INTERNACIONAL BÁLTICOS
Por que os bálticos são os maiores apoiadores da Otan?
Os países bálticos, Estônia, Letônia e Lituânia não pouparam esforços para investir em despesas militares (Foto: Otan)
A atitude do presidente Donald Trump na reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) realizada em Bruxelas, Bélgica, nos dias 11 e 12 de julho, mostrou como as atividades da Otan não correspondem mais aos interesses dos EUA. Os países do Báltico, por sua vez, continuam sendo seus defensores mais fiéis.
Os países bálticos confiam na proteção das tropas da Otan contra possíveis hostilidades da Rússia. A invasão e a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e os exercícios militares no mar Báltico criaram um clima de grande tensão na região.
Em 9 de julho, o site Defense One publicou a notícia que imagens de satélite revelaram que a Rússia aumentara o número de tropas em Kaliningrado, uma província russa localizada entre a Polônia e a Lituânia no mar Báltico. Em abril, a Rússia realizou exercícios militares com mísseis durante três dias perto das águas territoriais da Otan, o que forçou o fechamento parcial do espaço aéreo da Letônia.
A resposta de Trump a perguntas sobre a Crimeia na coletiva de imprensa foi clara, “Eu não estou contente com a situação da Crimeia, mas sua anexação ocorreu durante o mandato presidencial de Barack Obama”. Em seguida, não respondeu à pergunta se pediria ao presidente russo, Vladimir Putin, com quem se encontrou em Helsinque, na Finlândia, em 16 de julho, para interromper os exercícios militares no mar Báltico.
Ao longo da campanha presidencial, Trump disse ao New York Times que teria de examinar se os países bálticos haviam cumprido seus compromissos com gastos em defesa antes de pensar em defendê-los de uma invasão russa.
Por esse motivo, os três países do Báltico, Estônia, Letônia e Lituânia, não pouparam esforços para investir em despesas militares. Em 2019, os três pretendem cumprir a meta de destinar 2% do PIB aos gastos com defesa.
No entanto, Christian Mölling, um especialista em assuntos da Otan no Conselho Alemão de Relações Internacionais, disse ao Quartz que os gastos com defesa dos países bálticos são insuficientes, porque “por serem muito pequenos, mesmo em tempo de paz, eles dependem dos membros da Otan, da União Europeia (UE) e dos EUA”.
Mas a Letônia e a Estônia pediram durante a reunião em Bruxelas o envio de tropas permanentes da Otan para a região do Báltico.
Essa decisão, disse Mölling, é “muito importante”. A iniciativa dos dois países constou do documento de 23 páginas, com as deliberações da cúpula assinado pelos líderes dos 29 membros da Otan. “É um fato que deve ser comemorado”, observou Mölling.Quartz
Os países bálticos, Estônia, Letônia e Lituânia não pouparam esforços para investir em despesas militares (Foto: Otan)
A atitude do presidente Donald Trump na reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) realizada em Bruxelas, Bélgica, nos dias 11 e 12 de julho, mostrou como as atividades da Otan não correspondem mais aos interesses dos EUA. Os países do Báltico, por sua vez, continuam sendo seus defensores mais fiéis.
Os países bálticos confiam na proteção das tropas da Otan contra possíveis hostilidades da Rússia. A invasão e a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e os exercícios militares no mar Báltico criaram um clima de grande tensão na região.
Em 9 de julho, o site Defense One publicou a notícia que imagens de satélite revelaram que a Rússia aumentara o número de tropas em Kaliningrado, uma província russa localizada entre a Polônia e a Lituânia no mar Báltico. Em abril, a Rússia realizou exercícios militares com mísseis durante três dias perto das águas territoriais da Otan, o que forçou o fechamento parcial do espaço aéreo da Letônia.
A resposta de Trump a perguntas sobre a Crimeia na coletiva de imprensa foi clara, “Eu não estou contente com a situação da Crimeia, mas sua anexação ocorreu durante o mandato presidencial de Barack Obama”. Em seguida, não respondeu à pergunta se pediria ao presidente russo, Vladimir Putin, com quem se encontrou em Helsinque, na Finlândia, em 16 de julho, para interromper os exercícios militares no mar Báltico.
Ao longo da campanha presidencial, Trump disse ao New York Times que teria de examinar se os países bálticos haviam cumprido seus compromissos com gastos em defesa antes de pensar em defendê-los de uma invasão russa.
Por esse motivo, os três países do Báltico, Estônia, Letônia e Lituânia, não pouparam esforços para investir em despesas militares. Em 2019, os três pretendem cumprir a meta de destinar 2% do PIB aos gastos com defesa.
No entanto, Christian Mölling, um especialista em assuntos da Otan no Conselho Alemão de Relações Internacionais, disse ao Quartz que os gastos com defesa dos países bálticos são insuficientes, porque “por serem muito pequenos, mesmo em tempo de paz, eles dependem dos membros da Otan, da União Europeia (UE) e dos EUA”.
Mas a Letônia e a Estônia pediram durante a reunião em Bruxelas o envio de tropas permanentes da Otan para a região do Báltico.
Essa decisão, disse Mölling, é “muito importante”. A iniciativa dos dois países constou do documento de 23 páginas, com as deliberações da cúpula assinado pelos líderes dos 29 membros da Otan. “É um fato que deve ser comemorado”, observou Mölling.Quartz

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