Nossas mudanças durante a vida.
Por que subestimamos o quanto iremos mudar no futuro
Em cada idade pensamos que estamos rindo por último, explicam os pesquisadores (Reprodução/Internet)
Uma equipe de psicólogos publicou na última quinta-feira 3, na revista Science, uma pesquisa sobre a autopercepção das pessoas em relação a como e quanto irão mudar no futuro e as mudanças que já ocorreram no passado.
Daniel Gilbert, psicólogo de Harvard, e seus colaboradores, Jordi Quoidbach de Harvard, e Timothy D. Wilson da Universidade de Virgínia, tinham algumas teorias sobre como as pessoas costumam “subestimar o quanto irão mudar no futuro”. De acordo com a pesquisa, que envolveu mais de 19 mil pessoas com idades entre 18 e 68, a ilusão, de fato, persiste da adolescência a aposentadoria.
Os participantes foram questionados sobre seus traços de personalidade e preferências – seus alimentos, hobbies e bandas favoritos, por exemplo em anos passados e no presente, e, então, foram orientados a fazer previsões para o futuro. Não surpreendentemente, as pessoas mais jovens relataram mais mudanças na década anterior do que os entrevistados mais velhos. Mas, quando instados a prever como as suas personalidades e gostos mudariam em 10 anos, as pessoas de todas as idades, de forma consistente, minimizaram as possíveis mudanças à frente.
Gilbert explica que pessoas de meia idade muitas vezes veem a adolescência e juventude como uma época misturada de diversão e decepção. “O que nós nunca parecemos perceber é que os nossos ‘eus’ futuros vão olhar para trás e pensar a mesma coisa sobre o passado. Em cada idade pensamos que estamos rindo por último, e em todas as idades vemos que estamos errados”, afirma.
Talvez a explicação tenha mais a ver com a nossa capacidade mental: prever o futuro exige mais trabalho e imaginação do que simplesmente recordar o passado. “As pessoas podem confundir a dificuldade de imaginar uma mudança pessoal com a improbabilidade de mudar a si mesmo”, escreveram os autores na revista Science.
O psicólogo Dan McAdams, da Northwestern, fez uma investigação independente sobre as histórias que as pessoas constroem sobre suas vidas passadas e futuras. Ele tem observado que as pessoas contam complexas e dinâmicas histórias sobre o passado, mas em seguida, fazem projeções vagas, prosaicas de um futuro em que as coisas ficam praticamente na mesma.
“Acreditar que atingimos o auge da nossa evolução pessoal nos faz sentir bem.”, disse Quoidbach, coautor do estudo.
O fenômeno também tem suas desvantagens, disseram os autores. Por exemplo, as pessoas tomam decisões na juventude como fazer uma tatuagem, por exemplo, ou uma escolha do cônjuge das quais, às vezes, se arrependem profundamente.Science
Em cada idade pensamos que estamos rindo por último, explicam os pesquisadores (Reprodução/Internet)
Uma equipe de psicólogos publicou na última quinta-feira 3, na revista Science, uma pesquisa sobre a autopercepção das pessoas em relação a como e quanto irão mudar no futuro e as mudanças que já ocorreram no passado.
Daniel Gilbert, psicólogo de Harvard, e seus colaboradores, Jordi Quoidbach de Harvard, e Timothy D. Wilson da Universidade de Virgínia, tinham algumas teorias sobre como as pessoas costumam “subestimar o quanto irão mudar no futuro”. De acordo com a pesquisa, que envolveu mais de 19 mil pessoas com idades entre 18 e 68, a ilusão, de fato, persiste da adolescência a aposentadoria.
Os participantes foram questionados sobre seus traços de personalidade e preferências – seus alimentos, hobbies e bandas favoritos, por exemplo em anos passados e no presente, e, então, foram orientados a fazer previsões para o futuro. Não surpreendentemente, as pessoas mais jovens relataram mais mudanças na década anterior do que os entrevistados mais velhos. Mas, quando instados a prever como as suas personalidades e gostos mudariam em 10 anos, as pessoas de todas as idades, de forma consistente, minimizaram as possíveis mudanças à frente.
Gilbert explica que pessoas de meia idade muitas vezes veem a adolescência e juventude como uma época misturada de diversão e decepção. “O que nós nunca parecemos perceber é que os nossos ‘eus’ futuros vão olhar para trás e pensar a mesma coisa sobre o passado. Em cada idade pensamos que estamos rindo por último, e em todas as idades vemos que estamos errados”, afirma.
Talvez a explicação tenha mais a ver com a nossa capacidade mental: prever o futuro exige mais trabalho e imaginação do que simplesmente recordar o passado. “As pessoas podem confundir a dificuldade de imaginar uma mudança pessoal com a improbabilidade de mudar a si mesmo”, escreveram os autores na revista Science.
O psicólogo Dan McAdams, da Northwestern, fez uma investigação independente sobre as histórias que as pessoas constroem sobre suas vidas passadas e futuras. Ele tem observado que as pessoas contam complexas e dinâmicas histórias sobre o passado, mas em seguida, fazem projeções vagas, prosaicas de um futuro em que as coisas ficam praticamente na mesma.
“Acreditar que atingimos o auge da nossa evolução pessoal nos faz sentir bem.”, disse Quoidbach, coautor do estudo.
O fenômeno também tem suas desvantagens, disseram os autores. Por exemplo, as pessoas tomam decisões na juventude como fazer uma tatuagem, por exemplo, ou uma escolha do cônjuge das quais, às vezes, se arrependem profundamente.Science

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