sexta-feira, 18 de agosto de 2017

HAPPY HOUR



PENSAMENTO DA SEXTA



NOSSO SOM





VIVENDO NO BRASIL 1


FALTA DE QUÓRUM

Maia adia votação da reforma política

o presidente da Câmara decidiu adiar a votação, alegando um baixo número de deputados presentes na sessão (Foto: Flickr)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adiou para a próxima terça-feira, 22, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/2003 da reforma política, que prevê a mudança do sistema eleitoral para o chamado “distritão” e a criação de um fundo público para financiamento de campanha para as próximas eleições.

Após muitas negociações ao longo da quarta-feira, 16, o presidente da Câmara decidiu adiar a votação, alegando um baixo número de deputados presentes na sessão – cerca de 430 parlamentares. Para a PEC ser aprovada, ela precisaria dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados.

“[Quórum de] 430 para votar uma PEC dessa importância eu achei baixo. A decisão foi minha e vamos deixar para a próxima semana. Foi até bom porque a gente ganha tempo para continuar debatendo temas que estão construindo convergência nessa matéria”, disse Maia, após encerrar a sessão. Para ele, deveria ter pelo menos 450 parlamentares para votar a proposta.

A proposta vem enfrentando impasses e corre o risco até mesmo de não ser aprovada a tempo de valer para as eleições de 2018. O prazo limite para que todo o processo seja concluído é até o fim de setembro.

Atualmente vem sendo discutidas mudanças nas regras que estão incluídas na PEC. Por conta da pressão feita pela oposição, há uma tendência que o distritão seja modificado para um sistema que permita os votos em legendas, além da eleição dos deputados mais votados. Esse sistema tem sido apelidado de “distritão light” ou “semidistritão”. O principal argumento contra o modelo do distritão é que ele enfraqueceria os partidos políticos.

Além disso, a PEC prevê que a partir de 2020 será adotado um modelo distrital misto, em que cada eleitor daria dois votos: um nominal a um candidato e outro em um partido político. Assim, metade dos parlamentares seria escolhida por meio de votos diretos e a outra metade, por meio de uma lista previamente apresentada pelos partidos e votada pelos eleitores.

Outro ponto que vem sendo debatido é a questão do fundo de financiamento de campanhas. Pela proposta inicial, estava definido que um percentual de 0,5% da receita corrente líquida da União do ano anterior seria destinado para as campanhas. Dessa forma, chegaria uma verba de R$ 3,6 bilhões para as eleições do ano que vem.

Entretanto, o alto valor destinado às campanhas foi muito criticado na última semana. Por conta disso, os deputados entraram em um acordo e decidiram não delimitar um valor prévio para o fundo de campanhas – embora não haja garantias de que esse valor será menor. O valor deve ser decidido na Comissão Mista do Orçamento.

Outros três projetos que fazem parte do pacote da reforma política tratam do fim das coligações, do limite de gastos nas campanhas e da participação feminina no Legislativo. Todos eles devem ser votados até o fim de setembro pelo Congresso.Estadão

CNPq

Ministério da Ciência nega corte de bolsas de pesquisa

Jailson de Andrade, secretário de políticas e programas de desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Fonte: Reprodução/ASCOM-MCTIC)

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o secretário de políticas e programas de desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Jailson de Andrade, afirmou que não haverá atraso nem corte de bolsas de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

De acordo com o secretário, se for necessário, recursos serão realocados dentro do MCTIC para evitar esse problema em uma das principais agências de fomento à pesquisa científica do Brasil.

O clima é, no entanto, de incerteza entre os membros da comunidade científica em relação ao futuro das pesquisas no país. A sensação de insegurança aumentou depois que o presidente do CNPq, Mario Neto Borges, afirmou que a agência poderia ficar sem recursos para honrar seus compromissos de setembro.

Uma nota divulgada no início do mês pela pró-reitoria de pós-graduação da UFRJ ao corpo docente da instituição informou que as bolsas financiadas pelo CNPq seriam suspensas a partir do próximo mês. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência também enviou carta ao MCTIC solicitando mais recursos.

A possibilidade de atraso e corte, que vem preocupando a comunidade científica, se deve ao contingenciamento de mais de 40% do orçamento deste ano do MCTIC, que é por sua vez o principal responsável pelo repasse de verba para o CNPq.

Em nota, a assessoria do MCTIC ressalta que a nova meta fiscal anunciada na última terça-feira, 15, “abre possibilidade para descontingenciamento com impacto nas bolsas de pesquisa do CNPq [que atualmente conta com mais de 100 mil bolsistas] e em outros projetos” da pasta.

Ainda de acordo com Jailson de Andrade, “qualquer atraso que ocorra é um desastre para o estudante ou para o cientista”. O secretário ressaltou também que os pesquisadores brasileiros podem ter certeza de que o ministério está focado “em manter o sistema funcionando, manter os projetos em andamento, manter as bolsas”.Folha

COMPORTAMENTO





VIOLÊNCIA EM ALTA

Rio é o estado com mais mortes de PMs no país

O segundo colocado é São Paulo, com 22 mortes (Foto: Pixabay)

De janeiro a julho, morreram mais policiais militares no Rio de Janeiro do que em qualquer outro estado brasileiro. Os dados fazem parte de um levantamento do Globo junto às secretarias estaduais de Segurança (apenas o Amazonas não disponibilizou seus números). Neste período, foram 92 policias mortos no estado. A maioria deles não estava em serviço.

Durante estes seis meses, 240 PMs foram assassinados em todo país, logo, o Rio é responsável por 38,8% dos casos. O segundo colocado é São Paulo, com 22 mortes. Para piorar a situação, o efetivo paulista é quase o dobro do fluminense, são 85.247 PMs na ativa, na reserva ou reformados em São Paulo, contra os 45.463 do Rio.

Todos os 13 estados do nordeste e centro-oeste juntos foram responsáveis por 83 mortes de PMs. Em números absolutos, o Rio liderou esse ranking em 2013, 2014 e 2015, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança. Mas o número não para de aumentar.

O professor do departamento de Segurança Pública da UFF, o antropólogo Lenin Pires tem duas hipóteses sobre o motivo das mortes ocorrerem durante as folgas. “Há ameaça quando eles estão se deslocando para o chamado segundo emprego e são identificados como policiais por bandidos. Existe essa retórica de guerra, uma lógica de extermínio entre os agentes e os ‘fora da lei’”, explica o antropólogo.

Além disso, Pires fala sobre a obrigação brasileira do policial ter de intervir mesmo não estando em serviço. “O regulamento da corporação diz que o policial, mesmo não estando em serviço, tem a obrigação de agir diante de uma ocorrência, sob pena de sofrer sanção. E se ele tem que tomar uma atitude, consequentemente, do outro lado haverá uma contra-resposta. E como o agente está em desvantagem, sozinho e sem equipamentos adequados, isso acaba aumentando o seu risco”.

Segundo Pires, nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, os agentes podem escolher não agir, caso acreditem que a situação é arriscada. Neste caso, o agente apenas justifica sua atitude na corporação, sem sofrer nenhuma pena por isso.

O comandante-geral da Polícia Militar, Wolney Dias, também acrescenta o Código de Processo Penal como um dos problemas para o combate à violência. “O nosso Código de Processo Penal está anacrônico. Há uma sensação muito grande de impunidade por parte dos criminosos. Além disso, precisamos combater com inteligência e ações articuladas o tráfico de armas”. Enquanto isso, os números de mortes e vítimas da violência do Rio de Janeiro não param de subir.O Globo

VENEZUELA

Oposição denuncia massacre em prisão da Venezuela

Parentes dos presos se reúnem em frente a um necrotério após a rebelião (Fonte: Reprodução/Xinhua)

O governador do estado de Amazonas, na Venezuela, o opositor Liborio Guarulla, acusa as forças de segurança do país de terem matado 37 presos durante uma operação noturna em uma cadeia na cidade de Puerto Ayacucho.

A morte dos detentos foi anunciada nesta quarta-feira, 16, por autoridades venezuelanas. A Procuradoria-Geral informou que nomeou dois procuradores para “investigar a morte de 37 pessoas […] durante [a] tomada do Centro de Detenção Judicial de Amazonas”.

Um total de 14 funcionários ficaram feridos, segundo o Ministério Público, que não informou, no entanto, se algum agente morreu.

Guarulla denunciou, em sua conta no Twitter, um “massacre” com a entrada da unidade especial do Ministério do Interior na prisão, onde, segundo o governador, havia 105 presos.

Um membro do conselho da cidade de Puerto Ayacucho disse que as forças de segurança entraram “para tentar recuperar o controle da cadeia. Os prisioneiros resistiram”. Ainda segundo José Mejias, foram disparados tiros durante a noite inteira.

