segunda-feira, 23 de outubro de 2017

MENSAGEM DO DIA




BOA SEMANA

NO PARÁ DO AÇAÍ - OUT 8

CÍRIO DE NAZARÉ - Noite de encerramento das festividades - Belém do Pará

NA CIDADE UNIVERSITÁRIA/UFPA- OUT 7


FOTO : Alexandre Moraes

CONCURSOS - Portaria autoriza vagas de trabalho em universidades federais do Pará

Os ministérios da Educação e do Planejamento autorizaram a criação de 1,9 mil novas vagas de trabalho nas universidades federais do país.

A informação foi publicada na edição do Diário Oficial da União de quinta-feira (19). Por meio da Portaria Interministerial nº 316, de 9/10/2017, foi autorizado o preenchimento de vagas nos bancos de professor-equivalente e do quadro técnico-administrativo das universidades federais. Desse total, 1,2 mil vagas são para contratação de docentes e 700 para cargos técnico-administrativos.

"Essa liberação é importante para que as universidades federais continuem oferecendo seus cursos de graduação com a qualidade já reconhecida pela sociedade brasileira. Também reafirmamos nosso compromisso e do governo federal com o ensino superior", destacou o ministro da Educação, Mendonça Filho.

A medida visa recompor, em parte, o quadro de servidores necessário para atender ao aumento da oferta de cursos e à criação de universidades federais e campus ocorridos nos últimos anos.

As universidades paraenses que fazem parte da portaria são a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

CONCURSOS

A Unifesspa é a instituição com maior número de vagas concedidas entre todas as instituições federais de Ensino Superior do Brasil, contempladas pela Portaria. Do total de vagas autorizadas, 86 serão destinadas para contratação de professores e 70 para técnicos administrativos, sendo 30 vagas para os cargos de nível D e 40 para cargos de nível E.

A universidade informou que “já se prepara para reavaliar as principais demandas e prioridades de preenchimento das vagas para dar início ao processo de elaboração dos editais de concurso público, que deverão ser publicados ainda este ano”. Também será avaliada a possibilidade de aproveitamento de vagas nos concursos vigentes.

A UFPA informou, através de nota, que a portaria ainda está sendo analisada pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão Pessoal (PROGEP).DOL


VIVENDO NO BRASIL 1

EX-MINISTRO GORDINHO CRIMINOSO

Geddel agiu como ‘líder de organização criminosa’, diz PGR

Geddel 'fez muito em pouco tempo', argumenta PGR (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) “fez muito em pouco tempo” e que ele aparentemente atuou como “líder de uma organização criminosa”.

No documento, datado de 16 de outubro, Raquel defende a manutenção da prisão preventiva do ex-ministro, que é acusado de atrapalhar investigações e de ocultação de R$ 51 milhões.

“Em um primeiro momento, Geddel violou a ordem pública e pôs em risco a aplicação da lei penal ao embaraçar investigação de crimes praticados de organização criminosa. Num segundo momento, passados nem dois meses do primeiro, reiterou a prática criminosa ao ocultar mais de R$ 50 milhões de origem criminosa. Fez muito em pouco tempo”, argumentou a PGR.

Geddel Vieira Lima foi preso pela segunda vez no dia 8 de setembro no âmbito da Operação Tesouro Perdido. Ele já cumpria prisão domiciliar na ocasião.

Agentes da Polícia Federal encontraram R$ 51 milhões guardados em um apartamento em Salvador e identificaram pelo menos três digitais de Geddel no local.

Raquel Dodge ressaltou ainda que o “valor monumental” descoberto é apenas “uma fração de um todo ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido”.

“Mesmo em crimes de colarinho branco, são cabíveis medidas cautelares penais com a finalidade de acautelar o meio social, notadamente porque a posição assumida por Geddel parece ter sido a de líder de organização criminosa”, disse a PGR.Folha de S.Paulo

SAÚDE DOAÇÃO SANGUE

Fachin vota contra restrição de gays na doação de sangue

Em países como Itália, México, Espanha e Chile, a orientação sexual não é levada em consideração, apenas os hábitos sexuais (Foto: Pixabay)

O ministro Edson Fachin, relator do caso contra a restrição a homossexuais na doação de sangue, declarou, na última quinta-feira, 19, que a norma é inconstitucional. Segundo a Portaria n° 158/16 do Ministério da Saúde, “homens que têm relações sexuais com outros homens” (chamados de HSH) não podem doar sangue durante 12 meses. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi aberta pelo PSB.

“Compreendo que essas normativas, ainda que não intencionalmente, resultam por ofender a dignidade da pessoa humana na sua dimensão de autonomia e reconhecimento, porque impede que as pessoas por ela abrangidas sejam como são”, disse o ministro.

“O foco deve ser a conduta possivelmente arriscada e não o gênero da pessoa com as quais as demais se relacionam. […] Orientação sexual não contamina ninguém. O preconceito, sim”, disse Fachin. Após o voto de Fachin, o julgamento foi suspenso e só deve ser retomado na próxima quarta-feira, 25.

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apoiados pela Advocacia-Geral da União e por diretores de hemocentros brasileiros, são a favor do veto temporário à doação. Já a Procuradoria-Geral da República, a Defensoria Pública da União, a Ordem dos Advogados do Brasil e grupos de direitos LGBT pedem o fim da restrição.

Países como a Alemanha, Áustria, China e Dinamarca ainda proíbem gays de doar sangue de forma vitalícia. Já em países como a Noruega, Holanda, Nova Zelândia, Estados Unidos e França, a política é a mesma do Brasil, um embargo de 12 meses. Na Inglaterra e na Escócia, a restrição vai passar a ser de 3 meses, graças ao avanço da tecnologia de detecção do vírus. Em países como Itália, México, Espanha e Chile, a orientação sexual não é levada em consideração, apenas os hábitos sexuais.STF



R.UNIDO EDUCAÇÃO

Universidades de Oxford e Cambridge estão ainda mais elitistas que no passado

EFE/Conselho da Cidade De Oxford

As duas principais universidades do Reino Unido, Oxford e Cambridge, estão mais elitistas do que há seis anos, de acordo com os dados de admissão destes prestigiados centros docentes.

A informação, solicitada pelo deputado do Partido Trabalhista David Lammy através de uma petição amparada na lei britânica de liberdade de informação, foi veiculada nesta sexta-feira por veículos da imprensa do Reino Unido.

As duas universidades "contam com uma imensa maioria de estudantes provenientes de uma pequena e privilegiada minoria do sul da Inglaterra", explicou Lammy em um artigo publicado hoje no "The Guardian".

Um dos dados que mais chamou a atenção do deputado trabalhista é que as duas classes sociais mais altas em termos de rendimento do Reino Unido, formadas por médicos, advogados, executivos e que representam 31% da população, foram as que mais tiveram acesso a essas instituições.

Concretamente, quatro de cada cinco estudantes que foram aceitos entre 2010 e 2015 vêm de família cujos pais ocupam altos cargos de trabalho e de direção.

Além disso, as áreas que têm o melhor percentual de admissão nessas duas universidades britânicas estão situadas no sudeste da Inglaterra.

No caso da Universidade de Oxford, são as regiões City of London, Richmond e Cambridgeshire, três áreas de alto poder aquisitivo situadas no sul da Grã-Bretanha.

Essa tendência se repete no caso de Cambridge, onde os distritos com as taxas mais altas de admissão por número de tentativas são Merton, Richmond, Winsdor, Maidenhead e Berkshire, também no sul do país e muito próximas a Londres.

