terça-feira, 25 de julho de 2017

O Egito Antigo e a medicina atual

Os mortos deveriam ser enviados inteiros ao além. Em alguns casos, tinham que usar próteses (Foto: Pixabay)

A medicina no Egito Antigo era diretamente ligada ao conceito de magia. Apesar disso, ela era tão prática, que alguns dos métodos utilizados ainda são usados nos dias atuais.

Muito dos conhecimentos se perderam com o desaparecimento da Biblioteca Real de Alexandria. No entanto, o que se sabe sobre a medicina do Egito Antigo já surpreende, como os conhecimentos em cirurgia, tratamentos dentários, próteses e circuncisão.

Cirurgia

Como os mortos eram mumificados, os egípcios tinham a chance de analisar as partes do corpo e associá-las com as doenças que a pessoa teve em vida. Desta forma, os egípcios conseguiram coletar conhecimentos o suficiente para fazer cirurgias.

Tratamentos dentários

Escrito no século 1500 aC, o Papiro Ebers é um dos tratados médicos mais antigos do mundo. Nele, há várias receitas para tratamentos dentários. Uma delas era para tratar “dente que coça até a abertura da pele”. Entre os materiais que usavam nos tratamentos, estavam resina de incenso, mel (que tem propriedade antisséptica) e linho.

Próteses

Como os mortos deveriam ser enviados inteiros para o além, os egípcios recorriam a próteses, que também era usada entre os vivos. A prótese mais antiga conhecida é a de um dedo do pé, usada por uma mulher.

Circuncisão

Várias sociedades por diversas razões praticavam a circuncisão. No Egito Antigo, isso era tão comum que o pênis não circuncidado era visto com estranheza. Há escritos que revelam a fascinação dos soldados egípcios em relação aos pênis dos povos líbios conquistados.

Sistema médico

O governo era quem controlava o sistema médico. Os médicos eram treinados em institutos específicos e o ensino seguia um currículo determinado. Os pacientes podiam ser atendidos e tratados nestes locais. Além disso, havia acampamentos médicos próximos a canteiros de obras para ajudar os operários que sofressem acidentes. Há indícios de que existia uma espécie de auxílio-doença. Se o operário sofresse um acidente no trabalho e não pudesse trabalhar por conta disso, ele continuaria ganhando durante o período da enfermidade.BBC

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