quinta-feira, 27 de abril de 2017

REPÓRTERES SEM FRONTEIRA

Liberdade de imprensa nunca esteve tão ameaçada, diz ONG

Um total de 72 países do ranking da ONG estão em situação 'difícil' ou 'muito grave' (Fonte: Reprodução/Pixabay)

Em seu relatório anual divulgado nesta quarta-feira, 26, a Repórteres Sem Fronteira alertou que a liberdade de imprensa no mundo está mais ameaçada do que nunca.

De acordo com a ONG, isso se deve a informações falsas e à retórica contra a mídia de líderes como o presidente dos EUA, Donald Trump. A chegada de Trump à presidência norte-americana “precipitou a caça aos jornalistas”, ressaltou a organização.

A Repórteres Sem Fronteira destaca que, ao acusar a imprensa de publicar informações falsas, o presidente dos EUA “não apenas compromete uma longa tradição americana de luta pela liberdade de expressão”, mas também “contribui para desinibir os ataques contra a imprensa no mundo”.

O ranking mundial da Liberdade de Imprensa 2017 elaborado pela ONG mostra um retrocesso de países considerados “virtuosos”, como EUA (43º lugar), Grã-Bretanha (40º lugar) e Chile (33º lugar). A primeira posição da lista é ocupada pela Noruega e a última pela Coreia do Norte.

Um total de 72 países do ranking estão em situação “difícil” ou “muito grave”, como China (176º), Cuba (173º), Rússia (148º), México (147º), Honduras (140º), Venezuela (137º), Colômbia (129º), Guatemala (118º), Paraguai (110º) e Nicarágua (92º).

No México, o retrocesso é muito significativo: em 2002 ocupava a 75ª posição do ranking e hoje caiu para a 147ª. Dez jornalistas foram assassinados no país no ano passado e “março de 2017 foi marcado por ataques em série”.

Apenas 49 países apresentam condições “boas ou mais ou menos boas”, segundo o ranking da ONG, incluindo Costa Rica (6º), Espanha (29º), Uruguai (25º) e Chile (33º). Outros 59 países estão em situação sensível.G1

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