domingo, 23 de abril de 2017

DOCUMENTOS HISTÓRICOS

Arquivos do Holocausto serão abertos ao público pela 1ª vez

Antes os documentos estavam guardados na Comissão de Crimes de Guerra da Organização das Nações Unidas (Foto: Pixabay)

Até hoje muitas famílias desconhecem o destino de seus parentes durante o Holocausto. Mas essa história pode mudar. Nesta semana, pela primeira vez, inúmeros documentos sobre o Holocausto foram abertos ao público. Antes eles estavam guardados na Comissão de Crimes de Guerra da Organização das Nações Unidas.

O catálogo dos documentos vai estar online e também estará disponível na biblioteca de Wiener, em Londres, na Inglaterra. A abertura do arquivo coincide com o lançamento de “Human Rights after Hitler: The Lost History of Prosecuting Axis War Crimes” de Dan Plesch, pesquisador que vem trabalhando nestes documentos há uma década. Até agora, apenas pesquisadores autorizados por seus governos e pelas Nações Unidas podiam consultar os aquivos. No entanto, eles não podiam fazer anotações nem cópias.

A Comissão de Crimes foi criada em outubro de 1943. Sua missão era reunir as informações necessárias para depois encontrar, prender e julgar as pessoas acusadas de crimes de guerra. De acordo com dados da ONU, essa comissão teve a sua primeira reunião oficial em 11 de janeiro de 1944 e foi extinta em março de 1948. Desses anos ficou uma vasta documentação, incluindo lista de criminosos, suspeitos e testemunhas até correspondência trocada, passando por transcrições e relatórios.

Segundo o jornal Guardian, os arquivos indicam que os primeiros pedidos de justiça vieram de países que já haviam sido invadidos, como Polônia e China, em vez da Inglaterra, dos Estados Unidos e da Rússia, que coordenaram os tribunais de Nuremberg.

Os arquivos também relatam em detalhes campos de concentração como Auschwitz e Treblinka. A biblioteca de Wiener foi fundada em Amsterdã, em 1934, por Alfred Wiener para monitorar o antissemitismo nazista. Ele enviou sua coleção para Londres na véspera da Segunda Guerra Mundial, e trabalhou para o governo britânico para informar autoridades sobre o regime de Hitler e fornecer evidências para os tribunais de Nuremberg.

“Este é um grande recurso para combater a negação do Holocausto. As autoridades nacionais da Alemanha nunca tiveram acesso ao arquivo pelos aliados depois da guerra”, disse Plesch.The Guardian

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