Em entrevista à agência de notícias AFP, Carlos Nieto, coordenador da ONG “Una Ventana a la Libertad”, defensora dos direitos dos réus, afirmou que “é a pior rebelião que tivemos em um centro de detenção preventiva. Lá, os detidos não deveriam passar mais de 48 horas, mas havia presos que estão há anos”.tvi24

VIVENDO NO BRASIL 2

ESPANHA TERRORISMO 1

Brasil "deplora veementemente" ataque terrorista em Barcelona

EFE/Fernando Bizerra Jr

O governo do Brasil afirmou nesta quinta-feira que "deplora veementemente" o ataque terrorista ocorrido hoje na cidade de Barcelona, que deixou pelo menos 13 mortos e mais de 50 feridos, de acordo com a Polícia da Catalunha.

"O Brasil reitera sua condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, qualquer que seja sua motivação, ao mesmo tempo em que expressa, consternado, seu sentimento de pesar às famílias das vítimas e estende votos de plena e rápida recuperação aos feridos", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

O atentado ocorreu hoje em Las Ramblas, uma das principais regiões turísticas de Barcelona, quando uma van atropelou várias pessoas que transitavam no local.

Na nota, o Itamaraty informou que, até o momento, não há informações sobre brasileiros feridos no atentado e afirmou que o consulado do país em Barcelona está acompanhando a situação.EFE

ESPANHA TERRORISMO 2

Estado Islâmico assume autoria de atentado em Barcelona

EFE/Susanna Sáez

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado terrorista ocorrido nesta quinta-feira em Barcelona, na Espanha, que causou a morte de 13 mortos e deixou mais de 80 feridos, informou a agência de notícias "Amaq", ligada aos extremistas.

Em um breve comunicado, cuja autenticidade não pôde ser verificada, o EI disse pela rede de serviços de mensagens Telegram que "uma fonte de segurança afirmou à 'Amaq' que os autores do ataque de Barcelona são soldados do Estado Islâmico".

O EI afirmou que a ação terrorista aconteceu "em resposta aos chamados para atingir os países da coalizão", em referência à aliança internacional liderada pelos Estados Unidos que atua contra jihadistas no Iraque e na Síria.

Até o momento, um suspeito de participar do ataque foi identificado como Driss Oukabir, que passou em 2012 um mês na penitenciária de Figueras, na província de Girona, na Espanha, em regime preventivo. Ele tinha sido acusado de abusos sexual, disseram à Agência Efe fontes da investigação.

Oukabir tinha residência permanente na Espanha, o que significa que vivia há pelo menos cinco anos no país, segundo fontes da polícia.EFE

ESPANHA TERRORISMO 3

Argentina expressa "enérgica condenação" ao ataque terrorista em Barcelona

EFE/Fernando Bizerra Jr.

O governo da Argentina expressou sua "mais enérgica condenação" ao atentado terrorista cometido nesta quinta-feira em Barcelona, que deixou pelo menos um morto e 32 feridos na cidade espanhola.

"A minha mais enérgica condenação ao atentado cometido em Barcelona. Toda a minha solidariedade e condolências para a Espanha e especialmente para os afetados", declarou o chanceler argentino, Jorge Faurie, em uma mensagem publicada no Twitter.

Além disso, Faurie anunciou que o governo segue "de perto" os relatórios do consulado argentino em Barcelona, que, segundo disse, "está trabalhando com as autoridades locais".

O governo regional da Catalunha afirmou que uma pessoa morreu e outras 32 ficaram feridas, dez delas em estado grave, no atentado terrorista no centro da cidade e alertou de um possível aumento das vítimas mortais.

As autoridades procuram duas pessoas como supostos autores do atropelamento e acredita-se que um deles se escondeu em um bar com uma arma longa e o outro conseguiu fugir.EFE

R.UNIDO MALALA

Malala estudará na famosa universidade de Oxford

EFE/Hannah Mckay

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, prêmio Nobel da Paz, confirmou nesta quinta-feira que estudará na universidade britânica de Oxford e fará o curso de licenciatura em Filosofia, Política e Economia.

Malala, de 20 anos, corroborou com uma imagem na sua conta do Twitter que ganhou uma vaga para cursar essa faculdade na instituição britânica.

No começo do ano, a ativista pelo direito à escolarização das meninas revelou durante uma conferência que tinha recebido uma oferta para se matricular em uma universidade deste país, sem revelar qual era, que poderia aceitar somente se obtivesse a máxima pontuação em três disciplinas em seu exame prévio.

Em seu tuíte, Malala disse que está "emocionada por estudar em Oxford" ao mesmo tempo que enviou seus "parabéns" aos demais britânicos que também souberam hoje dos resultados acadêmicos que determinarão seu futuro universitário.

A licenciatura que Malala cursará já foi escolhida por algumas figuras proeminentes da política, como a ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, a ativista birmanesa pela democracia Aung San Suu Kyi e o ex-primeiro-ministro britânico conservador David Cameron, entre outros.

Malala quase foi morta em 2012 em seu país natal, o Paquistão, depois que os talibãs tentassem assassiná-la a tiros quando estava a caminho do colégio em represália por ter feito campanha pública a favor do acesso das meninas à educação.

Em abril deste ano, a ONU a nomeou mensageira da paz e em 2014, se tornou, aos 17 anos, a pessoa mais jovem a ser premiada com o Nobel da Paz por sua ativa campanha a favor da escolarização das meninas, sobretudo em áreas de conflito.

Em 2013, Malala e seu pai, Ziauddin, criaram uma fundação para conscientizar acerca do impacto social e econômico que representa a educação das meninas.EFE

VIVENDO NO BRASIL 3

EUA RACISMO

Facebook deleta perfis de grupos supremacistas brancos após violência nos EUA


O Facebook deletou perfis de vários grupos supremacistas brancos e neonazistas da rede social após os episódios de violência registrados durante o fim de semana na cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos.

O site "Buzzfeed" informou, citando fontes do Facebook, que a rede social deletou nos últimos dias as páginas de grupos como "Right Winged Knight", "Awakening Red Pill", "Physical Removal", "Genuine Donald Trump", "Awakened Masses", "White Nationalists United" e "Vanguard America".

"Nossos corações estão com as pessoas afetadas pelos trágicos eventos de Charlottesville", indicou um porta-voz do Facebook em um comunicado divulgado pelo site especializado "Techcrunch".

"O Facebook não permite os discursos de ódio ou o elogio de atos terroristas. E estamos eliminando, de forma ativa, qualquer publicação que glorifique o horrendo ato cometido em Charlottesville", indicou a nota.

Um neonazista foi preso no sábado por jogar seu carro contra um grupo que protestava contra a manifestação dos supremacistas brancos em Charlottesville. Uma mulher morreu atropelada por ele.

O crime gerou uma onda de indignação e críticas aos grupos racistas, tanto de políticos republicanos como democratas, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou em sua primeira reação aos incidentes a "violência de muitos lados".

Ontem, Trump condenou de forma explícita o Ku Klux Klan, os neonazistas e os supremacistas brancos. No entanto, recuou hoje em nova entrevista coletiva, quando voltou à tese original de que os "dois lados" são responsáveis pela violência.EFE

RÚSSIA INTERNET

Rússia também veta site neonazista americano

EFE/EPA/OLIVER WEIKEN

As autoridades russas bloquearam nesta quinta-feira o site do movimento neonazista dos Estados Unidos, The Daily Stormer, um dia depois da página se registrar com domínio ".ru".

"O site The Daily Stormer faz propaganda da ideologia neonazista e incita ao ódio racial e nacional", diz o comunicado do órgão de Inspeção de Comunicações da Rússia (Roscomnadzor).

O site, criado em 2013, mudou para um domínio ".ru", depois que empresas americanas do registro se negaram a aceitá-lo em resposta aos atos de violência que aconteceram em Charlottesville, na Virgínia, nos Estados Unidos.

O Go Daddy, uma das grandes companhias de registro de hospedagem dos Estados Unidos e que até poucos dias atrás abrigava a polêmica página, no último domino deu 24 horas para o The Daily Stormer encontrar outro fornecedor, por violação das normas de uso.

A decisão foi tomada após inúmeros pedidos para a empresa, especialmente depois que o site publicou um artigo atacando Heather Heyer, a ativista que morreu no sábado ao ser atropelada por um jovem que participava da manifestação de supremacistas.

Os organizadores do The Daily Stormer, que ajudou a promover a promover o protesto, decidiram tinham tentado passar o registro para o Google, mas a empresa também cancelou o pedido.EFE

ISRAEL DIPLOMACIA

Netanyahu será primeiro chefe de governo israelense a visitar América Latina

Imagem do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. EFE/EPA/Dan Balilty

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, será o primeiro chefe de governo do país a fazer uma viagem oficial à América Latina, com viagens previstas para setembro a México e Argentina.

