quinta-feira, 31 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ


' MANCADA PARAENSE '

PASSAGENS AÉREAS

STF gastou mais de R$ 700 mil em passagens aéreas

O STF estabeleceu a cota anual como uma forma de reduzir as despesas do tribunal (Foto: Gláucio Dettmaar/Ag. CNJ)

Durante a presidência da ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal (STF) gastou em torno de R$ 708,5 mil com passagens aéreas para ministros e seus auxiliares, segundo um levantamento feito pelo jornal Estado de S. Paulo, com base em dados do próprio tribunal. Os valores são referentes ao período de setembro de 2016 a julho deste ano.

O levantamento indica que o STF estabelece uma cota anual para cada ministro custear as despesas com passagens aéreas, que podem ser usadas para viajar por todo o território nacional. Para 2017, cada ministro do STF tem uma cota de R$ 50.402,82 para ser gasta com passagens. Se algum integrante superar esse teto, o STF deixa de pagar os deslocamentos.

A Corte considera que, enquanto estiverem no território nacional, os ministros estão em serviço, independentemente de estarem em viagem oficial ou se retornaram para os seus estados de origem, e dessa forma podem utilizar a cota para viagens de natureza pessoal ou a trabalho.

Os ministros que mais gastaram neste ano foram Luiz Fux (R$ 29.714,65) e Ricardo Lewandowski (R$ 26.900,72). Gilmar Mendes foi o que mais gastou em julho (R$ 4.968,93). Alexandre de Moraes (R$ 5.082,89) e Ricardo Lewandowski (R$ 7.266,62) foram os que mais usaram a cota em junho e maio, respectivamente. Os ministros Marco Aurélio Mello e Celso de Mello e a presidente Cármen Lúcia não usaram a cota.

O STF estabeleceu a cota anual como uma forma de reduzir as despesas do tribunal. “Pela impossibilidade de se separar uma viagem de natureza pessoal ou a trabalho, estabeleceu-se um limite para custeio de passagens aéreas. Com a tecnologia, eles estão aptos a proferir decisões de qualquer lugar do Brasil” informou a assessoria do STF ao Estado de S. Paulo.

Em viagens internacionais, o STF somente cobre as despesas se a presidente do tribunal declarar a missão como de interesse do STF e designar um ministro como representante. Isso ainda não aconteceu na gestão de Cármen Lúcia. Para 2018, o STF prevê um orçamento de R$ 2,085 milhões para passagens de ministros e servidores.

Na sessão desta terça-feira, 29, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cármen Lúcia defendeu a atuação dos juízes brasileiros. Ela ainda afirmou que o Poder Judiciário precisa ser “forte, livre e imparcial” para que haja democracia.Estado de S. Paulo

VIVENDO NO BRASIL

RESERVA NA AMAZÔNIA

MPF pede suspensão de decreto que extingue a Renca

A Renca tem mais de 4 milhões de hectares (Fonte: Reprodução/Estadão)

Após o anúncio na noite de segunda-feira, 28, de um novo decreto que extingue uma reserva nacional na Amazônia, o Ministério Público Federal do Amapá (MPF-AP) voltou a pedir nesta terça-feira, 29, na Justiça Federal a suspensão da decisão.

Em meio a muita polêmica, o governo do presidente Michel Temer revogou o primeiro decreto sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). O governo afirmou que o segundo decreto, publicado na noite de segunda, deixará as regras para exploração da mineração na região mais claras.

O MPF-AP ressalta, no entanto, que a medida “é uma afronta à Constituição e mantém o meio ambiente sob ameaça de ‘ecocídio'”.

Ainda de acordo com o Ministério Público Federal do Amapá, o novo decreto não apresenta diferenças em relação ao primeiro, que foi revogado. A Procuradoria também pede que nenhuma medida — licenciamento, licitação ou pesquisa minerária — seja tomada enquanto o decreto não for anulado.

Na ação, o MPF-AP ressaltou ainda que “a União não pode intervir nos Estados e municípios, e fomentar atividade potencialmente poluidora sem que haja ampla discussão, especialmente com os amazônidas”.

Como na área há indígenas e comunidades agroextrativistas e ribeirinhos, a Procuradoria diz que os seus direitos devem ser respeitados, caso contrário pode gerar responsabilidade internacional ao país.

“A ampliação não planejada de exploração mineral em área de proteção ambiental qualificada na Amazônia ensejará grave lesão ao meio ambiente e, consequentemente, a toda humanidade”, diz ainda o Ministério Público Federal do Amapá.

Criada em 1984, a Renca está localizada entre os estados do Amapá e do Pará e tem mais de 4 milhões de hectares.Uol

AMAZÔNIA BIODIVERSIDADE

ONG revela descoberta de 381 novas espécies na Amazônia em 2 anos

Foto do pássaro Poaieiro-de- Chico Mendes (Zimmerius chicomendesi). Fabio Schunck/Divulgação

Cientistas descobriram 381 novas espécies de animais e plantas na Amazônia em dois anos, entre eles macacos, botos, anfíbio e répteis, informou nesta quarta-feira o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

Uma nova espécie foi registrada a cada dois dias entre janeiro de 2014 e dezembro de 2015, a maioria delas detectada em áreas de conservação ou em regiões próximas aos locais protegidos.

De acordo com o relatório da organização, foram descobertas na selva amazônica 216 plantas, 93 peixes, 32 anfíbios, 19 répteis, 20 mamíferos - dois deles fósseis - e uma ave.

Entre os mais chamativos está um macaco com uma cauda comprida visto no noroeste do estado de Mato Grosso, uma nova espécie de boto que os cientistas acreditam ter surgido há 2,8 milhões de anos e um pássaro com um canto bastante peculiar.

Segundo os pesquisadores, quatro das espécies foram registradas na Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), uma área de mais de 47 mil quilômetros quadrados - uma superfície maior da Dinamarca - que o presidente Michel Temer decidiu extinguir por decreto para permitir a exploração mineral.

Após uma série de críticas, o governo decidiu modificar o decreto, mas a Justiça Federal determinou a suspensão da determinação e de qualquer outro ato administrativo que busque extinguir a Renca. O Executivo disse que vai recorrer.

Essa é a terceira edição do relatório, divulgado pela WWF junto com o Instituto Mamirauá e elaborado por dezenas de cientistas, que checaram as descobertas com as bases de dados existentes.

Entre 2010 e 2013 foram reveladas 602 novas espécies. Antes, entre 1999 e 2009, o número é de 1.200.

O documento destacou que, apesar dos esforços dos últimos anos, ainda há muito para descobrir sobre a real diversidade da Amazônia. As pesquisas são dificultadas pela vasta extensão do território e pela ausência de recursos.

A WWF ressaltou a importância de redobrar a atenção na região, que "sofreu o impacto do desmatamento, da atividade agropecuária e de grandes obras de infraestrutura, como a construção de hidrelétricas e de estradas".EFE

BRASIL INDÍGENAS

Índios protestam em Brasília contra redução de reserva em SP

EFE/Joedson Alves

Um grupo de índios acampou nesta quarta-feira em frente ao Ministério da Justiça, em Brasília, em protesto contra a decisão do governo de reduzir a superfície de uma reserva no Pico do Jaraguá, na zona Norte de São Paulo, terras que foram atribuídas à posse indígena em 2015.

Cerca de 50 índios da etnia guarani exigem a derrubada de um decreto promulgado há 15 dias que reduziu a área da reserva de 512 para apenas três hectares.

A reserva é habitada por aproximadamente 700 indígenas que, durante anos, exigiram a propriedade dessas terras com base em "direitos ancestrais" que dizem ter sobre zonas, ocupadas por essa etnia há mais de três séculos.

Há duas semanas, o governo alegou "erros administrativos" no processo que levou a determinar as dimensões da reserva e a reduziu substancialmente, até limitá-la a só três hectares.

"A anulação desse (antigo) decreto representa uma ameaça enorme para os povos indígenas, pois pode ser usado como precedente e depois levar à redução de novas reservas", disse Karai Popygua, um dos líderes dos guaranis que vivem em Jaraguá.

A decisão do governo já tinha motivado uma forte queixa do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), para o qual a redução desse território "é injusta, discriminatória, vergonhosa e genocida" e confina um grupo de índios em um "espaço flagrantemente insuficiente para que possam viver segundo os seus costumes, crenças e tradições".

O órgão também sustenta que o governo do presidente Michel Temer é "o mais anti-indígena desde a ditadura militar" e que "ataca os povos originários e os seus direitos com radicalismo e recorrência".

No Brasil, segundo dados oficiais, existem cerca de 600 reservas habitadas por 480 mil índios de 227 etnias que ocupam 109,6 milhões de hectares, equivalentes a 13% do território nacional.EFE

UE BRASIL

Medidas fiscais do Brasil para produção nacional violam normas, diz OMC

EFE/Alejandro Bolívar

A Organização Mundial do Comércio (OMC) determinou nesta quarta-feira que vários programas fiscais introduzidos pelo Brasil para promover a produção nacional de produtos de alta tecnologia e automóveis violam as normas da instituição multilateral, dando assim razão à União Europeia (UE) e ao Japão.

