O ultimo no Haiti


Brasil deve ser último país a retirar tropas do Haiti, diz general

O Brasil deve ser o último país a retirar completamente suas tropas do Haiti. A declaração foi feita pelo general brasileiro Luiz Ramos, que comanda a missão de paz da Organização das Nações Unidas no país. O Haiti ainda está em processo de reconstrução após o terremoto que devastou o país no ano passado.
A missão de paz, conhecido como Minustah, tem o Brasil como líder militar que apresenta o maior contingente de militares estrangeiros no Haiti. Ao todo, são 2.100 homens do exército brasileiro e as tropas são responsáveis pelo patrulhamento da capital Porto Príncipe.
Segundo o plano aprovado pela ONU, a missão será reduzida a um contingente de 10.600 soldados e policiais, o que prevê a retirada de cerca de 2.700 homens do país. A intenção é retornar o número de oficiais ao anterior a janeiro de 2010. O contingente foi ampliado após o terremoto que destruiu o Haiti e matou mais de 250 mil pessoas.
De acordo com Ramos, os bons resultados da missão de paz permitem que a redução da tropa seja feita, e a melhoria nos níveis de segurança irá facilitar os trabalhos de reconstrução do país. A retirada da tropa brasileira no Haiti ainda não possui data: “O Brasil deve ser o último a sair, mas a decisão final depende da ONU”, afirmou o general. Outro alto integrante militar da missão revelou que a ONU estuda a possibilidade da retirada total das tropas, porém também não citou datas.
A retirada parcial das tropas acontece quando o Haiti se esforça para reerguer o país após quase 2 anos do tremor. Atualmente, o Haiti passa por um momento de estabilidade política, apesar do polêmico plano do presidente Michel Martelly de recriar o exército haitiano, desfeito em 1995.
A Minustah foi criada em 2004, em decorrência de uma violenta revolta que culminou na queda do então presidente Jean Betrand-Aristide. Antes da missão de paz, o Haiti, país mais pobre das Américas e marcado por décadas de ditadura, contou com outras missões da ONU, especialmente na década de 90.
O general Ramos declarou que o Haiti tem o direito de ter suas próprias Forças Armadas, mas que seu treinamento não é de responsabilidade das tropas que atuam na Minustah.
A Minustah sofre crescente impopularidade entre os haitianos. As críticas aumentaram depois de denúncias de que soldados nepaleses teriam causado uma epidemia de cólera responsável pela morte de mais de 6 mil pessoas no país, e de um suposto abuso sexual de militares uruguaios a um haitiano de 18 anos.
Fonte:O Globo

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