"Posso confirmar que será o primeiro premiê a fazer uma viagem à América Latina", disse à Agência Efe um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, que por enquanto não confirmou as datas e a rota da excursão de Netanyahu.

Segundo a imprensa de Israel, o chefe de governo pretende viajar à Cidade do México e a Buenos Aires, provavelmente antes de sua viagem a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, onde pronunciará um discurso em 19 de setembro.

"As viagens ainda não estão agendadas, mas estão em estado avançado de planejamento e espera-se que aconteçam em meados de setembro. Se tudo correr como o previsto, Netanyahu irá à Argentina e ao México, e de lá vai a Nova York", publicou nesta semana o jornal "Jerusalem Post".

"A viagem coincidirá com o 70º aniversário da aprovação na ONU do Plano de Partilha", que deu origem ao nascimento de Israel e que foi apoiado por 13 países latino-americanos, além de outros 33 Estados, lembra o rotativo.

Em 2014, Netanyahu planejou visitar o México, o Panamá e a Colômbia, mas não pôde viajar devido a uma longa greve dos funcionários do Ministério das Relações Exteriores, que se negaram durante meses a colaborar na organização de suas viagens para fora do país.

Em pouco mais de um ano, o primeiro-ministro visitou Cazaquistão, Cingapura, Austrália e cinco países africanos.

A atividade diplomática na América Latina, no entanto, foi tradicionalmente mais discreta e nunca incluiu deslocamentos de um chefe de governo israelense.

Recentemente, o secretário-geral da Organização de Estados Americanos, Luis Almagro, fez uma breve visita a Israel, onde mostrou seu apoio ao país, que considerou um símbolo na região dos valores da organização: democracia e direitos humanos.EFE

POLÔNIA SOCIEDADE

Antissemitismo em alta faz comunidade judaica na Polônia temer por segurança

Imagem de arquivo de judeus poloneses. EFE/Piotr Polak

A comunidade judaica na Polônia teme por sua segurança por causa do aumento do antissemitismo no país, onde antes da II Guerra Mundial viviam cerca de 3,3 milhões de judeus, ou 10% da população polonesa na época, um número que atualmente ficou reduzido a apenas 10.000 pessoas.

Devido a esse temor, representantes da comunidade judaica local decidiram escrever para o politico mais influente do país, Jaroslaw Kaczynski, líder do partido governista Lei e Justiça, para pedir que condene o antissemitismo crescente.

"Nos vemos obrigados a escrever esta missiva diante da inquietação por nossa segurança consoante a situação no país se torna para nós mais perigosa", afirmam na carta os líderes da comunidade judaica na Polônia, Leslaw Piszewski, e na capital Varsóvia, Anna Chipczynska.

Ambos ressaltam que "as atitudes antissemitas aumentaram na Polônia nos últimos meses, junto com uma radicalização de parte da sociedade que contribui para atitudes agressivas, de ódio e violência contra a comunidade".

A denúncia não é nova, já que, em janeiro, um estudo apresentado pelo Centro de Pesquisa sobre Preconceitos da Universidade de Varsóvia revelou que o ódio aos judeus aumentou nos últimos dois anos, especialmente entre jovens, e alertou para um "alarmante" aumento do discurso antissemita na internet.

O antissemitismo cresce na Polônia alimentado pela crise dos refugiados vivida pela Europa e pela atitude de políticos locais e veículos de imprensa, enquanto aumenta também o número de agressões com motivação xenofóbica, segundo o mesmo estudo.

Exemplos dessas atitudes de ódio, especialmente antissemitas, são frequentes na Polônia, onde regularmente ocorrem, por exemplo, profanações de cemitérios judeus, com pichações ou destruição de lápides, afirmou à Agência Efe o diretor da "Nigdy Wiecej", Rafal Pankowski, uma ONG que desde 1996 luta contra o racismo e a xenofobia no país centro-europeu.

Pankowski definiu os dados como "alarmantes" e destacou que desde meados de 2015 acontecem cinco ou mais agressões xenofóbicas ou racistas por dia, enquanto que em anos anteriores o número de incidentes desse tipo era de cinco a dez por semana.

A carta dirigida a Kaczynski lembra que recentemente um parlamentar do Lei e Justiça, Bogdan Rzonca, se perguntou no Twitter "por que há tantos judeus que defendem o aborto apesar do Holocausto".

Outro exemplo do que a comunidade judaica considera antissemitismo crescente foi protagonizado por uma jornalista da rede de televisão pública polonesa, que destacou as raízes judaicas de um senador ao mesmo tempo que criticava suas decisões como politico.

"Nos preocupamos com nossa segurança e o nosso futuro na Polônia, não queremos voltar à mesma situação do ano de 1968", ressalta a carta.

Apesar da escassa presença de judeus na Polônia atual, a consciência coletiva de muitos poloneses ainda se situa no cenário anterior à II Guerra Mundial, quando eles representavam cerca de 10% da população do país, ou 3,3 milhões de pessoas.

Apenas 300 mil sobreviveram ao Holocausto, e a maioria se mudou depois da guerra para Israel.

Em 1968, data à qual a carta faz menção, ocorreu o êxodo em massa de aproximadamente 35 mil judeus poloneses dos 40 mil que restavam após a II Guerra Mundial.

O êxodo foi o resultado de uma onda de antissemitismo instigada pelas autoridades da Polônia comunista como parte de uma campanha que serviu para desviar a atenção pública da crise política e econômica vivida pelo país.

Após a queda do comunismo, alguns judeus decidiram retornar à Polônia e outros que assimilaram costumes da população local como medida de proteção voltaram a adotar suas tradições de maneira pública.EFE

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

INFORMAÇÕES INCONSISTENTES

Havia a expectativa de que Cunha revelasse informações de um número expressivo de políticos, incluindo Michel Temer (Foto: EBC)

Procuradores da força tarefa da Operação Lava Jato em Brasília rejeitaram a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Após mais de um mês de arrastadas negociações, os procuradores decidiram encerrar as conversas na última sexta-feira, 11.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o principal motivo da suspensão das tratativas seriam as promessas “inconsistentes e omissas” de Cunha em delatar políticos com quem mantinha vínculos estreitos. Para eles, o ex-deputado apresentou poucos documentos que comprovassem as genéricas acusações que teria feito.

Havia a expectativa de que o ex-presidente da Câmara revelasse informações de um número expressivo de políticos, incluindo o presidente Michel Temer, com quem tinha laços estreitos. Para os investigadores que eram favoráveis à delação de Cunha, o “potencial explosivo” das informações que ele poderia ter justificavam prosseguir com o acordo.

No entanto, os procuradores passaram a estranhar a estratégia adotada pelo ex-deputado nas últimas semanas, em que ele “prometia muito e entregava pouco”. Ele estaria deixando fatos importantes fora da delação e apresentando versões inverossímeis e contraditórias às provas já recolhidas nas investigações. Por conta disso, decidiram recuar no acordo.

De acordo com pessoas envolvidas nas tratativas do acordo, a defesa de Cunha estuda a possibilidade de insistir na delação após a saída do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e buscar um acordo mais favorável com a futura procuradora-geral, Raquel Dodge. A defesa acredita que é mais fácil obter habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) sem Janot no caminho.

Cunha está preso em Curitiba desde 20 de outubro de 2016. Em 31 de março deste ano, ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.Valor Econômico

VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Em defesa da Lei Maria da Penha

‘Estamos em uma época em que os retrocessos galopam’, diz Leila Barsted (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. A informação faz parte do projeto Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha. Lançado no dia 7 deste mês, quando a lei completou 11 anos em vigor, o projeto visa fazer uma contagem em tempo real de mulheres vítimas da violência, bem como estimular denúncias de agressão.

A iniciativa é de extrema necessidade. O Brasil tem uma taxa de feminicídio de 4,8 para 100 mil mulheres, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados no “Mapa da Violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil”. Trata-se da 5ª maior taxa de feminicídio, entre 83 países analisados, atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

Para entender a importância das políticas de prevenção à violência de gênero, o Opinião e Notícia conversou com Leila Linhares Barsted, advogada, fundadora e diretora da ONG Cepia – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação.

Leila fez parte do conjunto de mulheres da área de direito que atuou na elaboração do texto da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Ela explica que no Brasil a violência contra as mulheres é estrutural, está na sociedade brasileira, que tem uma cultura profundamente machista e racista. Por isso, as leis de combate à violência de gênero devem estar acompanhadas de medidas preventivas e de conscientização, como é o caso da Lei Maria da Penha.