Um painel de resolução de disputas da OMC apontou em seu relatório publicado hoje que estes programas incluem isenções tributárias, discriminações reguladoras e requisitos de insumos e equipes locais "que são inconsistentes com o Acordo Geral sobre Tarifas Alfandegárias e Comércio (GATT) de 1994, com o Acordo sobre as Medidas em matéria de Investimentos relacionados ao Comércio (MIC) e com o Acordo sobre Subvenções e Medidas Compensatórias (SMC).

Além disso, a OMC determinou que dois programas adicionais concediam subsídios ilegais à exportação, violando o SMC.

Quatro programas de incentivos do Brasil em questão se referiam ao setor das tecnologias da informação e comunicação e concediam vantagens fiscais em forma de isenções, suspensões e reduções tributárias se certos passos específicos na produção dos produtos fossem seguidos no país.

Também havia benefícios fiscais para certos bens caso fossem desenvolvidos ou projetados no Brasil.

Um quinto programa, denominado "Inovar-Auto", autorizava reduções fiscais para a venda de veículos automotores dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela - antes da suspensão) e do México, bem como para certos tipos de automóveis produzidos no Brasil.

Além disso, eram dados créditos fiscais a produtores de automóveis credenciados no programa.

Os sexto e sétimo programas, chamados Empresas Predominantemente Exportadoras (PEC) e Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (RECAP), beneficiavam companhias brasileiras com subsídios e vantagens fiscais na compra de certos insumos e bens de capital usados na fabricação dos seus produtos.

Os benefícios estavam disponíveis para empresas credenciadas como companhias predominantemente exportadoras e cujos investimentos anuais brutos se derivavam em pelo menos 50% de exportações.

UE e Japão argumentaram que estes programas violavam as obrigações do Brasil quanto ao trato "nacional" e as "nações mais favorecidas" estabelecidas nas normas da OMC e que os requisitos do conteúdo local nos produtos e os subsídios à exportação eram contra os regulamentos.

O primeiro termo obriga os Estados membros da OMC a tratarem bens importados e locais da mesma maneira, uma vez que tenham entrado no mercado nacional de um país.

O segundo conceito proíbe os membros da OMC de discriminar normalmente entre parceiros comerciais.

UE e Japão iniciaram em dezembro de 2013 e julho de 2015, respectivamente, procedimentos de resolução de disputas perante a OMC contra sete programas e mais de 90 instrumentos jurídicos que consideravam uma violação das normas do comércio internacional.

A OMC estabeleceu os painéis solicitados em dezembro de 2014 e setembro de 2015, respectivamente, ainda que com os mesmos três especialistas e presidentes, que decidiram unir os dois processos.

Ambas as partes agora dispõem de 60 dias para decidir se recorrem ou não da decisão do painel de resolução de disputas da OMC.EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

REFINARIA DE PASADENA

Relatório do TCU isenta Dilma de irregularidade na compra de Pasadena


Auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) que apuram a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras isentaram o Conselho de Administração da empresa, na época presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff, de ter cometido qualquer “ato de gestão irregular” na compra da refinaria.

Em relatório, analistas do TCU e do Ministério Público de Contas contrariam as versões apresentadas nas delações do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e do ex-senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que acusaram Dilma de ter fechado o negócio mesmo ciente de todos os seus problemas. O TCU já havia isentado Dilma em 2014, mas decidiu reanalisar o caso por conta das delações de Cerveró e Amaral.

A aquisição de Passadena é considerada o pior negócio já feito na história da Petrobras. Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por metade da refinaria, comprada um ano antes, belga Astra Oil, pelo valor de US$ 42,5 milhões. Em dezembro de 2007, Petrobras e Astra assinaram uma carta de intenções na qual a brasileira se comprometeu a comprar o restante da refinaria por US$ 788 milhões. O documento foi assinado por Cerveró, então diretor da área internacional da Petrobras.

Em 2008, o Conselho de Administração da Petrobras, presidido por Dilma, negou ter dado aval para a compra e o caso acabou indo parar na Justiça. Neste ponto, o relatório dos auditores do TCU endossa a versão de que, inicialmente, o Conselho de Administração recusou a negociação e depois adiou posicionamento sobre o assunto, não tendo deliberado “no mérito” sobre a aquisição dos 50% restantes de Pasadena.

“Note-se que a carta de intenções não era vinculante para a companhia porque o Conselho de Administraçao não deliberou, no mérito, sobre a aquisição dos 50% remanescentes de Pasadena. Assim sendo, não há que se falar em responsabilização de seus membros nestes autos”, dizem os auditores no relatório.

A posição dos auditores reafirma a versão sustentada por Dilma, de que a primeira etapa da compra da refinaria, em 2006, somente se deu porque o Conselho de Administração não tinha todas as informações a respeito da negociação.

O relatório será submetido à votação no plenário do TCU. Os auditores recomendaram ao relator do caso, o ministro Vital do Rêgo, que responsabilize o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e o próprio Cerveró pela aquisição.Congresso em Foco

INUNDAÇÕES E SECAS

Mais de 20% das cidades do país estão em situação de emergência

Maioria dos 1.296 municípios em situação de emergência fica na região Nordeste (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Um levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que um total de 1.296 cidades do país, ou 23% do total, estão em situação de emergência por inundações ou secas.

Enquanto a região Nordeste enfrenta uma das secas mais severas já registradas, a região Sul sofre com chuvas intensas.

Todas as cidades identificadas no levantamento da Folha, que foi feito com base em dados divulgados pelo Ministério da Integração Nacional, pediram socorro ao governo federal.

Setenta e um por cento das cidades em situação de emergência enfrentam problemas decorrentes da seca ou estiagem e estão concentradas na região Nordeste e no norte de Minas Gerais.

Por outro lado, as tempestades, inundações, alagamentos, enxurradas e deslizamentos afetam principalmente cidades das regiões Sul, Sudeste e Norte, atingindo 29% dos municípios identificados no levantamento.

Algumas cidades em situação de emergência são atingidas ao mesmo tempo pela seca e pela cuva, como Nova Triunfo, na região nordeste da Bahia.

O levantamento mostra também que quase todas as cidades de alguns estados estão em situação de emergência. É o caso da Paraíba, com 196 dos 223 municípios sendo afetados pela estiagem.

A situação das cidades em situação de emergência é analisada individualmente pelo governo federal, que define a liberação ou não de verbas, a autorização para os moradores atingidos sacarem o FGTS e o Bolsa Família.

Nestes casos, o governo municipal também pode ser dispensado de fazer licitações para a compra de produtos ou contratação de serviços.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, já foram repassados neste ano R$ 200 milhões às cidades em situação de emergência no país, com ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços, kits de assistência humanitária e recuperação de estruturas danificadas. Além disso, já foram gastos outros R$ 800 milhões com a operação Carro-Pipa Federal, que atende um total de 861 municípios que convivem com a seca.

Os estados em situação mais crítica no Nordeste são Pernambuco, Ceará e Paraíba. O Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais revelou que os reservatórios hídricos nestes estados operam com 8%, 8,4% e 8,7% de sua capacidade, respectivamente.Folha de S.Paulo

VIVENDO NO BRASIL 1

ECONOMIA SELIC

Expectativa para a Selic atinge mínima histórica

Os economistas também reviram suas estimativas para a inflação oficial de 3,51% para 3,45% no fim de 2017 (Foto: Pixabay)

Na segunda-feira, 28, o Banco Central divulgou a pesquisa Focus. Segundo a mediana das projeções econômicas, a Selic (taxa básica de juros) deve fechar 2017 em 7,25%, retornando a mínima recorde atingida em outubro de 2012. A projeção anterior era de 7,5%.

Para 2018, a projeção é de 7,5%. No entanto, o Top 5, grupo de instituições que mais acerta nas previsões, estima que a Selic deve chegar a 7% tanto neste ano quanto no próximo. A estimativa anterior era de 7,25%.

Os economistas também revisaram suas estimativas para a inflação oficial de 3,51% para 3,45% no fim de 2017. Segundo o IBGE, o IPCA-15 subiu 0,35% este mês, após cair 0,18% em julho. A alta foi menor do que o 0,40% esperado. Os analistas mantiveram a estimativa do IPCA para 2018 em 4,2%. Já o Top 5 reduziu a estimativa do o IPCA em 2017 de 3,38% para 3,27%.Valor Econômico

REFLEXO DA CRISE

Denúncias de assédio sexual perdem força no país

Neste ano, até o mês passado, foram 144 (Fonte: Reprodução/R7)

O número de denúncias de assédio sexual no trabalho vem diminuindo no Brasil em meio à crise econômica e ao aumento do desemprego.

Campanhas de conscientização e a expansão do movimento feminista contribuíram para o aumento no número de denúncias nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), o ano de 2015 representou, no entanto, uma interrupção neste movimento de alta que vinha sendo registrado desde 2012.

