de acesso a mercados permitiu eliminar até 20 obstáculos que prejudicavam exportações europeias e representavam 4,2 bilhões de euros em 12 países.

Alguns dos países onde a CE conseguiu eliminar estas barreiras foram Coreia do Sul, China, Israel e Ucrânia, e os setores que mais se beneficiaram dessa ação da UE foram os de alimentação e bebidas, automoção e cosméticos.EFE