quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mensagem do Dia

NA CIDADE UNIVERSITÁRIA -NOV 7


Complexo Hospitalar da UFPA participa do I Mutirão Nacional da Ebserh

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realiza nesta quarta-feira, 30 de novembro, das 8h às 18h, o I Mutirão Nacional da Rede Ebserh. A meta é atender mais de três mil pessoas nos 39 Hospitais Universitários Federais vinculados à Rede no Brasil com procedimentos cirúrgicos, exames e consultas. A expectativa é diminuir em torno de 32% a fila de espera dos hospitais e do Sistema Único de Saúde (SUS). Para alcançar o número, cada instituição definiu as especialidades que mais contemplam às necessidades de saúde de cada região.

Os Hospitais Universitários João de Barros Barreto (HUJBB) e Bettina Ferro de Souza (HUBFS), que pertencem ao Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA) e administrados pela Ebserh, participam da ação com serviços específicos para atendimento nas áreas de Pneumologia, Otorrinolaringologia e Oftalmologia. O total de 112 profissionais estão envolvidos à realização de 72 cirurgias e 445 exames. Os beneficiados de forma direta com os procedimentos são pacientes cadastrados no Barros e Bettina e já contactados pela Unidade de Regulação Assistencial dos hospitais.

Para o superintendente do Complexo Hospitalar da UFPA, o médico e sociólogo Paulo Amorim, os mutirões são importantes porque possibilitam acelerar o atendimento à população nos hospitais universitários. “Esse é o primeiro mutirão da Ebserh e esperamos ampliar com outros, para garantir cada vez mais aos usuários do SUS acesso e acompanhamento mais rápido e com qualidade à saúde”, afirmou Amorim.

No dia da ação o Barros Barreto conta com cerca de 80 profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, residentes e pessoal de apoio à realização de 45 exames de espirometria, que consiste na prova de função pulmonar, e 12 cirurgias de hernioplastia, ou seja, cirurgia simples de hérnia.

Além do atendimento médico e ambulatorial, o HUJBB promove ação educativa externa e internamente sobre a prevenção e tratamento do HIV/Aids. A expectativa é atingir cerca de 400 pessoas entre usuários, profissionais e comunidade em geral. O grupo Os EnferMágicos foi convidado para interagir com os profissionais e usuários do Barros Barreto. O grupo é formado por alunos de graduação do curso de Enfermagem da UFPA, que aborda de forma lúdica temas relacionado à saúde para a prevenção e orientação de problemas de saúde.

O Bettina Ferro oferece 32 profissionais no mutirão entre eles estão médicos preceptores, médicos residentes, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e disponibiliza cirurgias de catarata a 40 pacientes e 20 de pterígio, conhecida como “carne crescida”. Além de 120 exames de videofaringolaringoscopia/naso fibrolaringoscopia e endoscopia nasal, 100 audiometriatonal, 90 imitanciometria e 90 otoemissões acústicas.

Procedimentos - Do número total dos hospitais envolvidos no Mutirão Nacional da Ebserh, 21 deles realizam cirurgias em mais de mil pacientes. Para os procedimentos ambulatoriais como exames, diagnósticos e ações educacionais preventivas 31 instituições hospitalares garantem atendimento a mais de 2,3 mil pessoas. Para garantir esse atendimento, cerca de mil profissionais de saúde foram mobilizados em todo o país.

Atualmente, a rede Ebserh conta com unidades filiadas em todo o país, quatro na Região Norte, entre eles o HUJBB e HUJBB, ambos vinculados ao Complexo Hospitalar UFPA. A empresa conta ainda com 17 no Nordeste, cinco no Centro-Oeste, sete no Sudeste e seis no Sul do país.

Texto: Cleide Magalhães e Edna Nunes – Ascom do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh, com informações também da Ascom/Ebserh/DF.

PESQUISA - Brasil não traduz aumento de escolaridade em maior produtividade

Experiência no Brasil tem sido diferente da experiência internacional (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Uma pesquisa feita por Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, mostra que o avanço da escolaridade no Brasil nas últimas décadas não tem se traduzido em maior produtividade do trabalhador. Os dados são preliminares.

Em geral, ao acumularem mais anos de estudo, os profissionais de uma nação se tornam mais produtivos, o que contribui para o crescimento da economia. A experiência no Brasil, no entanto, tem sido diferente da experiência internacional.

De acordo com a pesquisa, entre 1980 e 2010, cada ano a mais de estudo no Brasil foi acompanhado de um aumento extra de produção de US$ 200 por trabalhador. O valor, no entanto, é muito pequeno em relação ao registrado em outros países. No Chile, por exemplo, cada ano a mais de estudo foi acompanhado de um aumento de US$ 3 mil de produção. Na Coreia do Sul, de US$ 6.800.

A qualidade e o conteúdo do ensino no Brasil pode ajudar a explicar porque o país não tem seguido a tendência internacional, segundo Ricardo Paes de Barros.

Outro fator que pode ajudar a explicar a queda do ganho extra de renda do trabalhador que aumenta sua escolaridade é o aumento do salário-mínimo no Brasil, o que se traduziu no aumento de renda do trabalhador pouco escolarizado. Outra explicação é o aumento da demanda da nova classe média por serviços menos qualificados. “Isso não ajuda a incentivar as pessoas a estudar mais”, ressalta Barros.

A pesquisa mostra ainda que a cada ano mais de 25% dos jovens brasileiros com idades entre 15 e 17 anos nem se matriculam na escola (15%), abandonam os estudos (7%) ou são reprovados por falta (4%).Folha de S.Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO - Temer X Cunha ou não...

OPERAÇÃO LAVA JATO...Moro veta 21 das 41 perguntas de Cunha para Temer

Temer vai depor por escrito como testemunha de defesa no processo contra Cunha na Lava Jato (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta segunda-feira, 28, vetar 21 das 41 perguntas feitas pela defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para o presidente Michel Temer, que vai depor como testemunha no processo contra o ex-presidente da Câmara na Operação Lava Jato.

De acordo com Moro, algumas perguntas são inapropriadas ou então sem pertinência com o objeto da ação penal. “Considerando o teor inapropriado de parte dos quesitos, que, nos depoimentos extrajudiciais do colaborador Nestor Cuñat Cerveró, apesar de sua afirmação de que teria procurado o então deputado federal Michel Temer para lograr apoio político para permanecer no cargo de diretor da Petrobras, não há qualquer referência de que a busca por tal apoio envolveu algo de ilícito ou mesmo que a conversa então havida tenha tido conteúdo ilícito”, afirmou o juiz federal.

Os advogados de Eduardo Cunha protocolaram na última sexta-feira, 25, um documento, no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, com as 41 perguntas que desejavam que fossem respondidas por escrito por Michel Temer.

Cunha, que é acusado de receber propina em um contrato de exploração de petróleo na África e de usar contas na Suíça para lavar dinheiro, está preso desde o dia 19 de outubro. O deputado cassado está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.G1

PRÁTICA EM QUEDA - O futuro da pena de morte nos EUA

Pesquisas indicam que a pena de morte tem o menor nível de aprovação em 40 anos (Foto: Wikimedia)

Poucas pessoas tiveram 18 meses tão tumultuados em suas vidas como os dez condenados à morte em Nebraska. Em maio de 2015, o Poder Legislativo de Nebraska votou a favor da abolição da pena de morte, o que transformaria as sentenças deles em prisão perpétua. Diante desse decisão o governador, Pete Ricketts, vetou a proposta do legislativo, mas seu veto foi anulado. Então, investiu US$400,000 do dinheiro de sua família para financiar um referendo, com o objetivo de restabelecer a pena de morte. Na eleição realizada em 8 de novembro, a proposta foi aprovada com 61% dos votos da população do estado.

Essa proposta foi uma das três medidas a favor da pena de morte submetidas à votação em eleições estaduais. Duas foram aprovadas com ampla margem de votos e a perspectiva da terceira é promissora. Em Oklahoma, um estado que atraiu uma crítica violenta da opinião pública, quando a injeção letal falhou e o condenado à morte agonizou por mais de meia hora em 2014, os eleitores apoiaram uma medida para dar proteção constitucional à pena de morte.

A progressista Califórnia é o estado com mais condenados à morte nos EUA e os eleitores rejeitaram uma proposta de revogar a pena de morte. Embora ainda tenha de ser ratificada, outra medida com a finalidade de acelerar as execuções deve ser aprovada. Segundo Mike Ramos, o procurador do condado de San Bernardino que defendeu esse projeto de lei, “Mesmo em estados liberais como a Califórnia, a maioria das pessoas ainda acha que a única justiça para o pior dos crimes é a pena de morte”.

No entanto, as pesquisas indicam que a pena de morte tem o menor nível de aprovação em 40 anos. As execuções diminuíram em todo o país (ver gráfico). In 1999, 98 criminosos foram executados. No ano passado, o número diminuiu para 28 execuções. A última execução de um condenado à morte em Nebraska foi em 1997 e na Califórnia em 2006.

Robert Dunham, diretor do Death Penalty Information Centre, não interpreta o sucesso das propostas de apoio à pena de morte como um sinal do aumento de sua aplicação no país. “Durante os períodos de mudança climática as chuvas são torrenciais”, disse. “Mas quando olhamos para trás e analisamos os padrões gerais, constatamos que apesar das chuvas isoladas, a direção da mudança é clara.”

