MATERNIDADE - Ser mãe mais velha pode ser bom
Os resultados não sugerem que a mulher deva esperar para ter filhos mais espertos (Foto: Pixabay)
Num estudo publicado em fevereiro deste ano, no periódico científico International Journal of Epidemiology, pesquisadores observaram pesquisas feitas em diferentes épocas no Reino Unido, cada uma envolvendo 10 mil crianças. Eles analisaram a idade da mãe quando teve o bebê e a habilidade cognitiva da respectiva criança entre os 10 e 11 anos de idade.
Nos primeiros estudos, feitos por volta das décadas de 1960 e 1970, havia uma associação negativa. A faixa etária de 35 a 39 anos das mães estava associada com uma habilidade cognitiva pior da criança, quando comparada aos das mães entre 25 e 29 anos. No entanto, nos estudos mais recentes, feitos após os anos 2000, essa associação se inverteu. As crianças de mães com idades entre 35 e 39 anos se saíram melhor do que aquelas que tinham mães mais novas.
“As características das mães mais velhas mudaram muito ao longo do tempo”, disse Alice Goisis, que liderou a pesquisa. Segundo ela, nos estudos mais antigos, a mãe que tinha filho aos 30 anos provavelmente já tinha outras crianças e era mais pobre. Enquanto isso, no cenário mais recente, a mãe mais velha era mais escolarizada e tinha uma situação socioeconômica melhor. Enquanto no cenário mais recente, 26% das mães com idades entre 35 e 39 anos tiveram seu primeiro filho nesta idade, apenas 11% das mães nos estudos anteriores tiveram seu primeiro filho nessa faixa etária.
Os resultados não sugerem que a mulher deva esperar para ter filhos mais espertos. A grande questão é que as mulheres mais velhas acabam sabendo lidar melhor e se cuidar melhor na gravidez do que quando eram mais novas. O que você aprende enquanto cresce intelectualmente e emocionalmente pode ajudar na complicada tarefa de cuidar de um filho.The New York Times
Num estudo publicado em fevereiro deste ano, no periódico científico International Journal of Epidemiology, pesquisadores observaram pesquisas feitas em diferentes épocas no Reino Unido, cada uma envolvendo 10 mil crianças. Eles analisaram a idade da mãe quando teve o bebê e a habilidade cognitiva da respectiva criança entre os 10 e 11 anos de idade.
Nos primeiros estudos, feitos por volta das décadas de 1960 e 1970, havia uma associação negativa. A faixa etária de 35 a 39 anos das mães estava associada com uma habilidade cognitiva pior da criança, quando comparada aos das mães entre 25 e 29 anos. No entanto, nos estudos mais recentes, feitos após os anos 2000, essa associação se inverteu. As crianças de mães com idades entre 35 e 39 anos se saíram melhor do que aquelas que tinham mães mais novas.
“As características das mães mais velhas mudaram muito ao longo do tempo”, disse Alice Goisis, que liderou a pesquisa. Segundo ela, nos estudos mais antigos, a mãe que tinha filho aos 30 anos provavelmente já tinha outras crianças e era mais pobre. Enquanto isso, no cenário mais recente, a mãe mais velha era mais escolarizada e tinha uma situação socioeconômica melhor. Enquanto no cenário mais recente, 26% das mães com idades entre 35 e 39 anos tiveram seu primeiro filho nesta idade, apenas 11% das mães nos estudos anteriores tiveram seu primeiro filho nessa faixa etária.
Os resultados não sugerem que a mulher deva esperar para ter filhos mais espertos. A grande questão é que as mulheres mais velhas acabam sabendo lidar melhor e se cuidar melhor na gravidez do que quando eram mais novas. O que você aprende enquanto cresce intelectualmente e emocionalmente pode ajudar na complicada tarefa de cuidar de um filho.The New York Times

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