PROVAS DO ESTADO PROPINOCRÁTICO / DOAÇÕES ELEITORAIS
Três quartos das campanhas eram caixa dois, diz Marcelo Odebrecht
Pagamento a políticos em caixa dois era recorrente na Odebrecht, afirmou Marcelo (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)
Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro na última segunda-feira, 10, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht, afirmou que “três quartos do custo estimado das campanhas eram caixa dois”. A audiência foi tornada pública apenas nesta quarta-feira, 12, após o levantamento do sigilo da delação pelo STF.
De acordo com Marcelo, o pagamento a políticos em caixa dois era recorrente na Odebrecht. As doações eleitorais oficiais eram identificadas em uma das planilhas da construtora como “bônus”.
O ex-presidente da Odebrecht disse ainda que a construtora disponibilizou ao ex-presidente Lula um saldo de R$ 40 milhões de propina, ao final do seu mandato.
“A gente entendia que o Lula ainda ia ter influência no PT. O Lula nunca me pediu diretamente isso; eu combinava com o [ex-ministro Antonio] Palocci”, relatou Marcelo durante o depoimento.
Ainda segundo o ex-presidente da Odebrecht, alguns valores foram sacados em espécie. O empresário também admitiu que a construtora estruturou um departamento de propinas no início dos anos 1990.
O delator disse que qualquer pedido que fizesse a um político brasileiro, mesmo que legítimo, gerava uma “expectativa de retorno financeiro”.Folha
Pagamento a políticos em caixa dois era recorrente na Odebrecht, afirmou Marcelo (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)
Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro na última segunda-feira, 10, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht, afirmou que “três quartos do custo estimado das campanhas eram caixa dois”. A audiência foi tornada pública apenas nesta quarta-feira, 12, após o levantamento do sigilo da delação pelo STF.
De acordo com Marcelo, o pagamento a políticos em caixa dois era recorrente na Odebrecht. As doações eleitorais oficiais eram identificadas em uma das planilhas da construtora como “bônus”.
O ex-presidente da Odebrecht disse ainda que a construtora disponibilizou ao ex-presidente Lula um saldo de R$ 40 milhões de propina, ao final do seu mandato.
“A gente entendia que o Lula ainda ia ter influência no PT. O Lula nunca me pediu diretamente isso; eu combinava com o [ex-ministro Antonio] Palocci”, relatou Marcelo durante o depoimento.
Ainda segundo o ex-presidente da Odebrecht, alguns valores foram sacados em espécie. O empresário também admitiu que a construtora estruturou um departamento de propinas no início dos anos 1990.
O delator disse que qualquer pedido que fizesse a um político brasileiro, mesmo que legítimo, gerava uma “expectativa de retorno financeiro”.Folha

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