Carol Steiker, professora da Faculdade de Direito de Harvard e coautora de um novo livro intitulado Courting Death: The Supreme Court and Capital Punishment, observou que as pessoas raramente tentam entender as iniciativas das votações (um eleitor em Palo Alto disse que demorou horas para compreender as 17 medidas da eleição na Califórnia). Um exemplo melhor do que vai acontecer com a pena de morte, mencionou Steiker, é a condenação. Em 1996, 315 presos foram condenados à morte. Em 2015, o número caiu para 49. Isso sugere que promotores, jurados e juízes ficaram mais cautelosos em relação às sentenças de morte.

Com exceção de Nebraska, Oklahoma e Califórnia, os resultados das eleições locais refutaram a ideia que os americanos estão redescobrindo com entusiasmo a aplicação da pena de morte. Os eleitores em Washington e em Oregon apoiaram os governadores que suspenderam as execuções. O condado de Jefferson tem mais condenados à morte do qualquer outro condado no Alabama, mas a posição do procurador republicano de Jefferson foi vencida pela argumentação de Charles Todd Henderson, um democrata que se “opõe pessoalmente” às execuções.

Divergências semelhantes ocorreram entre procuradores no condado de Hillsborough, na Flórida, e no condado de Harris, no Texas, ambos com mais sentenças de morte no país. Na opinião de Carol Steiker as pessoas são favoráveis à pena de morte no sentido abstrato. Porém essa aprovação nem sempre resulta em apoio concreto. A menos que aconteça um aumento de crimes violentos, a rejeição à pena de morte continuará a crescer, disse Steiker.The Economist

ESTADOS UNIDOS - A dinastia Trump na Casa Branca

A mistura do governo de Trump e seus empreendimentos pessoais geram preocupação (Foto: Wikimedia)

Durante a campanha presidencial houve muitas discussões se as normas que orientam a democracia estavam sendo ignoradas ou reescritas. Essas discussões continuam desde que Donald Trump foi eleito presidente. Sua decisão de pôr três de seus filhos e uma ex-esposa na equipe de transição presidencial, e a história, mais tarde negada, de que pediu autorização secreta de segurança para eles, têm causado preocupação quanto ao papel que será exercido pelos filhos, as ex-esposas e a atual, Melania, assim que ele assumir o governo.

A mistura entre os empreendimentos públicos e privados de Trump é um retorno à maneira como os conflitos de interesses funcionavam no nível presidencial, antes da reforma do serviço público no século XX. No período anterior à reforma, os presidentes com frequência envolviam-se em empreendimentos pessoais paralelos ao governo.

Existiam poucas leis referentes à conduta do presidente para lidar com esses conflitos, mas a partir da presidência de Dwight Eisenhower em meados do século, a maioria dos presidentes transferiu seus ativos para fundos que administravam de forma independente o patrimônio e o capital de pessoas que ocupavam cargos públicos. Até o momento, Trump se recusou a seguir esse exemplo.

A preocupação não se refere tanto à administração das empresas de Trump por seus filhos enquanto ele cumpre o mandato presidencial, ou se as empresas irão se beneficiar com a associação óbvia com o presidente, embora as duas hipóteses possam acontecer. Ivanka Trump deu uma pequena demonstração desse conflito de interesses ao aparecer na primeira entrevista do pai na televisão após a eleição, usando uma pulseira vendida em sua joalheria.

As empresas de Trump não têm a cota de mercado ou a importância política do império televisivo de Silvio Berlusconi, por exemplo, quando assumiu o poder na Itália. Nem os Estados Unidos seguirão o caminho da Ucrânia, onde os oligarcas que exercem cargos políticos manipulam as leis para favorecer suas empresas.

Mas as pessoas poderão pensar que fazer negócios com as empresas de Trump será um meio de comprar influência, ou pelo menos a aparência de poder, exatamente o problema que prejudicou a imagem da Fundação Clinton, acusada de corrupção por Trump durante a campanha. Outro aspecto preocupante refere-se à forte dependência de Trump do conselho dos filhos. No momento em que for administrar o país, ao contrário da campanha presidencial, eles não estarão qualificados para aconselhá-lo. Os americanos, portanto, devem se preocupar mais com a competência do que com o nepotismo.The Economist

COREIA DO SUL - Presidente sul-coreana diz estar disposta a renunciar

Alguns analistas afirmaram que Park negocia a renúncia em troca da promessa de não ser julgada (Foto: Wikimedia)

Após um escândalo de corrupção por tráfico de influência, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, disse nesta terça-feira, 29, que está disposta a renunciar. O pronunciamento surpreendeu, já que quando ela pediu desculpas pelo caso, há alguns dias, ela descartou a possibilidade de abir mão do mandato.

Apesar do fim de seu mandato estar previsto apenas para o início de 2018, ela pediu que o Parlamento decida quando e como ela deve renunciar. “Quando os parlamentares determinarem as condições de uma transferência que minimize o vazio de poder e o caos na gestão governamental, sairei”, disse em discurso transmitido pela TV.

Antes do discurso, vários parlamentares afirmaram que esperavam votar a destituição na próxima sexta-feira, 2. A popularidade da presidente desabou desde o escândalo de corrupção. A pivô do escândalo é a amiga e ex-confidente da presidente, Choi Soon-Sil, detida por ter utilizado sua relação com Park para extorquir o equivalente a dezenas de milhões de dólares de grandes empresas sul-coreanas. Desde então, grandes manifestações vêm ocorrendo no país com o objetivo de que a presidente renuncie.

O anuncio é considerado uma manobra política para evitar a humilhação de um processo de impeachment. Além disso, na Coreia do Sul, um presidente em exercício não pode ser processado por uma questão penal, exceto no caso de traição ou insurreição. Mas a imunidade presidencial acaba ao final do mandato. Alguns analistas afirmaram que Park tentaria negociar a renúncia em troca da promessa de não ser julgada.

Os parlamentares da oposição imediatamente rejeitaram a oferta de renúncia da presidente com o objetivo de poder dar continuidade ao processo de impeachment. Por outro lado, alguns aliados apoiaram a iniciativa de Park e pediram aos parlamentares para discutir a oferta em vez de tentar destituí-la do poder.

A grande questão é que se a Assembleia Nacional votar pela continuidade do processo de impeachment, o impopular primeiro-ministro Hwabg Kyo-ahn, que não foi uma autoridade eleita, é quem deve assumir interinamente por seis meses até que a Corte Constitucional decida se vai ratificar ou não o impeachment.

Caso Park renuncie, ela será a primeira presidente sul-coreana a fazer isso desde 1960, quando Syngman Rhee foi se exilar no Havaí, devido a manifestações populares contra seu governo autoritário e corrupto. Pela lei, se a presidente renunciar, o país deve fazer outra eleição em 60 dias.The New York Times

CORTINA DE FUMAÇA VIRTUAL- Rússia adota filtro chinês de controle da internet

Decisão é parte das medidas russas para impor o controle estatal sobre o conteúdo online (Foto: President of Russia)

O governo da Rússia pretende seguir os passos da China em relação ao controle de conteúdos da internet. Os dois países têm trabalhado em conjunto para aplicar elementos da “cortina de fumaça virtual” da China na internet russa.

A decisão do governo russo faz parte de uma série de medidas para estabelecer o controle estatal sobre o conteúdo divulgado na internet. Com isso, o Kremlin passa ter prioridade sobre o ciberespaço russo – pontos de troca de dados, domínios da internet e cabos de fibra ótica transfronteiriços que constituem a arquitetura da rede. Recentemente, o caso mais emblemático da ação russa foi o bloqueio da rede social e profissional LinkedIn no país, no início de novembro.

Esse tipo de ação tem sido tomada no país porque o governo teme que a internet seja usada para mobilizar manifestantes e disseminar informações e ideias consideradas perigosas. O tema foi discutido com a China ao longo do ano em vários encontros entre os líderes dos dois países, sendo o primeiro deles em abril.

Em junho deste ano, a Rússia adotou a Lei Yarovaya, que obriga os provedores de internet russos a armazenar os dados dos utilizadores durante seis meses e os metadados durante três anos.

No entanto, o governo não dispõe da tecnologia necessária para lidar com a quantidade de informação que a lei implica. Além disso, o país não pode contar com tecnologias ocidentais, por conta de sanções. Dessa forma, a ajuda chinesa, que pode vir da companhia de telecomunicações Huawei, seria essencial para atingir seus objetivos. “A Huawei é essencialmente um braço do Estado chinês, independentemente de quem a possui”, advogado Gordon Chang ao jornal britânico Guardian.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Mensagem do Dia

COMPORTAMENTO


A energia do silêncio

Quando estamos quietos, nos damos conta de que alguém (ou alguma coisa) está procurando nos ensinar.

Sempre que conseguimos parar nosso diálogo interior, algo de extraordinário termina acontecendo em nossas vidas. Descobrimos coisas que jamais pensamos conscientemente, mas que estão ali, prontas para nos ajudar.

Entretanto, o difícil mesmo é conseguir atingir este silêncio – nossa cabeça vive ocupada com músicas, listas, coisas para fazer, preocupações, notícias de jornais, cálculos matemáticos sobre nossas possibilidades financeiras.

Se conseguirmos deter este fluxo inútil de reflexões que não nos conduzem a lugar nenhum, tudo passa a ser possível.PC




RIO DE JANEIRO - Prefeito do Rio de Janeiro sanciona proibição ao Uber

O motorista que for flagrado no transporte irregular de passageiros estará sujeito a penalidades (Foto: Flickr)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou no último fim de semana uma lei que proíbe o uso de carros particulares para o transporte remunerado de pessoas na cidade, como faz o aplicativo Uber. O motorista que for flagrado no transporte irregular de passageiros estará sujeito a penalidades, conforme a lei aprovada.

