terça-feira, 25 de julho de 2017

Geddel pode ser alvo de duas denúncias do MPF

Geddel foi preso no dia três deste mês, na Operação Cui Bono (Foto: EBC)

Procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) trabalham para identificar a rota da propina que teria sido recebida pelo ex-ministro da Secretaria do Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) para liberar verba de fundos de investimentos geridos pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Geddel foi preso no dia três deste mês, na Operação Cui Bono, que investiga irregularidades na liberação de créditos da Caixa, banco estatal no qual Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica (2011-2013). No último dia 12 ele ganhou permissão para cumprir prisão domiciliar.

A princípio, os procuradores pretendem denunciar Geddel por obstrução de Justiça. O ex-ministro é acusado de pressionar o doleiro Lúcio Funaro e sua esposa, Raquel Pitta, a não fechar acordo de delação premiada.

A acusação embasou o pedido de prisão do ex-ministro. Segundo o MPF, Geddel tentou garantir que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Funaro recebessem vantagens indevidas para não fazer delação, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para pressioná-lo a não fechar o acordo. No pedido de prisão preventiva apresentado à Justiça, foram citadas mensagens enviadas recentemente (entre os meses de maio e junho) por Geddel à esposa de Funaro.

A denúncia por obstrução de Justiça deve ser apresentada nos próximos 15 dias. Uma vez apresentada, os procuradores vão concentrar os trabalhos em uma segunda denúncia contra Geddel, desta vez pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

E é para isso que os procuradores precisam identificar a rota da propina recebida por Geddel para liberar verba do FI-FGTS, um fundo de investimentos operado pela Caixa que utiliza recursos do FGTS. A estimativa é que Cunha e Geddel tenham atuado na liberação de R$ 1,2 bilhão em recursos em troca de vantagens ilícitas. A dupla nega seu envolvimento no caso. Identificada a rota, os procuradores teriam base para apresentar a segunda denúncia.Uol

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