"São universidades nacionais e que recebem mais de 800 milhões de libras (892,27 milhões de euros) dos contribuintes ao ano, pagos por cada pessoa, em cada cidade e povoado. Não obstante, o governo não pede nada em troca", criticou Lammy, que se perguntou se o contribuinte deveria continuar assumindo essas taxas.

Em declarações veiculadas pela emissora "BBC", um porta-voz de Cambridge alegou que os critérios de seleção da universidade são baseados em considerações estritamente acadêmicas.

Por sua vez, seu equivalente em Oxford atribuiu a disparidade à existência de algumas áreas em situação de desvantagem e com baixos níveis de rendimento escolar.

"Para corrigir as distorções e enfrentar estas sérias desigualdades será necessária uma longa viagem que requererá grandes esforços da sociedade - e também das universidades de ponta como Oxford", reconheceu o porta-voz do centro de ensino.EFE

TECNOLOGIA APP

O perigo dos falsos aplicativos

Os aplicativos falsos em geral têm códigos maliciosos (Foto: Pixabay)

O novo aplicativo de uma loja de departamentos inglesa posto à venda no Google Play, a loja oficial para baixar e atualizar aplicativos e jogos para o smartphone Android, em 5 de setembro, tinha o logotipo correto da loja e oferecia roupas e acessórios. Mas o app era falso e estava cheio de anúncios. Seu desenvolvedor, Style Apps, também lançou aplicativos para outras marcas de roupas americanas.

Esses aplicativos falsos destinam-se a enganar usuários desatentos. Apesar da vigilância do Google e da Apple, muitos hackers conseguem violar suas plataformas. Em plataformas não oficiais de empresas menores, o problema é ainda mais grave. Os usuários são enganados de duas maneiras. Alguns aplicativos preenchem uma lacuna no mercado. A loja de departamentos Selfridges, por exemplo, tem um app para dispositivos da Apple, mas não para Android. O RadioShack, uma empresa de varejo americana de produtos eletrônicos que pediu recuperação judicial em fevereiro de 2015, tem um site, mas não um aplicativo oficial. Três aplicativos falsos com o nome da loja já estão disponíveis no mercado.

Outros desenvolvedores copiam aplicativos legítimos com ligeiras modificações e esperam que os usuários não percebam. Metade dos 50 aplicativos mais vendidos na Google Play tem falsificações, como o lançado com o nome MyGoogleTranslate, em vez de Google Translate, e um app da Netflix com o tema do Dia das Bruxas como logotipo.

Os aplicativos falsos em geral têm códigos maliciosos. Segundo pesquisadores do departamento SerVal, da Universidade de Luxemburgo, cerca de um quinto dos aplicativos falsos para Android contém malware. O malware infiltra-se no sistema operacional dos smartphones para causar danos ou roubos de informações. Alguns roubam as senhas que desbloqueiam as contas bancárias dos usuários. Mas é mais comum que os desenvolvedores desonestos ganhem dinheiro com publicidade, sobretudo nos dispositivos Android, disse Eliran Sapir, da empresa de tecnologia Apptopia. Os anúncios no navegador do smartphone são substituídos aos poucos por outros semelhantes escolhidos pelo desenvolvedor do aplicativo falso.

Os desenvolvedores ganham mais dinheiro com aplicativos falsos, acrescentou Sapir. Em fóruns do mundo da internet que não é possível acessar por meios convencionais, os hackers e os pequenos anunciantes digitais oferecem aos desenvolvedores cerca de US$1 por usuário no período de um ano para pôr códigos maliciosos em seus aplicativos. Em teoria, um aplicativo com 15 mil usuários geraria uma receita de US$1,250 por mês, em comparação com um rendimento mensal de aproximadamente US$1,000 de aplicativos legítimos, de acordo com uma pesquisa da empresa de publicidade móvel InMobi.The Economist



VIVENDO NO BRASIL 2

MEIO AMBIENTE - MUDANÇA CLIMÁTICA

Comércio marítimo estaria provocando tempestades, diz estudo

Os relâmpagos concentraram-se em rotas de movimento mais intenso de navios (Foto: Wikimedia)

Os navios mercantes modernos resistem bem ao impacto das ondas, mas os marinheiros evitam as tempestades no mar. Os contêineres podem se soltar e há sempre o risco de um relâmpago interromper as comunicações. Mas, hoje, algumas tempestades são provocadas pelo comércio marítimo. Esta é a conclusão de Joel Thornton da Universidade de Washington, em Seattle, e seus colegas divulgada em um artigo recém-publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Thornton e sua equipe examinaram 1,5 bilhão de relâmpagos registrados no oceano Índico e no mar da China Meridional pela World Wide Lightning Location Network entre 2005 e 2016. Como o mapa mostrou, os relâmpagos concentraram-se em rotas de movimento mais intenso de navios. Em especial, a rota que atravessa o sul de Sri Lanka até a entrada do estreito de Malaca e do estreito de Cingapura, assim como o trecho entre Cingapura e Malásia que segue em direção ao mar da China Meridional.

Não há registros de mudanças no movimento vertical dos ventos, nem alterações no deslocamento horizontal do ar, que poderiam causar essa concentração de tempestades em rotas marítimas. Por outro lado, a estrutura de metal dos navios não atrai os raios, que caem no mar próximos a eles.

A explicação mais plausível é a poluição causada pelo combustível dos navios. A combustão do óleo diesel marítimo produz dióxidos de enxofre que agem como núcleos de condensação de nuvens. As nuvens em mares e oceanos não poluídos são compostas por grandes gotículas de água e permanecem em uma altitude mediana. Mas, segundo Thornton e seus colegas, as gotículas menores, que se condensam em torno dos dióxidos de enxofre, em razão do fenômeno de transferência de calor se elevam até as nuvens que acumularam uma grande quantidade de água em suspensão e eletricidade estática.

Algumas medidas irão diminuir a incidência de relâmpagos nas rotas marítimas. Atualmente, o depósito padrão de combustível tem um teor médio de enxofre de 2,7%. A partir de 2020, deve diminuir para 0,5% se as refinarias e os armadores obedecerem às regras estabelecidas pela Organização Marítima Internacional.

A navegação está sendo realizada de forma mais eficiente, com a desaceleração das embarcações, o que reduz a quantidade de combustível consumida por milha náutica. Além disso, os sistemas de reciclagem de calor e novos tipos de motores diminuem o consumo de combustível. Em poucos anos, a situação se normalizará. Enquanto isso, mesmo para os céticos a pesquisa de Thornton e seus colegas é uma prova evidente da influência dos seres humanos nas mudanças climáticas.The Economist

CATALUNHA INDEPENDÊNCIA

Empresas começam a fugir da Catalunha após referendo

Somente no dia da declaração de independência 212 firmas da região requereram a mudança de sede (Foto: Wikimedia)

Duas semanas depois do plebiscito que decidiu pela independência do território espanhol, a Catalunha já enfrenta os efeitos da decisão. Ainda que não tenha se separado oficialmente da Espanha, uma série de empresas alocadas na região começou a se deslocar e mudou suas sedes para outros lugares no país.

Desde que o presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, declarou a independência da região no último dia 10, mesmo com a suspensão dos efeitos logo em seguida, cerca de 500 empresas já migraram parcialmente ou por completo. Segundo a associação espanhola de tabeliães, somente no dia da declaração de independência 212 firmas da região requereram a mudança de sede.

Economistas avaliam que esse cenário de fuga de empresas é um processo irreversível e se manterá nos próximos dias, provocando um forte impacto na economia catalã. Além disso, destacam que governo de Madri já sente o impacto na economia por conta do impasse com a região.

“O futuro da Catalunha é incerto, não importa como as negociações para a separação e os esforços de diálogo vão transcorrer, a região permanecerá marcada a longo prazo e os cegos partidários da independência vão acordar”, é o que destaca o economista José María Gay de Liébana, professor universitário em Barcelona.