O projeto de lei já havia sido aprovado pela Câmara Municipal da capital fluminense no último dia 16 e aguardava a sanção do prefeito. Segundo o texto, apenas veículos legalizados pelo município poderão exercer o serviço de transporte de passageiros, atividade restrita aos táxis.

Além do aplicativo de caronas pagas, a lei também proíbe contratações e cadastros de estabelecimentos comerciais cujos serviços incluam o uso desse tipo de transporte sem a devida autorização, permissão ou outorga da prefeitura, prevendo multa ao responsável. O projeto de lei corre na Câmara desde 2015 e já contava com o apoio de Paes, que afirmou que o sancionaria assim que chegasse às suas mãos.

Decisão judicial garante funcionamento do Uber

Apesar de a lei ter sido sancionada pelo prefeito, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, de 5 de abril deste ano, garante aos motoristas credenciados no Uber o direito de exercer a atividade. De acordo com a decisão da juíza Ana Cecília Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio, o aplicativo não pode ser proibido, até que venha a ser regulamentado pelo Poder Público. A autora do projeto de lei, a vereadora Vera Lins (PP), disse que recorrerá da decisão judicial.

Contramão de São Paulo

A decisão de Paes segue o fluxo contrário ao da prefeitura de São Paulo, que em julho deste ano decidiu regularizar o serviço de caronas pagas na cidade. De acordo com as regras da prefeitura paulista, a empresa paga uma taxa de R$ 0,10 a cada quilômetro percorrido pelo motorista. São Paulo é a primeira cidade da América Latina a regularizar o aplicativo.G1

CHAPA DILMA/TEMER - Campanha de Dilma pagou despesas de Temer em 2014

Fato contraria versão de Temer, que diz ter usado uma conta independente (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

O processo que julga a cassação da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ter uma reviravolta. Documentos e recibos obtidos pelo TSE mostram que a campanha de Dilma Rousseff nas eleições de 2014 pagou o salário de assessores pessoais de Michel Temer.

A revelação foi feita em uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo e contraria a versão oficial da defesa de Temer, que afirma o presidente não pode ser responsabilizado por irregularidades na campanha de Dilma porque ele possuía contas mantidas de forma independente.

As contas, de fato, foram registradas na Justiça Eleitoral. Mesmo assim, a chefe de gabinete de Temer, Nara de Deus Vieira, os assessores de imprensa Bernardo Gustavo e Márcio de Freitas Gomes, e o ex-assessor jurídico de Temer, Hercules Fajoses, tiveram os salários pagos pela campanha de Dilma.

Juntos, eles receberam um total de R$ 543 mil de julho a outubro de 2014. Responsável pela abertura e movimentação da conta independente de Temer, Nara Vieira teve o salário de R$ 41 mil pagos pela campanha de Dilma no período, totalizando R$ 164,2 mil em vencimentos.

Os assessores Márcio de Freitas Gomes e Bernardo Gustavo receberam um total de R$ 109 mil cada, divididos em pagamentos mensais de R$ 27,3 mil. Já Hercules Fajoses recebeu um total de 160 mil.

O processo pedindo a cassação da chapa Dilma/Temer foi protocolado pelo PSDB e seus coligados, derrotados nas eleições de 2014. A ação requer a posse de Aécio Neves como presidente e Aloysio Nunes como vice. Hoje, ambos atuam ao lado do governo Temer. Aloysio é líder do governo no Senado, enquanto Aécio é um dos principais aliados do presidente no Congresso.

Atualmente, o processo passa por uma fase de complementação de provas. A previsão é de que vá a julgamento no plenário do TSE no primeiro trimestre de 2017.

VITÓRIA NAS PRIMÁRIAS - François Fillon será candidato da direita na França

O conservador François Fillon, de 62 anos, foi ex-premier de Sarkozy (Fonte: Reprodução/Wikimedia)

Com uma ampla vantagem, o conservador François Fillon, de 62 anos, ganhou neste domingo, 27, as primárias da direita na França para as eleições presidenciais do próximo ano.

Após uma vitória surpreendente no primeiro turno, Fillon, ex-premier do ex-presidente Nicolas Sarkozy, registrava 69,5% dos votos contra 30,5% de seu adversário, Alain Juppé, segundo os primeiros resultados da apuração. Juppé reconheceu a derrota e afirmou que agora vai apoiar Fillon. Sarkozy, que foi eliminado no primeiro turno das primárias da direita, também anunciou seu apoio a Fillon, com quem compartilha posições políticas “mais próximas”, o que diminuiu as chances de Juppé nesta segunda volta.

O candidato vitorioso da direita possivelmente irá enfrentar a líder de extrema-direita Marine Le Pen em um aguardado segundo turno das eleições presidenciais. Uma pesquisa feita na noite deste domingo mostra que Fillon derrotaria Marine Le Pen também com uma boa margem de votos.

Após a definição do candidato conservador, as atenções na França agora se voltam para o Partido Socialista. A primária do partido acontece em janeiro. Ainda não se sabe se o atual e impopular presidente francês, François Hollande, vai concorrer. Há ainda sinais de que o atual premier, Manuel Valls, possa lançar sua própria candidatura.G1

NEGÓCIOS - China expande sua influência na América Latina

Com a eleição de Trump, Jinping viu uma oportunidade para expandir a influência da China no “quintal” dos EUA (Foto: Flickr)

A geopolítica não espera por ninguém, nem mesmo pelo presidente eleito dos Estados Unidos. Pouco mais de uma semana após a vitória de Donald Trump, Xi Jinping, o presidente da segunda maior economia do mundo, partiu para a América Latina, sua terceira viagem ao continente latino-americano desde 2013, com uma série de propostas de acordos comerciais. Esses acordos já haviam sido discutidos bem antes da mudança de governo em Washington. Mas com o retorno da imagem do ianque prepotente, Jinping viu uma oportunidade para expandir a influência da China no “quintal” dos EUA.

Os objetivos da China na região são ambiciosos. Em 2015, o governo chinês assinou diversos acordos com os países latino-americanos, com a promessa de duplicar o comércio bilateral para US$500 bilhões no prazo de dez anos e de aumentar o investimento na América Latina de US$85 bilhões a US$100 bilhões para US$250 bilhões. A China também quer diversificar suas fontes de energia, encontrar novos mercados para as empresas chinesas de infraestrutura e expandir o poder por meio da diplomacia e da força militar no hemisfério ocidental.

No entanto, o presidente Jinping em suas visitas ao Equador, Peru e Chile terá de fazer um grande esforço para atingir seus objetivos. Depois de um longo período de crescente cooperação comercial e de relações mais estreitas, muitos países latino-americanos estão em dúvida quanto aos benefícios da aproximação com a China. As exportações na região, assim como no Caribe, diminuíram no ano passado, em grande parte devido à desaceleração do crescimento econômico da China. As exportações da China tiveram uma queda menos acentuada e, em consequência, o déficit comercial da América Latina com o país aumentou.

O cobre, ferro, petróleo e soja são as matérias-primas responsáveis por três quartos das exportações dos países latino-americanos para a China, uma parcela maior do que as exportações para o resto do mundo. Mas o impacto dessas relações comerciais no emprego é pequeno. Um estudo da Universidade de Boston mostrou que o comércio com a China criou menos de 17% de empregos por dólar do valor das exportações do que o comércio com outros países.

Quase todas as importações da China são de produtos baratos. Alguns economistas latino-americanos dizem que os subsídios concedidos pela China aos fabricantes de produtos manufaturados enfraquecem as indústrias do país. Um novo estudo publicado pelo instituto de pesquisa Atlantic Council, com sede em Washington, concluiu que as exportações chinesas “eliminaram ou reduziram a capacidade industrial da região”. Quanto ao interesse da China em investir em infraestrutura e recursos naturais, “não resultará em empregos com a qualidade que precisamos”, disse Rebecca Grynspan, secretária-geral da Comunidade Ibero-americana, uma organização que engloba a Espanha, Portugal e a América Latina, em um seminário em Santiago, Chile, na segunda semana de novembro.

Assim como as expectativas da América Latina estão mudando, o mesmo acontece com o padrão chinês de investimentos. No período de 2010 a 2013, 90% dos investimentos destinavam-se aos recursos naturais. Já os investimentos recentes concentraram-se em outras áreas. Em setembro deste ano, a empresa estatal chinesa State Grid comprou uma participação de 23% da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), uma empresa de distribuição de energia no interior de São Paulo, por US$1,8 bilhão. O grupo WTorre Engenharia e Construção formalizou um acordo com a China Communications and Construction Company International para construir um porto no Maranhão.

As empresas chinesas de investimentos financeiros também estão se envolvendo em parcerias com empresas brasileiras. A empresa Fosun adquiriu há pouco tempo o controle majoritário da Rio Bravo Investimentos, com sede em São Paulo. No ano passado, o Bank of Communications comprou 80% do BBM, um banco com foco no fornecimento de linhas de crédito para médias e grandes empresas, por R$525 milhões (US$174 milhões).

O presidente da China não está interessado apenas em acordos comerciais. Em seu discurso no Congresso brasileiro em 2014, Jinping mencionou a nova “parceria estratégica” com o país. Desta vez, disse Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, o presidente Jinping “irá se apresentar como um elemento estabilizador” no momento em que muitos líderes mundiais temem os efeitos nocivos da política do presidente Trump na economia mundial.The Economist

MEIO AMBIENTE - Amsterdã quer abolir o uso de gás natural até 2050

Novas vizinhanças não vão ter a opção de ter gás natural (Foto: Pixabay)

A cidade de Amsterdã, capital da Holanda, quer abrir mão do gás natural até 2050. Na cidade, o gás natural aquece 90% das moradias e contribui para 30% de toda a emissão de gás carbônico.

