quarta-feira, 26 de abril de 2017

'WOMEN ON WAVES' - Polêmico ‘barco do aborto’ visita costa do México

Navio ofereceu o serviço no estado mexicano de Guerrero por três dias (Divulgação: Women on Waves)

Um barco da Ong holandesa Women on Waves atracou na costa oeste do México na última sexta-feira, 21, para dar assistência gratuita a mulheres que desejam abortar uma gravidez. A embarcação ofereceu o serviço médico no estado mexicano de Guerrero, litoral sul do país, por três dias. No procedimento, as mulheres são levadas da costa até um navio atracado em águas internacionais, onde realizam o procedimento.

De acordo com a organização, a campanha foi feita com todas as permissões requeridas pelo México. “Os serviços prestados a bordo são regidos pelos mais elevados padrões e recomendações de médicos internacionais e da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, informou a Ong.

Durante os três dias que esteve na costa mexicana, a Ong distribuiu pílulas abortivas para mulheres com até nove semanas de gestação. A pílula – composta por mifepristona e misoprostol – estimula o aborto espontâneo no corpo da mulher e é considerada pela OMS o método mais seguro e eficaz. A organização não realiza procedimentos cirúrgicos a bordo.

Em uma conferência de imprensa na cidade de Ixtapa, a presidente da Women on Waves, Rebecca Gomperts, afirmou que o acesso ao aborto seguro é uma questão de “justiça social” na América Latina, sobretudo após o aumento na quantidade de bebês nascidos com deformidades em decorrência do vírus da zika. Além disso, ressaltou a necessidade de que todas as mulheres do país possam interromper a gravidez com segurança. Atualmente, o aborto é permitido no México apenas em casos de violência sexual. Nos demais casos é proibido em todo país.

Outras visitas

Criado em 1999, o grupo holandês já visitou outros países, como Irlanda, Polônia, Portugal e Espanha, e gerou protestos de grupos antiaborto por onde passou. A polêmica embarcação já foi detida pelas forças armadas da Guatemala ao tentar fazer uma campanha no país e teve o acesso negado por países como o Marrocos, onde a Marinha impediu que o barco que leva as mulheres para as águas internacionais atracasse na costa.Al Jazeera

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