sexta-feira, 8 de junho de 2018

ESCRITA EM 1493

Espanha recupera carta escrita por Cristóvão Colombo

Investigações descobriram que a carta foi vendida em duas oportunidades (Foto: ICE)

Uma carta escrita por Cristóvão Colombo sobre a descoberta das Américas, direcionada ao rei espanhol Fernando e à rainha Isabel, foi devolvida à Espanha.

O documento, que é uma cópia manuscrita da original e foi roubado no início dos anos 2000, foi recuperado pelos Estados Unidos e devolvido à Espanha na última quarta-feira, 6.

A carta, escrita por Colombo em 1493, foi roubada da Biblioteca Nacional da Catalunha, em Barcelona. Durante as investigações do furto, as autoridades descobriram que a carta foi vendida em duas oportunidades, por 600 mil euros e por 900 mil euros.

A investigação começou em 2011, quando a Investigação de Segurança Interna (HSI), da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), e a Procuradoria de Delaware, nos Estados Unidos, receberam uma denúncia de que diferentes cópias da Carta Columbus – como o documento é chamado – tinham sido roubadas.

“Tenho o prazer de poder devolver uma propriedade cultural de valor inestimável a seus legítimos proprietários. […] Gostaria de agradecer ao Embaixador Morenés [da Espanha nos EUA] por sua hospitalidade em nos receber esta noite, ao HSI Wilmington, Madri, Brasília e Paris, por seu excelente trabalho nesta investigação, bem como a tremenda assistência de nossos parceiros na Procuradoria dos EUA no Distrito de Delaware”, destacou a diretora executiva adjunta da HSI, Alysa D. Erichs.

As cartas teriam sido roubadas de bibliotecas europeias e substituídas por falsificações sem o conhecimento das autoridades. Atualmente, existem apenas cerca de 80 cópias do documento.

Depois da denúncia, um especialista e um agente da HSI visitaram a Biblioteca da Catalunha para analisar a carta. Na época, foi determinado que o documento em posse do órgão era uma falsificação. Durante as investigações, foi descoberto que a carta foi vendida em 2005 por 600 mil euros por dois italianos vendedores de livros.

Em 2013, foi descoberto que o documento voltara a ser vendido em 2011, dessa vez por 900 mil euros. A Procuradoria de Delaware iniciou as negociações com o proprietário da Carta Columbus, que transferiu a custódia para a HSI. Em 2014, um especialista atestou que aquele era, “sem qualquer dúvida”, o documento roubado da Biblioteca Nacional da Catalunha.

Posteriormente, outros exames no documento notaram que a logo da Biblioteca foi apagada com a utilização de agentes químicos, que não danificaram a qualidade da carta. Em 2016, o ICE já havia recuperado e entregado o documento para a Itália, dono original da carta.

Desde 2007, o ICE já devolveu mais de 11 mil artefatos para mais de 30 países. Entre os principais artefatos, estão pinturas francesas, alemãs, polonesas e austríacas; manuscritos dos séculos XV e XVIII; artefatos culturais da China; dois fósseis de dinossauros; a mão de uma múmia do Egito; entre outros.

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