A cidade já anunciou que no próximo ano, 10 mil habitações sociais vão ter o suprimento de gás natural cortados. Além disso, novas vizinhanças não vão ter a opção de ter gás natural.

Então o que vai aquecer Amsterdã? A solução, por enquanto, vai ser o aquecimento distrital proveniente de várias fontes de calor. Ou seja, até 2020, 102 mil domicílios em Amsterdã vão deixar de ter o aquecimento feito em suas próprias casas para ter o aquecimento feito numa central e fornecido por encanamento. Apesar de a medida requerer uma rede de canos isolados para água quente, o sistema de aquecimento distrital economiza uma energia considerável em longo prazo, criando um único ponto de geração onde o combustível é queimado.

Mesmo se o aquecimento fosse gerado por gás natural, aquecer a água em um ponto central e levar aos aquecedores, cozinhas e banheiros por encanamento produziria bem menos emissões de carbono. Em um movimento contra o combustível, Amsterdã já está tentado achar uma alternativa para as fontes de calor. Algumas casas, por exemplo, já têm painéis solares para aquecer a água. Além disso, algumas bombas térmicas estão sendo planejadas em novas ilhas artificiais que Amsterdã tem construído em Ijmeer lake.

O plano a favor da energia verde exige investimento e precisa ultrapassar diversas questões burocráticas. Apesar da vulnerabilidade de Amsterdã no caso de aumento do nível do mar, as razões para a mudança de energia também têm relação com questões geopolíticas. Afinal, como o resto da Europa, a Holanda depende parcialmente da importação de gás da Rússia, até 50% deste gás passa pela Ucrânia. Como Moscou e Kiev já tiveram desentendimentos, o governo russo às vezes usa a diplomacia do gás como poder de influência entre seus vizinhos. A Holanda e outros países europeus claramente não gostam desta instabilidade de ter que depender da Rússia.

Apesar de a Holanda poder produzir gás dentro deu seu próprio território, a extração de gás perto da cidade de Gronigen já resultou em mais de mil terremotos desde 1986. Logo, não faz sentido aquecer casas com gás, quando a extração abalaria as estruturas dos domicílios.CityLab

HERANÇA CULTURAL - Um pedaço do Brasil na Nigéria está ameaçado

Perda mais dramática foi a demolição do Ilojo Bar, um prédio de 161 anos erguido por ex-escravos (Foto: Wikipedia)

Maior cidade da Nigéria, Lagos é o lar do Bairro Brasileiro, nome do bairro criado por ex-escravos que retornaram do Brasil no século XIX e decidiram reiniciar suas vidas ali.

Muitos moradores do bairro são descendentes de ex-escravos do Brasil, conhecidos como “agudas”, uma distorção da palavra “algodão”. O português é falado nas ruas, a arquitetura é similar às casas brasileiras do século XIX e a culinária brasileira está sempre à mesa.

Porém, esse pedaço do Brasil na Nigéria está ameaçado pela falta de conservação e pela modernização da cidade, que derruba prédios antigos e ergue novos. Muitos se perguntam quanto tempo essa relíquia cultural ainda resistirá.

A perda mais dramática foi a demolição do Ilojo Bar, um prédio de 161 anos erguido por ex-escravos e considerado um monumento nacional do país. “É uma perda muito grande para essa cultura, essa comunidade”, diz Gasper da Silva, morador do bairro e presidente da União de Descendentes de Brasileiros, entidade que organiza eventos e festas tradicionais da cultura brasileira no bairro.

Chocado com a demolição do Ilojo Bar, Gasper da Silva discutiu com outros moradores locais a possibilidade de reerguer o prédio coletando doações de moradores mais abastados da comunidade.

Segundo Taiwo Awoniyi, diretor do departamento de herança cultural do Museu Nacional de Lagos, a demolição foi contra a lei. “A demolição, até onde sabemos no museu, foi um ato criminoso”.Al Jazeera

SEGURANÇA GLOBAL - EUA criam força tarefa para combater terrorismo em escala global

Junta foi criada a partir de grupo de operações que auxiliou no ataque que matou Osama Bin Laden (Foto: Wikimedia)

O governo de Barack Obama está ampliando os poderes do Comando de Operações Especiais dos país, órgão militar responsável por supervisionar as operações das forças militares dos EUA, que auxiliou no ataque que resultou na morte de Osama Bin Laden, no Paquistão, em 2011.

A medida criará uma junta especial do órgão, batizada de Força Tarefa de Operações Exteriores, destinada a lançar operações além dos fronts de batalha atuais, como Iraque e Síria, para rastrear criar estratégias e lançar possíveis ataques a células terroristas ao redor do mundo.

A ampliação de poderes é fruto dos temores em relação ao alastramento global da ameaça terrorista à medida que grupos, como Estado Islâmico, dispersam ataques de seus redutos no Iraque e na Síria.

De acordo com oficiais do governo americano que falaram ao jornal Washington Post em condição de anonimato, a nova junta também poderá oferecer operações de inteligência e orientações sobre ataques para aliados tradicionais dos EUA no Ocidente.

Segundo a fonte, a junta, criada nos últimos meses da gestão Obama compila as melhores práticas criadas pelos EUA para perseguir terroristas fora das zonas de confronto convencionais. No entanto, não está claro se o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, vai manter esta e outras estruturas criadas pelo governo Obama após assumir.The Washington Post

domingo, 27 de novembro de 2016

Mensagem do Dia

ÉGUA !....Seria um sangue cabano?

Fidel era paraense, defende pesquisador


Uma das figuras mais importantes do século 20, o líder cubano Fidel Castro, que morreu nesta madrugada, aos 90 anos, em Cuba, pode ter nascido no Brasil. Mais precisamente, na cidade de Tracuateua, nordeste do Pará.

A teoria é do pesquisador Edilson Silva Oliveira. Segundo afirma, Ángel Castro chegou ao município paraense no início da década de 20. Na cidade, trabalhou como barqueiro e conheceu Delphina Smith, uma descendente de alemães, com quem se casou e teve um filho chamado Fidel. A família se mudou para Iquitos, na região amazônica do Peru.

Décadas depois, o menino, já um um homem corpulento e barbudo, liderou um grupo de guerrilheiros em Sierra Maestra, derrubou o ditador Fulgencio Batista e implantou uma revolução socialista em Cuba.

A história corre de boca em boca na região há décadas. Há até quem quisesse mudar o nome de Tracuateua para Fidelândia.

A pesquisadora carioca Claudia Furiati, autora da única biografia autorizada de Fidel, acha a história fantasiosa. Ela passou quatro anos em Havana e teve acesso a inúmeros documentos, entre eles duas certidões de Fidel.

Logo depois do lançamento do livro, Claudia foi procurada por Sandro Castro, um paraense que se dizia sobrinho de Fidel. Ela acredita que a história não bate com a que pesquisou e acredita se tratar de uma coincidência de nomes. Segundo ela, não existem registros de Ángel Castro pelo Brasil. “Mas isso pode ter acontecido".(Com informações da revista Época)

MATERNIDADE - Mulheres brasileiras estão sendo mães mais tarde, confirma IBGE

Ainda há no país diferenças regionais significativas (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a tendência de que as mulheres brasileiras estão sendo mães mais tarde.

De acordo com a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2015, enquanto em 2005 30,9% dos nascimentos no país eram concentrados em mães com idades entre 20 e 24 anos, em 2015 a taxa caiu para 25,1%.

Já os nascimentos em mães com idades entre 25 e 29 anos entre 2005 e 2015 mantiveram-se estáveis, de 24,3% para 24,5%.

O aumento dos nascimentos em mães com idades entre 30 e 39 anos também pôde ser evidenciado no estudo, passando de 22,5% em 2005 para 30,8%, em 2015. A pesquisa revelou ainda uma queda no percentual de nascimentos em mães com idades entre 15 a 19 anos, de 20,3% em 2005 para 17% em 2015.

Ainda há no país diferenças regionais significativas, segundo o estudo do IBGE. O conhecimento de tais diferenças é de grande importância para o desenvolvimento e a aplicação de políticas públicas. Na região Norte, por exemplo, as mulheres tiveram filhos mais novas em 2015, com 23,3% dos nascimentos entre mães de 15 a 19 anos, e 29,7% relativos a mães de 20 a 24 anos.

A região Sudeste concentrou os nascimentos relativos a mães com idades entre 30 e 34 anos, com 22,4%, e a região Sul com 22%. Os nascimentos em mães na faixa de 35 a 39 anos também se concentraram no Sudeste, com 12,3%, e no Sul, com 11,7%.EBC

AQUECIMENTO GLOBAL- Mudanças climáticas na era Trump

Ausência dos EUA não influenciará na busca pela redução de emissões (Foto: Pixabay)

Em 2009, Donald Trump assinou uma carta pública que pedia por cortes nas emissões americanas de gases estufas. Em 2012, ele desdenhou do aquecimento global, afirmando ser uma farsa orquestrada pelos chineses. Este ano, ele prometeu retirar os EUA do acordo climático firmado em Paris, no ano passado.

Tal volubilidade oferece argumentos para otimistas e pessimistas. No entanto, a realidade é um pouco mais complexa. A campanha “America First” de Trump não farpá nada para ajudar o planeta, mas não precisa ser a catástrofe que muitos temem.