Segundo Gay de Liébana, a fuga dessas empresas já totaliza um dano econômico avaliado em até 60 bilhões de euros e essa perda afeta toda a Espanha como polo de negócios. O economista catalão ainda aponta que a região autônoma contabiliza uma dívida de 200 bilhões de euros.

Atualmente, a Catalunha está avaliada com a nota B+ pela agência Standard & Poors e já é considerada um risco para o investidor. No entanto, se o conflito com Madri persistir, a agência pode rebaixar ainda mais a nota, afetando, sobretudo, o setor bancário – os bancos Sabadell, La Caixa, BBVA e Santander os responsáveis pela maioria dos negócios nacionais provenientes da Catalunha.

Agora, o governo espanhol avalia com cuidado seus próximos passos em relação à Catalunha, já que o país está altamente endividado e não quer ameaçar sua classificação de risco nem ver a sua dívida soberana aumentar consideravelmente – a Espanha recebeu nota BBB+ da Standard & Poors.

“O problema é que, enquanto a Catalunha fizer parte da Espanha, o país terá de cobrir as dívidas da região e, se elas cresceram consideravelmente, a situação vai ficar crítica”, destacou Gay de Liébana. Atualmente, a dívida espanhola equivale a 100% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

Brexit

Uma situação semelhante foi presenciada durante o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), conhecido como Brexit. Em maio deste ano, o país registrou a saída de um quarto das empresas britânicas de serviços financeiros, que mudaram suas operações para outros países. Entre elas, estão os bancos Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Deutsche Bank.

Além disso, um estudo da consultora Deloitte, divulgado em junho, revelou que 47% dos trabalhadores europeus com alta qualificação pretendia deixar o país pós-Brexit.DW

LIVROS THE FUTURE OF WAR

A evolução das estratégias militares

Novo livro de Lawrence Freedman, professor emérito de estudos da guerra do King’s College de Londres (Foto: Amazon)

Em seu novo livro, The Future of War: A History, Sir Lawrence Freedman, professor emérito de estudos da guerra do King’s College de Londres, descreve a evolução das táticas militares desde o ideal clássico de vitórias rápidas e decisivas até o impacto dos ataques cibernéticos, do uso da inteligência artificial e do aprendizado de máquina nas guerras modernas.

Em meados do século XIX, uma geração depois de Waterloo, o ideal clássico de guerra simbolizado por Napoleão, mas originário dos antigos gregos e romanos, ainda predominava. As guerras deveriam ser rápidas e os vencedores alcançariam seus objetivos políticos, muitas vezes limitados. O sucesso do primeiro ataque era crucial, de preferência forçando o adversário a lutar até sua destruição.

A derrota da França pela Prússia na batalha de Sedan em 1870 e a rendição de Napoleão III foram uma demonstração da organização militar prussiana e do gênio tático do marechal de campo, Helmuth von Moltke, que lutou uma batalha segundo o ideal clássico, mas em um contexto moderno.

Agora, de acordo com o autor, a revolução em assuntos militares (RMA), um conceito criado na década de 1980, “processou, reuniu e transmitiu informações referentes à inovação das táticas de combate”, como redes digitais, links de dados rápidos, sensores e bombas “inteligentes” guiadas por GPS ou raios laser.

A eficácia dessas tecnologias foi comprovada na Guerra do Golfo em 1991. Os mísseis de cruzeiro atravessavam as ruas de Bagdá a caminho de seus alvos e os vídeos mostravam bombas guiadas a raios laser explodindo com precisão. As novas armas associaram o ideal clássico de guerra rápida e definitiva com baixas mínimas até mesmo do adversário, cujas forças poderiam ser destruídas sem o assassinato em massa de civis.

No entanto, mais uma vez, a guerra moderna desafiou o conceito de superioridade tecnológica e organização militar. Em 2003, uma coalizão liderada pelos EUA deu início à guerra do Iraque. Em pouco tempo, o governo de Saddam Hussein foi derrubado, mas os confrontos entre grupos rivais, sobretudo xiitas e sunitas, nos quais as armas eram homens-bomba e dispositivos explosivos improvisados, mergulharam o país em uma luta brutal.

Hoje, os sistemas equipados com inteligência artificial, o aprendizado de máquina e as armas cibernéticas que podem destruir os alvos inimigos remotamente, sem violência física, sugerem um futuro bélico dominado por máquinas.

Essa evolução tecnológica permitiria retomar o ideal clássico da destruição precisa e eficaz do inimigo? Sir Lawrence é cético quanto às previsões, mas recomenda cuidado com os que acreditam “na facilidade e rapidez com que a vitória pode ser alcançada, subestimando a inventividade dos adversários”.The Economist

IRAQUE BATALHA POR KIRKUK

Uma nova guerra no Iraque

(Fonte: Reprodução/AP)

Com suas ricas reservas de petróleo e diversas etnias e religiões, a cidade de Kirkuk sempre foi alvo de disputas. Diante da conquista de grande parte do norte e oeste do Iraque em 2014 pelo Estado Islâmico (Isis), os curdos ocuparam a cidade, com o argumento que estavam defendendo a liberdade iraquiana. Com a derrota do Isis em vários territórios dominados pelos jihadistas, as antigas disputas pelo controle da cidade recomeçaram.

No início da manhã do dia 16 de outubro, as tropas do governo iraquiano e da Guarda Revolucionária Iraniana atacaram Kirkuk, ocuparam os campos petrolíferos, a maior base militar e o prédio do governo. A produção de petróleo foi interrompida e milhares de civis fugiram da cidade e da província a caminho do norte montanhoso.

Até o momento, não houve um grande número de mortes. As forças peshmergas curdas retiraram-se sem muita resistência. Mas alguns curdos atenderam aos pedidos de seus líderes e assumiram a defesa de Kirkuk.

Dois fatores básicos aumentaram as tensões na região. Em primeiro lugar, a iniciativa do presidente do governo regional, Masoud Barzani, de realizar um referendo de independência curda no mês passado irritou profundamente as autoridades iraquianas. Decidido a preservar a unidade do país, o primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, interrompeu os voos internacionais para as cidades curdas.

Abadi disse que o referendo custará aos curdos “tudo” que ganharam desde a criação de um governo autônomo em 1991. A perda dos campos petrolíferos de Kirkuk eliminaria a principal fonte de receita do governo regional curdo em um momento econômico difícil.

A segunda causa do conflito é a crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Em 13 de outubro, o presidente Donald Trump não certificou o acordo nuclear com o Irã assinado por Barack Obama e acusou os iranianos de violar alguns termos do pacto. Além disso, Trump ameaçou impor sanções à Guarda Revolucionária Iraniana, culpando-a de apoiar grupos terroristas.

O Exército da Guarda Revolucionária Iraniana (EGRI) reagiu rápido ao discurso agressivo de Trump. Sob o comando do general Qassem Suleimani, a Força Quds, uma unidade especial do EGRI, o Exército do Iraque e duas milícias xiitas iraquianas atacaram Kirkuk e criaram mais uma zona de confronto no conturbado Oriente Médio.The Economist

domingo, 22 de outubro de 2017

MENSAGEM DO DIA

VIVENDO NO BRASIL 1






PAPA BRASIL

Papa pede clero unido no Brasil diante de "escandalosa corrupção"

EFE/ Maurizio Brambatti

O papa Francisco defendeu neste sábado a necessidade da união do clero no Brasil diante da "escandalosa corrupção" ocorrida no país durante um encontro com a comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma.

