sexta-feira, 25 de agosto de 2017

ODEBRECHT COLÔMBIA

Presidente de agência de infraestrutura da Colômbia pede demissão por caso Odebrecht

Luis Fernando Andrade em foto de 2016. EFE/Juan Carlos Hidalgo

O presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), Luis Fernando Andrade, apresentou sua demissão "irrevogável" nesta quinta-feira ao cargo em meio ao escândalo gerado pelo pagamento de subornos da construtora Odebrecht na Colômbia, informaram hoje fontes oficiais.

"Decidi apresentar minha demissão irrevogável para dar plenas garantias de imparcialidade à justiça e não pôr em risco a confiança que os cidadãos têm na ANI e no ambicioso programa de infraestrutura que tantos esforços requer", apontou o funcionário em um comunicado divulgado pela ANI.

Depois da demissão de Andrade, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, designou para o cargo o atual vice-ministro de Fazenda, Dimitri Zaninovich.

"Com pesar aceitei a demissão de Luis Fernando Andrade. O seu gesto é louvável. O país reconhece sua grande contribuição à modernização da infraestrutura", escreveu o chefe de Estado no Twitter.

A Promotoria colombiana acusa Andrade dos delito de interesse indevido na adjucação de contratos.

O ente acusador considera que Andrade teve um papel importante na consecução de contratos por parte da Odebrecht, especificamente no trecho Ocaña-Gamarra, contrato pelo qual, supostamente, a multinacional brasileira pagou um suborno de US$ 4,6 milhões através do ex-senador Otto Bula.

Até o momento e pelo caso da concessão da Ruta del Sol II e a sua adição à Ocaña-Gamarra foram detidos o ex-vice-ministro de Transporte Gabriel García Morales, o ex-senador Bula, e o ex-assessor da ANI Juan Sebastián Correa, além dos empresários Enrique e Eduardo Ghisays, César Hernández e Gustavo Urrego.

Também está na prisão o senador governista Bernardo Miguel "Ñoño" Elías.

A primeira condenação pelo caso Odebrecht na Colômbia foi de sete anos contra o empresário Ghisays Manzur pelos delitos de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.EFE

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