segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ALIMENTOS - Carne artificial tenta ganhar a mesa dos consumidores

A “carne” feita com ingredientes de origem não animal já está à venda para os carnívoros que gostam de churrasco (Foto: Pixabay)

A maioria das pessoas gosta de comer carne. Quando ficam mais ricas a tendência é aumentar o consumo. A carne é um alimento nutritivo. Ainda mais importante, contém mais proteína por quilo do que os alimentos de origem vegetal. Mas os animais precisam comer esses alimentos para engordar e, por isso, o gado leiteiro e de corte alimenta-se com cerca de um terço da produção de grãos das colheitas agrícolas. Os animais também consomem 8% do suprimento de água do mundo. E são responsáveis pela emissão de aproximadamente 15% de gases de efeito estufa.

Alguns consumidores, sobretudo nos países ocidentais desenvolvidos, sabem que a criação de gado aumenta os riscos de poluição ambiental. Outros viram nesse dilema do consumo de carne uma oportunidade de negócios. Sem uma proposta vegetariana na alimentação, esses novos empreendedores querem investir em alimentos com aparência e gosto semelhante à carne de animais.

A maneira mais simples para satisfazer essa demanda é encontrar substitutos para produtos populares. A “carne” feita com ingredientes de origem não animal já está à venda para os carnívoros que gostam de churrasco e comidas à base de carne. A Impossible Foods, uma empresa da Califórnia, criou um hambúrguer com ingredientes como aveia, batatas, grãos de soja e óleo de coco que dão textura e sabor à mistura dos vegetais. O hambúrguer de vegetais da Impossible Foods começou a ser servido em diversos restaurantes sofisticados dos Estados Unidos no ano passado.

Mas para os que querem comer um bife e, ao mesmo tempo, preservar o planeta, existe uma opção mais promissora. Uma carne “não poluente” feita com células de animais cultivadas em fábricas para criar tiras de músculo.

O leite também está sendo produzido com ingredientes de origem não animal. A startup Perfect Day com sede em Berkeley, Califórnia, produz um “leite” que tem o mesmo valor nutritivo e gosto do leite tradicional, com uma técnica de introdução do DNA do gado em células de levedura. Em seguida, as células são fermentadas em tanques.The Economist

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