"Neste momento difícil de sua história nacional, quando tantas pessoas parecem ter perdido a esperança em um futuro melhor pelos enormes problemas sociais e por uma escandalosa corrupção, o Brasil precisa que suas curas sejam sinais de esperança", disse o papa.

Para Francisco, os brasileiros precisam ver um "clero unido, fraterno e solidário". "Os sacerdotes precisam enfrentar lado a lado os obstáculos, sem cair nas tentações do protagonismo ou de fazer carreira", afirmou o pontífice.

"Tenho certeza de que o Brasil superará sua crise e confio que vocês atuarão nisso como protagonistas", disse o pontífice aos estudantes e membros do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, recebidos por ele por causa do 300º aniversário da descoberta da imagem de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do país.

No discurso, no entanto, Francisco alertou aos estudantes que essa "nova condição" pode representar um "desequilíbrio" entre os quatro pilares que sustentam a vida de um sacerdote: a dimensão espiritual, a acadêmica, a humana e a pastoral.

E lembrou a dimensão acadêmica de sua vocação não deve resultar em um descuido das outras três, porque isso abriria as portas de algumas "doenças" para os estudantes.

Entre elas, Francisco destacou o "academicismo" e a "tentação de fazer dos estudos simplesmente um meio de afirmação pessoal que acaba sufocando a fé".EFE

PORTUGAL TECNOLOGIA

Web Summit alcançará este ano o recorde de 60 mil espectadores em Lisboa

O ex-presidente americano Al Gore é um dos palestrantes do Web Summit. EFE/EPA/Christian Merz

Os organizadores do Web Summit, um dos congressos de tecnologia mais importantes do mundo, afirmaram na sexta-feira que esperam mais de 60 mil pessoas para a próxima edição, que acontecerá entre os dias 6 e 9 de novembro em Lisboa, com palestrantes de destaque, como o secretário-geral da ONU António Guterres, o ex-presidente francês François Hollande, e o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

Esta será, portanto, a edição com maior número de pessoas deste congresso, que nasceu em 2010 em Dublin, na Irlanda, e que se transferiu para a capital portuguesa no ano passado, buscando um espaço com maior capacidade.

Após aquela experiência inicial, o Web Summit confirma que voltará a aumentar sua presença este ano dentro do recinto do estádio MEO Arena, ao lado do Parque das Nações, onde acontece a Feira Internacional de Lisboa (FIL).

Entre os participantes, mais de mil serão palestrantes que apresentarão e discutirão as últimas tendências tecnológicas em diferentes âmbitos, desde a evolução dos automóveis e da gestão financeira até as relações humanas, passando, certamente, pela inteligência artificial.

António Guterres, François Hollande, Al Gore, Yorgos Papandreu, Garry Kasparov e Caitlyn Jenner são algumas das presenças já confirmadas para esta edição, que também contará com executivos de empresas como Facebook, Tinder, Nintendo, Uber, Amazon, Renault, Lloyds e IKEA.

São nomes que evidenciam a crescente relevância deste evento, para o qual estão credenciados cerca de 3 mil jornalistas de mais de 150 países, informou hoje a organização, que pretende fazer uma ponte entre grandes investidores e ideias inovadoras desenvolvidas por empresas emergentes, as 'startups'.

Os contatos serão potencializados não só nas conferências tradicionais, mas também em eventos paralelos com uma atmosfera mais informal, como Pub Summit, Night Summit, Culture Summit e Sunset Summit, que propõem atividades noturnas e conversas no centro de Lisboa.

Este é precisamente um dos segmentos mais esperados pelos donos de estabelecimentos comerciais da capital, que experimentaram crescimento em seu movimento no ano passado graças ao Web Summit.EFE

FRANÇA POLÍTICA

Parlamento da França aprova isenção de imposto de moradia para 80% dos lares

Emmanuel Macron em foto de 19 de outubro. EFE/Stephanie Lecocq

A Assembleia Nacional da França aprovou neste sábado a isenção progressiva do imposto de moradia, equivalente ao IPTU no Brasil, para 80% das casas do pais, uma das principais medidas do programa eleitoral de Emmanuel Macron.

Esse fim progressivo da cobrança da taxa de moradia, que constitui uma das principais fontes de recursos das câmaras municipais do país, gerou críticas por parte da oposição ao presidente, tanto da direita como da esquerda.

A medida foi aprovada hoje por 65 votos a favor e 14 contrários. Primeiro, o imposto será reduzido em 30% em 2018. No ano seguinte, a queda chegará a 65%, para atingir os 100% em 2020.

Esse corte terá um custo de 3 bilhões de euros para os cofres públicos no primeiro ano, 6,6 bilhões de euros no segundo e 10,1 bilhões de euros em 2020, quando estiver totalmente implementado.

A estimativa é que o imposto, pago pelos ocupantes de uma moradia, seja o proprietário ou o locatário, representa 35% das receitas dos municípios, que agora deverão ser compensados por repasses de recursos federais.

A direita francesa criticou a medida por considerar que privar as câmaras municipais desse dinheiro equivale a colocar as administrações locais sob a tutela do governo central. Já a esquerda disse que a isenção pode aumentar desigualdades territoriais.EFE

R.TCHECA ELEIÇÕES

Milionário populista Andrej Babis vence eleições na República Tcheca

EFE/ Martin Divisek

A Aliança de Cidadãos Descontentes (ANO), liderada pelo milionário populista Andrej Babis, venceu neste sábado as eleições da República Tcheca com 32% dos votos.

Segundo dados preliminares do Escritório Estatístico Tcheco, com 39% dos votos apurados, o ANO lidera o pleito com mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre o SPD, um partido considerado xenófobo e antieuropeu, que ocupa o segundo lugar com 11,5% dos votos.

Os conservadores do Partido Democrático Cívico (ODS) ocupam até o momento o terceiro lugar, com 10% dos votos, seguidos do Partido Pirata, com 9,5% e do Partido Comunista da Boêmia e Morávia (KSCM), com 9%, segundo a apuração parcial.

O Partido Social-Democrata Tcheco (CSSD), com quem Babis governou nos últimos quatro anos, deixa de ser a principal força política do país e perde mais da metade dos votos obtidos há quatro anos, ficando agora com apenas 9% do eleitorado.EFE

MARROCOS HOMOSSEXUAIS

Ministro marroquino volta a qualificar homossexualidade como "asquerosa"

EFE/Villar López

O ministro de Direitos Humanos do Marrocos, o islamita Mustafa Ramid, que há uma semana qualificou os gays como "lixo" sem saber que estava sendo gravado, quis explicar suas palavras e acabou dizendo que a homossexualidade é "asquerosa".

Em sua conta no Facebook, Ramid quis abordar a polêmica gerada na sexta-feira passada por suas palavras e publicou um longo "post" para explicar seu ponto de vista.

"Se qualifiquei a homossexualidade como asquerosa, foi em referência aos atos e às práticas homossexuais como tais, e não necessariamente às pessoas que com ela se identificam", esclareceu o ministro, utilizando sempre a expressão "desvio sexual".

Como se não tivesse ficado claro, Ramid continuou: "A homossexualidade continua sendo um delito punido pela lei marroquina e, além disso, inaceitável na nossa sociedade".

Ramid, que antes de ser ministro de Direitos Humanos ocupou a pasta de Justiça, nunca escondeu sua opinião sobre os gays e em várias ocasiões disse que a sociedade marroquina "não está preparada" para admitir a homossexualidade.

O Código Penal marroquino pune no seu artigo 489 a prática da homossexualidade (definida como "a comissão de atos antinaturais com indivíduos do mesmo sexo") com penas de até três anos de prisão.

