MICHELLE BACHELET

Bachelet diz que não buscará novo mandato como comissária de direitos humanos da ONU
© Mariana Bazo / Reuters A chilena Michelle Bachelet, 70, alta comissária para direitos humanos da ONU, disse nesta segunda-feira (13), em um anúncio surpresa, que não disputará mais um mandato à frente do cargo. O anúncio foi feito durante o início da 50ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, e chega poucas semanas após Bachelet retornar de uma visita à China -a primeira de um alto comissário em pelo menos 15 anos-, pela qual foi alvo de críticas de especialistas, ONGs e ativistas de direitos humanos. Ela, que também é ex-presidente do Chile, foi ao país liderado por Xi Jinping para, entre outras coisas, acompanhar a situação em Xinjiang, província de 1,6 milhão de km² onde o regime chinês é acusado de reprimir e encarcerar a minoria muçulmana uigur. Ao retornar da visita, Bachelet, frustrando expectativas, afirmou que sua presença no país asiático não havia configurado uma investigação. Ela tampouco divulgou um relatório sobre a situação local, que já estaria pronto e cujo anúncio é amplamente reivindicado por ONGs. "Como meu mandato de alta comissária chega ao fim, a 50ª sessão do Conselho será a última em que me expresso", disse a chilena, que não forneceu razões para deixar o cargo. Seu nome era cotado como um dos possíveis para substituir o português António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas. FOLHAPRESS

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