“As leis não podem ser somente para o crime que já aconteceu. É preciso mudar a mentalidade. O respeito às diferenças é algo que deve ser ensinado lá na base do sistema educacional. A gente precisa ensinar as crianças desde a creche. Os meios de comunicação têm um papel muito forte em divulgar os direitos e incentivar as pessoas a lutar por eles e a exigir que a sociedade e o Estado reconheçam não apenas nas leis, mas na prática, esses direitos”, diz Leila.

Questionada sobre o argumento de que os homens são as maiores vítimas nas estatísticas de violência, Leila explica que é preciso compreender mais profundamente o conceito de violência de gênero e as diferentes causas de mortes violentas de homens e mulheres.

Segundo ela, o homem não morre por ser homem, mas sim por ter se colocado em uma situação de risco. Exemplos disso são homens integrantes do tráfico de drogas que morrem em confronto com uma quadrilha rival.

Em contraponto, a mulher costuma ser vítima de violência pelo fato de ser mulher, o que configura violência de gênero e, em caso de morte, feminicídio. “Por exemplo, em casos de morte onde houve estupro, rosto desfigurado, é claro que é feminicídio”. Tal fato se torna ainda mais assustador diante da constatação de que companheiros e ex-companheiros são os principais autores da agressão, como mostra o Dossiê Mulher 2017, lançado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do Rio de Janeiro.

A diferença entre as causas de violência que acometem homens e mulheres também é debatida em um relatório elaborado em 2010, pela Cepia, em parceria com a Onu Mulheres. Intitulado “O Progresso das Mulheres no Brasil 2003–2010”, ele cita um trabalho publicado pelo Social Watch Report, que destaca que a violência é uma questão de segurança muito diferente para mulheres e homens. “O medo da violência, incluindo o assédio, é um constrangimento permanente sobre a mobilidade de milhões de mulheres e limita seu acesso a recursos e atividades básicos”, diz o texto.

Leila ressalta que este relatório aponta que o Brasil viveu uma época de avanços nas questões femininas entre 2003 e 2010. Segundo ela, isso se deve ao fato de que, naquela época, o país tinha um poder legislativo mais sensibilizado às questões de gênero. “Exemplo disso foi a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), dotada de verba própria, equipe e dimensão de ministério”, diz Leila.

No entanto, ela alerta que nos últimos três anos políticas públicas de prevenção e combate à violência contra mulheres vêm sendo desarticuladas. Um dos motivos é a perda de espaço das questões de gênero no corpo legislativo atual. Tal tendência é perigosa num momento de crise, quando a violência costuma aumentar. “Temos um Congresso bastante conservador e refratário aos direitos das mulheres, aos direitos LGBT. Para nós isso é uma preocupação muito forte. E há o aumento do desemprego e da miséria que levam a situações que são fermentos da violência”.

Diante disso, supervisionar a aplicação da Lei Maria da Penha e impedir alterações em seu texto, tornam-se tarefas essenciais. Segundo Leila, o grupo que ajudou na elaboração da lei se dedica até os dias de hoje a acompanhar como ela está sendo aplicada, especialmente diante das dezenas de projetos para alterar a lei que tramitam no Congresso.

“Hoje existem vários projetos de lei tramitando que buscam alterar o texto da Lei Maria da Penha. Uns até bem intencionados, mas nossa posição é de que a lei precisa ser implementada na sua totalidade. Estamos em uma época em que os retrocessos galopam. E nesse sentido nós não queremos correr o risco de ver essa lei sendo alterada. Então estamos sempre muito atentas a isso”, explica Leila.

Além do Instituto Maria da Penha, o Instituo de Segurança Pública do Rio de Janeiro também lembrou os 11 anos da lei, lançando a 12ª edição do Dossiê Mulher, que compila os principais crimes relacionados à violência contra a mulher no estado.Melissa Rocha

POLÍTICA

STJ mantém condenação de Bolsonaro por ofensas a Maria do Rosário

Maria do Rosário e Jair Bolsonaro na Câmara, em 2016 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no caso contra a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Desta forma, a condenação de Bolsonaro pela Justiça do Distrito Federal foi confirmada.

Em 2014, o deputado afirmou publicamente em discurso na Câmara dos Deputados e em vídeo postado em sua página pessoal no YouTube, que não estupraria a deputada “porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, ela não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”. No dia seguinte, em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, o deputado reafirmou o que disse em plenário.

A Justiça do Distrito Federal condenou Bolsonaro a indenizar a deputada em R$ 10 mil e a postar a decisão em sua página oficial no YouTube, sob pena de multa diária. Bolsonaro, então, recorreu ao STJ dizendo que não poderia ser condenado por estar coberto pela imunidade parlamentar, já que a fala ocorreu no plenário.

A relatora do recurso, a ministra Nancy Andrighi, explicou que a imunidade parlamentar não é absoluta, já que ela não se aplica a crimes contra a honra cometidos em situação que não guarda relação com o exercício do mandato. Segundo ela, a fala de Bolsonaro “não guarda nenhuma relação com o mandato legislativo do recorrente”. “Ao afirmar que a recorrida não ‘mereceria’ ser estuprada, atribui-se ao crime a qualidade de prêmio, de benefício à vítima, em total arrepio do que prevê o ordenamento jurídico em vigor”, disse a ministra.

Segundo o Globo, o deputado disse, em nota, que respeita a decisão e que vai aguardar a análise de outro recurso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas redes sociais, Bolsonaro divulgou um vídeo do senador Magno Malta (PR-ES) que fala sobre o caso e defende o deputado.O Globo

FILHOS 'MIMADOS'

A importância de saber dizer ‘não’ aos filhos

Criação permissiva alimenta a 'síndrome do pequeno imperador' (Foto: Pixabay)

Pais de classe média que não conseguem dizer “não” aos seus filhos estão prejudicando a formação deles. É o que indica a psicóloga britânica especializada em desenvolvimento infantil Amanda Gummer. Para ela, esse tipo de comportamento permissivo faz com que os filhos estejam menos preparados para a vida adulta.

“Crianças desobedientes são cada vez mais propensas a serem filhas dos chamados ‘pais helicóptero’”, disse a psicóloga ao jornal britânico Daily Mail. “São aqueles pais que dão atenção intensiva e individualizada para seus filhos e paciência para todos os seus caprichos, alimentando a ‘síndrome do pequeno imperador’”, explica Gummer.

Com base em sua experiência trabalhando com professores de escola primária, a psicóloga afirma que muitos professores consideram que o mal comportamento em sala de aula não decorre dos próprios alunos, mas de seus pais. Além disso, destaca que a atitude e o comportamento de pais de classe média é mais espantoso que dessas crianças.

Para alguns pais, a dificuldade em dizer ‘não’ aos seus filhos é tão grande que chega provocar situações inusitadas. Recentemente, o colunista do jornal Globo Ancelmo Gois publicou um caso no Rio de Janeiro de uma mãe que pediu para que um tradicional colégio no bairro da Tijuca, Zona Norte, proibisse a presença de pipoqueiros na porta durante a entrada dos alunos, para que seu filho não pedisse mais que ela comprasse pipoca. Tudo isso porque a mãe simplesmente não conseguia dizer não. Esse é um típico exemplo de “pai helicóptero”.

“Eles são implacavelmente ambiciosos em relação ao futuro dos seus filhos – sem imaginar o quão ruim o mimo é na preparação deles para os compromissos da vida”, afirmou Gummer.

Ela ainda alerta que esse estilo de criação pode gerar crianças incapazes de tomar decisões ou de mostrar independência, mas destaca também que é pouco discutido o quão agressivos e difíceis de lidar os filhos de pais helicóptero podem ser na escola. “Essas crianças têm dificuldades em sala de aula porque não aceitam a possibilidade de não serem a ‘número 1’”, diz a psicóloga.

Um estudo recente do Departamento de Educação da Inglaterra revelou que pelo menos 35 crianças por dia são expulsas da escola por mau comportamento, sendo quase um quinto delas de alunos da escola primária. Para Gummer, esses números podem ser resultado de má educação dos pais. “Muitas dessas crianças nunca ouviram a palavra ‘não’ direcionadas a elas em casa”, diz Gummer.

Além disso, outros estudos sugerem que pais que exercem muito controle sobre a vida das crianças podem causar-lhes sérios danos psicológicos mais tarde.”Crianças precisam de regras, limites e oportunidades de sentir frio, fome, cair e se machucar, para assim aprender com seus próprios erros”, conclui a psicóloga.Independent

VIVENDO NO BRASIL

TECNOLOGIA

Novo tipo de cerâmica pode ajudar voos hipersônicos

Novo tipo de revestimento promete resolver os problemas dos projetistas e engenheiros (Foto: Pixabay)

O atrito gera calor. E o atrito do ar em um avião que se move cinco vezes mais rápido do que a velocidade do som pode atingir uma temperatura de 3.000°C. Essa temperatura está acima do ponto de fusão da maioria dos materiais utilizados pelos engenheiros aeroespaciais, o que dificulta a construção de asas e narizes de aviões hipersônicos. Porém, o sonho de transformar em realidade uma viagem hipersônica é tão grande, que muitos tentaram descobrir um material resistente a altas temperaturas.