Ramid acaba de participar em Genebra do "exame periódico universal sobre os direitos humanos", onde apresentou algumas melhoras introduzidas no seu país, mas sem tocar em temas mais espinhosos, como a proibição da homossexualidade, das relações sexuais extraconjugais, da infração do jejum no Ramadã ou da conversão a qualquer religião diferente do Islã.EFE

TURQUIA RELIGIÃO

Turquia caminha rumo à islamização ao equiparar casamentos civil e religioso

EFE/Tolga Bozoglu

O casamento civil deixou de ser o único legal na Turquia nesta quinta-feira, após ter sido aprovada uma lei que reconhece a validade das cerimônias oficiadas pelos líderes religiosos, o que a oposição de esquerda e os coletivos feministas consideram mais um passo rumo à islamização do país.

"Não há a necessidade real de os muftis também poderem oficiar casamentos. Por acaso, há filas no registro civil? Isso me parece mais uma desculpa para islamizar as nossas vidas", resumiu Damla, uma ativista do Coletivo Feminista de Istambul que participou de um protesto contra a lei.

A nova norma faz parte do conjunto de 42 artigos aprovados na madrugada de quinta-feira por iniciativa do islâmico Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP) do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Esse pacote inclui a concessão de novas competências aos muftis, líderes religiosos muçulmanos que trabalham para a Direção de Assuntos Religiosos da Turquia (Diyanet), um órgão oficial.

A mudança, também apoiada pelo direitista Partido da Ação Nacionalista (MHP), foi anunciada em julho e, desde então, foi contestada com grandes protestos que não conseguiram evitar a sua aprovação.

O social-democrata Partido Republicano do Povo (CHP), o principal da oposição, denuncia que essa equiparação dos casamentos civil e religioso é desnecessária.

"Nas 81 províncias do país há 919 escritórios onde os casais podem se casar. Até mesmo os mukhtar - autoridades de bairro - podem registrar uniões civis. Esta lei não nasce da necessidade, mas para que os muftis adquiram mais poderes", opinou Candan Yüceer, deputada do CHP.

Segundo Yüceer, a mudança na legislação afeta o caráter secular da Turquia determinado pela Constituição. Até então, os muftis só podiam registrar ligações religiosas, que não eram oficialmente reconhecidas pelo Estado e que não concediam aos cônjuges os direitos adquiridos pelo casamento civil.

A porta-voz da Plataforma de Mulheres de Ancara, Hatice Kapusuz, criticou o AKP por ter apresentado a iniciativa ao Parlamento sem consultar nenhuma organização de mulheres e afirmou que a lei nem sequer tem um preâmbulo que a justifique.

A Plataforma também adverte que o novo regulamento pode facilitar o casamento com menores de idade, uma prática que ainda ocorre em algumas zonas rurais de Anatólia e que até agora os muftis registravam de forma simbólica e sem valor legal.

Além de oficiarem casamentos, os muftis podem agora registrar nascimentos sem que os pais precisem comparecer a um cartório do Estado.

"Preocupa muito que nascimentos sejam registrados sem a necessidade de ir aos cartórios. Às vezes é possível identificar abusos a menores de idade quando a menina comparece para registrar o bebê", comentou Elif, uma ativista feminista de Bursa que foi a Istambul para se juntar aos protestos contra o novo regulamento.

Elif alertou que, "no fim, mais uma vez foram cortados os direitos da mulher".

"Não acredito que um mufti denuncie casos de abuso. Vai se basear na Constituição ou na moral religiosa? Os casamentos com menores não são legais, mas há casos nos quais os muftis os registraram. O que farão agora?", questionou Toprak, um jovem estudante que marcou presença em uma das manifestações contra a lei.

O AKP defende que a nova norma "regula a vida civil, não a religiosa", e que os muftis registrarão casamentos em função do que estabelece a lei, inclusive a idade dos cônjuges, e não por critérios religiosos.

"Um 'casamento de mufti' é um casamento civil. O registro matrimonial e as suas consequências serão os mesmos que até agora", ressaltou o líder da frente parlamentar do AKP, Naci Bostanci.

O governo argumenta que a nova norma ajudará a diminuir o número de casamentos com menores de idade, já que inclusive as cerimônias religiosas deverão acatar o código civil.

Filiz Kerestecioglu, líder do grupo parlamentar do esquerdista Partido Democrático dos Povos (HDP), advertiu que a Diyanet se preocupa mais com o aumento de divórcios do que com os direitos da mulher.

"Os muftis, que declararam publicamente que não acreditam na igualdade e que as mulheres não deveriam se divorciar, agora podem registrar casamentos. Eles tratam de prevenir os divórcios, enquanto a cada dia há assassinatos de mulheres. Esta iniciativa não ajuda a igualdade", disse Kerestecioglu durante o debate parlamentar no qual a lei foi aprovada.Lara Villalón/EFE

VIVENDO NO BRASIL 2

CHILE NERUDA

Equipe internacional de peritos afirma que Pablo Neruda não morreu de câncer

Entrevista coletiva da equipe internacional de especialistas e peritos. EFE/Elvis Gonzalez

O poeta chileno Pablo Neruda, falecido em 23 setembro de 1973, não morreu de câncer de próstata, apesar de ter sofrido dessa doença, determinou nesta sexta-feira uma equipe internacional de especialistas e peritos reunidos em Santiago.

"A caquexia está descartada. Isso está claro", disse o juiz especial Mario Carroza, que investiga as causas do falecimento do prêmio Nobel de Literatura em 1971, após se reunir com o grupo de peritos que, no entanto, ainda desconhecem a causa específica da morte.

A equipe de especialistas informou nesta sexta-feira em entrevista coletiva que o poeta, opositor ao golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet de 11 de setembro de 1973, não morreu por causa de uma caquexia cancerosa provocada pelo câncer que sofria, como aparece em seu atestado de óbito.

O juiz Carroza apontou que as conclusões da equipe apontam para um assunto que fundamentalmente "tem relação com uma outra toxina, que por sua vez requer outros estudos que nos permitirão ter uma conclusão definitiva".

O médico forense espanhol Aurelio Luna disse aos jornalistas que o que é "categoricamente certo" é que o atestado de óbito "não reflete a realidade do falecimento".

De acordo com Luna, se tudo correr bem, dentro de um ano será possível obter uma resposta concreta e clara aos estudos de genômica bacteriana.

Desde a última terça-feira, 16 especialistas de Espanha, Estados Unidos, Dinamarca, Canadá, França e Chile compartilharam seus estudos e análises na capital chilena.

Neruda morreu em uma clínica de Santiago em 23 de setembro de 1973, poucos dias após o golpe de Estado que derrubou o governo de Salvador Allende.

Em 2011, uma investigação judicial foi aberta para esclarecer se o poeta morreu por causa do câncer de próstata ou foi envenenado por agentes da ditadura de Pinochet.

Em abril de 2013, os restos mortais de Neruda foram exumados e, em novembro desse ano, um grupo de especialistas chilenos e de outros países descartou uma morte por envenenamento.

Apesar disso, o juiz Carroza manteve aberta a investigação por considerar que os resultados não eram conclusivos e ordenou um novo exame, que foi realizado no ano passado e cujos resultados foram analisados pelo painel de especialistas.

Eduardo Contreras, advogado do Partido Comunista (PC), do qual Neruda era militante, afirmou que está comprovado que na clínica Santa María, onde faleceu o poeta, foram cometidos "crimes" após o golpe de Estado de Pinochet.

Foi nessa mesma clínica que o ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970) faleceu supostamente envenenado em 1982, após ser submetido a uma cirurgia de hérnia simples.

"Na mesma clínica, no mesmo quarto, com os mesmos médicos e algumas enfermeiras, morreu Pablo Neruda", disse Contreras.