Mesmo que Trump mantenha os EUA no acordo de Paris, sua gestão não tomará nenhuma iniciativa relativa a ele. Muitos republicanos consideram que acordos climáticos são regulações globais de controlar os mais ricos. A ideia é compartilhada pelos próprios eleitores de Trump. Para eles, a exploração de combustível fóssil representa riqueza e prosperidade. Essa visão foi estimulada por um recente anúncio de Trump, feito no dia 21 deste mês, onde ele se comprometeu a acabar com as “restrições que matam empregos” na área de produção de combustíveis fósseis, que representam 80% das emissões americanas.

Parece preocupante, mas analisado de perto, o caminho para um futuro mais verde continua aberto tanto paras os EUA quanto para os demais países. Nos EUA, há leis capazes de limitar o apetite de Trump por combustíveis fósseis. Ele estima haver trilhões de dólares em óleo e gás no subterrâneo americano, mas nenhum poço será perfurado até que se prove economicamente viável. E para isso, preço do petróleo teria de estar muito acima do patamar atual. Além disso, estados como a Califórnia continuarão a estimular o uso de energia limpa, o que incentivará outros estados.

No resto do mundo, a ausência da liderança americana não influenciará na busca pela redução de emissões. A China leva muito a sério as mudanças climáticas e a poluição do ar em suas cidades, que, segundo um estudo, contribui para a morte de 1,6 milhão de chineses por ano. A Índia depende de ações de ações contra as mudanças climáticas para se proteger do clima extremo. O país gasta uma fortuna contra tempestades, enchentes e outros fenômenos.

O fator comercial também terá um grande peso na descarbonização. O custo da energia limpa está diminuindo. O preço das baterias de carros elétricos caiu 80% desde 2008, o da energia eólica caiu mais da metade no ano passado na Europa. A energia solar está se tornando tão atraente quanto a energia gerada a óleo ou a gás.The Economist

FACEBOOK...Vírus perigoso se espalha no Facebook

É necessário que o usuário faça o download de um arquivo que, ao ser executado, contamina o computador com o Locky. (Foto: Divulgação)

Cuidado ao baixar uma imagem vinda do Facebook. Pesquisadores de segurança descobriram que estão sendo executados golpes na rede social que disfarça programas com a extensão ".hta" de imagens JPEG. Quem descobriu o truque foi a empresa de segurança Checkpoint.

É necessário que o usuário faça o download de um arquivo que, ao ser executado, contamina o computador com o Locky

Além disso, o pesquisador Bart Blaze alertou que estão acontecendo também ataques que usam o formato de imagem SVG.

Segundo especialistas, é necessário que o usuário faça o download de um arquivo que, ao ser executado, contamina o computador com o Locky, um vírus de resgate.Com informações de Notícias ao Minuto

SEPULTADOS ANÔNIMOS - Soldados mortos na Guerra das Malvinas serão identificados

Ao todo, 649 soldados argentinos e 225 britânicos morreram na Guerra das Malvinas (Foto: Flickr)

O governo da Argentina anunciou esta semana um acordo com o Reino Unido para exumar e identificar corpos de 123 soldados argentinos mortos em 1982, na Guerra das Malvinas, e enterrados de forma anônima no cemitério militar de Darwin, no arquipélago.

De acordo com a ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, os dois governos deverão se encontrar em dezembro em Genebra, na Suíça, com representantes da Cruz Vermelha para discutir como será feito o processo de identificação das vítimas.

“O encontro definirá o protocolo das exumações”, afirmou a ministra. Ela disse ainda que pediu para que um especialista argentino em ciência forense participasse das investigações em conjunto com a Cruz Vermelha. A organização humanitária já havia sido autorizada em junho deste ano pelo governo argentino a realizar uma avaliação técnica do cemitério.

A iniciativa de trabalhar em conjunto veio após veteranos da Guerra das Malvinas apresentarem no último dia 8 uma campanha para pressionar o Reino Unido a colaborar com o processo de identificação das vítimas do conflito. Ativistas da campanha alegavam a necessidade do “cumprimento das leis do Direito Internacional”.

O litígio entre os dois países se dá pelo controle territorial das Ilhas Malvinas, que atualmente está sob dominação britânica e a Argentina reivindica a sua soberania. A disputa política provocou o início da Guerra das Malvinas em 1982. Ao todo, 649 soldados argentinos, 225 britânicos e três habitantes do arquipélago morreram no conflito.The Guardian

ÁFRICA - Tanzânia proíbe programas contra Aids para reprimir gays

Quem for condenado por homossexualidade na Tanzânia, pode pegar até 30 anos de prisão (Foto: Pixabay)

A homossexualidade é criminalizada em pelo menos 76 países, sendo 33 deles na África, segundo a campanha das Nações Unidas pelos direitos da comunidade LGBT. A Tanzânia é um exemplo destas nações; quem for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. Apesar do código penal da Tanzânia condenar a homossexualidade, o governo permitia que organizações ajudassem gays que tinham Aids ou corriam risco de contrair a doença. No entanto, a tolerância em relação a este assunto mudou desde que John Magufuli foi eleito presidente no ano passado.

Mês passado, o ministro da Saúde, Ummy Mwalimu, anunciou que a Tanzânia vai proibir projetos que visam ajudar gays com HIV/Aids. Desta forma, o programa patrocinado pelos Estados Unidos que fornece testes, camisinhas e assistência médica aos gays teve que ser encerrado, pelo menos temporamente. Cerca de 30% dos gays na Tanzânia são soropositivos. No entanto, funcionários da saúde acreditam que agora esta taxa pode subir.

Esta é a primeira vez que um país suspende a bem-sucedida iniciativa americana para tentar reprimir a comunidade gay. Desde sua fundação em 2013, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Combate à Aids (PEPFAR, na sigla em inglês) salvou milhões de vidas.

Este ano, a polícia invadiu dois projetos patrocinados pelos Estados Unidos e apreendeu informações confidenciais dos pacientes. Em setembro, o vice-ministro da Saúde Hamisi Kigwangalla acusou as organizações de tratamento de HIV de “promover a homossexualidade”. O ministro da Saúde, Ummy Mwalimu, explicou que as autoridades suspenderam os programas para pacientes gays para revisar se eles estavam ou não promovendo a homossexualidade.

O PEPFAR, lançado por George W. Bush, se tornou um dos mais importantes programas americanos de assistência na África. Desde 2002, a taxa total de HIV/Aids no país caiu de 12% para 5%. Em contrapartida, o número de pessoas recebendo o tratamento aumentou, nos últimos cinco anos, de 289 mil para mais de 700 mil.

Autoridades americanas esperam que os programas sejam restabelecidos em breve, mencionando que o ministro da Saúde disse que o governo está considerando quais serviços de HIV seriam apropriados para a comunidade gay. No entanto, membros da comunidade gay estão pessimistas em relação ao assunto.

A repressão contra a comunidade LGBT está aumentando não só na Tanzânia. Em 2014, o parlamento da Uganda aprovou uma lei, que depois foi anulada, que impunha pena de morte para quem fosse considerado culpado por “homossexualidade agravada”. Este ano, a alta corte do Quênia decidiu que “testes anais” seriam considerados legais para determinar a orientação sexual de uma pessoa.The Washington Post

Água de 2,5 bilhões de anos alimenta esperanças sobre vida extraterrestre


Em Ontário, no Canadá, foi descoberta água oculta há 2,5 bilhões de anos, com características químicas surpreendentes.

O líquido passou por um teste meticuloso de sulfatos, e o resultado da análise demonstrou que as colônias microscópicas que vivem nele sobreviveram debaixo da superfície terrestre sem luz solar nem oxigênio, segundo artigo publicado na revista Nature.

A importância da descoberta está no fato de haver semelhanças entre a caverna, na mina canadense, e outros possíveis ecossistemas interplanetários, onde a vida poderá estar se desenvolvendo debaixo da superfície.

A autora do estudo, Long Li, explica: “Uma vez que as características geológicas da Terra e de Marte são parecidas, acreditamos que, com a água e os minerais apropriados presentes, é possível que lá também seja produzida a energia necessária para a conservação dos micróbios. Não estou dizendo que eles existem, mas a verdade é que há todo um cenário e condições necessários para a subsistência de vida microbiana em Marte”.

O geobiólogo Alex Sessions também é otimista com relação às consequências da descoberta: “É especialmente interessante o fato de que o sulfato é gerado por meio da desintegração radioativa. Isso significa que, em um número incontável de planetas, luas e asteroides que não possuem oceanos, vulcões nem fontes hidrotermais – necessários para abrigar ecossistemas como o da Terra –, a vida alienígena poderá sobreviver com pouco mais que uma quantidade mínima de água, enxofre e elementos radioativos”. RT, Nature
Imagem destaque ilustrativa: bumbas/Shutterstock.com

Sinal verde para AIDA

A missão espacial que desviará asteroides perigosos


A NASA e a Agência Espacial Europeia uniram forças em uma missão de grande importância para a história espacial: desviar asteroides que ameaçam a Terra.

O projeto, chamado AIDA (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide), tem como objetivo medir os efeitos do impacto de um asteroide, de modo a avaliar a capacidade de desvio de sua trajetória, evitando uma possível e perigosa colisão com o o nosso planeta.

O alvo-teste escolhido para a primeira missão será um par de asteroides chamado Didymos, composto por uma rocha principal de 800 metros de diâmetro e outra de 150 metros, que orbita ao seu redor. Eles se dirigem às proximidades da Terra a toda velocidade, e a expectativa é que, em 2022, estejam a apenas 11 milhões de quilômetros do nosso planeta.

