CHINA COREIA DO NOSTE
Xi Jinping faz sua 1ª visita oficial à Coreia do Norte
Xi é o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte em 14 anos (Foto: Yonhap News)
O presidente chinês, Xi Jinping, fará sua primeira visita oficial à Coreia do Norte nesta semana, a fim de diminuir as tensões sobre o programa nuclear de Pyongyang, meses após o fracasso da última cúpula de desnuclearização.
De acordo com a emissora estatal CCTV, Xi é o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte em 14 anos. Ele se encontrará com Kim Jong-un na quinta, 20, e na sexta-feira, 21.
“Ambas as partes trocarão pontos de vista sobre a situação da península (coreana) e pressionarão por novos progressos para a resolução política da península”, afirmou a emissora CCTV.
Mesmo que a Coreia do Norte não tenha realizado testes com armas nucleares ou em mísseis de longo alcance desde a cúpula entre Kim e Donald Trump, em fevereiro deste ano, a Coreia retomou testes com armas de menor porte, alertando aos Estados Unidos sobre “consequências indesejáveis”, se os americanos não se tornassem mais flexíveis.
A mais recente cúpula, sediada em Hanói, fracassou devido a divergências sobre até que ponto a Coreia do Norte deveria, ou não, desmontar seu programa nuclear. A Coreia do Norte afirma que os Estados Unidos falharam em recompensá-los pelas medidas que já haviam sido tomadas. Desde então, os dois governos não restabeleceram ligações.
De acordo com a Casa Branca, a visita de Xi provou que o foco do mundo ainda estava na desnuclearização norte-coreana.
“Nosso objetivo é alcançar a desnuclearização definitiva da Coreia do Norte, conforme acordado pelo presidente Kim”, afirmou um dos funcionários da Casa Branca.
Segundo informações do gabinete do presidente sul-coreano Moon Jae-in, a visita de Xi é uma esperança de que o impasse nuclear seja cessado.
“Esperamos que essa visita contribua para a rápida retomada das negociações para a desnuclearização completa da Península Coreana, o que levará ao estabelecimento de uma paz duradoura na Coreia”, afirmou a declaração do gabinete.
No último mês, a Coreia disparou mísseis de curta distância em direção ao mar, em um aparente esforço em pressionar os Estados Unidos.
Desde março de 2018, Kim realizou quatro visitas à China, que é considerada a maior parceira econômica do país. Essas reuniões ocorreram na mesma época em que Trump e Moon conversavam sobre o papel de Pequim como um fator crucial no impasse nuclear.
Em abril, Kim viajou para realizar uma reunião com Vladimir Putin e a ação foi vista como uma forma de fortalecer sua influência sobre os Estados Unidos, além de pressionar Moscou a afrouxar a implementação das sanções internacionais contra a Coreia do Norte.
Segundo a agência de notícias KCNA, Kim afirmou que daria “até o final do ano” para os Estados Unidos apresentarem novas propostas.
De acordo com o político chinês Zhang Lifan, o objetivo da viagem de Xi não irá gerar nenhum avanço, mas tem em vista lembrar outros países sobre a posição única que a China ocupa.
“A Coreia do Norte é um carta para a China jogar. A China pode querer mostrar seu relacionamento com a Coreia do Norte e demonstrar sua importância para as relações EUA-Coreia do Norte”, disse Zhang.The Guardian
Xi é o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte em 14 anos (Foto: Yonhap News)
O presidente chinês, Xi Jinping, fará sua primeira visita oficial à Coreia do Norte nesta semana, a fim de diminuir as tensões sobre o programa nuclear de Pyongyang, meses após o fracasso da última cúpula de desnuclearização.
De acordo com a emissora estatal CCTV, Xi é o primeiro líder chinês a visitar a Coreia do Norte em 14 anos. Ele se encontrará com Kim Jong-un na quinta, 20, e na sexta-feira, 21.
“Ambas as partes trocarão pontos de vista sobre a situação da península (coreana) e pressionarão por novos progressos para a resolução política da península”, afirmou a emissora CCTV.
Mesmo que a Coreia do Norte não tenha realizado testes com armas nucleares ou em mísseis de longo alcance desde a cúpula entre Kim e Donald Trump, em fevereiro deste ano, a Coreia retomou testes com armas de menor porte, alertando aos Estados Unidos sobre “consequências indesejáveis”, se os americanos não se tornassem mais flexíveis.
A mais recente cúpula, sediada em Hanói, fracassou devido a divergências sobre até que ponto a Coreia do Norte deveria, ou não, desmontar seu programa nuclear. A Coreia do Norte afirma que os Estados Unidos falharam em recompensá-los pelas medidas que já haviam sido tomadas. Desde então, os dois governos não restabeleceram ligações.
De acordo com a Casa Branca, a visita de Xi provou que o foco do mundo ainda estava na desnuclearização norte-coreana.
“Nosso objetivo é alcançar a desnuclearização definitiva da Coreia do Norte, conforme acordado pelo presidente Kim”, afirmou um dos funcionários da Casa Branca.
Segundo informações do gabinete do presidente sul-coreano Moon Jae-in, a visita de Xi é uma esperança de que o impasse nuclear seja cessado.
“Esperamos que essa visita contribua para a rápida retomada das negociações para a desnuclearização completa da Península Coreana, o que levará ao estabelecimento de uma paz duradoura na Coreia”, afirmou a declaração do gabinete.
No último mês, a Coreia disparou mísseis de curta distância em direção ao mar, em um aparente esforço em pressionar os Estados Unidos.
Desde março de 2018, Kim realizou quatro visitas à China, que é considerada a maior parceira econômica do país. Essas reuniões ocorreram na mesma época em que Trump e Moon conversavam sobre o papel de Pequim como um fator crucial no impasse nuclear.
Em abril, Kim viajou para realizar uma reunião com Vladimir Putin e a ação foi vista como uma forma de fortalecer sua influência sobre os Estados Unidos, além de pressionar Moscou a afrouxar a implementação das sanções internacionais contra a Coreia do Norte.
Segundo a agência de notícias KCNA, Kim afirmou que daria “até o final do ano” para os Estados Unidos apresentarem novas propostas.
De acordo com o político chinês Zhang Lifan, o objetivo da viagem de Xi não irá gerar nenhum avanço, mas tem em vista lembrar outros países sobre a posição única que a China ocupa.
“A Coreia do Norte é um carta para a China jogar. A China pode querer mostrar seu relacionamento com a Coreia do Norte e demonstrar sua importância para as relações EUA-Coreia do Norte”, disse Zhang.The Guardian

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