Naquele ano foram registradas ao todo 146 denúncias de assédio sexual no trabalho. Em 2015 foram 250. Com 1,3 milhão de vagas perdidas no ano passado, o número de denúncias ficou estagnado em 248. Neste ano, até o mês passado, foram 144.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o procurador Ramon Bezerra dos Santos, do MPT, explica que é muito difícil apurar um caso desse tipo. “O trabalhador que presencia essas situações muitas vezes pensa que vai prejudicar o patrão e pode perder o emprego se falar”, ressalta.

Os empregadores condenados são obrigados a pagar indenização e assinar termos de ajuste de conduta. As vítimas, por sua vez, precisam ir à Justiça comum cobrar danos morais ou então denunciar o crime de assédio sexual à polícia. No caso de órgãos públicos, é aberto um processo administrativo.Folha de S.Paulo

EXPERIMENTO TESTOTERONA

Testosterona torna homens mais impulsivos

Em geral, os homens são mais impulsivos do que as mulheres (Fonte: Reprodução/Getty Images)

A testosterona é um hormônio masculino produzido nos testículos, embora seja encontrado em menor quantidade nas mulheres. Inúmeros experimentos em animais mostraram que o aumento da testosterona afeta o nível de agressividade. E na maioria das espécies, seres humanos inclusive, os machos são mais agressivos.

Experimentos destinados especificamente a aumentar a agressividade são problemáticos do ponto de vista ético. No entanto, a agressividade não é a única característica comportamental que diferencia os sexos. Em geral, os homens são mais impulsivos do que as mulheres. Essa característica também está associada aos níveis de testosterona, uma relação explorada há pouco tempo por Gideon Nave da Universidade da Pensilvânia e Amos Nadler da Universidade de Ontário Ocidental.

A impulsividade pode ser avaliada de diversas formas. Os dois pesquisadores optaram pela avaliação da capacidade de realizar operações numéricas. No maior experimento já realizado sobre os efeitos da testosterona no comportamento dos seres humanos, descrito na revista científica Psychological Science, Nave e Nadler testaram a influência do hormônio no raciocínio matemático de 243 voluntários. Ao final do experimento, eles concluíram que a testosterona os fazia agir de maneira irrefletida e, em consequência, a cometer erros.

Ao entrarem no laboratório, os voluntários tiraram as camisas e passaram um gel no tórax e nos ombros. As amostras do gel tinham o mesmo aspecto e cheiro, mas só 125 continham testosterona. Quatro horas depois da aplicação do gel, tempo em que a testosterona teria sido absorvida em sua concentração máxima na corrente sanguínea, cada voluntário respondeu a uma série de perguntas. Três perguntas exigiam uma reflexão maior para não incorrer em erro. As outras que consistiam em somar conjuntos de números de dois a cinco dígitos exigiam apenas um bom raciocínio matemático para serem respondidas com precisão.

Como previsto, os voluntários que haviam usado o gel com testosterona tiveram um desempenho pior nas perguntas mais complexas. Os participantes do grupo de controle responderam corretamente, em média, 2,1 das perguntas mais difíceis, em comparação com 1,7 dos que tinham um nível elevado do hormônio no organismo. Já os resultados das perguntas que envolviam as operações de somar foram estatisticamente idênticos.

Os pesquisadores pretendem ampliar a abrangência de seu estudo, com grupos maiores e perguntas diferentes. Eles querem fazer também o mesmo experimento em mulheres para testar se o autocontrole feminino resiste mais à influência da testosterona.The Economist

VIVENDO NO BRASIL 2

SEGURANÇA ALIMENTAR

Tecnologia em prol da segurança alimentar

Atualmente, cada estabelecimento usa um sistema diferente para rastrear seus produtos (Foto: Pixabay)

Rastrear comida contaminada é uma coisa complicada. No entanto, uma tecnologia promete simplificar e muito este processo. A tecnologia pode ajudar a reduzir o número de doenças ocasionadas por contaminação de comida.

O método faz parte de uma parceria da IBM com Walmart, Nestlé, Dole, entre outras empresas do setor alimentício. A tecnologia chamada “blockchain” vai servir para rastrear a comida contaminada em toda a cadeia global.

Pelo novo sistema, se um consumidor passar mal por conta da E. coli encontrada em um alface, por exemplo, um agente de segurança alimentícia pode escanear o código da embalagem e saber rapidamente de onde o alface veio e onde está o restante do lote. Os varejistas, por sua vez, vão poder retirar o produto rapidamente das prateleiras, parando a contaminação. O Walmart já está usando uma versão piloto da tecnologia.

Várias companhias estão pressionando os fornecedores a usar a tecnologia e fazer com que todos que participem da cadeia de produtos entrem no sistema organizado. Atualmente, fazendeiros, distribuidores e varejistas usam diferentes tipos de sistemas para rastrear seus produtos, alguns ainda nem são informatizados.Quartz

MEIO AMBIENTE

China proíbe importação de ‘lixo estrangeiro’

Com frequência, os resíduos recicláveis contêm substâncias poluentes (Foto: Pixabay)

A China é o maior consumidor mundial de matérias-primas. Todos os anos, o governo chinês compra bilhões de toneladas de petróleo bruto, carvão e minério de ferro. Mas existe um mercado de commodities em que o país em breve desempenhará um papel menos dominante: a compra de resíduos sólidos. No mês passado, a China informou à Organização Mundial do Comércio que até o final do ano cancelará as importações de 24 categorias de resíduos sólidos, como parte de uma campanha do governo contra o “lixo estrangeiro”.

Segundo autoridades do governo, essa medida visa proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade da saúde da população. Porém, prejudicará uma atividade que movimenta bilhões de dólares e fornece emprego a muitos recicladores de lixo. Mas o governo está decidido a manter sua política de combate à poluição ambiental causada em grande parte pelo crescimento econômico acelerado.

A China é um importante centro mundial de reciclagem de lixo. Em 2016, o país importou 45 milhões de toneladas de sucata, papelão e plástico, em um total de mais de US$18 bilhões. Com essas importações as empresas chinesas têm acesso a um estoque constante de materiais reciclados, muitas vezes mais baratos e que exigem um consumo menor de energia. O aço reciclado, por exemplo, consome 60% menos de energia do que o aço produzido a partir de minério de ferro no país.

Esses benefícios econômicos têm, é claro, um custo. Com frequência, os resíduos recicláveis contêm substâncias poluentes, perigosas para a saúde. Em 2002, as autoridades chinesas enfrentaram duras críticas depois que um documentário mostrou trabalhadores da província de Guangdong desmontando equipamentos eletrônicos e jogando os componentes tóxicos em um rio. Um filme mais recente, Plastic China, descreveu os danos ambientais causados ​​pelas fábricas de reciclagem de plástico, que, em geral, não têm um controle adequado de poluição ambiental. Em 2013, diante da crescente pressão da opinião pública, o governo realizou a operação “Green Fence”, com o objetivo de impedir a importação de resíduos ilegais e de baixa qualidade por meio de inspeções mais rigorosas de navios. Em fevereiro, a Administração Geral das Alfândegas realizou a operação “National Sword” destinada a impedir a entrada, sobretudo, de resíduos industriais, eletrônicos e plásticos.

O governo insiste em dizer que a redução da importação de resíduos sólidos e a triagem do material importado é uma medida de proteção ao meio ambiente. Mas, segundo analistas, a maior parte dos resíduos reciclados por empresas chinesas é proveniente de fontes domésticas e não de importações. Quanto ao destino dos resíduos que, em breve, não constarão mais da lista de importações da China, os de melhor qualidade serão comprados por países como Malásia, Vietnã e Indonésia. O resto será jogado em aterros sanitários, áreas licenciadas por órgãos ambientais destinadas a receber resíduos sólidos urbanos e provenientes de atividades industriais.The Economist

EX-COLÔNIA PORTUGUESA

Angola vira fonte de investimentos para Portugal

Há a suspeita de que investimentos bilionários em Portugal sejam forma de lavar dinheiro (Foto: Wikipedia)

Por quase 500 anos, Angola foi mantida como uma colônia de Portugal e esteve subordinada aos interesses da metrópole europeia. Nos dias atuais, os papéis se inverteram e hoje “o colonizador é colonizado”.

Após alcançar a independência, em 1975, a nação africana vivenciou um período conturbado de guerra civil que durou quatro décadas. No entanto, a paz no conflito, alcançada em 2002, coincidiu com o momento mais próspero da economia angolana, quando teve um “boom do petróleo”. A partir daí, Angola se tornou um dos 20 maiores países produtores de petróleo do mundo.

Esse momento econômico favorável beneficiou em grande parte as elites do país ligadas ao presidente José Eduardo dos Santos, sobretudo a empresária Isabel dos Santos, filha mais velha do governante e a africana mais rica do mundo, segundo a Forbes – com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões. De acordo com um estudo da Universidade Católica de Angola, empresários e companhias angolanas investiram US$ 189 bilhões no exterior entre os anos de 2002 e 2015.

Paralelamente ao crescimento angolano, Portugal vem sofrendo com uma grave crise financeira que o forçou a pedir um empréstimo de US$ 111 bilhões a credores internacionais e a rebaixar sua dívida pública. Com esse cenário, o país viu com bons olhos a chegada de investidores angolanos.