O advogado ressaltou que o poeta, membro do comitê central do PC, morreu quando se preparava para viajar ao México para realizar "trabalhos muito importantes na política", que consistia em liderar e organizar a oposição a Pinochet.EFE

VENEZUELA ELEIÇÕES

Venezuelanos precisam de meio salário mínimo para alimentar família por 1 dia

EFE/Miguel Gutierrez

Os venezuelanos precisam de quase metade de um salário mínimo para cobrir as necessidades básicas diárias de uma família de classe média do país, de acordo com um estudo publicado pelo Centro de Documentação e Análise para os Trabalhadores (CENDA).

"Um trabalhador precisa de 61.495 bolívares diários (menos de US$ 20 no câmbio oficial) para alimentar sua família, levando em consideração o salário mínimo de 136.544,18, vigente a partir de setembro", diz o relatório.

Segundo o estudo, divulgado hoje pela imprensa local, uma família precisaria de 13,5 salários mínimos apenas para cobrir as despesas básicas de alimentação em um único mês.

Além do salário mínimo, os venezuelanos recebem um cupom do governo para adquirir alimentos. Depois do último aumento, ele passou a valer 189.000 bolívares (US$ 56 no câmbio oficial).

"Um casa com dois salários mínimos e dois tickets de alimentação consegue fazer compras suficientes para fazer compras para 11 dias. E se há apenas um salário em uma casa, é suficiente apenas para comprar alimentos para seis dias por mês", diz o documento do CENDA, que registra aumento dos preços de 11 alimentos da cesta básica.

Os preços do açúcar e seus substitutivos cresceram 98,5% em relação ao mês anterior. Os das bebidas não alcóolicas tiveram inflação de 87,4%. Pescados tiveram reajuste de 51,6%, enquanto leite, queijos e ovos ficaram 47,9% mais caros.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no mês passado um novo sistema de fixação de preços para 50 produtos básicos, que, até o momento, não foi aplicado no mercado.

Os chavistas implantaram em 2002 o monopólio no mercado de câmbio. Empresários do país dizem não receber dólares suficientes para suas importações e devem comprá-los no mercado paralelo, onde o bolívar não para de se desvalorizar em relação à moeda americana, o que explica os preços proibitivos e a inflação do país.EFE

EUA TELEVISÃO

Nova temporada de "The Walking Dead" estreia neste domingo com 100º episódio

Mulher fantasiada de zumbi durante evento em Madri. EFE/Kiko Huesca

Não resta dúvida de que "The Walking Dead" continua sendo uma das séries de maior destaque da televisão, mas, após sete temporadas e com a oitava prestes a estrear este domingo, os zumbis vêm dando alguns sinais de que estão perdendo a fome, embora isso não pareça afetar os planos da emissora "AMC".

No final da última temporada, um episódio de 90 minutos titulado "The First Day Of The Rest of Your Life" contou com a audiência de 11,3 milhões de espectadores em 2 de abril deste ano, 20% menos que no encerramento da sexta temporada.

A audiência da sétima temporada foi a terceira mais baixa registrada pela série, unicamente atrás dos 5,97 milhões de espectadores da primeira temporada e os 8,99 milhões da segunda, de acordo com dados da consultora Nielsen.

A tendência é inequívoca, já que a queda vem se acentuando desde a quinta temporada: dos 14,4 milhões de espectadores de média (com um pico histórico de 17,3 milhões em seu primeiro episódio), aos 13,2 milhões da sexta e aos 11,4 milhões da sétima.

Mas, na realidade, nada disso importa, já que "The Walking Dead" mantém uma vantagem tão grande em relação aos seus concorrentes imediatos que, ainda que a queda continue sem freio, há margem de sobra para a série continuar dando lucros.

Na faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, a mais valorizada pelos anunciantes, "The Walking Dead" supera de forma abismal séries como "The Big Bang Theory", "Empire", "This Is Us" e, inclusive, "Game of Thrones".

"A série está muito viva e vamos continuar com ela durante muito tempo", disse recentemente Josh Sepan, diretor executivo da "AMC Networks", que minimizou a importância da queda de audiência, consciente de que muitos espectadores a acompanham através de serviços "on demand" ou pela internet.

"Há uma queda geral quanto ao número de assinantes de pacotes de televisão e essa tendência vai se acelerar enquanto os preços se ajustam, os pacotes se ajustam, as ofertas sob medida são preparadas e novas plataformas chegam ao mercado", declarou Sepan, em referência às novas formas digitais de consumir conteúdo.

A oitava temporada começará com o episódio número 100 da série, baseada na história em quadrinhos homônima de Robert Kirkman, que em agosto denunciou a rede "AMC" por considerar que a divisão de lucros não foi justa com todas as partes.

Trata-se de uma medida similar à adotada por Frank Darabont, que foi demitido do cargo de produtor-executivo da série na segunda temporada e exige uma indenização de US$ 280 milhões.

Apesar das polêmicas, "The Walking Dead" promete nos próximos episódios retomar a fórmula que sempre funcionou: reunir os protagonistas ao invés de relatar suas vivências separadamente e confrontá-los com um grande vilão (Negan) e seus capangas ("the saviors").

"Tomara que as pessoas que disseram que nunca mais veriam a série retornem", comentou Jeffrey Dean Morgan, ator que encarna Negan, em declarações ao jornal "The New York Times". "Haverá grandes recompensas", acrescentou.

"The Walking Dead", protagonizada por Andrew Lincoln, Lauren Cohan e Dean Morgan, entre outros, estreou em outubro de 2010 e, em 2011, foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor série de TV (drama).

Além disso, gerou uma série derivada, "Fear the Walking Dead", que a "AMC" começou a transmitir em agosto de 2015, e um espaço televisivo, "Talking Dead", focado na análise dos pormenores de cada episódio.EFE

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

HAPPY HOUR



PENSAMENTO DA SEXTA


NOSSO SOM







NA CIDADE UNIVERSITÁRIA - OUT 6



O presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Kleber Morais, vem a Belém nesta sexta-feira, 20, para uma série de inaugurações nos hospitais universitários João de Barros Barreto (HUJBB) e Bettina Ferro de Souza (HUBFS), que formam Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA)/Ebserh, sob a gestão do médico e sociólogo Paulo Roberto Amorim. O Bloco cirúrgico do HUJBB e a recepção das unidades de Oftalmologia e Otorrinolaringologia do HUBFS são alguns dos espaços inaugurados com a presença do gestor nacional das instituições hospitalares e do reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho. Orçamento financeiro, infraestrutura e recursos humanos são alguns dos assuntos discutidos no encontro.

A primeira visita de Kleber Morais é no Barros Barreto, das 11h30 às 14h, para a inauguração do novo centro de cirurgia, reestruturado com quatro salas de cirurgias, duas de recuperação pós-anestésico, farmácia satélite e sala da patologia para exame de congelação. Segundo a gerente administrativa do Complexo, Ivana Sousa, no local os profissionais contam com áreas comuns, como sala de repouso para a equipe de plantão, secretaria, recepção, copa, sala de utilidades, posto de enfermagem, vestiários e banheiros masculino e feminina, funcionando com um sistema de refrigeração com fluxo laminar. Para atingir toda essa estrutura, foram investidos cerca de R$ 1 milhão, recursos originados do Ministério da Saúde, da Educação (MEC), Ebserh e UFPA.

Com a conclusão do novo bloco cirúrgico a tendência, pelo menos, é duplicar o número da realização de procedimentos: cirurgia geral, do aparelho digestivo, da cabeça e pescoço, urologia, torácica, vascular e pediátrica, uma média de oito por dia e seis no final de semana, entre pequenas cirurgias de urgência e emergência da demanda interna. "O centro cirúrgico atual dispõe duas salas e fazemos uma média diária de oito cirurgias, então com quatro salas, no mínimo, duplicaremos o nosso serviço", enfatiza chefe da Unidade de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo, Geraldo Ishak.