Agora, um novo tipo de revestimento promete resolver os problemas dos projetistas e engenheiros. Ping Xiao da Universidade de Manchester, Reino Unido, e Xiang Xiong da Universidade Central Sul, em Changsha, China, e seus colegas anunciaram a descoberta de uma cerâmica resistente a altas temperaturas para aviões supersônicos.

A cerâmica tem um alto ponto de fusão, o que permite que seja usada como isolante térmico. Mas também é um material muito frágil, como constatado no acidente com a nave espacial Columbia. Em 2003, devido a uma ruptura na proteção térmica das placas de cerâmica na asa esquerda provocada por um pedaço de espuma isolante, que se separou do suporte do tanque de combustível externo na subida, a estrutura térmica da nave não suportou o aumento da temperatura na entrada da atmosfera terrestre. O acidente causou a destruição total da nave e a morte dos sete tripulantes.

Portanto, Xiao e Xiong querem aumentar a solidez dos materiais cerâmicos sem diminuir o ponto de fusão e a resistência à ablação. O ponto de partida para o desenvolvimento de uma cerâmica resistente a altas temperaturas foi o compósito de fibras de carbono, ou composto carbono-carbono. Esses compósitos são utilizados na indústria aeroespacial porque são fortes, leves e flexíveis. No entanto, eles não resistem a uma temperatura de 3.000°C. Para protegê-los desse nível de aquecimento, os pesquisadores usaram um processo de infiltração por fusão reativa para introduzir no compósito uma mistura líquida de zircônio, titânio, carbono e boro. No processo de absorção do líquido o compósito deu origem a um novo tipo de cerâmica.

Em testes o material obtido nesse processo mostrou ser superior em resistência às cerâmicas de ultra-alta temperatura (UHTC) usadas na indústria aeroespacial. Além do uso em aviões hipersônicos, esse novo revestimento também poderá ser utilizado para prolongar a vida de foguetes reutilizáveis ​​e turbinas a gás. Mas a ideia de uma viagem hipersônica de Londres a Sydney, em que o avião decola de Heathrow às 7 da manhã e chega ao aeroporto de Kingsford Smith duas horas depois, é a que mais desperta a imaginação dos viajantes.The Economist

ESCALADA DAS TENSÕES

Guerra com Coreia do Norte não é iminente, dizem EUA

Donald Trump e Kim Jong-un vêm trocando ameaças (Fonte: Reprodução/Jornal Económico)

Embora tenham admitido que a possibilidade de uma guerra com a Coreia do Norte seja maior do que era há dez anos, autoridades americanas disseram no domingo, 13, que um confronto militar com Pyongyang não é iminente.

Mike Pompeo, diretor da CIA, e H.R. McMaster, conselheiro de segurança nacional de Donald Trump, tentam garantir que o conflito é evitável ao mesmo tempo que tentam demonstrar apoio a Trump, que tem feito duras ameaças à Coreia do Norte.

Em uma de suas declarações recentes, após novos testes de mísseis ordenados pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, Trump disse que as armas de Washington estavam “engatilhadas” caso Pyongyang decidisse fazer algo “imprudente”.

O tenente-general McMaster ressaltou que os EUA vêm fazendo “esforços diplomáticos” e impondo sanções financeiras contra Pyongyang com o objetivo de dissuadir Kim Jong-un de continuar suas provocações. McMaster afirmou ainda que, caso seja necessário, o governo americano está pronto para lidar com a Coreia do Norte militarmente.

“Esperamos que a Coreia do Norte entenda que os EUA não terão mais a paciência estratégica que permitiu o avanço do programa de armas local”, disse Pompeo.

O general Joseph Dunford, o mais alto oficial do Exército dos EUA, irá se encontrar nesta semana com líderes da Coreia do Sul, do Japão e da China na Ásia. Dunford ressaltou que a ideia é “sair desta situação sem guerra”.

Em editorial publicado no último final de semana, o jornal norte-coreano Minju Joson destacou que Pyongyang “é capaz de lutar em qualquer guerra que os EUA queiram”.Folha

PESQUISAS CONJUNTAS

A imunoterapia tem dado bons resultados no tratamento contra o câncer (Foto: Pixabay)

A indústria farmacêutica depende de seu portfólio de medicamentos para sobreviver. Quando as patentes lucrativas expiram as empresas precisam inventar novos medicamentos ou comprá-los de concorrentes. As duas opções são caras. Mas os custos do fracasso são ainda maiores, como no caso da empresa britânica AstraZeneca, que perdeu 15% do seu valor de mercado em um único dia na última semana de julho. As notícias de resultados decepcionantes em um teste clínico causaram a perda de £10 bilhões (US$13,2 bilhões) para a empresa.

O teste consistiu em verificar se a combinação de dois medicamentos, o Imfinzi e o Tremelimumab, um remédio experimental, seria eficaz no tratamento de um determinado tipo de câncer de pulmão. Os medicamentos pertencem a uma nova categoria de “inibidores do ponto de verificação imunológico” usados no tratamento de câncer que promove a estimulação do sistema imunológico. Medicamentos semelhantes são fabricados pela Bristol Myers Squibb (BMS), pela Merck e Roche.

A imunoterapia tem dado bons resultados no tratamento contra o câncer. Porém, os inibidores imunológicos e medicamentos imunoterápicos exigem testes clínicos caros para comprovar sua eficácia. Por esse motivo, as empresas farmacêuticas que competiram ferozmente durante anos começaram a criar parcerias.

No final de julho, a Merck comprou metade dos direitos de produção e comercialização do Lynparza, um inibidor de polimérase (PARP) fabricado pela AstraZeneca em um acordo no valor de US$8,5 bilhões. O inibidor PARP, indicado para o tratamento do câncer de ovário, será desenvolvido associado a inibidores do ponto de verificação imunológico fabricados por ambas as empresas. Em janeiro deste ano, a Merck também expandiu sua colaboração com a Eli Lilly para pesquisar como o medicamento Lartruvo atuava em conjunto com o Keytruda da Merck.

Se a cooperação entre as empresas funcionar como previsto, a indústria farmacêutica terá dado dois passos importantes para garantir um futuro mais produtivo. Primeiro, terá encontrado uma maneira de criar valor para seus acionistas além da opção cara e imprevisível das fusões e aquisições.Em segundo lugar, os empreendimentos em parceria podem gerar eficiência em um setor com uma produtividade em declínio.

A fabricação de produtos farmacêuticos envolve processos químicos e físicos extremamente complexos. As mudanças na legislação, por sua vez, têm um impacto direto na produção e exigem mais agilidade e eficiência dos profissionais do setor. Portanto, a cooperação entre as empresas é fundamental para enfrentar os desafios da indústria farmacêutica em um mundo cada vez mais globalizado.The Economist

32 MORTOS

Guerra às drogas nas Filipinas tem a noite mais sangrenta

'Vamos matar outros 32 por dia', comemorou Duterte (Foto: Reprodução/Youtube)

A polícia das Filipinas confirmou a morte de 32 pessoas em uma série de operações anti-drogas realizadas na noite de terça-feira, 15, próximo à capital Manila. A data já é considerada a mais violenta da guerra contra as drogas declarada pelo presidente Rodrigo Duterte.

O superintendente da polícia do país, Romeo Cararmat, afirmou que foram mortas 32 “personalidades do tráfico de drogas” e 109 pessoas foram presas em 67 operações realizadas em diversas partes da província de Bulacan, ao norte da capital. Dezenas de armas também foram apreendidas nas operações.

Segundo Caramat, de todos os 109 presos nas operações policiais, pelo menos 93 eram procurados por outros crimes. Ele ainda acrescenta que Bulacan é um dos maiores alvos da guerra contra as drogas, com 425 mortos e 4 mil criminosos presos.

O número de mortes nesta terça-feira é o maior registrado em um único dia desde o último dia 30 de julho, quando a polícia matou 16 pessoas, incluindo o prefeito de uma cidade ao sul do país. Em pronunciamento, Duterte comemorou as mortes em Bulacan. “Vamos matar outros 32 por dia. Talvez assim possamos reduzir o que aflige esse país”, disse o presidente.

Desde que Duterte assumiu a presidência do país em julho de 2016, milhares de pessoas já foram mortas em operações anti-drogas – a maioria usuários e traficantes ocasionais de regiões pobres. De acordo com dados do governo filipino, foram 3.451 mortes no país, sendo mais de 2 mil por crimes relacionados às drogas. Porém, milhares foram mortos em circunstâncias não explicadas.