Com bilhões investidos em Portugal, por meio da compra de adegas, jornais, equipes esportivas, entre outros investimentos, Angola conseguiu ter acesso à Europa e ser catapultada em poucos anos para o mercado mundial.

António Monteiro, ex-ministro das Relações Exteriores de Portugal e presidente do maior banco privado do país, o Millennium BCP, relatou que diversas companhias portuguesas, inclusive seu banco, foram salvas por investimentos de Angola. “Foi um investidor muito bem-vindo e, em certos momentos, o único investidor em Portugal”, conta Monteiro.

‘Lavanderia’

Embora a necessidade portuguesa por investimentos e a prosperidade angolana tenham criado um casamento perfeito entre os dois países, há uma questão que se discute nessa movimentação bilionária de capital: a origem do dinheiro.

Angola é frequentemente listada como um dos países mais corruptos do mundo, enquanto Portugal é destacado pela permissividade aos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, sobretudo em negociações com angolanos, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Em Angola, eles chamam Portugal de ‘lavanderia’. É chamado assim porque realmente é”, afirmou Ana Gomes, membro do Partido Socialista de Portugal e integrante do Parlamento Europeu.

Além disso, políticos e empresários de ambos os países dizem que Angola é dominada por aliados do presidente com tentáculos em todos os cantos da economia, permitindo que eles acumulem grandes fortunas em negócios politicamente conectados em circunstâncias misteriosas.

Em entrevista ao New York Times, o ex-ministro da Indústria de Portugal e ex-executivo-chefe do Banco Bic Portugal, Luís Mira Amaral, aponta que em Angola e vários países africanos tendem a ser líderes políticos e dos negócios simultaneamente, destacando que os bancos portugueses verificam a origem do dinheiro investido em Portugal.

“Quando vejo Isabel dos Santos colocar dinheiro em Portugal é porque ela tem uma série de grandes empresas em Angola. É fácil de justificar”, explicou Amaral, citando como exemplo a Unitel, a maior operadora de telecomunicações angolana. “Depois pode perguntar como ela conseguiu criar essa empresa. Mas isso é outra questão. Não é um problema meu como administrador de um banco”, explicou Amaral.New York Times

DIVISÃO TRAUMÁTICA

Índia e Paquistão: uma separação não superada

Há 70 anos, no dia 14 de agosto a Índia e o Paquistão comemoram o Dia da Independência (Foto: Google Maps)

Há 70 anos, a Índia e o Paquistão comemoram o Dia da Independência. As crianças cantam hinos nas escolas, políticos fazem discursos e soldados empunham seus sabres. Os dois países também compartilham um ritual mais silencioso e introspectivo das lembranças da migração forçada de indianos e muçulmanos para os dois novos países, que causou um conflito violento com a morte de milhares de pessoas. Mas depois, mais uma vez, essas lembranças caem em um esquecimento conveniente.

Setenta anos depois que o governo britânico concedeu independência à Índia Britânica e a dividiu em dois países independentes, a Índia de maioria indiana e o Paquistão, com uma população predominantemente muçulmana, o esquecimento mútuo é um reflexo da não percepção dos conflitos que ainda se encontram latentes, ou talvez de um mecanismo de defesa. O mais difícil é assimilar a ideia que um país possa ser dividido com base na religião.

A disputa territorial de Caxemira é um bom exemplo dos conflitos causados pela partição da Índia em 14 de agosto de 1947. Desde a independência, os indianos e paquistaneses já se enfrentaram em três guerras pela conquista de territórios de Caxemira.

Até há pouco tempo, a Índia também enfrentou problemas de fronteiras com Bangladesh. Na divisão territorial da Índia, alguns enclaves do Paquistão Oriental distribuíram-se de uma maneira anômala, como Bangladesh que conquistou a independência do Paquistão em 1971. Por fim, em 2015 os dois países corrigiram as irregularidades com uma complexa troca de territórios e de população.

Mas muitos dos desafios latentes da divisão da Índia Britânica não se referem a fronteiras físicas, como a história do fundo de Hyderabad. Em 1948, Nizam de Hyderabad, governante de um dos estados mais ricos da Índia, enviou emissários a Londres com a missão de transferir £1 milhão para o governo do Paquistão como pagamento do fornecimento de armas. Devido um problema político, o dinheiro não foi transferido. Hoje, a quantia depositada em um banco em Londres avaliada em £35 milhões (U$45 milhões) é alvo de disputa entre a Índia, o Paquistão e herdeiros de Nizam.

Com frequência, os muçulmanos sofrem discriminação do governo indiano. No Dia da Independência, o governo do Partido do Povo Indiano (BJP) em Uttar Pradesh deu ordens às escolas muçulmanas de fazerem vídeos como prova que os alunos haviam cantado o hino nacional.

De certa forma, a partição da Índia continua a ser um processo inacabado de separação, embora não tanto no sentido territorial, e sim na mente de pessoas divididas por suas crenças religiosas.The Economist

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

VIVENDO NO BRASIL 1

ESTUDO

Pessoas solitárias preferem produtos com rostos na embalagem

Pessoas solitárias têm mais afinidade com marcas que levam rostos humanos em seus produtos (Foto: Flickr)

Pessoas solitárias são mais propensas a comprar produtos que têm rostos humanos na embalagem. É o que indica um estudo no European Journal of Social Psychology. De acordo com os cientistas, essas marcas ajudam a preencher um vazio social na vida dessas pessoas.

“Imagens podem preencher um vazio para esses consumidores com poucas conexões sociais. Quando as pessoas veem esses rostos em produtos, a afinidade com a marca cresce”, afirma Bettina Cornwell, professora de marketing da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos.

Em um dos testes feitos neste estudo, os cientistas criaram um conjunto de 18 desenhos que incluíam produtos com embalagens com e sem rostos humanos – todas de marcas fictícias e com slogans próprios. Nesse teste, os participantes teriam que responder perguntas sobre a marca, as imagens e sobre elas mesmas.

O teste mostrou um efeito significativo na afinidade com a marca quando os participantes viram um rosto na embalagem. Também foi identificada uma ligação clara entre altas taxas de solidão, a tendência de imaginar um rosto em um desenho não-facial e a simpatia da marca. Outro teste foi feito com garrafas de vinho e os mesmos resultados foram registrados.

As descobertas do estudo estão enraizadas na necessidade humana de pertencer e no desejo de formar e manter relacionamentos. Isso indica que uma pessoa com poucas interações sociais procura preencher esse vazio de outras formas, incluindo através do que elas compram.

“Pesquisas anteriores relacionavam nossa necessidade por conexões sociais com o comportamento e julgamento do consumidor, mas pouco se entendia sobre o papel que as imagens têm nas conexões sociais e na afinidade com a marca”, afirma o autor principal do estudo, o cientista Ulrich R. Orth, da Universidade de Kiel, na Alemanha.

De acordo com os autores do estudo, o rosto presente na embalagem não precisa estar sorrindo para criar essa afinidade. Segundo eles, os consumidores conseguem imaginar características humanas em imagens não-humanas, em um processo conhecido como “antropomorfismo”.Quartz

NO PARÁ DO AÇAÍ - AGOSTO 12

Orla da UFPA - Belém - Pará

COMPORTAMENTO




BRASIL TECNOLOGIA

Facebook lança no Brasil seu primeiro centro de inovação e empreendedorismo

EFE/Joédson Alves/ARCHIVO

O Facebook lançou nesta segunda-feira em São Paulo a Estação Hack, primeiro centro de inovação para formar programadores e empreendedores no Brasil, onde o déficit de profissionais qualificados no setor de tecnologia será de 160 mil pessoas até 2019.

A iniciativa tem como objetivo desenvolver o "ecossistema econômico e tecnológico" no Brasil, onde 120 milhões de pessoas - metade da população brasileira - acessam mensalmente o Facebook.

O vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, afirmou nesta segunda-feira que a tecnologia oferece oportunidades aos jovens brasileiros e pode ajudar a desenvolver negócios e fomentar a criação de empregos no país.

"A tecnologia mudou o mundo. Tem disfunções, mudou as pessoas e as empresas, mas também apresenta oportunidades, entre elas, oportunidades aos jovens brasileiros", afirmou Dzodan, durante a apresentação da Estação Hack na capital paulista.

O projeto ofecerá bolsas de estudos a mais de 7,4 mil jovens para a formação de talentos no âmbito tecnológico - especialmente no campo da programação -, a promoção de empreendimentos e a aceleração de empresas emergentes.

De acordo com o Global Startup Report 2017, São Paulo é um dos 15 maiores ecossistemas de start-ups do mundo, tendo entre 1.600 e 2.900 companhias emergentes em atividade.

A Estação Hack conta com um espaço de 1.000 metros quadrados na Avenida Paulista, com 52 estações de trabalho que serão utilizadas pelas start-ups selecionadas para participar nos programas de aceleração.

"Queremos ajudar os empreendedores a decolar", indicou Dzodan.

Para promover a inovação no Brasil, o Facebook se associou com diferentes empresas e instituições, entre elas a Madcode, que realizará os cursos de introdução à programação e de desenvolvimento de aplicativos para adolescentes, e a Fundação Getúlio Vargas, que promoverá os cursos de gestão de empresas para empreendedores.