Revitalização – No período da tarde, o presidente da Ebserh participa da inauguração das novas instalações das alas A, B e C do HUBFS, contabilizando investimentos de R$ 32 mil, conseguidos por meio de doações, para a revitalização e ambientação da recepção das unidades de Oftalmologia e Otorrinolaringologia.

Na opinião do superintendente do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh, Paulo Amorim, as inaugurações dos espaços representam que a atual gestão vem trabalhando para oferecer à população um ambiente hospitalar humanizado e garantir aos seus profissionais as melhores condições de trabalho, conforme preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Esperamos fazer ainda mais, visando em 2018 o início da reforma da Pediatria do Barros, temporariamente funcionando no terceiro andar, e do Centro Especializado em Reabilitação (CER) tipo IV, na área localizada ao lado do Bettina", informa.





Texto e fotos: Edna Nunes – Ascom Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.

VIVENDO NO BRASIL 1

NA CIDADE UNIVERSITÁRIA/UFPA - OUT 5


TEMER SEGUNDA DENÚNCIA

Temer reinicia barganha em troca de apoio

Barganha é similar à feita em agosto, para barrar a 1ª denúncia (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer iniciou a negociação de emendas e cargos em troca de apoio para barrar a segunda denúncia contra ele na Câmara. O principal alvo do Planalto é o chamado bloco Centrão, frente parlamentar composta por 13 partidos médios como o PP, PR, PTB e PRB, considerada crucial em votações no Congresso.

A ideia é conter rebeliões de aliados às vésperas da votação da denúncia, já que nos bastidores do Congresso o apoio a Temer caiu em relação a agosto deste ano, quando a Câmara barrou a primeira denúncia contra o presidente, apresentada pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, líderes partidários do Centrão apontaram três motivos para a queda no apoio a Temer: o não cumprimento de promessas relativas à liberação de cargos e emendas, feitas em agosto em troca de apoio contra a primeira denúncia; o fato de a nova denúncia incluir dois ministros, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral); e a perda do temor a retaliações em caso de votos contrários, já que o governo não puniu traições de deputados da base aliada em agosto.

“O clima está tenso. Com certeza, ele terá menos votos a favor dele”, disse ao jornal o deputado Marcos Montes (MG), líder do PSD na Câmara. Impressão igual tem o deputado José Rocha (BA), líder do PR na Casa, que critica o não cumprimento de promessas por parte de Temer. “No PR, há uma insatisfação muito grande por não terem cumprido o compromisso de liberação de emendas impositivas. Ano que vem é ano eleitoral”, disse ele, ao Estado de S. Paulo.

NO PARÁ DO AÇAÍ - OUT 7

Prefeitura de Belém confirma corte dos salários dos funcionários em outubro

O prefeito Zenaldo Coutinho informou através de sua assessoria que vai, sim, cortar salário ainda em outubro (Foto: Arquivo/Diário do Pará)

A Prefeitura de Belém confirmou que irá cortar os salários de mais de 8 mil servidores municipais, incluindo funcionárias de licença maternidade, a partir do dia 16 de outubro. A confirmação foi feita pela Coordenadoria de Comunicação Social (Comus), nesta quinta-feira (19), através de uma nota emitida para desmentir o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Belém (Sisbel), que afirmava que os cortes que aconteceriam já nos salários deste mês de outubro, foram deixados para o contracheque de novembro.

“O decreto trata de medidas de contenção de despesas e não de corte de gratificações e, na forma do Decreto, está assegurado o pagamento da gratificação por regime especial de trabalho (tempo integral) proporcional a 15 dias do mês de outubro. No período de 16.10 a 31.12 a gratificação por regime especial de trabalho (tempo integral) está suspensa”, explica a nota enciada pela assessoria do prefeito Zenaldo Coutinho.

A nota detalha ainda que a Secretaria Municipal de Administração (Semad) esclareceu que não haverá portaria ou relação nominal de revogação e que, em janeiro, as gratificações voltam a ser pagas.

“Diferente do que foi anunciado pelo Sisbel, durante a reunião não houve tratativa sobre férias na pauta apresentada pelo sindicato que chegou a sugerir a suspensão de nomeações de cargos em comissão, fato que será analisado, já que existem cargos que executam atividades importantes e todas as nomeações são de cargos vagos em substituição aos ocupantes anteriores”.

Os adicionais de periculosidade, insalubridade, de turno, noturno, entre outros que não estão no decreto não serão cortados, de acordo com a nota.A notícia do corte foi dada em “primeira mão” pelo Diário Online na última sexta-feira (13). (DOL)


COMPORTAMENTO


VIVENDO NO BRASIL 2


DECISÃO POLÊMICA TRABALHO ESCRAVO

Dodge pede revogação de portaria sobre trabalho escravo

Para Dodge, a interpretação sobre o trabalho escravo não deve se restringir à proteção da liberdade, mas também da dignidade (Foto: Antônio Augusto/PGR)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se reuniu na última quarta-feira, 18, com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para pedir a revogação da portaria que modificou a interpretação sobre o trabalho escravo e dificultou a punição da prática.

Dodge recebeu o ministro e entregou a ele um ofício reiterando a recomendação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) à pasta. No documento, ela aponta que a interpretação sobre o trabalho escravo não deve se restringir à proteção da liberdade, mas também da dignidade.

Na última segunda-feira, 16, o ministro aplicou novas regras em relação ao combate à prática. A portaria determina, entre outras coisas, que a “lista suja” — de empregadores autuados pelo crime — seja divulgada somente “por determinação expressa” do ministro do Trabalho e estabelece novos conceitos de práticas ligadas ao trabalho análogo à escravidão.

Para Dodge, a medida cria um retrocesso nas garantias básicas. “A portaria volta a um ponto que a legislação superou há vários anos”, explica a procuradora-geral. Ela também aponta que a proteção estabelecida na política pública anterior tem o propósito de impedir ações que “coisificam” o trabalhador.

O MPF e o MPT apontam que a portaria “traz conceitos tecnicamente falhos dos elementos caracterizadores do trabalho escravo, sobretudo de condições degradantes de trabalho e jornadas exaustivas, em descompasso com a jurisprudência sedimentada do Supremo Tribunal Federal”.

Na quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou que ministro seja convidado a dar explicações sobre a portaria em uma audiência pública no próximo dia 8. No entanto, como se trata de um convite, não é obrigatória a presença de Nogueira.

Divisão no governo

Na visão da oposição ao governo do presidente Michel Temer, a portaria tratava-se de uma ação política para conseguir apoio da bancada ruralista no Congresso na votação da segunda denúncia contra ele apresentada na Câmara. Entretanto, a medida acabou provocando um racha dentro do próprio governo.

Enquanto o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, expressou apoio à medida, dizendo que ela “vem organizar um pouco a falta de critério nas fiscalizações”, Flávia Piovesan, secretária nacional de Cidadania do Ministério dos Direitos Humanos, apontou a medida como “inconciliável com o estado democrático de direito”. A própria ministra titular da pasta, Luislinda Valois, admitiu que “vai haver retrocesso”, mas tentou minimizar o debate.ESTADÃO

GRITA BRASIL

Chamem o Freud que eu quero deitar em seu divã!


Sinceramente cheguei ao ponto em que ou Freud explica, ou eu entrego a Deus, que dizem ser brasileiro, mas tá difícil de acreditar. Não em Deus, mas que ele seja brasileiro.