Ativistas e grupos de direitos humanos têm lançado alerta na comunidade internacional sobre a repressão do governo de Duterte, relatando que a polícia tem executado suspeitos e plantando drogas e armas em potenciais cenas de crimes. O governo filipino nega as acusações.

Opositores políticos de Duterte registraram queixa contra o presidente das Filipinas na Corte Penal Internacional, acusando-o de crimes contra a humanidade. Em resposta, Duterte reclama da atuação dos grupos de direitos humanos e disse que irá investigá-los. “Se eles estão obstruindo a Justiça, atire neles”, afirmou.The Guardian

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ - AGOSTO 8

OPÇÃO DESCARTADA

América do Sul rejeita ação militar dos EUA na Venezuela

Para especialistas, a rejeição à medida tem a ver com a história da região (Foto: Ismael Francisco/Cubadebate)

Há tempos a Venezuela se tornou um país pária da América Latina, criticado por vários líderes da região. Porém, a ameaça de intervenção militar feita pelos Estados Unidos na última sexta-feira, 11, uniu os líderes sul-americanos em uma direção oposta.

Na sexta-feira, Donald Trump disse que uma intervenção militar dos EUA é uma opção para a Venezuela. Imediatamente após a declaração, governos de vários países sul-americanos rechaçaram a medida, incluindo Brasil e Colômbia.

No último domingo, 13, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse “que a possibilidade de uma intervenção militar não deveria sequer ser considerada”. “A América é um continente de paz”, disse Santos.

A posição de Santos ecoou no discurso dos demais líderes da região. O governo brasileiro declarou que renunciar à violência “é a base de uma coexistência democrática”. O México disse que a crise não deve ser resolvida com soldados e o Peru, que tem sido um dos maiores críticos da Venezuela, também condenou o uso da força. A mensagem dos governos foi clara e uníssona: os EUA devem ficar de fora dos assuntos da região.

Segundo Shannon O’Neil, especialista em América Latina no Conselho de Relações Internacionais, um centro de pesquisas norte-americano, muito dessa reação tem a ver com a história do continente sul-americano, que já foi apelidado de “quintal dos EUA”.

Isso porque muitos dos países que hoje condenam os planos de intervenção de Trump já foram invadidos pelos EUA no passado. “Um histórico, por vezes repulsivo, de intervenções americanas ainda é vividamente lembrado na América Latina – mesmo tendo nós, americanos, esquecido”, disse ele, em entrevista ao New York Times.

Poucos creem que Trump de fato ordene um ataque à Venezuela, mas alguns analistas afirmam que independentemente disso, os danos à diplomacia americana na região já foram feitos. É o que afirma Riordan Roett, especialista em América Latina da Universidade Johns Hopkins. “Os comentários de Trump parecem, como de costume, ser uma explosão momentânea que não foi devidamente pensada”, disse Roett, também em entrevista ao “NYT”.

No entanto, Roett afirma que, embora vazia, a declaração do presidente americano foi um presente para os que apoiam o governo Maduro. “Ela coloca os EUA na posição de agressor, não muito diferente do belicismo da Coreia do Norte”, conclui o especialista.

Na segunda-feira, 14, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou um exercício militar das Forças Armadas venezuelanas em resposta às declarações de Trump. O exercício foi anunciado por Maduro diante de milhares de simpatizantes de seu governo, que participaram de um ato cujo lema foi “Fora da América Latina, Trump”.

Intitulado “Soberania Bolivariana 2017”, o exercício está marcado para os dias 26 e 27 deste mês. Segundo Maduro, a operação abrangerá “todas as cidades, povos, mares, rios, lagos, campos, bairros, baías e montanhas” da Venezuela.

“Este povo está decidido a enfrentar os extremistas, supremacistas e racistas dos Estados Unidos; e derrotá-los com a coragem, valentia, e força que nos fazem sermos orgulhoso de sermos venezuelanos”, disse Maduro.The New York Times

VIVENDO NO BRASIL 1

UNIVERSIDADE RANKING

Harvard lidera ranking de melhor do mundo, enquanto USP ocupa 151ª posição

EFE/Sebastião Moreira

Harvard foi considerada a melhor universidade do mundo, de acordo com a última edição do "Ranking de Xangai", uma das classificações acadêmicas mais reconhecidas a nível mundial e que coloca a Universidade de São Paulo (USP) como a melhor da América Latina e 151ª no mundo.

O prestigiado centro educativo americano lidera o Ranking Acadêmico 2017 de Universidades Mundiais (ARWU) e ocupa este posto desde 2003, quando foi criada a lista que anualmente avalia as 500 melhores universidades do mundo, elaborado pela Universidade de Jiaotong.

A também americana Stanford, segunda na lista, também sempre ocupou este posto desde que a mesma foi lançada, enquanto nesta oportunidade a Universidade de Cambrigde ficou em terceiro lugar, superando o MIT e a Berkeley, que agoram aparecem na quarta e quinta posição, respectivamente.

Entre as cem primeiras do ranking, 48 são dos Estados Unidos, e das 500 totais, 135 pertencem a este país. Da China procedem 57 centros de ensino do ranking, enquanto do Reino Unido aparecem 38.

A classificação leva em conta parâmetros de qualidade como número de publicações em revistas internacionais de prestigiado reconhecimento (com especial atenção a Science e Nature) e o número de citações de trabalhos de seus pesquisadores.

Também considera o número de prêmios Nobel ou medalhas Fields (de Matemática) dos que dão aula em suas salas ou estudaram nelas.

Nesta edição, a Universidade de Washington em Saint Louis (EUA) entra no top 20 pela primeira vez, enquanto a ETH Zurique da Suíça aparece como a quarta melhor da Europa, no posto número 19.

Ela é seguida no Velho Continente pela Universidade de Copenhague (posto 30), na Dinamarca, e da Universidade Pierre e Marie Curie (posto 40), na França.

A Universidade de Tóquio ocupa o posto 24 e segue sendo a universidade de mais alta categoria na Ásia, enquanto a Universidade de Melbourne (39ª) lidera as da Oceânia.

A Universidade de São Paulo (USP) é a melhor situada da América Latina, no posto 151, e o Brasil é o país desta região com melhores centros educativos de ensino superior, já que conta com seis na lista.

Eles são a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) aparece no posto 201, o mesmo que a argentina Universidade de Buenos Aires, enquanto a Universidade do Chile ocupa a 301ª posição e a Católica do Chile a 401ª.EFE

BRASIL JUSTIÇA

Moro diz que admira a política, mas descarta ser candidato

EFE/Sebastião Moreira

O juiz federal Sergio Moro, condutor da Operação Lava Jato na 1ª instância, afirmou nesta terça-feira em São Paulo que é um admirador dos bons políticos, mas descartou uma possível candidatura presidencial, como alguns setores da sociedade propuseram.

"A profissão política é uma das mais belas. Há muitos bons políticos. Penso que é preciso ter um certo perfil (para ser político) e sinceramente não me vejo com esse perfil. Não sou e nem serei candidato", declarou o magistrado durante a abertura do "Fórum Mitos e Fatos", promovido em São Paulo pela rádio "Jovem Pan".

Os nome de Moro, que ganhou grande notoriedade com a Operação Lava Jato, e do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que conduziu o julgamento do mensalão, são mencionados entre alguns setores como potenciais candidatos para as eleições presidenciais de 2018.

No final de junho, uma pesquisa realizada pelo Datafolha apontou que, se Moro fosse candidato, seria o segundo mais votado, com 14% dos sufrágios, atrás apenas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que receberia 29% dos votos.

Em seu discurso nesta terça-feira, o juiz pediu aos poderes Legislativo e Executivo que liderem mais ações no combate à corrupção e não limitem essa tarefa ao Judiciário, à polícia e ao Ministério Público.

"A atuação contra a corrupção é quase exclusiva do sistema judiciário e por isso precisamos de mais reação do Congresso e do Poder Executivo", apontou Moro, para quem são "essencialmente importantes as mudanças para diminuir as oportunidades de práticas corruptas", como a reforma política tramitada no Congresso.

Contudo, Moro criticou os termos da reforma, e ressaltou a necessidade de mudar o esquema de financiamento das campanhas eleitorais para evitar que empresas que se beneficiam de créditos públicos façam depois milionárias doações aos partidos.

"Empresas contratantes do poder público não podem fazer doações, me parece algo óbvio", afirmou.

O magistrado lembrou que empresas que conseguiram contratos públicos faziam doações "a todo o espectro político, por assim dizer, uma espécie de contrato seguro" para sua participação em licitações públicas e, por isso, "deveria haver um limite muito rígido, muito estrito, para as doações e assim o empresário não se sentir devedor".

Para Moro, "mais de R$ 3 bilhões para custear as eleições", como apontaram alguns analistas da reforma política, é uma quantia muito alta "em um momento de crise fiscal".