Desde 2015, o Facebook capacitou mais de 200 mil pequenos e médios empreendedores brasileiros por meio de cursos presenciais e on-line.EFE

JOGOS OLÍMPICOS E-SPORTS

COI abre porta para e-Sports nos Jogos Olímpicos, mas com ressalva

EFE/Alejandro García

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, destacou nesta segunda-feira em Tianjin, na China, que a entidade está considerando a possibilidade de incluir os chamados e-Sports no programa dos Jogos, mas com a condição de que não sejam violentos.

"Queremos promover a não discriminação, a não violência e a paz entre os povos, algo que não corresponde com os jogos de videogame em que há violência, explosões e mortes. É preciso traçar um limite claro", declarou Bach em entrevista à imprensa chinesa.

O COI tenta se aproximar da geração do novo milênio através dos jogos eletrônicos, que tem grande apelo entre os mais jovens, mas o fará com precaução. Dessa forma, segundo o dirigente, o organismo dá preferência a games que refletem a vida real, como os de futebol ou basquete.

O setor dos e-Sports já é uma indústria que movimenta milhões em competições mundiais, e estará presente, ainda não se sabe se como esporte oficial ou de exibição, nos Jogos Asiáticos de 2018 e de 2022.

A China chegou a considerar inclui-los como modalidade nos Jogos Nacionais que foram abertos neste domingo, em Tianjin, e o COI também estuda essa possibilidade a longo prazo. Entretanto, Bach acredita que ainda é cedo para tomar qualquer decisão.

"É uma indústria com muito sucesso, mas ainda não está realmente organizada", salientou Bach, que indicou que os e-Sports teriam que apresentar um padrão quanto a luta contra o doping, regulamentos técnicos e deveres dos competidores frente aos adversários.

Bach viajou para a China para acompanhar os preparativos para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, marcou presença na abertura dos Jogos Nacionais e visitou Hangzhou, sede do gigante eletrônico Alibaba, um dos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos.EFE

CHINA BRASIL

Empresa chinesa fornecerá módulos fotovoltaicos para usina solar em São Paulo

Wang Chuan-fu, fundador da BYD. EPA/Ym Yik

A companhia chinesa BYD fornecerá módulos fotovoltaicos para o projeto de energia solar de Guaiambe, no interior de São Paulo, com uma potência instalada de 180 megawatts.

As informações foram confirmadas hoje pela BYD em comunicado. A licitação para a construção da usina foi vencida pelo Grupo Cobra, subsidiário da construtora espanhola ACS.

"Enviaremos um dos painéis mais eficientes do mundo", destacou o presidente da divisão brasileira da BYD, Tyler Li.

O projeto de Guaiambe, que receberá os painéis solares da BYD antes do fim do ano, será uma das maiores usinas desse tipo de São Paulo, com potencial de abastecer 60 mil casas do estado.

"O Brasil é um dos países com maior potencial de geração de energia solar no mundo, e estamos felizes de liderar o fornecimento de módulos solares para grandes projetos no país", indicou Li.

Em 2018, a empresa chinesa começará a vender módulos produzidos no Brasil, uma iniciativa que, segundo o diretor da divisão brasileira da BYD, representará uma "revolução em pequenos e médios projetos em todo o país".EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

EUA EMPRESAS

Uber quer que executivo-chefe da Expedia seja seu novo CEO

Dara Khosrowshahi em foto de 2012. EPA/Andrew Gombert

O Uber escolheu Dara Khosrowshahi, executivo-chefe da empresa digital de viagens Expedia, como CEO da companhia nove semanas após a renúncia do seu co-fundador, Travis Kalanick, informaram neste domingo a imprensa especializada.

O aplicativo de transportes votou neste domingo a designar Khosrowshahi frente a outros dois candidatos, o presidente da General Electric, Jeff Immelt, e Meg Whitman, executiva-chefe da Hewlett Packard Enterprises, segundo disseram fontes próximas à decisão ao jornal "The New York Times".

A escolha de Khosrowshahi como CEO do Uber, uma oferta que ainda não aceitou, procura devolver à empresa a estabilidade que lhe faltou nos últimos meses.

Desde fevereiro, a cúpula do Uber sofreu várias baixas que culminaram com a renúncia de Kalanick em junho, no meio de uma polêmica sobre a cultura corporativa e denúncias de assédio sexual e discriminação.

O Uber, de propriedade privada e avaliado em cerca de 70 bilhões, continua tendo o ex-CEO no seu conselho de administração, o que provocou disputas internas na hora de escolher um novo responsável.

Se aceitar o cargo, Khosrowshahi, de 48 anos e CEO da Expedia desde 2005, terá pela frente a tarefa de combater a crise de imagem do Uber, que também enfrenta um processo da matriz do Google, o Alphabet, pelo suposto roubo de informação sobre seus veículos autônomos.EFE

R.UNIDO CIÊNCIA

Coleção de 150 cartas inéditas de Alan Turing é descoberta no Reino Unido

Máquina "Enigma", usada pelos nazistas durante a II Guerra, cujo código foi decifrado por Turing. EPA/Bernd Thissen

Uma coleção de quase 150 cartas do matemático britânico Alan Turing, famoso por decifrar a criptografia dos nazistas na Segunda Guerra Mundial, foi encontrada em um antigo armário da Universidade de Manchester.

As correspondências não revelam muito sobre a vida pessoal de Turing. Ele critica os Estados Unidos e descreve muito do trabalho que fazia como professor dessa instituição de ensino.

"Não gostaria de viajar e detesto os EUA", escreveu em uma das cartas o matemático, que teve sua carreira encerrada de forma prematura após ser processado por homossexualidade no Reino Unido.

O destinatário da carta era o físico Donald Mackay, da King's College de Londres, escrita em resposta a um convite para participar de uma conferência nos EUA em abril de 1953.

Essa coleção corresponde ao período entre 1949 e 1954. Ela foi descoberta por acaso por um acadêmico que limpava arquivos velhos da Universidade de Manchester, onde Turing foi subdiretor da área de informática de 1948 até o início dos anos 1950.

O cientista é considerado hoje como pai da informática moderna e trabalhou para decifrar os códigos nazistas, especialmente os da máquina Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial. A história de Turing foi contada no cinema no filme "O Jogo da Imitação".

O professor Jim Miles, da Escola de Ciências Informáticas da Universidade de Manchester, disse ao jornal "The Observer" que ficou surpreso ao encontrar as cartas.

"Quando as achei, pensei: 'não acredito que seja verdade'. Mas, depois de uma rápida olhada, vi que era um arquivo de velhas cartas de Turing", explicou.

"Fiquei assombrado por uma coisa dessa ter permanecido tanto tempo escondida. Ninguém que trabalha na escola agora sabia de sua existência. Foi realmente um estimulante achado", completou.EFE

UE a Coréia DO NORTE

Mogherini diz que "pensar" em solução militar para Coreia do Norte é perigoso

EFE/EPA/Dondi Tawatao

A alta representante da União Europeia (UE) para Assuntos Exteriores, Federica Mogherini, afirmou nesta segunda-feira que "pensar" em uma solução militar ao programa nuclear da Coreia do Norte e às tensões na região "não é só perigoso, mas também não resolve o problema em absoluto".

Nesse sentido, a política italiana disse durante seu discurso na conferência de embaixadores da UE que os parceiros asiáticos e os além da Ásia "desejam ter o clube comunitário envolvido na gestão de crise porque sabem que sempre buscaremos uma solução diplomática".

A tensão militar entre EUA e Coreia do Norte diminuiu um pouco depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu recentemente a Pyongyang que responderia com "fogo e fúria" às ameaças do regime de Kim Jong-un, que tinha apontado diretamente como alvo para ilha americana de Guam, no Pacífico ocidental.

Mogherini também se referiu em sua declaração ao acordo nuclear entre Irã e Grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), e recalcou que não se trata de um pacto entre dois países, senão de um "compromisso" de toda a comunidade internacional, após as tensões das últimas semanas entre Teerã e Washington.

"O acordo com o Irã mostra o caminho, o caminho europeu para a política exterior. Este não foi um acordo entre dois países, repeti uma e outra vez e tenho a impressão de que necessitaremos repetir isso mais uma vez nos próximos meses. Foi um compromisso assumido pela comunidade internacional por completo por um lado e o Irã pelo outro", indicou.

A italiana acrescentou que o pacto esteve apoiado pela resolução do Conselho de Segurança da ONU e é "certificado regularmente" pelo Organismo Internacional de Energia Atômica (OIEA), para depois falar que sua manutenção é uma questão de segurança internacional e "credibilidade" dos acordos internacionais.

Washington impôs ao Irã nos últimos meses várias rodízios de sanções relacionadas com os seus programas armamentísticos, que Teerã considera uma violação do chamado Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, em inglês).

Em resposta às últimas sanções, o Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que contém um plano de contramedidas, entre elas um reforço de US$ 500 milhões para o programa defensivo de mísseis do país.

Além disso, o presidente iraniano, Hassan Rohani, advertiu que seu país poderia se retirar do tratado caso os Estados Unidos imponham outras sanções a Teerã.