A estratégia da AIDA prevê o lançamento da sonda AIM (sigla para Missão de Impacto de Asteroide) em outubro de 2020 pela ESA. Ela chegará aos Didymos em maio de 2022. Enquanto isso, em dezembro de 2020, a NASA lançará a sonda DART (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), que alcançará os Didymos em outubro de 2022. A missão será a primeira demonstração real da técnica do impacto cinético para mudar a trajetória de um asteróide no espaço.

Desde 2011, as duas agências têm alinhado todos os detalhes, já que os Didymos se aproximam e não há tempo a perder. NASA, Montevideo Portal
Imagem: blackdogvfx/Shutterstock.com

UNIÃO EUROPEIA - Parlamento Europeu trava adesão da Turquia à UE

Em resposta, Erdogan ameaçou abrir as fronteiras do país para deixar passar migrantes que querem entrar na Europa (Foto: Wikimedia)

O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira, 24, uma resolução que congela temporariamente as negociações de adesão da Turquia à União Europeia (UE). A medida é uma reação do bloco à onda de repressão no país, promovida pelo presidente Recep Tayyip Erdogan.

A decisão foi tomada após votação na sede francesa do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. A resolução foi aprovada por 479 votos a favor, 37 contra e 107 abstenções e será levada à Comissão Europeia para que as conversas com a Turquia sejam paralisadas. As conversas entre o país e o bloco foram iniciadas em 2005, mas desde então vêm se arrastando.

Os parlamentares do bloco justificam a ação com base na escalada da repressão do governo turco aos opositores desde a instauração do estado de emergência em 15 de julho, após uma tentativa fracassada de golpe de Estado. Os parlamentares destacam a perseguição dos comandantes militares envolvidos no golpe, a prisão de 150 jornalistas, o fechamento de grandes veículos de imprensa críticos ao governo, prisões e suspensões de 129 mil funcionários públicos, a proscrição do partido de oposição curdo HDP, além da prisão de outras 40 mil pessoas, incluindo professores, acadêmicos, militares e policiais.

“As medidas repressivas tomadas pelo governo turco ameaçam os direitos e liberdades fundamentais consagradas na Constituição turca, atingem os valores democráticos fundamentais da União Europeia”, diz a resolução do bloco.

Reação turca

Logo após a decisão dos parlamentares, o ministro turco de Assuntos Europeus, Omer Celik, declarou em coletiva de imprensa que a iniciativa viola os valores básicos da UE. O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, também manifestou desaprovação à decisão. “Parar a negociação seria um profundo erro”, afirmou Ayrault. “É precisamente o diálogo que permite à parte mais moderna e democrática da Turquia se sentir apoiada”.

Em resposta à votação, Erdogan ameaçou nesta sexta-feira, 25, abrir as fronteiras do país para deixar passar os migrantes que querem entrar na Europa. “Ouçam bem: Se forem mais longe, estas fronteiras serão abertas. Tenham isso em mente”, afirmou o presidente turco, aumentando as tensões entre o bloco e o país.Estado de S. Paulo

CRISE HUMANITÁRIA - Fome ameaça matar milhares na Nigéria

Mais de 120 mil pessoas podem morrer de fome na Nigéria no próximo ano (Foto: Pixabay)

Segundo as Nações Unidas, mais de 120 mil pessoas, sendo a maior parte delas crianças, correm risco de morrer de fome no próximo ano na Nigéria, por conta da insurgência do Boko Haram no país.

Lutas intensas em parte da Nigéria, Chade, Níger e Camarões fizeram com que mais de 2 milhões de pessoas fugissem de suas casas. Fazendeiros não podem cuidar de seus cultivos e grupos de ajuda humanitária não podem chegar a comunidades isoladas. Um pequeno estado do país tem mais refugiados do que toda a Europa recebeu no ano passado.

O Boko Haram perdeu terreno no ano passado, mas sua insurgência deixou grandes áreas de cultivo inacessíveis e muitas estradas sem condições para que comboios de ajuda passem. Para piorar, falta suporte internacional. As Nações Unidas só conseguiram 61% de sua meta para ajudar na crise da Nigéria.

Segundo Kashim Shetima, governador de Borno (estado nigeriano), a maioria das comunidades não pôde cuidar de suas plantações nos últimos quatro anos. Cerca de 80% da população de Borno foi proibida pelo Boko Haram de chegar a suas plantações.

Segundo Orla Fagan, um porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA, na sigla em inglês), esta é a maior crise do continente e está sendo ignorada. “O que está acontecendo em Alepo é horrível, mas é tão ruim quanto o que está acontecendo no noroeste da Nigéria. Só que é um contexto diferente.”

Autoridades e voluntários alertam que se a situação continuar do jeito que está, pode fomentar o extremismo na região e incentivar a migração para outros lugares, como a Europa.The Guardian

sábado, 26 de novembro de 2016

Veja a repercussão da morte de Fidel Castro


O líder cubano Fidel Castro morreu nesta sexta-feira (25), aos 90 anos, em Havana. A notícia foi divulgada por seu irmão, o presidente Raúl Castro, em pronunciamento na televisão estatal.

Confira o que algumas personalidades mundiais tem falado sobre o falecimento do líder:

Na madrugada deste sábado (26), o presidente do México Enrique Peña Nieto escreveu: "Fidel Castro foi um amigo do México, promotor de uma relação bilateral baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade."

Em outro post nas redes sociais, Peña Nieto escreveu: "Lamento a morte de Fidel Castro Ruz, líder da Revolução Cubana e referência emblemática do século XX".

A famosa blogueira cubana Yoani Sanchez postou a imagem do presidente Raúl Castro fazendo o pronunciamento sobre a morte do irmão na televisão estatal. Ela escreveu: "#Cuba Rául Castro no momento de informar a morte de Fidel Castro."

O Presidente do Equador, Rafael Correa, também publicou no Twitter. "Foi-se um grande. Morreu Fidel. Viva a Cuba! Viva à América Latina!", escreveu.

Em mensagens publicadas no 'Twitter', o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, disse que o líder cubano e o venezuelano Hugo Chávez "deixaram aberto o caminho" para a libertação dos povos.

O chefe de Estado venezuelano indicou ainda ter falado já com o seu homólogo cubano, Raúl Castro, a quem transmitiu "solidariedade e amor ao povo de Cuba face à partida do Comandante Fidel Castro". DOL

Morre líder revolucionário cubano Fidel Castro


O ex-presidente de Cuba Fidel Castro morreu aos 90 anos de idade, informou neste sábado (26) seu irmão, o atual mandatário do país, Raúl Castro, em um discurso transmitido pela televisão estatal.

O líder histórico da Revolução Cubana tinha 90 anos e faleceu por volta das 22h29 (hora local), desta sexta-feira (25). "Atendendo sua vontade expressa" de Fidel, seu corpo será cremado, assim como revelou, emocionado, Raúl Castro.

Sobre o funeral de Fidel, ainda não se tem maiores informações.

A última aparição do líder revolucionário foi no dia 15 de novembro, quando recebeu em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang.

Em 2011, Fidel chegou a revelar que nunca pensou que viveria tantos anos, acrescentando ainda que "em breve serei como todos os outros. A vez chega para todos".

HISTÓRIA

Aos 32 anos, Fidel Castro, venceu a guerra contra Havana, em 1959. Com barba e uniforme, ele expulsou do poder o general e ditador Fulgêncio Batista.

Com a sua "doutrina militar própria", Fidel conseguiu "transformar uma guerrilha em um poder paralelo, formado por guerrilheiros, organizações clandestinas e populares", disse Alí Rodríguez, ex-guerrilheiro e atual embaixador venezuelano em Cuba.

Ele chegou ainda a derrotar conspirações apoiadas pelos EUA, quando enviou 386.000 concidadãos para lutar em Angola, Etiópia, Congo, Argélia e Síria. Ao longo de 40 anos (1958-2000) escapou de 634 tentativas de assassinato, escreveu Fabián Escalante, ex-chefe de inteligência cubano, segundo o veículo de informação alternativa Cubadebate.

Ao jornalista Ignacio Ramonet, Fidel confessou que quase sempre carregava uma pistola Browning de 15 tiros. "Oxalá todos morrêssemos de morte natural, não queremos que se adiante nem um segundo a hora da morte", declarou em 1991.DOL (Com informações do UOL)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

HAPPY HOUR

O melhor caminho...só você pode construir


PENSAMENTO DA SEXTA



NOSSO SOM











REGIME EM QUEDA- Populismo perde o domínio sobre a América Latina

Pêndulo político da região retornou para partidos de centro-direita (Foto: meltyBuzz)

Quando os latino-americanos viram Donald Trump pela primeira vez, muitos tiveram uma sensação de familiaridade. Apenas alguns anos atrás, líderes nacionalistas populistas dominavam a região. Agora, em plena ascensão do populismo na Europa e nos EUA, a América Latina faz o caminho oposto. O populismo está retraindo no continente. Mas por quê?

O populismo nacionalista sempre foi a marca da América Latina, lar de personalidades como Juan Domingo Perón e Getúlio Vargas. Alguns se declaravam de esquerda, outros de direita, mas todos posavam de “salvadores do povo” que combatiam a “oligarquia” e o “imperialismo”, da mesma forma que Trump, em termos análogos, diz combater o establishment.

A ascensão de tais líderes na América Latina foi alimentada pela extrema desigualdade de renda, assim como atualmente ocorre nos países desenvolvidos. Porém, a irresponsabilidade fiscal dos líderes populistas colocou países como Argentina, Venezuela, Brasil e Equador em recessão. Em alguns casos, o cenário foi agravado pela corrupção. A soma desses fatores despertou na população o desejo por mudança, o que erodiu a influência do populismo na América Latina.

