quinta-feira, 20 de abril de 2017

TECNOLOGIA

Facebook passa da realidade virtual à realidade aumentada

O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, durante sua participação na conferência de desenvolvedores de San José, Califórnia (EUA). STEPHEN LAM (REUTERS)

“Colocamos algumas câmeras aqui. É porque compartilhamos mais vídeos e fotos do que texto”, começou Mark Zuckerberg com seu uniforme habitual de jeans e camiseta cinza no velho teatro de San José, a antiga capital de Silicon Valley. O fundador do Facebook revelou seus planos para a rede social na conferência de desenvolvedores da rede social, que acontece na Califórnia: “Nosso foco é construir uma comunidade”.

Zuckerberg não esqueceu o mais recente escândalo de seu serviço, o assassinato ao vivo de um cidadão de 74 anos em Cleveland: “Nosso coração está com a família e os amigos de Robert Godwin Senior. Faremos tudo o que pudermos para evitar esse tipo de tragédias”.

Seguindo o hábito de Silicon Valley, o Facebook deu uma guinada. Já não fala de realidade virtual, mas de realidade aumentada, uma projeção sobre o mundo real. “Quando você se junta a uma comunidade, se torna mais forte. Se você também integra a realidade aumentada, a relação se fortalece”, enfatizou.

“A câmera é a primeira plataforma de realidade aumentada. Por isso colocamos câmeras em todos os lugares. Queremos que os desenvolvedores se juntem e potencializem isso”. Em seguida, mostrou os filtros, muito semelhantes ao Snapchat, para personalizar cada imagem. “Sai hoje na versão beta, com personalização baseada em localização”, disse. A sensação que ficou é que o Facebook ataca diretamente o Snapchat, companhia que acaba de lançar ações na bolsa e se define como uma empresa de câmeras. Muita casualidade...

Os jogos, no estilo do Pokémon Go, a sensação de 2016, chegarão ao Facebook. Zuckerberg quer que o mundo real se funda com o que é visto através do celular. Na tela, os efeitos colocarão peixes na tigela de cereais ou zumbis no banheiro.

A conectividade continua sendo uma de suas obsessões. Zuckerberg encerrou falando do Messenger, com mais de um bilhão de usuários ativos e de sua aposta na conectividade através de seus próprios aviões não tripulados. Aquila, seus drones ultraleves, continuam aperfeiçoando seu voo para levar conexão grátis aonde as operadoras não chegam.

Não houve uma única referência ao WhatsApp, antes seu assunto preferido. Nem ao Instagram, sua primeira grande aquisição. E tampouco uma palavra sobre a Samsung, sua grande companheira na viagem da realidade virtual.El Pais

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