Em seu discurso, a alta representante da União para Assuntos Exteriores também pediu "investimento" nas instituições multilaterais.

"Necessitamos continuar investindo tudo o que pudermos, e isso é muito, nas instituições multilaterais e nos sistemas e marcos de governança global. Em primeiro lugar, porque estão sob ataque desde muitas partes diferentes, não as citarei, deixarei para vossa imaginação", comentou.

Depois, citou o trabalho para construir uma aliança global em defesa do Acordo de Paris e a favor do livre-comércio.

Os primeiros meses da presidência de Donald Trump se caracterizaram pelo unilateralismo, incluindo seu anúncio de abandonar o Acordo de Paris sobre o clima.EFE

COREIA DO NORTE MÍSSEIS

Coreia do Norte lança míssil que sobrevoa Japão e cai no Pacífico

EFE/KIM HEE-CHUL

A Coreia do Norte lançou nesta terça-feira um míssil balístico que teria sobrevoado o território japonês e caído perto da costa oriental da ilha de Hokkaido, no Oceano Pacífico, informou o governo do Japão.

O projétil caiu perto do cabo de Erimo, no extremo do nordeste do arquipélago japonês, segundo o ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga.

O lançamento aconteceu às 5h57 (hora local; 17h57 de segunda-feira em Brasília) na cidade de Sunan, perto da capital norte-coreana, Pyongyang, de acordo com o exército da Coreia do Sul.

A agência de notícias estatal sul-coreana, "Yonhap", também confirmou que o míssil sobrevoou território japonês.EFE

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

EXPLORAÇÃO MINERAL

Entenda a polêmica em torno da reserva extinta por Temer

Iniciativa é defendida pelo governo e criticada por ambientalistas (Foto: Pinterest)

Esta semana o presidente Michel Temer gerou polêmica ao extinguir, por meio de decreto, uma imensa reserva na Amazônia. Com 46.450 km², (área equivalente ao Estado do Espírito Santo), a Reserva Nacional de Cobre e Seus Associados (Renca) tem jazidas de ouro e ferro e cobre, além de ter em seu interior partes de três Unidades de Conservação (UC) de proteção integral, de quatro de Unidades de Conservação de uso sustentável, e de duas terras indígenas.

A Renca foi criada em 1984, durante o regime militar, para salvaguardar a riqueza natural da região. A proposta era restringir ao governo federal a exploração das jazidas locais. No entanto, o projeto estagnou e nos anos seguintes foram criadas dentro da reserva nove zonas de proteção ambiental e reservas indígenas.

Diante disso, a possibilidade de mineração foi banida e assim permaneceu por mais de três décadas, até o decreto nº 9.142, assinado por Temer na última quarta-feira, 23, reabrir a área para exploração mineral. O próximo passo do governo será leiloar a região para empresas interessadas em pesquisas ou exploração.

Embora o governo tenha garantido que o decreto abrange apenas a exploração mineral, não a ambiental, a iniciativa alarmou ambientalistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, além de ser criticada por personalidades, como a modelo Gisele Bündchen.

O que dizem os ambientalistas

Para Luiz Jardim, professor de geografia da UERJ e membro do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, o decreto é antes de tudo um posicionamento político. “O primeiro sentido da extinção da Renca é um posicionamento político. É um aceno do governo ao setor da mineração no sentido de indicar que ele vai flexibilizar qualquer barreira que impeça ou dificulte a entrada do setor mineral”, diz Jardim, lembrando que também tramita no Senado um Projeto de Lei (PL 1610/96) do senador Romero Jucá (PMDB-RR) que flexibiliza a exploração mineral em reservas indígenas

Erika Berenguer, pesquisadora-sênior do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford, Reino Unido, chama atenção para impactos colaterais que virão coma extinção da reserva. “O maior impacto não será na área de mineração, mas indireto. Haverá um influxo de pessoas que levará a mais desmatamento, mais retirada de madeira e mais incêndios. […] É uma visão muito simplista do governo de dizer que só uma área será afetada. Fora que a mineração é altamente poluidora e tem poucos benefícios para a população local, vide a situação socioeconômica de Carajás”, disse Erika, em entrevista à BBC Brasil.

Já Mariana Napolitano, coordenadora do núcleo de ciências do WWF Brasil, alerta para o risco do decreto iniciar uma corrida pelo ouro, levando a uma explosão demográfica na região, ao aumento no desmatamento e à contaminação de recursos hídricos por metais pesados, além de ameaçar comunidades indígenas locais.

“Exploração de minério dentro de áreas protegidas causa impacto em toda a região. A extinção da Renca por decreto, ato que não permite o diálogo sobre salvaguardas sociais e ambientais, é uma sinalização bem ruim do governo e vai no sentido da redução de áreas protegidas por meio das medidas provisórias”, disse Napolitano, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O que diz o governo

A extinção da reserva faz parte de um pacote de medidas previsto no Programa de Revitalização da Indústria Mineral Brasileira, lançado pelo governo Temer, que também inclui a Agência Nacional de Mineração (ANM), criada em julho deste ano. O aceno ao setor de mineração visa driblar os efeitos da crise econômica, flexibilizando as regras para um setor que, segundo o Ministério de Minas e Energia, representa 4% do PIB e produziu o equivalente a US$ 25 bilhões (R$ 78 bilhões) em 2016.

Já o Departamento Nacional de Produção Mineral (superintendente do DNPM) chama atenção para o potencial para exploração da área. “Não adianta a gente ter um estado rico, mas engessado e financeiramente pobre. Essa área é coberta de políticas externas ambientais. Existem meios de explorar de forma sustentável e recuperar essas áreas degradadas após a exploração da jazida. Isso é condicionante da licença de operação”, disse Romero Peixoto, superintendente do DNPM.

Em nota, a assessoria da Presidência da República, disse que a iniciativa não afeta áreas de proteção integral e que qualquer empreendimento na região “terá de cumprir as exigências federais rigorosas para licenciamento específico, que prevê ampla proteção socioambiental, como já mencionado no decreto”.

“A Renca, hoje, não é um paraíso, como querem fazer parecer, erroneamente, alguns. Hoje, […] territórios da Renca original estão submetidos à degradação provocada pelo garimpo clandestino de ouro, que, além de espoliar as riquezas […], destrói a natureza e polui cursos d’água com mercúrio”, diz a nota.

De fato, o garimpo ilegal vem contaminado rios da região. Uma pesquisa feita pela WWF Brasil e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, que engloba áreas da Renca, constatou contaminação por mercúrio em 151 peixes, de um total de 187 analisados em 33 pontos diferentes. O número representa 81% dos espécimes analisados.

O mercúrio é usado no processo de extração do ouro e não há níveis seguros para a exposição à substância. Segundo Marcelo Oliveira, da WWF Brasil, e Paulo Cesar basta, médico da Fiocruz, os peixes contaminados com a substância são amplamente consumidos por moradores da região e há relatos de indígenas encontrados com sintomas de contaminação.

No entanto, diferentemente do governo, Oliveira e Basta acreditam que o decreto não vai coibir o garimpo ilegal, mas sim estimular, o que potencializa a contaminação por mercúrio. “Se aumentar a permissividade para esse tipo de atividade (mineração) na Renca, o panorama para contaminação é de piora”, explica Oliveira.FOLHA

VIVENDO NO BRASIL 1

STF GILMAR MENDES

UM CIDADÃO ACIMA DE QUAL QUER SUSPEITA...

SERÁ....

Histórico de decisões polêmicas

Não é a primeira vez que Gilmar está no centro de uma controvérsia. Em 2008, ele mandou arquivar ações de improbidade administrativa contra três ex-ministros do governo de Fernando Henrique Cardoso: Pedro Malan (Fazenda), José Serra (Planejamento) e Pedro Parente (Casa Civil). Também em 2008, Gilmar mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, preso na Operação Satiagraha, acusado de crime financeiro e tentativa de suborno.

Gilmar também foi criticado por conceder habeas corpus a Eike Batista, acusado de irrigar o esquema de corrupção do ex-governador do Rio de janeiro, Sérgio Cabral, e por dar, em maio deste ano, o voto de minerva que resultou na soltura do ex-ministro José Dirceu, preso desde 2015, pela Operação Lava Jato, acusado de comandar o esquema de corrupção na Petrobras quando era ministro da Casa Civil de Lula.

Em maio deste ano, Gilmar recusou dois pedidos de Janot para investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Em um dos pedidos, Aécio era suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e recebimento de propina no Caso Furnas. No outro pedido, o senador era suspeito de maquiar dados de balanços do Banco Rural que poderiam levar ao esclarecimento de fatos do mensalão tucano.

Ao rejeitar os pedidos, Gilmar argumentou que a resposta dada pela defesa de Aécio sobre os dois temas havia sido suficiente. Janot insistiu na abertura de inquérito em relação ao caso de Furnas, alertando para o risco de parcialidade de Gilmar. O caso ganhou repercussão na mídia, e Gilmar acabou cedendo. A ação, no entanto, foi em vão. Este mês, o delegado da Polícia Federal Álex Levi de Rezende enviou um relatório a Gilmar no qual isenta Aécio no Caso Furnas, alegando falta de provas.

