segunda-feira, 31 de julho de 2017

TENSÕES EM JERUSALÉM

Israel quer expulsar Al Jazeera do país

'A emissora Al-Jazeera continua incitando à violência', disse Netanyahu (Foto: kremlin.ru)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na quarta-feira, 26, que quer expulsar do país a emissora Al Jazeera, que tem sede no Catar e é a maior emissora do mundo árabe. Netanyahu acusa a rede de ter incitado a violência em uma série de protestos envolvendo a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

“A emissora Al Jazeera continua incitando à violência. Apelei várias vezes às agências de aplicação da lei para fechar o escritório da Al Jazeera em Jerusalém. Se isso não for possível por questões legais, então vou procurar que adotem a legislação necessária para expulsar a Al Jazeera de Israel”, disse o primeiro-ministro, em sua página no Facebook.

Jerusalém tem vivido um dos períodos mais tensos dos últimos anos após palestinos protestarem contra as medidas de segurança impostas pelo governo israelense nas entradas da Esplanada das Mesquitas (conhecida como Monte do Templo pelos judeus), um dos lugares mais sagrados da cidade. Os protestos têm terminado em conflitos com a polícia e recentemente resultaram na morte de três israelenses e quatro palestinos.

A série de conflitos na última sexta-feira, 21, e no sábado, 22, tem provocado preocupação internacional e os eventos têm sido amplamente reportados pela Al Jazeera. A emissora catari ainda não comentou as declarações de Netanyahu.

O anuncio de Netanyahu vem na esteira do atual cerceamento à atuação da Al Jazeera promovido por países do Golfo Pérsico aliados da Arábia Saudita, que recentemente romperam relações com o Catar. Os países também acusam a emissora de incitar a violência e o terrorismo no Oriente Médio e pedem, entre outras coisas, seu fechamento para que possam retomar relações com o governo catari.

Tensões em Israel

Os episódios de tensão em Jerusalém giram em torno da decisão do governo israelense de reforçar a segurança na Esplanada das Mesquitas após um ataque no último dia 14, que matou dois policiais. Além de câmeras de segurança, foram instalados detectores de metal no local.

Há dois dias o governo removeu os detectores de metal e segue retirando os equipamentos de segurança. No entanto, as autoridades muçulmanas de Jerusalém pediram para que os fieis continuem o boicote. O Waqf, organismo que administra os bens muçulmanos na Jerusalém Oriental, disse que condena qualquer medida tecnológica no local sagrado e que os portões de acesso “devem ser abertos a adoradores muçulmanos de maneira completamente livre para garantir a liberdade de culto”.Folha de S. Paulo

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