O pêndulo político da região balançou para os partidos de centro-direita, dando a liberais democratas a chance de conquistar espaço. No entanto, isso depende de árduo trabalho para aumentar a produtividade e a competitividade de seus respectivos países, a fim de restaurar o crescimento econômico e o progresso social.The Economist

NA CIDADE UNIVERSITÁRIA - NOV 6



Mutirão de Saúde e Cidadania oferece serviços gratuitos à população

Neste sábado, 26, acontece o Mutirão de Saúde e Cidadania que oferece diversos serviços gratuitos à população nas áreas da saúde, cidadania e recreativa, das 8h às 13h, na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), antigo Núcleo Pedagógico Integrado - NPI, na Avenida Perimetral, nº 1.000, no bairro Montese (antiga Terra Firme). A ação tem a meta de atender 500 pessoas e é realizada pelo Lions Clube Internacional, entidade filantrópica, em parceria com diversas organizações, entre elas o Hospital Bettina Ferro de Souza (HUBFS), do Complexo Hospitalar da UFPA, e o Hospital Regional Doutor Abelardo Santos (HRAS), que pertence ao Governo do Estado.

Segundo o presidente de Região C do Lions, o médico Walter Amoras, o objetivo do mutirão é atender às pessoas mais necessitadas, através de ações vinculadas com os recursos públicos e privados existentes e disponíveis visando melhoria nas condições de saúde de grupos populacionais, em especial no bairro Montese e adjacências. "As ações de saúde são articuladas com os recursos de saúde desse bairro e adjacências, para que haja integralidade nos procedimentos de prevenção e recuperação da saúde dos cidadãos atendidos, conforme preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS). Às necessidades que se apresentarem, os usuários atendidos serão encaminhados para a Rede de Atenção Básica - Estratégia da Família e Centros de Saúde", afirmou Amoras.

Para a UFPA a parceria é uma satisfação, uma vez que o Lions é uma instituição atuante no mundo. "O Bettina Ferro é reconhecido pela sociedade como um hospital de referência em Otorrinolaringologia, Oftalmologia, e Crescimento e Desenvolvimento Infantil, que oferece assistência de excelência em média e alta complexidade, além de ensino, pesquisa e extensão. Então, participar de ações que estão além dos muros da UFPA junto a entidades sérias para atender à população que precisa dos nossos serviços é também nosso papel", destacou o superintendente do Complexo Hospitalar da UFPA, o médico e sociólogo Paulo Amorim.

Lions - O Lions Clube Internacional é uma das maiores organizações internacionais de clubes de serviço do mundo tendo reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Está presente em 210 países com mais de 46 mil Lions Clubes onde estão seus 1,4 mil membros voluntários. Em 2017, a instituição completa 100 anos de existência na realização de serviços humanitários nas áreas da saúde, como proteção da visão, controle da diabete, hipertensão arterial, entre outros; meio ambiente, como plantio de árvores, reciclagem de materiais, educação ambiental e mutirão de limpeza comunitária, e outras áreas. Com o slogan "Liberdade, Igualdade, Ordem, Nacionalismo e Serviço" e lema "Nós servimos", a missão do Lions é legitimar o papel dos voluntários, que com ações concretas estão servindo às comunidades e atendendo às necessidades humanas, além de fomentar a paz e promover a compreensão mundial.

Texto: Cleide Magalhães - Ascom Complexo Hospitalar da UFPA.

PACOTE ANTICORRUPÇÃO - Deputados a beira de mais um golpe

Deputados tornam a articular anistia a caixa dois

Uma reunião foi convocada no início da noite e se estendeu até a madrugada (Foto: EBC)

Parlamentares da Câmara iniciaram um novo movimento para incluir a anistia ao crime de caixa dois no texto do pacote de medidas de combate à corrupção. A iniciativa foi tomada em caráter de emergência na noite da última quarta-feira, 23, após a notícia de que executivos da Odebrecht assinaram os termos dos acordos de delação premiada.

Uma reunião foi convocada no início da noite e se estendeu até a madrugada. Nela, deputados e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), traçaram um plano para rejeitar o atual texto do pacote e apresentar um substitutivo elaborado durante a reunião. O novo texto inclui a anistia a parlamentares que tenham cometido crime de caixa dois e punição mais severa a membros do Ministério Público e magistrados que cometerem crime de responsabilidade.

Tais medidas haviam sido retiradas do texto atual, elaborado pelo relator da proposta, o deputado Onyx Lorenzoni, e aprovado por unanimidade na comissão especial da Câmara que analisa o pacote. Segundo o deputado Vicente Cândido (PT), a ideia dos parlamentares é rejeitar todo o texto de Lorenzoni.

“[Rejeita] na íntegra. Rejeita inclusive o relator”, disse Cândido após deixar a reunião. Segundo ele, o texto redigido na madrugada foi acordado com todos os partidos, com exceção da Rede e do Psol.

Cândido afirmou ainda que os parlamentares esperam que o texto seja aprovado rapidamente na Câmara e siga imediatamente para apreciação no Senado. A ideia é correr contra o tempo antes que as delações dos executivos da Odebrecht façam suas primeiras vítimas.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Rodrigo Maia negou que parlamentares estejam articulando anistia para crime de caixa dois. Isso porque, segundo ele, não há como haver anistia para algo que ainda não foi tipificado como crime. “Não tem anistia, porque, se você aprova a tipificação, se você está tipificando um crime, é porque esse crime não existe. Então, não tem anistia. As pessoas estão interpretando de forma equivocada a proposta”.

Maia afirmou que o novo texto foi elaborado porque a comissão havia aprovado um texto que não conhecia. “Eu não conheço o texto do relator [Onyx Lorenzoni]. O relator votou um texto sem o relatório apresentado. Regimentalmente eu não sei nem se é possível o que ele fez”.

O presidente da Câmara também negou que haja pressa na votação, afirmando que as medidas vêm sendo discutidas há quatro meses. “Nada é afobado. Está sendo discutido há quatro meses, não tem mais o que se discutir nessa matéria. Vocês são a favor ou contra essas medidas? Nós passamos quatro meses discutindo essas medidas. Agora está na hora de votar”.Folha

OPERAÇÃO LAVA JATO - A delação do fim do Mundo

Delação de executivos da Odebrecht pode atingir até 200 políticos

Delação de executivos da Odebrecht é a mais temida entre os investigados na Lava Jato (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Advogados da Odebrecht e integrantes do Ministério Público Federal fecharam nesta quarta-feira, 23, os termos do acordo de delação premiada de executivos da empreiteira no âmbito da Operação Lava Jato.

Cerca de 80 executivos e ex-executivos da Odebrecht devem assinar, individualmente, os termos do acordo. A delação pode atingir aproximadamente 200 políticos. A informação foi divulgada no Portal G1.

A expectativa é de que a assinatura dos termos do acordo comece a partir desta quinta-feira, 24, em Brasília. Entre os executivos da Odebrecht que devem assinar o acordo de delação estão os donos da construtora, Emílio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, respectivamente.

A delação premiada de executivos da Odebrecht é a mais temida entre os investigados na Operação Lava Jato. Mais de 200 políticos, todos de grandes partidos, já foram citados em depoimentos pré-delação por executivos da empreiteira.

Logo que o acordo for assinado, os executivos da Odebrecht serão chamados para prestar depoimentos oficiais, e terão que confirmar o que já revelaram aos procuradores e também entregar provas. Os depoimentos devem durar mais de um mês.

Posteriormente, o material será enviado pela Procuradoria Geral da República ao STF para que as delações sejam homologadas. Caberá ao Ministério Público a tarefa de definir quem será denunciado à Justiça.

Em nota divulgada na noite desta quarta, a Odebrecht ressaltou que “não se manifesta sobre eventual negociação com a Justiça. Mas reforça seu compromisso com uma atuação ética, íntegra e transparente, expresso por meio das medidas concretas já adotadas para reforçar e ampliar o programa de conformidade nas empresas do grupo, entre as quais se destacam: a criação do cargo de Responsável por Conformidade ou CCO (Chief Compliance Officer) e do Comitê de Conformidade, ligados ao Conselho de Administração para garantir total independência; a adesão a pactos de ética empresarial de entidades como ONU e Instituto Ethos; e, entre outros pontos, o compromisso de combater e não tolerar a corrupção”.G1

CHEQUINHO - Meu garoto! Meu pai, pai!

TSE...Tribunal Superior Eleitoral revoga, por 6 votos a 1, a prisão de Garotinho


Por 6 a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (24/11) revogar a prisão preventiva do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR).

O TSE fixou uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas por Garotinho. O ex-governador não poderá manter contato com 36 testemunhas arroladas pelo Ministério Público no processo, terá de comparecer a todos os atos processuais na Justiça, além de pagar fiança de 100 salários mínimos (R$ 88 000), conforme defendido pela relatora do habeas corpus, ministra Luciana Lóssio.

A Corte Eleitoral ainda proibiu Garotinho de retornar a Campos dos Goytacazes até o final da instrução do processo (fase de coleta de provas) e não se ausentar por mais de três dias do endereço onde for morar.

Acompanharam o voto da relatora a favor da revogação da prisão preventiva os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Admar Gonzaga Neto, Napoleão Nunes Maia Filho e Gilmar Mendes. O único voto divergente foi o do ministro Herman Benjamin, que se envolveu numa discussão com Luciana Lóssio sobre a credibilidade do depoimento de testemunhas.

Luciana lembrou que duas testemunhas supostamente coagidas são investigadas e já mudaram suas versões dos fatos diversas vezes. O ministro Herman Benjamin discutiu com a relatora nesse ponto. "Ministro, essa testemunha mudou de versão quatro vezes!", interrompeu Luciana, enquanto Herman lia os depoimentos.

