terça-feira, 16 de julho de 2019

CRISE HUMANITÁRIA

O custo humano das sanções dos EUA à Venezuela

As opiniões de economistas sobre a contribuição das sanções para a crise se dividem (Foto: HRW)

À medida que aumenta o êxodo de refugiados da Venezuela, ativistas de direitos humanos questionam até que ponto as sanções econômicas dos EUA estão agravando as condições terríveis de vida da população da Venezuela privada de alimentos, bens de consumo básicos e medicamentos.

Os Estados Unidos bloquearam os ativos da empresa estatal de petróleo PDVSA no país, cancelaram as transações financeiras com o Banco Central da Venezuela e proibiram a venda de petróleo e ouro.

As sanções impostas ao setor de petróleo representam um duro golpe para o governo de Nicolás Maduro. A exportação de petróleo é responsável por 95% das receitas do país. Com a queda na exportação de petróleo, a Venezuela tem cada vez menos recursos para importar alimentos, medicamentos e outros produtos. Segundoestimativas, a produção atual de petróleo situa-se entre 740 mil e 850 mil barris por dia, números bem inferiores à produção de 2,3 milhões por dia em 2016.

Em um novo estudo, o venezuelano Francisco Rodriguez, economista do banco de investimento Torino Capital, com sede em Nova York, mostrou que as sanções econômicas dos EUA foram responsáveis por uma queda de 797 mil barris por dia na produção de petróleo, o que representa uma perda de US$ 16,9 bilhões por ano de receitas de exportação.

Autoridades americanas atribuem a crise econômica à corrupção, à administração pública ineficiente e à falta de investimento no setor de petróleo.

As opiniões dos economistas se dividem. Um estudo de Jeffrey Sachs e Mark Weisbrot do Center for Economic and Policy Research culpou os EUA pela “punição coletiva” da Venezuela e o consequente caos econômico e social. No entanto, para uma equipe do instituto de pesquisa Brookings, a deterioração da economia e das condições de vida da população são anteriores à imposição das sanções em 2017.Financial Times

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