Quebra de decoro em declarações

Além das decisões polêmicas, Gilmar também é criticado por sua proximidade com parlamentares, que gera suspeita de que atuar com motivação política, e por seu gosto em dar entrevistas comentando processos ou criticando decisões de outros magistrados.

Em junho deste ano, dois juristas protocolaram no Senado um pedido de impeachment de Gilmar. O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles e o professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Neve, afirmaram no pedido que Gilmar cometia crime de responsabilidade e abuso de poder, além de quebra de decoro em entrevistas.

No texto, os juristas afirmaram que Gilmar teria quebrado o decoro em declarações duras, com linguagem “impolida, depreciativa e agressiva” contra o ministro do STF Marco Aurélio Mello, contra a Procuradoria-Geral da República (PGR) e contra o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“O juiz não pode falar sobre processos de seus colegas nem criticar a não ser dentro dos autos. O ministro Gilmar não só critica os votos dos colegas como também utiliza palavras como ‘velhaco’ e ‘louco’ para as posições de colegas. Ataca membros do MP”, disse Mendes, em entrevista ao G1.

Gilmar ironizou o pedido e desqualificou os autores, chamando-os de “dois falsos juristas”. O ministro atacou Neves, afirmando que ele “muito mal sucedido na carreira”. “Na UnB, ele também se deu muito mal. E contou com a minha ajuda quando precisou de emprego, inclusive no CNJ”. Gilmar também atacou Fonteles, afirmando que o jurista era “uma piada ambulante no Supremo, tal qual era o seu despreparo”.Congresso em Foco

ECONOMIA ELETROBRAS

Regras da privatização da Eletrobras elevam tarifas, diz Aneel

Romeu Rufino, presidente da Aneel (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Depois do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ter descartado o aumento da tarifa paga pelo consumidor por conta da privatização da Eletrobras, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fez um alerta dizendo exatamente o contrário.

A Aneel, entretanto, não critica a privatização em si, mas sim o modelo escolhido para promover iniciativa. Segundo a agência, o modelo que foi escolhido pela equipe econômica pode gerar um aumento para os consumidores finais de até 16,7%. A conclusão da Aneel foi encaminhada ao Ministério de Minas e Energia, em um documento enviado à pasta.

O governo quer que o modelo de privatização siga a chamada “descotização”, que é basicamente quando a venda de energia ocorre em valores de mercado. A ex-presidente Dilma Rousseff criou o regime de cotas. A partir dele, as tarifas baixaram. Seu argumento era que os empreendimentos, por serem antigos, já teriam rendido ganhos aos acionistas. Logo, o valor deveria cobrir apenas os custos de operação e de manutenção. Com a “descotização”, o valor das tarifas aumentam consequentemente.

“Se o governo está vinculando uma coisa à outra [privatização e descotização], é uma escolha. Isso não nasceu vinculado. A descotização terá impacto na tarifa, sim. Não há dúvida sobre isso. A Aneel fez simulações. Quem mais entende de tarifa é a Aneel”, disse Romeu Rufino, presidente da Aneel em entrevista ao Globo.

Em relação à privatização, Rufino acha que isso pode ser positivo. “Empresas estatais têm interferência de toda natureza, interferência que às vezes não estão propriamente buscando maximizar o interesse público. Por que um deputado ou senador está tão interessado em escolher o administrador de uma empresa? Deve ter lá os interesses dele. É diferente de um acionista que coloca metas, faz uma seleção, contrata o profissional mais preparado para maximizar o resultado da empresa. Esse desempenho de uma empresa estatal às vezes é muito em função de o administrador não ter a liberdade de fazer as melhores escolhas e ser mais eficiente“, disse Rufino.O Globo

PARTIDOS ISLÂMICOS

Repressão generalizada ao islã político é um erro

Eleitor tunisiano participa das eleições de 2014 no país (Foto: Twitter)

Há menos de uma década, os partidos islâmicos eram uma força quase irresistível no mundo árabe. À medida que ditadores eram depostos na Primavera Árabe, em 2011, esses grupos, em especial a Irmandade Muçulmana, ganharam influência e território.

Mas no combalido mundo árabe atual, prevalece a ideia de que islâmicos são incapazes de desempenhar um papel político democrático. Por conta disso, islâmicos moderados vêm sendo perseguidos por regimes reacionários, coagidos por jihadistas violentos e vistos com desconfiança até mesmo por seus próprios eleitores. Muitos membros de partidos islâmicos hoje estão presos ou foram exilados de seus países.

Enquanto isso, o principal entusiasta do islã político, o Catar sofre um isolamento econômico e diplomático promovido por vizinhos do Golfo Pérsico, com o apoio do presidente americano Donald Trump. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito exortam o Ocidente a taxar a Irmandade Muçulmana como um grupo terrorista.

Quando jihadistas matam – como fizeram semana passada na Espanha – se torna tentador considerar todos os islâmicos que buscam poder político como uma ameaça. Porém, a repressão generalizada aos islâmicos é a pior resposta possível. No fim de tudo, ela somente levará a mais ressentimento, mais turbulência e mais terrorismo.

Existem vários tipos de grupos islâmicos, desde o tunisiano Ennahda, que se classifica como “democratas muçulmanos”, ao Hamas, que costumava responder ao cerceamento da Palestina lançando foguetes contra Israel. Aqueles que buscam extinguir todos, sem distinção, cometem três erros: eles acreditam que a solução para tudo depende de homens fortes; afirmam que islâmicos são todos iguais; e que são primordialmente antidemocráticos.

Embora haja jihadistas que são dissidentes de partidos políticos islâmicos, como Ayman al-Zawahiri, líder da Al Qaeda exilado da Irmandade Muçulmana, juntar todos esses partidos em um só grupo é algo simplista.

Jihadistas violentos bebem de muitas fontes diferentes, o que inclui o salafismo puritano da Arábia Saudita, que compete com a Irmandade Muçulmana. Os jihadistas odeiam os islâmicos moderados porque estes têm como foco a compaixão, os serviços sociais e pleitos eleitorais, ao passo que os jihadistas consideram uma afronta toda e qualquer lei criada pelos seres humanos, em vez de Deus. Tratar todos os islâmicos da mesma maneira é como dizer que sociais democratas são iguais aos comunistas da Brigada Vermelha italiana, apenas porque ambos leram Karl Max.

Um exemplo mais esperançoso vem da Tunísia, berço da Primavera Árabe. O Ennahda conseguiu evitar o caos visto em outros países durante a Primavera Árabe ao ter o bom senso de compartilhar o poder com outros grupos laicos do país. Isso porque o partido tem consciência de que a transição para uma democracia ainda frágil requer amplo consenso político. Coisa parecida ocorreu no Marrocos, também na Primavera Árabe, quando o rei Mohammed VI aceitou implementar uma reforma política na qual ele cedeu parte de seu poder ao parlamento e permitiu que um primeiro-ministro islâmico liderasse uma coalizão partidária.

Opressão e desgoverno lançaram as bases para a crise atual no mundo árabe, algo que não será erradicado tão cedo. Porém, a autocracia é um beco sem saída. A única solução é a abertura gradual dos governos e economias árabes. Os partidos islâmicos são pragmáticos e não podem ser ignorados. Em vez de tentar esmagá-los, o que somente os uniria e radicalizaria, o foco deveria ser trabalhar junto aos partidos islâmicos, demandando reformas e exortando o banimento dos mais radicais. Desta forma, eles serviriam como uma barricada contra o jihadismo, e não um caminho.The Economist

CRISE NO GOLFO

Catar desafia Arábia Saudita e restaura laços com o Irã

Retomada nas relações agrava ainda mais as tensões na região do Golfo Pérsico (Foto: Twitter)

O Catar retomou completamente suas relações diplomáticas com o Irã na última quinta-feira, 24, ignorando as exigências de várias nações árabes que tentam isolar o país e agravando ainda mais as tensões na região do Golfo Pérsico.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar anunciou que o embaixador catari no Irã voltaria para Teerã após um hiato de 20 meses. O Catar retirou seu embaixador do Irã em janeiro de 2016, após um clérigo xiita comandar ataques a duas delegações sauditas no Irã.

Em comunicado, o governo do Catar “expressou sua aspiração de fortalecer as relações bilaterais com a República Islâmica do Irã em todos os campos”. Os dois países compartilham um enorme campo de gás natural no mar e desde o início da tensão no Golfo, o Irã tem enviado comida ao Catar.

O governo não deu explicações para a ação repentina. No entanto, o momento em que foi feita indica uma afronta ao isolamento liderado pela Arábia Saudita – o Catar é acusado pelo governo saudita de apoiar o terrorismo e de manter relações muito próximas com o Irã, país que compete com a Arábia Saudita pelo posto de potência do Oriente Médio. Os sauditas, junto com os Emirados Árabes, o Bahrein e o Egito cortaram suas rotas aéreas e marítimas para o Catar e fecharam a fronteira terrestre com o país.

Analistas afirmam que o bloqueio ao Catar enfraqueceu o Conselho de Cooperação do Golfo e ameaçou a estabilidade da região, que nos últimos anos vinha se distanciando de guerras, crises políticas ou de impasses com refugiados.

