COREIA DO SUL
Procuradoria sul-coreana pede prisão de herdeiro da Samsung
Lee Jae-Yong foi interrogado durante 22 horas por suspeita de suborno e perjúrio (Foto: Reprodução/ Youtube)
A procuradoria da Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira, 16, um pedido de prisão do vice-presidente da gigante eletrônica Samsung, Lee Jae-Yong. Filho do presidente do maior grupo industrial do país, o herdeiro da companhia é investigado em um escândalo político que levou ao afastamento da presidente Park Geun-Hye no ano passado.
Lee Jae-Yong é suspeito de suborno e perjúrio e foi interrogado na última quinta-feira, 12, por investigadores durante 22 horas. Caso seja preso, será o primeiro líder empresarial detido no âmbito do escândalo. O tribunal deve decidir se emite ou não a ordem de prisão do empresário.
O escândalo político do país gira em torno de Choi Soon-Sil, amiga da presidente sul-coreana. Choi é acusada de usar a relação de amizade com Park para exercer influência no governo do país.
De acordo com as investigações, Choi recebia informações confidenciais sobre o governo e com isso embolsou enormes quantias de dinheiro através de pagamentos feitos pelos principais conglomerados do país a fundações privadas criadas por ela. As autoridades apontam que a Samsung doou 20 bilhões de wons (US$ 17 milhões) às fundações de Choi. Outras companhias como Hyundai, SK, LG e Lotte também contribuíram.
Impeachment
Após uma série de protestos pelo país, o Parlamento sul-coreano aprovou em dezembro o processo de impeachment de Park por 234 votos a favor e 56 contrários. A partir de então, a Corte Constitucional passou a ter que decidir se confirmaria o impeachment ou se rejeita o pedido do Parlamento, controlado pela oposição.
Com os poderes de Park suspensos, o país passou a ser comandado interinamente pelo primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn. Ele ficará a frente do governo durante o período de julgamento no tribunal, que pode levar até 180 dias.
Após a aprovação do impeachment, que instabilizou a política sul-coreana, Park pediu desculpas publicamente por “negligência” e disse esperar que a crise seja resolvida.Valor Econômico
Lee Jae-Yong foi interrogado durante 22 horas por suspeita de suborno e perjúrio (Foto: Reprodução/ Youtube)
A procuradoria da Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira, 16, um pedido de prisão do vice-presidente da gigante eletrônica Samsung, Lee Jae-Yong. Filho do presidente do maior grupo industrial do país, o herdeiro da companhia é investigado em um escândalo político que levou ao afastamento da presidente Park Geun-Hye no ano passado.
Lee Jae-Yong é suspeito de suborno e perjúrio e foi interrogado na última quinta-feira, 12, por investigadores durante 22 horas. Caso seja preso, será o primeiro líder empresarial detido no âmbito do escândalo. O tribunal deve decidir se emite ou não a ordem de prisão do empresário.
O escândalo político do país gira em torno de Choi Soon-Sil, amiga da presidente sul-coreana. Choi é acusada de usar a relação de amizade com Park para exercer influência no governo do país.
De acordo com as investigações, Choi recebia informações confidenciais sobre o governo e com isso embolsou enormes quantias de dinheiro através de pagamentos feitos pelos principais conglomerados do país a fundações privadas criadas por ela. As autoridades apontam que a Samsung doou 20 bilhões de wons (US$ 17 milhões) às fundações de Choi. Outras companhias como Hyundai, SK, LG e Lotte também contribuíram.
Impeachment
Após uma série de protestos pelo país, o Parlamento sul-coreano aprovou em dezembro o processo de impeachment de Park por 234 votos a favor e 56 contrários. A partir de então, a Corte Constitucional passou a ter que decidir se confirmaria o impeachment ou se rejeita o pedido do Parlamento, controlado pela oposição.
Com os poderes de Park suspensos, o país passou a ser comandado interinamente pelo primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn. Ele ficará a frente do governo durante o período de julgamento no tribunal, que pode levar até 180 dias.
Após a aprovação do impeachment, que instabilizou a política sul-coreana, Park pediu desculpas publicamente por “negligência” e disse esperar que a crise seja resolvida.Valor Econômico

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