Durante o fórum, do qual participaram importantes juristas, como a presidente do STF, Cármen Lúcia, Moro se mostrou otimista sobre os resultados do combate à corrupção e confiou que o país pode melhorar sua posição no ranking da ONG Transparência Internacional, onde aparece no 79º lugar.

"Aqui o caso Petrobras começou pequeno, mas depois foi impressionando em tudo", ressaltou o juiz, que admitiu que no Brasil "a regra era a impunidade, mas na Lava Jato o que mais assusta é o caráter sistemático em que a corrupção também era a regra do jogo".

Moro qualificou a Lava Jato como uma operação de "investimento barato" por seu alcance e "os lucros expressivos de recuperação do dinheiro desviado", o que deveria fazer possível "aumentar os efetivos (de policiais e fiscais) para chegar com os bons resultados até o final".

"A corrupção sempre vai existir, porque faz parte do ser humano com seus defeitos e virtudes. Por isso não devemos ter retrocessos e é importante que a imprensa, com o seu jornalismo investigativo, informe as pessoas, porque as pessoas têm o direito de saber o que está acontecendo", concluiu.EFE

ARGENTINA

Coalizão de Macri lidera primárias legislativas

Presidente argentino durante votação das primárias legislativas (Foto: Twitter/@mauriciomacro)

No último domingo, 13, ocorreram as eleições primárias na Argentina para as eleições legislativas de 22 de outubro. A coalizão do atual presidente, Maurício Macri, lidera o placar no país. No entanto, a situação em Buenos Aires, onde a ex-presidente Cristina Kirchner concorre, é polêmica. Ela tenta uma vaga no Senado e é hoje a maior ameaça ao governo Macri. A participação eleitoral foi estimada em 74%.

As primárias servem para fechar as listas dos partidos para as eleições de 22 de outubro, quando os argentinos vão renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Atualmente, Macri é minoritário no Congresso. As primárias também servem para medir a força da oposição. No sistema eleitoral argentino, o presidente é submetido a validações constantes: a cada dois anos ocorrem eleições e a economia depende de seus resultados.

Embora Cristina fosse candidata em Buenos Aires, ela é eleitora na província de Santa Cruz. Cristina não votou nas primárias e alegou que não participou porque não havia voos diretos para casa. No Twitter, desejou “boa jornada democrática” e compartilhou uma foto sua com o neto Néstor Ivan, sentado em seu colo.

Em Buenos Aires, com 95,68% das urnas apuradas, há o percentual de 34,21% da Cambiemos (coalizão de Macri) contra 34,10% da Unidad Ciudadana (de Kirchner). É possível acompanhar os números da eleição aqui. Segundo o jornal La Nacion, o secretário de assuntos políticos e institucionais do Ministério do Interior, Adrián Pérez, disse que houve um “empate técnico” entre Esteban Bullrich, do Cambiemos, e Cristina Kirchner, da Unidad Ciudadana. Ele defendeu a recontagem de votos em uma entrevista com a rádio La Red. A ex-presidente disse que haver uma recontagem é um vexame.

A volta de Cristina Kirchner à política é polêmica. Críticos lembram que uma vaga no Senado lhe daria imunidade nos vários casos de corrupção a que responde. Os casos de corrupção são alvos de críticas dos macristas. No entanto, o presidente Mauricio Macri também teve seu nome envolvido no escândalo do Panama Papers por ter sociedades offshores em paraísos fiscais. Cristina, por sua vez, critica o governo Macri, no qual a inflação disparou em 2016, o desemprego e a pobreza cresceram e a economia estagnou.La Nacion

URUGUAI BRASIL

Uruguai quer discutir reforma trabalhista do Brasil para Mercosul

O ministro do trabalho uruguaio, Ernesto Murro, pediu reunião com o governo brasileiro para discutir a reforma trabalhista. EFE/Federico Anfitti

Uruguai pediu ao Brasil que convoque os órgãos trabalhistas do Mercosul para discutir e apresentar as suas preocupações sobre a reforma trabalhista o governo está promovendo, anunciaram ministros uruguaios.

"O governo uruguaio enviou uma nota ao Brasil, que é o presidente (pró tempore) do Mercosul, pedindo que reúna os órgãos sociotrabalhistas do Mercosul porque queremos analisar que impacto a reforma trabalhista do Brasil pode ter caso se concretize", disse o ministro de Trabalho uruguaio, Ernesto Murro.

Na sua opinião, essa reforma pode atingir trabalhadores e empresários uruguaios.

"Se vale mais um acordo individual entre um trabalhador e um empresário do que uma lei ou um convênio, retrocedemos dois ou três séculos", advertiu Murro.

Por sua vez, o ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, indicou que o seu governo não quer se envolver na política local de outro país, mas sim apresentar as suas preocupações sobre esta reforma trabalhista no marco do Mercosul.

"Nós não vamos nos envolver na legislação interna dos países, mas queremos discutir, trocar ideias, apresentar preocupações, porque assim vai ser muito difícil competir. O salário do trabalhador não pode ser a variável de ajuste para a concorrência", explicou Nin Novoa.EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

HOLANDA ENERGIA

Quatro aeroportos holandeses funcionarão só com energia eólica em 2018

EFE/OLIVIER HOSLET/Arquivo

Os aeroportos do grupo holandês Schipol - em Amsterdam, Eindhoven, Roterdã e Lelystad - funcionarão exclusivamente com energia eólica a partir de 1 de janeiro de 2018, após um acordo assinado nesta terça-feira entre esse conglomerado e a companhia energética Eneco.

Schiphol assinou um acordo a longo prazo com o fornecedor de eletricidade para que seus aeroportos se alimentem unicamente de energia sustentável gerada na Holanda, informa a agência de notícias holandesa "ANP".

Os quatro aeroportos usam aproximadamente 200 GWh de energia a cada ano, o que é comparável ao consumo de cerca de 60 mil lares.

O acordo estabelece que a Eneco fornecerá essa energia durante os próximos 15 anos.

Inicialmente, a energia para os aeroportos procederá em parte das fontes de energia renovável existente no país, mas a partir de 2020 serão alimentadas exclusivamente de parques eólicos de outra construção.

"Para a transição energética é crucial que o mundo empresarial, o maior consumidor de energia, abrace a sustentabilidade", disse o diretor-geral da Eneco, Jeroen de Haas.

Importantes ofertas como a do grupo Schiphol fazem possível que os fornecedores energéticos invistam na geração de energia renovável, como a instalação de novos parques eólicos.EFE

SUÍÇA TECNOLOGIA

Suíça abre caminho para "Vale do Silício" de blockchain e criptografia

EFE/Zug Tourismus/Daniel Hegglin

No cantão de Zug, um dos menores da Suíça, está o "Crypto Valley", um local no estilo do Vale do Silício dos Estados Unidos para empresas emergentes que operam e inovam no mundo das tecnologias de blockchain e criptografia.

Conceito conhecido em 2008 com a invenção da moeda digital bitcoin, blockchain é um registro das transações digitais que transfere e armazena dados de maneira segura, anônima e permanente, rompendo com a cadeia de intermediários.

Situado no centro da Suíça, não foi por acaso que Zug tenha sido escolhido para criar o "ecossistema líder em tecnologia blockchain e criptográfica do mundo". A propaganda anterior do local é feita pela Associação Crypto Valley, de promoção da região.

Zug é conhecido pelos baixos impostos que atraíram empresas, bilionários e atletas. O escritório de promoção econômica é uma das principais ferramentas de atração de novos investidores para região, que também conta com o entusiasmo das autoridades locais.

No ano passado, a cidade de Zug se tornou a primeira do mundo a aceitar bitcoins como meio de pagamento de alguns serviços públicos. Em setembro, o governo local quer oferecer aos habitantes a possibilidade de pedir uma "identidade eletrônica", baseada, evidentemente, na tecnologia blockchain.

O prefeito de Zug, Dolfi Müller, disse à Agência Efe que está "fascinado" pela tecnologia e defende a importância de não fechar os olhos para esse tipo de inovação em um mundo que avança em passos largos. A Suíça, diz o político, é o país da democracia direta e da descentralização dos poderes, o "espírito que os fundadores do Crypto Valley buscavam".

O sul-africano Johann Gevers desenvolveu sua visão de um "hub" criptofinanceiro em 2013, tomando como exemplo o Vale do Silício, e identificou Zug como o lugar ideal para isso.

Quando fundou a Monetas em 2012, ele queria criar uma plataforma descentralizada de transações e avaliou que o problema do mundo financeiro era estar "muito concentrado e centralizado".