Como explicar para um jovem que será um eleitor em breve que, apesar de todas as provas, o Senado consiga a proeza de inocentar um senador que quase foi presidente, depois do STF ter enxergado o que muitos preferem considerar como um “não é bem assim”. Como dormir com isso? Como acordar com isso? O senador Aécio Neves é novamente senador e pode legislar livremente não em nossa causa, mas em causas próprias e de seus pares. E fica tudo por isso mesmo.

Acho que nem Freud teria uma explicação plausível para destrinchar o que se passa no consciente e subconsciente de nossos políticos, que passam por cima de qualquer princípio básico do que se espera dessa classe que hoje representa a pior espécie em nossa sociedade, que representa a sua escória. É triste ver um Senado aplaudindo e comemorando uma absolvição que só mostra o real caráter de quem faz parte dessa pocilga que é o Senado, e não muito diferente da pocilga que é o Congresso. Sem, é claro, esquecermos o Planalto.

As manobras feitas para salvar Aécio são dignas de mentes que pensam em estratégias quase que militares e que poderiam ser usadas para melhorar nosso país. Mas como não há interesse coletivo nisso, ficamos à deriva.

É triste ver nosso país tão grandioso e rico em recursos naturais e longe de catástrofes naturais afundar cada vez mais na ganância, na falta de caráter, na falta de hombridade e na falta de um verdadeiro líder que diga: “Basta”.


Mas o grande problema passa pela não aceitação de que se errou. Reconhecer erros não é fácil, especialmente quando se deve explicações para um grande número de pessoas. No caso de nossos políticos isso é latente e transparente. Eles não reconhecem seus erros, muito pelo contrário, se defendem sempre culpando terceiros pela descoberta e dizendo-se inocentes e que (sempre) se trata de um grupo de invejosos, de perseguidores ou um grupo de uma força maligna.

Pepe Mujica disse: “Não se diminuam, companheiros, amem-se muito… – mas não tanto a ponto de perdoarem as próprias cagadas.”

Ou seja, disso podemos tirar que apesar de nem se amarem tanto, em alguns casos, nossos políticos, quando o assunto é defender seus atos ilícitos, se tornam os melhores amigos e amantes, que em troca de favores perdoam-se de qualquer malfeito que tenha sido cometido, com a garantia de que poderão voltar a fazer sem que haja nada ou quase nada que os impeça.

A Lava-Jato está tentando mudar um pouco isso, mas enquanto algumas denúncias passarem ainda pelo crivo dos deputados e senadores eles irão sempre se ajudar. Arrumarão sempre um jeito de nem se comprometerem explicitamente.


E assim a vida continua.

O Aécio tá livre e no Senado, o presidente Michel Temer com quase 99% de chance irá se livrar dessa segunda denúncia, pelo menos por agora, o que irá permitir que ele chegue até o final de seu mandato, e se tudo correr como falam as pesquisas, e se realmente Lula for candidato, bem… pois é… eu sinceramente espero que dessa vez as pesquisas estejam mentindo, mas se não tiveram e se o Tribunal Superior Eleitoral considerar que Lula é candidato, então…sou capaz de matar novamente o Freud, pois ninguém, nem ele irá me convencer que o subconsciente do povo é a voz de Deus.

Pois se for, eu realmente vou ter que rever vários de meus conceitos.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. E vamos começar a rezar desde já.coluna Grita Brasil

VIVENDO NO BRASIL 3

EUA INTERNET

Suprema Corte dos EUA aceita caso sobre Microsoft e privacidade na internet

EFE/Focke Stangmann

A Corte Suprema dos Estados Unidos aceitou na segunda-feira 16, intermediar uma importante batalha entre a Microsoft e o governo americano, que quer que as empresas de tecnologia lhe permitam ter acesso a e-mails armazenados em servidores no exterior.

Em uma breve comunicado, divulgado hoje, os nove juízes da Suprema Corte aceitaram realizar uma audiência para estudar o caso, e, depois, tomar uma decisão sobre o assunto.

O caso teve início em 2013, quando promotores dos EUA pediram a Microsoft e-mails ligados a um caso de narcotráfico e que estavam armazenados em um servidor em Dublin, na Irlanda.

A empresa se negou a entregar aos documentos na Irlanda, ao considerar que isso envolvia a apreensão de documentos internacionais. Caso isso ocorresse, a Microsoft acredita que outros governos poderiam forçar as companhias americanas a enviar informações armazenadas nos EUA.

Dessa forma, a Microsoft, que guarda dados em mais de 50 países, se tornou a primeira empresa de tecnologia americana a desafiar uma ordem de apreensão que buscava informações de fora dos EUA.

O caso chegou aos tribunais. Após uma decisão desfavorável em 2014, a Microsoft conseguiu no ano passado que o Tribunal de Apelações do Segundo Circuito, com sede em Nova York, decidisse em favor da empresa ao avaliar que a empresa não deveria entregar nos EUA os dados armazenados na Irlanda.

Em resposta, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, recorreu, e os juízes da Suprema Corte aceitaram o caso.

Após a medida de hoje, o presidente e principal assessor legal da Microsoft, Brad Smith, considerou que o Congresso dos EUA deve intervir porque as ordens de busca não podem seguir regidas por uma lei aprovada em 1986, pois não contempla os desafios da era digital.

"As leis atuais foram escritas para a era do disquete, não para o mundo da nuvem", disse Smith em seu blog oficial.

O caso gerou uma grande atenção por parte das empresas de tecnologia e também de grupos defensores da privacidade na internet, que temem uma sentença a favor do governo possa violar os direitos dos internautas.

Contra isso, o governo dos EUA, apoiado por uma coalizão de 33 dos 50 estados do país, afirma que as informações no exterior são vitais para as investigações criminais.

A expectativa é que a audiência sobre o caso seja realizada no início de 2018. A decisão da Suprema Corte, porém, só deve sair em junho do próximo ano.EFE

VENEZUELA GOVERNO

Maduro afirma que quer intimar diretores de Facebook e Instagram na Venezuela

EFE/Tatyana Zenkovich

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou na terça-feira 17 que pretende intimar os diretores de Facebook e Instagram para a Venezuela, os quais acusa de "vetar" as suas mensagens durante a campanha para as eleições regionais de domingo, e os ameaçou com "uma surpresinha" nas próximas semanas.

"Eu não sei quem é o chefe do Facebook e do Instagram para a Venezuela, mas eu quero intimar os responsáveis porque eles nos vetam, vetam o presidente", disse o governante em coletiva de imprensa televisionada de forma obrigatória por todos os canais.

Maduro disse querer libertar o país da "tirania dos donos das redes sociais do mundo", aos quais supostamente reservou "uma surpresinha para as próximas semanas".

"E depois não se queixem, compadres", concluiu o presidente, para quem o país se encontra em "uma nova guerra que mais cedo que tarde" ganhará.

O chefe de Estado havia se referido um pouco antes à lei "crimes de ódio" que deve aprovar nos próximos dias a plenipotenciária e governista Assembleia Nacional Constituinte.

Segundo se adiantou desde a própria Constituinte, a lei se ocupará entre novas coisas dos conteúdos que se escrevem e divulgam nas redes sociais.

"Se eu posto um vídeo de uma informação importante, eu não posso colocar propaganda, mas posso receber propaganda do mundo inteiro e da Venezuela no Instagram e no Facebook. E me introduzem retardadores para me tirar seguidores ou para que eles não acessem meus vídeos e a minha verdade", explicou Maduro sobre a suposta censura nas redes.

O presidente da Venezuela também se queixou de um suposto boicote das emissoras privadas do país, as quais acusou de ceder espaços de graça aos candidatos da oposição, que também se queixaram de não ter acesso a veículos públicos tomados pelos conteúdos oficialistas.EFE