"Se eu tivesse um filho de 11 anos, eu mudaria 100 vezes. Não mudaria só quatro. Mas vou fazer esses comentários mais adiante, se Vossa Excelência aguardar um pouquinho", rebateu Herman, sendo novamente interrompido por Luciana, que afirmou que os depoimentos não eram "confiáveis".

"Não somos nós que podemos dizer que uma testemunha é ou não é confiável. Quem vai poder dizer é o Tribunal Regional Eleitoral e depois vamos analisar aqui", respondeu Herman.

Garotinho foi preso pela Polícia Federal na semana passada, na Operação Chequinho, que investiga o uso do programa Cheque Cidadão, do município de Campos dos Goytacazes, para obter apoio eleitoral.Agência Estado

RACISMO

Alunos entram na posse da nova reitora da UnB e protestam contra racismo



Estudantes universitários que fazem parte de um coletivo denominado Quilombo entraram na posse da nova reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, reivindicando um espaço de fala na cerimônia.

A organização do evento cedeu o espaço e o coletivo – representado por cinco alunos — pediu o fim do racismo e que a UnB se tornasse "um centro de convivência negra".

Um dos estudantes alegou ter sido agredido por seguranças na entrada do local onde acontece o evento. Ele, inclusive, pediu que a nova reitora providenciasse um exame de corpo e delito para ele. Do lado de dentro do espaço, não houve registro de confusão. Após a fala, os estudantes foram bastante aplaudido pelos presentes.

UnB - Universidade de Brasília


Em meio a uma enorme crise institucional, a nova reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, foi empossada em cerimônia na noite desta quinta-feira (24/11). Um dia após a Justiça suspender a desocupação, Márcia disse querer "trabalhar para estabelecer a maior harmonia possível" na instituição.

A Justiça deu um prazo de 15 dias para a universidade resolver a situação da ocupação dos estudantes, iniciada em 31 de outubro. A nova reitora afirmou que vai tentar buscar uma solução em um prazo ainda menor. "A Universidade tem que funcionar", enfatizou. Ela, no entanto, não quis responder se era favorável ou contrária às ocupações. "Minha conduta tende para o apaziguamento. Não vou defender nem um lado, nem outro."


Sobre a greve dos técnicos administrativos, que já dura 25 dias, Márcia afirmou que vai "respeitar os movimentos", inclusive os que preferiram não aderir à paralisação, e negou haver qualquer determinação para cortar o ponto dos grevistas. Em sua primeira fala como reitora, ela também disse não ter total conhecimento das contas da universidade por "problemas na transição", mas recebeu garantias do ministro da Educação, Mendonça Filho, de que não haverá corte nos repasses à instituição.

Primeira mulher a assumir o cargo, Márcia também afirmou que não terá "preconceito de pautas" relacionadas a "gênero, diversidade, respeito às minorias e à diversidade". Assumiu também o compromisso de melhorar a segurança nos campi da universidade. Enfatizou, porém, que a prioridade é dialogar para resolver as ocupações.CB

COMPORTAMENTO




OPERAÇÃO CALERO

Calero diz que Temer o pressionou no caso do apartamento de Geddel


O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou em seu depoimento à Polícia Federal que o presidente Michel Temer reclamou da decisão de órgão subordinado a ele de embargar obra em prédio em que o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, possuía um apartamento de luxo em construção. A assessoria da Presidência suspeita que uma das conversas tenha sido gravada pelo ex-integrante do Executivo.

De acordo com a oitiva, o presidente da República afirmou que a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O caso chegou ontem à Procuradoria Geral da República (PGR), que poderá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito ou arquivamento das apurações.

Segundo a Presidência da República, Temer teve duas conversas, com Calero. O ex-ministro da Cultura, diz que o presidente o chamou para conversar no dia 17. “Nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado ‘dificuldades operacionais’ em seu gabinete”, afirmou Calero à Polícia Federal, de acordo com o site do jornal Folha de S.Paulo. A assessoria de Temer disse que “boatos” indicam que, no dia 17, o ex-ministro solicitou reunião “somente com o intuito de gravar clandestinamente conversa com o presidente da República para posterior divulgação”.

De acordo com a Presidência, Temer “jamais induziu algum deles a tomar decisão que ferisse normas internas ou suas convicções”. “Assim procedeu em relação ao ex-ministro da Cultura, que corretamente relatou estes fatos em entrevistas concedidas".CB

AJUSTE FISCAL - Governo federal anuncia pacto com estados para equilibrar contas

Reunião contou com a participação do presidente Michel Temer, ministros da área econômica e governadores (Fonte: Reprodução/Beto Barata/PR)

O governo federal e os estados fecharam nesta terça-feira, 22, um “pacto nacional” pelo equilíbrio das contas públicas. O acordo para um duro ajuste fiscal deve ser concluído até o início da próxima semana.

O “pacto” foi fechado durante uma reunião que durou mais de cinco horas no Palácio do Planalto, e cujo objetivo era debater a crise financeira nos estados. O encontro contou com a participação do presidente Michel Temer, ministros da área econômica e governadores.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que o governo concordou em dar aos estados uma fatia maior dos recursos arrecadados com a repatriação (regularização de bens no exterior). Já os governadores se comprometeram a realizar um forte ajuste em suas contas, incluindo aumento da contribuição previdenciária paga por servidores públicos.

Meirelles informou que os valores devem ser pagos aos estados neste ano, mas ainda não há uma confirmação oficial.

Além de R$ 4 bilhões relativos à arrecadação do governo com a cobrança do Imposto de Renda, os estados também devem ficar com outros R$ 5 bilhões referentes a uma parte da arrecadação do governo com a repatriação. Meirelles admitiu, no entanto, que os R$ 5 bilhões a mais não são suficientes para resolver os problemas financeiros dos estados.

Mas, segundo o ministro da Fazenda, o repasse “facilita a transição para o novo regime de austeridade fiscal”, permitindo que muitos estados resolvam problemas de curto prazo.

Entre as exigências feitas aos estados estão o apoio à PEC que cria um teto para os gastos públicos (em tramitação no Congresso), a promoção de uma reforma da previdência em nível estadual, a proibição à contratação de servidores e de aumentos salariais pelos próximos dois anos, a redução em 20% das despesas com cargos comissionados, temporários e gratificações, além de outras medidas.G1

CRISE HUMANITÁRIA - Deportações de venezuelanos crescem 824% em Roraima

A fronteira entre os dois países é seca, ou seja, qualquer pessoa pode caminhar até o país vizinho sem passar por órgãos de fiscalização (Imagem: Flickr/Gilvandro Furtado)

O número de venezuelanos deportados do Brasil em Roraima, onde o país faz fronteira com a Venezuela, saltou 824% desde 2015. Segundo dados da Polícia Federal (PF), Este ano, já foram registrados 445 casos de deportação. Em 2015, foram 54.

Segundo o governo de Roraima, 30 mil venezuelanos já cruzaram a fronteira por conta da crise de abastecimento que assola a Venezuela. A informação é do jornal Folha de S. Paulo. Roraima já classifica a situação de crescimento de deportações como crise humanitária.

Segundo a PF, entre 13 de outubro do ano passado e deste ano, 58.463 venezuelanos entraram no Brasil por Pacaraima, uma cidade fronteiriça. O número se refere ao trânsito, já que um estrangeiro pode ter entrado várias vezes. O número expressivo também tem relação com o fato da fronteira entre os dois países ser seca, ou seja, qualquer pessoa pode caminhar até o país vizinho sem passar por órgãos de fiscalização.

De acordo com o governo de Roraima, a maioria dos venezuelanos que está no Brasil está de forma irregular. No total, 1.805 venezuelanos pediram refúgio ao Brasil neste ano, segundo o Ministério da Justiça, enquanto no ano passado foram 825. Para piorar, há pedidos de análise de refúgio que só serão processados em fevereiro de 2018. Segundo a Polícia Federal, a documentação referente aos pedidos de refúgio é enviada ao Conselho Nacional de Refugiados (Conare) para análise. Para o governo de Roraima, a maioria dos pedidos de refúgio não será aceita, já que não têm relação com fuga de guerra ou violação de direitos humanos no país de origem.Governo do Estado de Roraima

DESCONECTADOS - Mais de 50% da população mundial não têm acesso à internet

Relatório foi elaborado pela União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Um relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT) revelou que mais de metade da população mundial não usa a internet.

Um total de 3,9 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à rede, segundo a agência da ONU, uma situação que atinge principalmente “as mulheres, os idosos, os menos instruídos, com menor rendimento e (as populações) rurais”.

Ainda de acordo com a UIT, os custos de acesso fixo à banda larga é um dos fatores que mantêm bilhões de pessoas “desconectadas”. A agência ressalta que, embora os custos tenham reduzido em todo o mundo na última década, eles continuam “claramente demasiado caros” em muitos dos países mais pobres do mundo.

Um pacote mensal de internet banda larga de apenas um gigabyte de dados nos países mais pobres do mundo ainda custa mais de 50% de um salário médio anual.

A UIT ressalta que o acesso à internet móvel poderia ser uma solução, uma vez que as redes móveis tecnicamente cobrem 84% da população mundial. O problema neste caso é o custo do aparelho, que ainda é muito alto para muitas pessoas.

“Em 2016, as pessoas já não vão à internet, estão na internet […] No entanto, muitos ainda não a usam e muitos utilizadores não beneficiam de todo o seu potencial”, afirma a UIT em seu relatório.Público