A situação para o país se agravou ainda mais com a visita feita nesta semana de um membro da família real catari, o sheik Abdullah al-Thani, ao rei Salman, da Arábia Saudita, em sua casa de férias no Marrocos. Para a mídia saudita, a situação representa um desafio para o emir do Catar, o sheik Tamin bin Hamad al-Thani.

Poucos analistas acreditam que o emir enfrenta uma séria ameaça, mas alguns cataris enxergaram a iniciativa como uma provocação e que a intenção do boicote seria provocar uma mudança de liderança no país.New York Times

VIVENDO NO BRASIL 2

VATICANO MIANMAR

Papa pede que direitos de minoria rohingya sejam respeitados em Mianmar

EFE/Alessandro Di Meo

O papa Francisco pediu neste domingo ajuda e que os direitos da minoria muçulmana rohingya sejam respeitados em Mianmar, após as últimas tensões no país que deixaram mais de 100 mortos.

"Chegam tristes notícias sobre a minoria religiosa dos rohingya. Expresso minha solidariedade a eles e pedimos que eles sejam salvos, e que haja homens e mulheres de boa vontade que os ajudem e garantam seus plenos direitos. Rezemos pelos irmãos rohingya", disse o papa durante a oração do Angelus neste domingo.

O pedido de Francisco, que já tinha se referido à minoria em outras mensagens, ocorre depois dos últimos confrontos que deixaram mais de cem rohingyas mortos ontem em Mianmar.

O novo surto de violência em Mianmar provocou um aumento do número de rohingyas que tentam fugir para Bangladesh cruzando o rio Naf, a fronteira natural entre os dois países.

Alguns veículos da imprensa italiana afirmaram que o papa prevê viajar a Mianmar e Bangladesh no fim de novembro, mas a visita ainda não foi confirmada oficialmente pelo Vaticano.EFE

COLÔMBIA PAZ

De fuzis para os lápis, ex-guerrilheiros das Farc enfrentam novo desafio

EFE/LEONARDO MUÑOZ

Aos 46 anos, Luis, um ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se juntou ao grupo guerrilheiro quando era adolescente, sabe que, agora que entregou sua arma, a próxima luta que terá pela frente não será contra as forças de segurança colombianas, mas para deixar de ser analfabeto.

Luis, que prefere não revelar seu verdadeiro nome porque tem medo de represálias ligadas ao longo conflito no país, nunca foi à escola. A pobreza fez com que estudar fosse uma utopia.

Ele disse ter nascido "em algum lugar de Córdoba", um departamento no norte da Colômbia onde vive sua família, a qual deixou para trás quando tinha 17 anos para se juntar à guerrilha. Desde então, não entrou mais em contato com ela para dizer que está vivo por temer retaliações.

"Não foi fácil. Se equivocam as pessoas que pensam que combatemos por que gostamos. Na realidade ninguém quer morrer de um tiro, passar fome e sempre ter medo de que haja um bombardeio, mas é que às vezes as opções se reduzem a estar assim ou a não ter nada", disse Luis à Agência Efe.

Ainda que de olhar rígido e pele curtida pelo sol que suportou durante as intermináveis caminhadas pela selva quando o conflito entre as Farc e o governo da Colômbia estava no seu apogeu, este homem desmorona ao afirmar que sente tristeza por a sociedade acreditar que o hoje ex-combatente não tem sentimentos.

"Tenho família e a amo, e gostaria de lhes dizer para que viessem e que meus camaradas os conhecessem e soubessem que não estou só, mas apesar de a paz já ter sido assinada, ainda não há condições de segurança para fazer isso", argumentou.

Por isso, ele prefere esperar e, quando acontecer o tão desejado reencontro com seus familiares, quer levar a eles a surpresa de que estudou e aprendeu a ler e a escrever.

"Desde que nos desmobilizamos, tive tempo para pensar que a primeira coisa que tenho que fazer é completar o ensino fundamental, depois o médio e finalmente ir à universidade, porque gostaria de ser um engenheiro", afirmou.

A atitude de Luis muda quando ele fala do futuro, e pouco a pouco o lado rude dá espaço para sorrisos e a esperança.Porém, a tristeza volta ao lembrar que não são apenas os ex-guerrilheiros que se viram na necessidade de fazer parte da luta.

"Penso que os soldados são os nossos irmãos e, ainda que não pareça, eu sentia dor de ter que enfrentá-los, porque muitos deles são pobres como eu, analfabetos como eu, e tiveram que entrar para o exército para poder ter algo na vida", analisou.

Agora que foi completado o desarmamento das Farc, as 26 chamadas Zonas de Vereda Transitórias de Normalização (ZVTN), nas quais os guerrilheiros se desmobilizaram, vão se transformar em "Espaços Territoriais de Capacitação e Reincorporação". E é em uma delas que este ex-combatente acredita que em breve poderá realizar o sonho de estudar.

A crença é compartilhada por Albeiro Sánchez, outro "camarada" da frente 59 das Farc em Pondores, um pequeno povoado no sul do departamento (estado) de Guajira, na fronteira com a Venezuela. O sonho do ex-guerrilheiro é o de ser agrônomo e poder se estabelecer em algum lugar da Colômbia onde possa trabalhar a terra.

"Após nove anos na guerrilha, quero me tornar alguém que seja produtivo para a sociedade. Acredito que todos os ex-combatentes temos que pagar essa dívida, e por sua vez o Estado deve nos oferecer as oportunidades que antes nos negou e que foram o motivo de toda este confronto", reivindicou.

Assim, Luis, Albeiro e os outros 7.000 guerrilheiros das Farc que aceitaram o acordo de paz assinado em novembro do ano passado com o governo sabem que, em vez das armas de ontem, hoje devem empunhar lápis e caderno para ganhar a guerra contra o analfabetismo.EFE

EUA MÉXICO

Trump diz que vai erguer muro porque México é o país com mais crimes no mundo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que o país precisa erguer um muro na fronteira porque o México é o país com mais crime no mundo.

"Com o México sendo uma das nações com mais crime do mundo, devemos ter o muro. O México pagará por ele mediante reembolso/outros", escreveu Trump no Twitter.

Trump vive uma batalha orçamental para conseguir que o Congresso aprove recursos para a construção do muro, uma tarefa nada fácil devido à oposição dos democratas e de alguns congressistas republicanos que representam estados da fronteira.

O presidente ameaçou provocar uma paralisação parcial do governo se o Congresso não autorizar recursos para construir um muro com o México. E hoje, Trump voltou a afirmar que o México pagará posteriormente pela conta, sem dar mais detalhes.

Além disso, Trump perguntou hoje aos 36,8 milhões de seguidores que tem no Twitter se ele deve continuar negociando com México e Canadá o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

"Estamos no Nafta (o pior acordo comercial já realizado) com México e Canadá. Sendo ambos muito difíceis, deveríamos encerrá-lo?", questiono Trump na rede social.

No início da semana, durante um discurso em Phoenix, no Arizona, o presidente disse que "provavelmente" sairá do Nafta por considerar que tem poucas condições de chegar a um novo acordo com Canadá e México, país que, segundo Trump, prejudicou excessivamente a indústria americana.

O governo do México disse que as declarações de Trump são uma simples estratégia de negociação.

As renegociações do Nafta começaram no último dia 16, com encontros que duraram quatro dias. Os EUA afirmaram que o acordo prejudicou muito os americanos e afirmou que não é suficiente que ele seja apenas "retocado".EFE

BÉLGICA TERRORISMO

EI reivindica ataque a militares em Bruxelas, segundo "LeSoir"

EFE/Stephanie Lecocq

O Estado Islâmico (EI) reivindicou neste domingo o ataque com uma faca a dois militares belgas, após o que o indivíduo foi abatido pelos próprios membros do Exército, que patrulhavam na sexta-feira à noite o centro de Bruxelas, segundo o jornal local "LeSoir".

"O homem que realizou o ataque de Bruxelas era um soldado do Estado Islâmico", aponta uma mensagem do seu órgão de propaganda "Amaq", divulgado pela rede de mensagem Telegram e publicada pelo principal diário francófono do país.

O comunicado indica que "a operação" responde "às chamadas contra os Estados da coalizão "internacional antijihadista que estão presentes na Síria e no Iraque, e entre os quais está a Bélgica.

O ministério público investiga o ato de "tentativa de assassinato terrorista" do indivíduo que ao grito de "Alá é grande" feriu com uma faca dois militares.Os membros do Exército repeliram o agressor com vários disparos, que feriram gravemente o homem.

Lavado a um hospital próximo, o homem morreu poucos minutos depois de dar entrada na unidade de atendimento médico.Além da faca com a qual realizou a agressão, o homem, um belga de origem somali de 30 anos, portava uma arma de fogo falsa e duas cópias do Corão, segundo comunicou a Promotoria horas depois.

Segundo a Promotoria do país, o agressor chegou à Bélgica em 2004 e tinha obtido a nacionalidade do país em 2015.Ele não tinha antecedentes por terrorismo, ainda que um registro policial por agressão no mês de fevereiro.EFE