Na Suíça, Gevers achou o que buscava: o sistema político mais descentralizado do mundo. Em 2013, foi criada a Bitcoin Suíça em Zug. O sul-africano mudou sua empresa do Canadá para a região, onde também se instalou a Ethereum, uma plataforma que usa blockchain para fazer "contratos inteligentes" que são cumpridos de forma automática assim que os termos entre as partes forem acertados.

Em 2014, Zug deu um sinal de apoio ao "Crypto Valley" quando declarou livre de impostos a primeira venda aberta de "token ether", a moeda da Ethereum. Os tokens são valores ou ativos transferíveis que podem ser trocados por bens e serviços futuros.

Outras companhias foram atraídas para a região: Tezos, Xapo, ShapeShift, Akasha, Blockchain Source, SweePay e ConsenSys se instalaram em Zug, que hoje já tem mais de 20 empresas.

O "Crypto Valley" ainda não tem o renome e o alcance de seu "irmão" americano, mas isso não inquieta seus pensadores.

"Ainda estamos na infância se medirmos isso em anos", disse à Efe Angelica Bienz, membro da Associação Crypto Valley. "O que falta em tamanho e reputação, compensamos com a 'proximidade' dos integrantes. O acesso entre eles é fácil, o que fomenta o entendimento mútuo", afirmou.

Essa proximidade gera confiabilidade e segurança entre as empresas emergentes, explicou Bienz, o que mostra que elas podem ter uma "taxa de sobrevivência" maior do que no Vale do Silício.

Também influenciam os passos dados pelo governo e pelos órgãos de regulação da Suíça.

Em 2015, a Autoridade Federal de Supervisão dos Mercados Financeiros da Suíça (Finma) anunciou que os bitcoins serão tratados como moeda estrangeira e que não fariam falta novas normas. Eles também foram isentos do pagamento do imposto IVA.

No ano seguinte, uma lei de luta contra a lavagem de dinheiro foi revisada. Os bitcoins foram classificados como transmissão monetária, mas ganharam uma exceção para as transações que sejam realizadas de forma estritamente bilateral.

Além disso, os reguladores aceitaram que o armazenamento de criptoativos não constituía um depósito bancário. Por isso, as empresas não estariam sujeitas ao regulamento das instituições financeiras e nem precisavam de licença para operar.

Por fim, o governo da Suíça anunciou no ano passado a emissão de licenças para empresas tecnofinanceiras, mas com requisitos limitados para companhias emergentes.EFE

JAPÃO ASIA

Abe envia oferenda a polêmico santuário em aniversário da 2ª Guerra Mundial

O primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, assiste a cerimônia do 72º aniversário da segunda guerra mundial. EFE/Kiyoshi Ota

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, enviou nesta terça-feira (data local) uma oferenda ao controverso santuário de Yasukuni, em Tóquio, uma prática habitual que costuma gerar protestos de países vizinhos pelos vínculos do recinto com o passado militarista japonês.

Abe enviou uma doação financeira em nome de seu partido, o Liberal Democrata, através de um assessor, que disse em declarações aos meios de comunicação locais que o premiê "sente não poder visitar o santuário", segundo a agência "Kyodo".

Assim, o governante japonês decidiu evitar comparecer pessoalmente ao santuário no 72º aniversário da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, que pôs fim ao conflito, uma efeméride em que numerosos parlamentares e ministros do país são vistos no recinto, que homenageia todos os japoneses mortos na disputa.

Há alguns anos, Yasukuni vem sendo uma fonte de tensão diplomática entre Japão e seus vizinhos asiáticos, especialmente China e Coreia do Sul, dois dos países que mais sofreram com o colonialismo japonês durante o conflito e que consideram o local um símbolo do passado militarista nipônico.

O santuário homenageia todos os japoneses mortos entre o fim do século XIX e 1945, entre eles 14 políticos e oficiais do Exército Imperial condenados como criminosos de guerra de classe A pelo Tribunal Penal Militar Internacional para o Extremo Oriente pelos atos cometidos durante a Segunda Guerra.

Com a ausência, a intenção de Abe é não gerar tensões diplomáticas com a China e a Coreia do Sul, dois países com os quais o Japão realizará uma cúpula trilateral este ano em Tóquio, o primeiro encontro com estas características desde novembro de 2015.

A última ocasião em que Abe visitou Yasukuni como chefe de governo foi em dezembro de 2013, o que gerou fortes protestos destes dois países, e também uma resposta dos Estados Unidos, o principal aliado estratégico do Japão, que sugeriu ao chefe de governo japonês que não repetisse essas visitas.

Desde então, o premiê evitou comparecer pessoalmente a Yasukuni, mas enviou ocasionalmente oferendas ao santuário por causa de suas festas de outono e primavera, bem como na data de hoje, aniversário da rendição, na qual boa parte do país realiza homenagens aos antepassados.EFE

R.UNIDO D.HUMANOS

Pais do bebê Charlie Gard criarão fundação para doenças raras

EFE/WILL OLIVER

Os pais do bebê britânico Charlie Gard, que faleceu em 28 de julho por uma síndrome incurável, anunciaram nesta terça-feira que vão usar o dinheiro que receberam de doações para criar uma fundação para crianças com doenças raras.

Chris Gard e Connie Yates, os pais, lutaram por meses para poder levar o bebê, que tinha síndrome de depleção do DNA mitocondrial, para um tratamento experimental nos Estados Unidos. O Hospital Great Ormond Street onde a criança estava, no entanto, não permitiu a transferência. O caso foi parar na Justiça e gerou grande repercussão no Reino Unido e no mundo.

Seis meses antes da morte do filho, o casal fez um apelo no site GoFundMe para arrecadar fundos para as despesas médicos e conseguiu 1,3 milhão de libras (R$ 5.376.930). Hoje, eles informaram que o dinheiro será usado para a criação da Charlie Gard Foundation.

"Nosso lindo Charlie foi abençoado com centenas de milhares de pessoas de todo o mundo. Estamos muito agradecidos por todo o amor e apoio e gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer o que vamos fazer com o dinheiro doado para a causa de Charlie", afirmaram os pais através de um comunicado.

"O acesso ao tratamento médico, e os médicos especialistas, nunca devem ser negados se os fundos estiverem disponíveis", acrescentaram.EFE

terça-feira, 15 de agosto de 2017

MENSAGEM DO DIA

NO PARÁ DO AÇAÍ - AGOSTO 7


SISTEMA CARCERÁRIO - Um modelo de pena de morte brasileira

O ‘massacre silencioso’ das doenças contagiosas nas prisões do país

Doenças contagiosas tratáveis matam mais nas prisões brasileiras do que a violência (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Com a superlotação e uma estrutura precária de higiene, doenças contagiosas tratáveis matam mais nas prisões brasileiras do que a violência. Trata-se de um “massacre silencioso”, que faz vítimas em decorrência de problemas como Aids, tuberculose, hanseníase e até mesmo infecções de pele.

Entre 1º de janeiro de 2015 e 1º de agosto deste ano, um total de 517 presos morreram nas 58 unidades penitenciárias do estado do Rio de Janeiro por causa de diversas doenças. Durante este período, um total de 37 presos morreram assassinados em suas celas. Trata-se de um exemplo do que acontece em todo o país.

Em entrevista ao Portal Uol, Ricardo André de Souza, subcoordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Rio diz que a falta de um tratamento adequado leva à morte de um detento por doenças de pele que poderiam ser tratadas de forma simples. “O que a gente intui? A gente está vendo essas mortes acontecendo e 90% é por doença. Tem um caso ali e outro aqui por suicídio. Violência é excepcional”, ressaltou.

Sob condição de anonimato, uma médica que atua em prisões do Rio relatou que “o preso que tem escabiose [tipo de sarna] começa a se coçar, o local que ele coça começa a desenvolver um abcesso e, se não receber tratamento adequado com antibióticos, pode haver um desenvolvimento de uma infecção mais grave”.

Dados do Ministério da Saúde obtidos pelo Uol revelam que “pessoas privadas de liberdade têm, em média, chance 28 vezes maior do que a população em geral de contrair tuberculose. A taxa de prevalência de HIV/Aids entre a população prisional era de 1,3% em 2014, enquanto entre a população em geral era de 0,4%”.

Também em entrevista ao Portal Uol, o padre e enfermeiro Almir José de Ramos, consultor nacional de saúde da Pastoral Carcerária, que visita prisões duas vezes por semana, disse que, “nos presídios, na maior parte das vezes, o remédio se resume a calmante e analgésico. Não é um tratamento, é uma forma de amenizar”.

Inspeções feitas por peritos do MNPCT (Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura), órgão ligado ao Ministério da Justiça, mostram que presídios do Pará e de Pernambuco enfrentam uma situação particularmente difícil. No Pará, peritos revelaram que os presos convivem com esgoto e, consequentemente, com roedores e insetos. Alguns detentos chegam a dormir no chão, sem colchão, em cima de fezes e urina de rato.Uol

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