DESAPARECIMENTO-AM

Indigenista tentava legalizar pescador em área sob atuação do narcotráfico
© Reprodução O indigenista licenciado da Funai (Fundação Nacional do Índio) Bruno Pereira, 41, atuava na região onde desapareceu no último dia 5 para que comunidades ribeirinhas explorassem de forma legal a pesca, atividade financiada e usada na região para lavar dinheiro do narcotráfico. Ele e o jornalista britânico Dom Phillips, 57, foram vistos pela última vez na manhã de domingo nos arredores da Terra Indígena Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, a segunda maior do país, num desaparecimento que ganhou repercussão internacional. Após visitarem uma base da Funai no Lago do Jaburu, pararam na comunidade São Rafael para uma reunião e seguiram viagem pelo rio Itaquaí em direção a Atalaia do Norte, mas desapareceram no trecho. Há anos, o impasse na tentativa de sensibilizar as comunidades, os entraves na legalização da pesca e até conflitos violentos no município de Atalaia do Norte têm como pano de fundo o agenciamento de moradores pelo narcotráfico, que usa a região como rota de escoamento de cocaína do Peru para Europa, África e Sul do Brasil. FOLHAPRESS

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