segunda-feira, 1 de maio de 2017

OCEANO ÁRTICO - Rússia quer explorar o oceano Ártico com submarinos quebra-gelos

A construção de novos submarinos com a função de navios quebra-gelos precisaria de um enorme investimento (Foto: Wikimedia)

O gelo do oceano Ártico está derretendo. Para muitos isso é um sinal de aquecimento global. Porém, outros veem o fenômeno como uma oportunidade de melhorar o transporte marítimo comercial entre o Atlântico e o Pacífico. Esses espaços abertos pelo derretimento do gelo facilitariam também a exploração de petróleo e gás no oceano Ártico.

As autoridades russas interessaram-se pela ideia. No ano passado, os russos lançaram o Arktika, o primeiro dos três navios quebra-gelos gigantescos movidos por propulsão nuclear. Mas algumas pessoas acham que o trabalho poderia ser realizado com mais rapidez com o uso da ressonância para destruir camadas de gelo.

O uso da ressonância para quebrar camadas de gelo foi descoberto em 1974 pela guarda costeira do Canadá, quando começou a usar aerobarcos em águas rasas demais para os navios quebra-gelos. A uma velocidade acima de 20 km/h o aerobarco emite uma ressonância que desintegra o gelo, porém não destrói uma camada de gelo com mais de 1 metro de espessura.

No entanto, essa restrição ao uso da ressonância não constitui problema para os pesquisadores da equipe de Viktor Kozin da Universidade Técnica Estadual de Komsomolsk-on-Amur, na Rússia. Kozin e sua equipe pesquisam o efeito da ressonância na desintegração do gelo desde a década de 1990. Mas, em vez de aerobarcos, eles usam submarinos.

A construção de novos submarinos com a função de navios quebra-gelos precisaria de um enorme investimento. Mas a Rússia pretende transformar seus submarinos em quebra-gelos para uso no oceano Ártico.The Economist

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