quarta-feira, 23 de agosto de 2017

ELETROBRAS ECONOMIA

Governo propõe privatizar a Eletrobras

Ideia é fazer com a Eletrobras o mesmo que foi feito com a Embraer e a Vale (Foto: EBC)

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou na última segunda-feira, 21, que vai propor incluir no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) a venda de ações da União na Eletrobras. A medida tem como objetivo arrecadar mais de R$ 30 bilhões com a venda de ações, o que ajudaria a reduzir o déficit fiscal de 2018.

Segundo o MME, a ideia é fazer com a Eletrobras o mesmo que foi feito com a Embraer e a Vale. O anúncio não deu detalhes do número de ações que o governo pretende disponibilizar, limitando-se a exaltar a “democratização” da Eletrobras na Bolsa de Valores.

Nesta terça-feira, 22, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, disse, em uma coletiva junto a outros auxiliares da pasta, que a hidrelétrica de Itaipu, administrada pelo Brasil junto com o Paraguai, e a Eletronuclear, subsidiária à qual estão vinculados os projetos na área de energia nuclear, não farão parte do plano de privatização da Eletrobras.

Segundo Coelho Filho, a Usina de Itaipu ficará fora do plano porque o tratado que rege a parceria entre Brasil e Paraguai supera as leis dos dois países, logo, qualquer alteração teria de ser aprovada pelo país vizinho. Já a Eletronuclear ficará fora porque a Constituição veda a privatização da subsidiária, pois pela lei a energia nuclear deve ficar sob controle do governo federal.

Coelho Filho afirmou que o MME não tem uma estimativa para o impacto que a privatização terá no consumidor. Segundo o ministro, em médio prazo, “a eficiência e a redução de encargos setoriais”, que hoje encarecem a conta de luz, podem fazer com que o custo da energia fique mais baixo. Porém, em curto prazo, o ministro afirmou não descartar aumento na tarifa, já que ainda há cálculos a serem feitos.G1

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